{"id":95161,"date":"2025-07-19T09:55:33","date_gmt":"2025-07-19T12:55:33","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=95161"},"modified":"2025-07-21T17:02:08","modified_gmt":"2025-07-21T20:02:08","slug":"jubileu-arquidiocesano-um-tempo-para-celebrar-e-evangelizar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jubileu-arquidiocesano-um-tempo-para-celebrar-e-evangelizar\/","title":{"rendered":"JUBILEU ARQUIDIOCESANO  Um tempo para celebrar e evangelizar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Carta Pastoral do Cardeal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Orani Jo\u00e3o Tempesta, O. Cist.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arcebispo de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio do Jubileu Arquidiocesano nos 450 anos da cria\u00e7\u00e3o da Prelazia do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">19 de julho de 2025<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Depois de cinco anos de pesquisas, celebra\u00e7\u00f5es e divulga\u00e7\u00f5es sobre a nossa hist\u00f3ria arquidiocesana, chegamos ao final do quinqu\u00eanio, iniciando o Ano Jubilar Arquidiocesano. Foram anos de belos e importantes trabalhos e descobertas, que marcaram esse tempo em nossa caminhada eclesial. A tudo isso somam-se os trabalhos pastorais e organizativos gerais que da vida quotidiana de nossa Igreja particular, de modo especial no que diz respeito \u00e0 vida mission\u00e1ria e vocacional. Por todos esses dons e benef\u00edcios, rendemos a Deus a nossa a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as!<\/li>\n<li>Por\u00e9m, nesta ocasi\u00e3o queremos resgatar a nossa hist\u00f3ria, aqui de modo resumido, mas com o incentivo para publica\u00e7\u00e3o de artigos, n\u00fameros especiais em nosso jornal Testemunho de F\u00e9 e livros, que transmitam para o futuro o caminho percorrido.<\/li>\n<li>Iniciamos com a comemora\u00e7\u00e3o no dia de hoje, quando assino esta Carta Pastoral, ocasi\u00e3o em que se completam os 450 anos da cria\u00e7\u00e3o da Prelazia do Rio de Janeiro. Essa comemora\u00e7\u00e3o ir\u00e1 se concluir em novembro do pr\u00f3ximo ano, quando completaremos 350 anos da cria\u00e7\u00e3o de nossa Diocese.<\/li>\n<li>Neste m\u00eas de julho, recordamos os 70 anos de nosso Congresso Eucar\u00edstico Internacional, o \u00fanico que aconteceu no Brasil at\u00e9 hoje, assim como o nascimento do CELAM na 1\u00aa Assembleia Geral dos Bispos da Am\u00e9rica Latina, aqui ocorrida na mesma \u00e9poca. Igualmente, recordamos o nascimento, aqui no Rio de Janeiro, da Confer\u00eancia Nacional do Religiosos (CRB), em 1954. E recordamos, tamb\u00e9m, a visita do Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II e a hist\u00f3rica Jornada Mundial da Juventude, com a presen\u00e7a do Papa Francisco entre n\u00f3s, em sua primeira viagem internacional.<\/li>\n<li>A hist\u00f3ria revisitada pode trazer luzes para nossa caminhada atual e esperamos, ao final do nosso II\u00ba S\u00ednodo Arquidiocesano com o tema das miss\u00f5es, projetar luzes para o para o futuro do nosso trabalho pastoral, evangelizador e mission\u00e1rio. Temos um longo caminho a percorrer e o olhar retrospectivo nos faz admirar os feitos de nossos antepassados, suas lutas e suas virtudes. Agrade\u00e7o a Deus por ver tantos sinais do Reino entre n\u00f3s. Em nossa carta pastoral anterior falamos das quest\u00f5es sociais, mas nesta queremos suscitar uma viv\u00eancia jubilar de nossa identidade eclesial.<\/li>\n<li>Por isso, mais uma vez tenho a alegria de poder dirigir algumas palavras a todo o povo de Deus presente em nossa Arquidiocese, dessa vez por ocasi\u00e3o Jubileu Arquidiocesano, que tem in\u00edcio com os 450 anos da cria\u00e7\u00e3o da Prelazia do Rio de Janeiro e se encerrar\u00e1 com os 350 anos de sua eleva\u00e7\u00e3o \u00e0 Diocese.<\/li>\n<li>Ao escrever esta carta pastoral, desejo convidar, como disse acima, cada membro desta amada Igreja particular do Rio de Janeiro a redescobrir, com gratid\u00e3o e compromisso, a rica hist\u00f3ria evangelizadora que nos precede, iluminando com esperan\u00e7a o nosso presente e renovando com ardor mission\u00e1rio o nosso futuro. Vivenciando essa oportunidade do Jubileu Arquidiocesano, dentro do Jubileu Ordin\u00e1rio do ano de 2025, tempo de esperan\u00e7a que nos convida a peregrinar anunciando quem \u00e9 nossa esperan\u00e7a no mundo de hoje, convido cada fiel a elevar a Deus uma a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as por tantos benef\u00edcios dispensados em favor de cada um de n\u00f3s, que vivemos o desafio de ser Igreja sinodal, disc\u00edpula e mission\u00e1ria em meio \u00e0 nossa grande cidade. Somos uma igreja em sa\u00edda e com belos testemunhos de trabalhos mission\u00e1rios antigos e novos.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma hist\u00f3ria de f\u00e9 <\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"8\">\n<li>Nossa hist\u00f3ria come\u00e7a com a descoberta desta regi\u00e3o que levou o nome de Rio de Janeiro, por volta do ano de 1502, com o mapeamento que os portugueses fizeram de nossa costa. Depois, veio a aventura da Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica. Em uma das paredes do Pal\u00e1cio S\u00e3o Joaquim, temos uma bela pintura de uma missa que retrata essa \u00e9poca, datando essa efem\u00e9ride do ano de 1555. O Surgimento de Nossa cidade, com a presen\u00e7a efetiva dos portugueses, data de 1565. Nessa \u00e9poca, j\u00e1 t\u00ednhamos a imagem hist\u00f3rica de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, mais tarde levada para o Morro do Castelo.<\/li>\n<li>Nossa caminhada eclesial, como uma circunscri\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, come\u00e7ou em 19 de julho de 1575, com a cria\u00e7\u00e3o da Prelazia de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, apenas 10 anos depois da funda\u00e7\u00e3o da cidade pelos portugueses. Em meio a um territ\u00f3rio em forma\u00e7\u00e3o, marcado por disputas coloniais, presen\u00e7a ind\u00edgena e in\u00edcio da escravid\u00e3o africana, a Igreja se fez presente como semente do Evangelho, anunciando a salva\u00e7\u00e3o em Jesus Cristo e buscando, mesmo com limita\u00e7\u00f5es humanas, ser sinal da miseric\u00f3rdia divina.<\/li>\n<li>Na bula <em>In supereminente militantes Ecclesiae<\/em>, com a qual cria a Prelazia do Rio de Janeiro, o Papa Greg\u00f3rio XIII reconhece como a grande extens\u00e3o da ent\u00e3o Diocese de S\u00e3o Salvador da Bahia dificultava a devida assist\u00eancia pastoral em diversas partes da circunscri\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica. O Papa indica que se fosse erigida mais ao sul da ent\u00e3o col\u00f4nia portuguesa na Am\u00e9rica uma Prelazia: \u201cA dita prov\u00edncia do Rio de Janeiro certamente receberia de tal ato maiores incrementos, e cuidar-se-ia mais oportunamente da salva\u00e7\u00e3o de seu clero e de seu povo, do aumento e exalta\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e do incremento do culto divino, e dar-se-ia rem\u00e9dio a tantos riscos e perigos para as almas\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/li>\n<li>Dessa forma, percebemos como nossa Igreja particular nasce de um anseio pastoral, dado o crescimento da popula\u00e7\u00e3o da cidade que havia sido fundada, como dissemos acima, dez anos antes, e cuja assist\u00eancia espiritual ficava a cargo de sua \u00fanica par\u00f3quia, a de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, na matriz que ficava no extinto morro do castelo, sob a cust\u00f3dia dos jesu\u00edtas.<\/li>\n<li>Foi um grande desafio, com muitos cl\u00e9rigos desempenhando suas fun\u00e7\u00f5es na prelazia que se estendia desde o sul da Bahia at\u00e9 o Rio da Prata, fazendo divisa a oeste com a Am\u00e9rica espanhola. Uma grande extens\u00e3o a ser servida pelos prelados.<\/li>\n<li>Depois de um s\u00e9culo, em 1676, a prelazia foi elevada \u00e0 categoria de Diocese, desmembrada definitivamente da Diocese de Salvador. Esse passo foi decisivo para a organiza\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o da vida pastoral na regi\u00e3o. Capelas, miss\u00f5es e escolas surgiram como frutos do trabalho evangelizador de padres diocesanos e religiosos \u2014 sobretudo os jesu\u00edtas, franciscanos, beneditinos e carmelitas \u2014 que se dedicaram \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do povo, \u00e0 assist\u00eancia aos pobres e \u00e0 catequese dos povos origin\u00e1rios e africanos.<\/li>\n<li>A cidade do Rio de Janeiro crescia, e com ela crescia tamb\u00e9m a responsabilidade pastoral da Igreja. Ap\u00f3s o fim do padroado, com a Rep\u00fablica, em 1892, a Diocese foi elevada \u00e0 Arquidiocese Metropolitana, tornando-se refer\u00eancia para as dioceses da ent\u00e3o Prov\u00edncia Eclesi\u00e1stica do Sudeste. A nova configura\u00e7\u00e3o eclesial respondia ao dinamismo da cidade que, tendo sido a capital do Imp\u00e9rio, era agora a capital federal da Rep\u00fablica.<\/li>\n<li>Ao longo dos s\u00e9culos, nossa Arquidiocese testemunhou profundas transforma\u00e7\u00f5es sociais e culturais. Tivemos muitos arcebispos, meus predecessores, que marcaram com suas vidas e a\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 a hist\u00f3ria de nossa regi\u00e3o, mas a do Brasil. Cada um trouxe seu zelo pastoral e sua lideran\u00e7a para o bem de nosso povo.<\/li>\n<li>Em cada momento, por\u00e9m, a nossa Igreja particular buscou estar pr\u00f3xima do povo, como sinal de esperan\u00e7a. Nos corti\u00e7os do s\u00e9culo XIX, nas favelas que cresceram nos morros, nos bairros oper\u00e1rios da Zona Norte e no crescimento da Zona Oeste, a Igreja fez-se presente com a Palavra de Deus, a Eucaristia e a caridade.<\/li>\n<li>Durante o s\u00e9culo XX, novas congrega\u00e7\u00f5es religiosas chegaram ao Rio. Foram tempos de fecundidade vocacional e fortalecimento das pastorais. Surgiram hospitais, escolas, centros sociais, r\u00e1dios cat\u00f3licas e movimentos leigos que marcaram a vida da cidade. Com a realiza\u00e7\u00e3o de Conc\u00edlios Provinciais, e do I S\u00ednodo Arquidiocesano em 1949, o clero foi se organizando, e a pastoral urbana ganhou prioridade, sobretudo com a chegada de grandes fluxos migrat\u00f3rios internos. Temos muitos livros, artigos, trabalhos cient\u00edficos e reportagens que podem ser consultados com rela\u00e7\u00e3o a essa vitalidade. No \u00e2mbito de uma carta pastoral podemos apenas citar e recordar, mas todos somos convidados a revisitar esses escritos hist\u00f3ricos.<\/li>\n<li>O Conc\u00edlio Vaticano II e o esp\u00edrito renovador que dele brotou inspiraram nossa Igreja a refor\u00e7ar sua op\u00e7\u00e3o pelos pobres, sua abertura ao di\u00e1logo com a cultura e seu compromisso com a justi\u00e7a. As Comunidades Eclesiais, os c\u00edrculos b\u00edblicos, que s\u00e3o marcantes experi\u00eancias em nossa arquidiocese, e as pastorais sociais floresceram nas periferias urbanas. A Arquidiocese abriu seus espa\u00e7os para a escuta, cuidando especialmente dos mais vulner\u00e1veis. Temos grandes exemplos de pessoas e iniciativas que trabalharam nessas frentes sociais, conforme j\u00e1 tratamos em nossa carta pastoral anterior, emitida no domingo de P\u00e1scoa deste ano.<\/li>\n<li>Mais recentemente, eventos como a visita de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II em 1980, a Jornada Mundial da Juventude em 2013 com o Papa Francisco, e diversas assembleias arquidiocesanas, sobretudo o II S\u00ednodo Arquidiocesano, cuja tema \u00e9 a miss\u00e3o, refor\u00e7am o sentido de comunh\u00e3o e corresponsabilidade em nossa miss\u00e3o evangelizadora. Com alegria, testemunhamos a for\u00e7a da juventude, o servi\u00e7o dedicado de nossos agentes pastorais e o crescente protagonismo dos leigos na vida da Igreja.<\/li>\n<li>Hoje, a Arquidiocese de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, circunscrita ao territ\u00f3rio da Cidade Maravilhosa, \u00e9 formada por milhares de comunidades vivas, animadas por padres, di\u00e1conos, religiosas, religiosos e leigos comprometidos com o an\u00fancio do Evangelho. Do antigo territ\u00f3rio da Prelazia temos hoje Arquidioceses e Dioceses que congregam par\u00f3quias e milh\u00f5es de pessoas. Nossa miss\u00e3o, iniciada no ontem, continua tamb\u00e9m no hoje: evangelizar com coragem em meio aos desafios de uma metr\u00f3pole marcada pela desigualdade, pela viol\u00eancia, mas tamb\u00e9m por uma f\u00e9 viva e uma cultura rica e plural. E tudo isso no cen\u00e1rio de beleza natural com o qual somos circundados.<\/li>\n<li>Celebrar essa hist\u00f3ria \u00e9 reconhecer que somos parte de uma corrente de gra\u00e7a, que come\u00e7ou com nossos antecessores na f\u00e9 e que agora est\u00e1 em nossas m\u00e3os. Somos chamados a manter viva a chama da evangeliza\u00e7\u00e3o, especialmente nas periferias, nos pres\u00eddios, nas escolas, nos hospitais e nos centros urbanos onde a f\u00e9 se fragiliza.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A missa An\u00fancio do Evangelho: uma heran\u00e7a do tricenten\u00e1rio <\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"22\">\n<li>Quando completamos tr\u00eas s\u00e9culos de Diocese, grandes eventos marcaram essa comemora\u00e7\u00e3o, inclusive a transfer\u00eancia de nossa Catedral antiga para a atual. Agora que iremos chegar aos 350 anos de Diocese, convido a redescobrir e utilizar o texto de uma missa que marcou \u00e9poca e que nos ajudar\u00e1 muito em nossa caminhada mission\u00e1ria e jubilar.<\/li>\n<li>No cen\u00e1rio profundamente espiritual do Ano Santo de 1975, sob a luz da Solenidade da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, a Igreja acolhia com alegria a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Evangelii Nuntiandi<\/em>, de S\u00e3o Paulo VI. Este documento, nascido do impulso renovador do Conc\u00edlio Vaticano II e do S\u00ednodo dos Bispos de 1974, reafirmava que \u201cevangelizar \u00e9 a voca\u00e7\u00e3o mais profunda da Igreja\u201d (EN 14).<\/li>\n<li>Em nossa Arquidiocese de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, que se preparava para celebrar os 300 anos de sua eleva\u00e7\u00e3o \u00e0 dignidade de Diocese, o impacto foi imediato. Embora n\u00e3o tivesse participado diretamente do S\u00ednodo, o Cardeal Eug\u00eanio de Ara\u00fajo Sales, ent\u00e3o arcebispo, acolheu com entusiasmo a <em>Evangelii Nuntiandi<\/em>, reconhecendo nela um verdadeiro programa de renova\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. A amizade com Paulo VI e sua firme convic\u00e7\u00e3o pastoral levaram-no a mobilizar a Igreja local para uma grande Miss\u00e3o Popular \u2014 e a buscar novas formas de evangelizar atrav\u00e9s da m\u00fasica lit\u00fargica.<\/li>\n<li>A essa efervesc\u00eancia espiritual somava-se o sucesso da missa \u201cMaria, M\u00e3e da Igreja\u201d, composta por ocasi\u00e3o dos 20 anos de sacerd\u00f3cio do C\u00f4nego Amaro Cavalcanti, naquele mesmo ano de 1975. Inspirada na exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica <em>Marialis Cultus<\/em>, essa missa havia sido bem acolhida nas comunidades do Brasil, mostrando a for\u00e7a da m\u00fasica como express\u00e3o catequ\u00e9tica e evangelizadora. Foi ent\u00e3o que Dom Eug\u00eanio solicitou aos mesmos compositores \u2014 Dom Carlos Alberto Etchandy Gimeno Navarro e Waldeci Farias \u2014 uma nova obra: a Missa do Tricenten\u00e1rio.<\/li>\n<li>Mais do que celebrar uma data, tratava-se de traduzir em melodia a identidade mission\u00e1ria da Igreja do Rio de Janeiro. Uma missa liturgicamente s\u00f3lida, teologicamente enraizada e musicalmente acess\u00edvel, que fosse trilha sonora do tempo novo inaugurado pela <em>Evangelii Nuntiandi<\/em>.<\/li>\n<li>Os dois autores foram dois nomes que enriqueceram o canto pastoral no Brasil, com composi\u00e7\u00f5es que ainda hoje marcam presen\u00e7a na liturgia de nossas comunidades. Dom Carlos Alberto Navarro nasceu no bairro do Engenho Novo, em 1931. Estudante do Col\u00e9gio Militar e depois cadete da AMAN, foi profundamente tocado pela leitura de <em>Hist\u00f3ria de uma Alma<\/em>, de Santa Teresinha. Abandonando a carreira militar, ingressou no Semin\u00e1rio S\u00e3o Jos\u00e9. Ordenado em 1959, destacou-se por seu carisma junto aos jovens, pela sensibilidade po\u00e9tica e pela firmeza espiritual. Em 1975, foi nomeado bispo auxiliar, sendo sagrado no dia 12 de dezembro, junto com Dom Karl Romer. Foi bispo de Campos entre 1981 e 1990, e arcebispo de Niter\u00f3i de 1990 at\u00e9 sua morte, em 2003.<\/li>\n<li>Waldeci Farias, nascido no Cear\u00e1 em 1943, revelava desde cedo grande talento musical. Aprendeu a tocar acordeon e viol\u00e3o ainda menino. Ap\u00f3s mudar-se para o Rio, ingressou no Semin\u00e1rio S\u00e3o Jos\u00e9, onde suas composi\u00e7\u00f5es se destacaram nos festivais internos. Um de seus primeiros sucessos foi \u201cO Senhor me chamou a viver\u201d (1972), cantado ainda hoje em nossas comunidades. Depois, colaborou com o C\u00f4nego Amaro Cavalcanti, com quem viveu intensamente a miss\u00e3o lit\u00fargica e catequ\u00e9tica da Arquidiocese, especialmente na Par\u00f3quia Santa Teresinha, em Botafogo. Ingressou depois na Ordem dos Capuchinhos, onde professou os votos tempor\u00e1rios. Com Dom Carlos Alberto, formou uma das parcerias mais fecundas da m\u00fasica lit\u00fargica no Brasil.<\/li>\n<li>A Missa do Tricenten\u00e1rio, chamada \u201cMissa An\u00fancio do Evangelho\u201d, foi concebida como um caminho de evangeliza\u00e7\u00e3o em forma de canto. Dom Eug\u00eanio desejava que essa missa acompanhasse a Miss\u00e3o Popular, onde grande n\u00famero de leigos, religiosos e padres batiam de porta em porta levando a Palavra de Deus. Por isso, a composi\u00e7\u00e3o inclui: Canto de entrada, aclama\u00e7\u00e3o ao Evangelho, canto das oferendas, canto de comunh\u00e3o, canto de medita\u00e7\u00e3o e canto Final<\/li>\n<li>Cada parte traz n\u00e3o apenas beleza mel\u00f3dica, mas s\u00f3lida fundamenta\u00e7\u00e3o b\u00edblica e resson\u00e2ncia com a <em>Evangelii Nuntiandi<\/em>. Trata-se de uma verdadeira catequese cantada, como desejava o Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cA m\u00fasica sacra ser\u00e1 tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada \u00e0 a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica\u201d (SC 112).<\/li>\n<li>Desejamos que essa missa do tricenten\u00e1rio, junto com o hino do jubileu arquidiocesano que publicamos ao final desta carta, seja executada durante esse ano em que o nosso II\u00ba S\u00ednodo Arquidiocesano nos impulsiona para a miss\u00e3o.<\/li>\n<li>Aqui, propomos um breve estudo das partes dessa missa, onde percebe-se a riqueza encerrada em cada composi\u00e7\u00e3o:<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Canto de Entrada<\/strong>:\u00a0 <em>Devo anunciar \u00e0s cidades o Reino de Deus<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mensagem central:<\/strong> Este canto proclama a miss\u00e3o de Jesus e da Igreja: anunciar o Reino de Deus a todos, especialmente aos pobres e oprimidos. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 quem unge e envia, e a cruz \u00e9 o caminho para entrar nesse Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas 4,18-19: O Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isa\u00edas 61,1: O Esp\u00edrito do Senhor Deus est\u00e1 sobre mim, porque o Senhor me ungiu para levar a boa not\u00edcia aos humildes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mateus 13,44: O Reino dos c\u00e9us \u00e9 como um tesouro escondido no campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colossenses 1,13: Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evangelii Nuntiandi:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 6 \u2013 Evangelizar constitui, de fato, a gra\u00e7a e a voca\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da Igreja, sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 7: Jesus mesmo, o Evangelho de Deus, foi o primeiro e o maior evangelizador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 8: O Reino \u00e9, pois, o objetivo de toda evangeliza\u00e7\u00e3o: \u00e9 nele que se encontra a salva\u00e7\u00e3o para todo o ser humano e para a sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 9: Esse Reino exige dos seus membros uma convers\u00e3o interior profunda e uma vida marcada pelas bem-aventuran\u00e7as. Ele s\u00f3 se alcan\u00e7a atrav\u00e9s da cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 75: A evangeliza\u00e7\u00e3o jamais ser\u00e1 poss\u00edvel sem a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Ele \u00e9 o agente principal da evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aclama\u00e7\u00e3o ao Evangelho:<\/strong> <em>Jesus, primeiro evangelizador<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mensagem central:<\/strong> Jesus \u00e9 o primeiro mission\u00e1rio, e a Igreja continua sua miss\u00e3o. Mas tamb\u00e9m precisa renovar-se sempre, ouvindo de novo o Evangelho e se convertendo. A miss\u00e3o evangelizadora exige fidelidade, coragem e o desejo de comunicar os tesouros da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mateus 28,19: Ide, pois, e fazei disc\u00edpulos entre todas as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o 13,15: Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim fa\u00e7ais tamb\u00e9m v\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apocalipse 2,4-5: Tenho, por\u00e9m, contra ti que abandonaste teu primeiro amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Romanos 10,14: Como crer\u00e3o naquele de quem n\u00e3o ouviram falar? E como ouvir\u00e3o, se n\u00e3o houver quem pregue?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evangelii Nuntiandi:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 7: Jesus mesmo, o Evangelho de Deus, foi o primeiro e o maior evangelizador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 14: Evangelizar \u00e9, para a Igreja, ser fiel ao seu pr\u00f3prio ser. A Igreja existe para evangelizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 15: Evangelizar n\u00e3o \u00e9, para ela, um contributo facultativo; \u00e9 um dever que lhe \u00e9 imposto pelo pr\u00f3prio Senhor Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 16: A evangeliza\u00e7\u00e3o deve tocar profundamente a consci\u00eancia da Igreja, chamada a uma renova\u00e7\u00e3o constante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 17: A evangeliza\u00e7\u00e3o deve ser feita com amor fraterno e respeito pela liberdade da pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 18: A Igreja evangeliza quando, por sua simples exist\u00eancia e presen\u00e7a no mundo, brilha como luz que atrai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 24: Evangelizar \u00e9, antes de tudo, dar testemunho, de tal forma que, vendo o exemplo dos crist\u00e3os, as pessoas sintam necessidade de perguntar: Por que vivem assim?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 25: N\u00e3o h\u00e1 verdadeira evangeliza\u00e7\u00e3o sem o an\u00fancio expl\u00edcito de Jesus como Senhor e Salvador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 26: A proclama\u00e7\u00e3o do nome, da doutrina, da vida, das promessas e do Reino de Cristo \u00e9 o centro da evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Canto das Oferendas:<\/strong> <em>O cora\u00e7\u00e3o do homem quer liberta\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mensagem central:<\/strong> A verdadeira liberta\u00e7\u00e3o do ser humano est\u00e1 na evangeliza\u00e7\u00e3o: Deus nos ama e quer nos transformar por inteiro \u2014 mente, cora\u00e7\u00e3o, valores e atitudes. Evangelizar \u00e9 mais que pregar: \u00e9 ajudar as pessoas a se tornarem novas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o 3,16-17: Deus amou tanto o mundo, que entregou seu Filho \u00fanico para que todo o que nele crer n\u00e3o pere\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Romanos 12,2: Transformai-vos pela renova\u00e7\u00e3o da vossa mente, para discernir a vontade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ezequiel 36,26: Dar-vos-ei um cora\u00e7\u00e3o novo e porei dentro de v\u00f3s um esp\u00edrito novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atos 2,38: Convertei-vos e cada um de v\u00f3s seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perd\u00e3o dos pecados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evangelii Nuntiandi:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 1: Anunciar o Evangelho aos homens do nosso tempo (com frequ\u00eancia confusos, mas tamb\u00e9m cheios de esperan\u00e7a) \u00e9, sem d\u00favida, um servi\u00e7o prestado \u00e0 humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 20: A evangeliza\u00e7\u00e3o deve atingir e transformar, com a for\u00e7a do Evangelho, os crit\u00e9rios de julgamento, os valores determinantes, os pontos de interesse, as linhas de pensamento e os modelos de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 22: A salva\u00e7\u00e3o que a Igreja anuncia atinge o homem inteiro. Ela \u00e9 liberta\u00e7\u00e3o de tudo o que oprime, mas sobretudo \u00e9 liberta\u00e7\u00e3o do pecado e da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 24: Os homens de hoje escutam mais facilmente as testemunhas do que os mestres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 29: A evangeliza\u00e7\u00e3o deve atingir o cora\u00e7\u00e3o e transform\u00e1-lo, tornando-o capaz de uma nova vida segundo o Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Canto de Comunh\u00e3o:<\/strong> <em>Jorra uma Fonte de Gra\u00e7a<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tema central:<\/strong> A Eucaristia como fonte de gra\u00e7a e de for\u00e7a para a miss\u00e3o da Igreja. Ela alimenta o amor, a comunh\u00e3o, a unidade e o testemunho crist\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o 19,34: Mas um dos soldados lhe perfurou o lado com uma lan\u00e7a, e logo saiu sangue e \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Cor 11,26: Todas as vezes que comeis deste p\u00e3o e bebeis deste c\u00e1lice, anunciais a morte do Senhor at\u00e9 que Ele venha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo 6,54-56: Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna&#8230; permanece em mim e eu nele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hb 10,19: Temos plena confian\u00e7a de entrar no Santu\u00e1rio pelo sangue de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo 13,15: Eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, assim fa\u00e7ais v\u00f3s tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Cor 10,16-17: O c\u00e1lice de b\u00ean\u00e7\u00e3o&#8230; \u00e9 comunh\u00e3o com o sangue de Cristo; o p\u00e3o&#8230; \u00e9 comunh\u00e3o com o corpo de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo17,21: Que todos sejam um, como tu, Pai, est\u00e1s em mim e eu em ti&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rm 12,2: Transformai-vos pela renova\u00e7\u00e3o da vossa mente&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At 2,41: Os que aceitaram a palavra foram batizados; e naquele dia, juntaram-se a eles cerca de tr\u00eas mil pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mt 5,3: Bem-aventurados os pobres em esp\u00edrito, porque deles \u00e9 o Reino dos c\u00e9us.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas 9,23: Se algu\u00e9m quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evangelii Nuntiandi:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 15: Evangelizar n\u00e3o \u00e9 um luxo, \u00e9 uma miss\u00e3o essencial confiada por Cristo \u00e0 sua Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 24: Evangelizar \u00e9 renovar vidas e formar disc\u00edpulos atrav\u00e9s do testemunho e do an\u00fancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 27: Evangelizar significa transformar a humanidade e conduzi-la \u00e0 comunh\u00e3o com Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 28: Na Eucaristia est\u00e1 contido todo o tesouro espiritual da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 30: A evangeliza\u00e7\u00e3o exige o compromisso com os pobres e sofredores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 31: A Igreja deve ser percebida como a Igreja dos pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 47: A celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia educa para o amor e para o compromisso com os irm\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 76: A miss\u00e3o precisa da a\u00e7\u00e3o invis\u00edvel e eficaz do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 77: A unidade vis\u00edvel entre os fi\u00e9is fortalece o testemunho da evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Canto de Medita\u00e7\u00e3o \/ A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as: <\/strong><em>Quem Vive Afastado de Cristo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mensagem central:<\/strong> A evangeliza\u00e7\u00e3o come\u00e7a com o testemunho silencioso, que toca os cora\u00e7\u00f5es e prepara o terreno para o an\u00fancio expl\u00edcito de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mt 5,14-16: V\u00f3s sois a luz do mundo&#8230; brilhe a vossa luz diante dos homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 Pd 3,15: Estai sempre prontos a responder, com mansid\u00e3o e respeito, a todo aquele que vos pedir raz\u00e3o da vossa esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Is 60,3: As na\u00e7\u00f5es caminhar\u00e3o \u00e0 tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sl 67,2-3: Para que se conhe\u00e7a na terra o teu caminho, e entre todas as na\u00e7\u00f5es a tua salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At 4,12: N\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o em nenhum outro, pois n\u00e3o existe outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rm 10,14: Como invocar\u00e3o aquele em quem n\u00e3o creram? E como crer\u00e3o, se n\u00e3o ouviram falar dele?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evangelii Nuntiandi:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 18: A Igreja evangeliza irradiando a luz do Evangelho com sua pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 19: Ela \u00e9 fermento no mundo, chamada a transformar a sociedade por dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 21: A primeira forma de evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o testemunho da vida crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 22: Evangelizar sup\u00f5e sempre o an\u00fancio expl\u00edcito de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 23: \u00c9 necess\u00e1rio anunciar Jesus com clareza, humildade, alegria e coragem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 26: O conte\u00fado essencial da evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EN 41: O mundo contempor\u00e2neo se abre ao Evangelho principalmente atrav\u00e9s do testemunho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Canto Final \/ Envio Mission\u00e1rio: <\/strong><em>Lembrando a Tua Voz<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mensagem central:<\/strong> A miss\u00e3o da Igreja nasce do mandato de Jesus e \u00e9 sustentada pela for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. Evangelizar exige coragem, gratuidade e ardor, mesmo em meio \u00e0s dificuldades. A missa se prolonga na miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mt 28,19: \u201cIde, ensinai todas as na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus envia seus disc\u00edpulos ao mundo inteiro para anunciar o Evangelho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 Tm 4,2\u20135: \u201cProclama a Palavra, insiste oportuna ou inoportunamente\u2026\u201d Mesmo diante de prova\u00e7\u00f5es, o disc\u00edpulo deve ser fiel e perseverante na miss\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Is 52,7: \u201cComo s\u00e3o belos sobre os montes os p\u00e9s do mensageiro que anuncia a paz!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evangelizar \u00e9 fonte de beleza e alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mt 10,7\u20138; 10,39: \u201cCurai os enfermos\u2026 Quem perder a sua vida por minha causa, vai encontr\u00e1-la.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o exige entrega, coragem e disposi\u00e7\u00e3o para o sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At 20,24: \u201cMinha vida n\u00e3o tem valor algum, contanto que eu cumpra minha miss\u00e3o de anunciar o Evangelho da gra\u00e7a de Deus.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A alegria do disc\u00edpulo est\u00e1 em dar tudo por amor a Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At 1,8: \u201cRecebereis o poder do Esp\u00edrito Santo\u2026 e sereis minhas testemunhas at\u00e9 os confins da terra.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Esp\u00edrito Santo capacita para a miss\u00e3o universal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At 4,31: \u201cFicaram todos cheios do Esp\u00edrito Santo e anunciavam com coragem a Palavra de Deus.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Esp\u00edrito d\u00e1 ousadia e for\u00e7a no an\u00fancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lc 12,12: \u201cO Esp\u00edrito Santo vos ensinar\u00e1 o que deveis dizer.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 Ele quem guia e inspira o mission\u00e1rio em sua prega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evangelii Nuntiandi:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evangelizar \u00e9 expressar amor a Deus e ao pr\u00f3ximo, sendo a voca\u00e7\u00e3o mais profunda da Igreja. O Esp\u00edrito Santo sustenta a miss\u00e3o, convertendo cora\u00e7\u00f5es e reacendendo o ardor mission\u00e1rio. \u00c9 urgente reacender o ardor mission\u00e1rio e o impulso evangelizador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo precisa de crist\u00e3os cheios de coragem e paix\u00e3o por anunciar Cristo.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"33\">\n<li>D\u00e9cadas se passaram desde a Missa do Tricenten\u00e1rio, mas seu valor permanece. Ela \u00e9 mem\u00f3ria viva de uma Igreja que cantou sua hist\u00f3ria com gratid\u00e3o e esperan\u00e7a. \u00c9 tamb\u00e9m profecia de uma Igreja que continua em miss\u00e3o, fiel ao Evangelho e aberta ao Esp\u00edrito.<\/li>\n<li>Convido nossas comunidades, corais e agentes pastorais a redescobrirem esta obra, juntamente com o hino do Jubileu Arquidiocesano. Que os jovens m\u00fasicos encontrem nela uma escola de fidelidade lit\u00fargica e ardor evangelizador. E que essa missa continue a ecoar nas celebra\u00e7\u00f5es, como express\u00e3o de uma f\u00e9 que canta, evangeliza e se oferece com alegria, recordando que \u201cevangelizar \u00e9 a miss\u00e3o essencial da Igreja. Ela existe para\u00a0isso\u201d\u00a0(EN\u00a014).<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Povo de Deus, Corpo M\u00edstico de Cristo: A Igreja Universal e a Igreja Particular<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"35\">\n<li>Ao recordarmos o percurso hist\u00f3rico desde que nos tornarmos Prelazia, depois Diocese e, por fim, Arquidiocese, se faz necess\u00e1rio tamb\u00e9m valorizar o sentido de Igreja particular e a nossa identidade, que, tanto em unidade com a Igreja presente no mundo inteiro, na pessoa do Papa Le\u00e3o XIV, como na caminhada comum de nossa Confer\u00eancia Episcopal, temos caracter\u00edsticas que nos d\u00e3o personalidade pr\u00f3pria e nos impulsionam a ser igreja aqui nestas terras cariocas em que vivemos.<\/li>\n<li>Esse percurso de nossa rica hist\u00f3ria nos leva a buscar uma profunda compreens\u00e3o do mist\u00e9rio da Igreja. Inserida na Igreja Universal, em comunh\u00e3o com o Bispo de Roma, o Papa, e com o Col\u00e9gio Universal dos Bispos, nossa Igreja particular expressa em sua vida de f\u00e9 as notas da Igreja, que \u00e9 una, santa cat\u00f3lica e apost\u00f3lica.<\/li>\n<li>No Novo Testamento se encontram diversas palavras, express\u00f5es e imagens para traduzir a realidade da Igreja (Conc\u00edlio Vaticano II, Constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica <em>Lumen gentium<\/em>, n. 6). Cada uma delas destaca um aspecto, e, em conjunto, evidenciam a riqueza dessa realidade que \u00e9 a Igreja. Essas imagens, enraizadas na experi\u00eancia humana, podem ser subdividas em grupos por afinidades: imagens da vida agr\u00edcola, da realidade pastoril, das edifica\u00e7\u00f5es humanas e da conviv\u00eancia humana. Assim, ela \u00e9 chamada de vinha de Deus, lavoura de Deus, campo da semeadura divina; rebanho, redil, grei; casa, templo, edif\u00edcio; fam\u00edlia de Deus, filhos de Deus, esposa de Deus. Mas, mais fortemente que essas imagens, h\u00e1 algumas no\u00e7\u00f5es mais abrangentes, como: povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Esp\u00edrito Santo (<em>Lumen gentium<\/em>, n. 2-4). Com isso, a Igreja \u00e9 relacionada diretamente com o mist\u00e9rio de Deus, uno e trino, e ela mesma \u00e9 considerada um \u201cgrande mist\u00e9rio\u201d (Ef 5,32).<\/li>\n<li>O termo \u201cIgreja\u201d vem da l\u00edngua grega, que \u00e9 a l\u00edngua original do Novo Testamento. Acontece com muitos termos de, quando assumidos na Palavra de Deus, terem o seu sentido comum enriquecido e passarem a ter um sentido especial. Isso se d\u00e1 com a palavra \u201cekklesia\u201d, que, no seu uso comum, significa assembleia, reuni\u00e3o. Mas, assumida pelos primeiros crist\u00e3os, e utilizada na escrita do Novo Testamento, passa a significar a Igreja enquanto comunh\u00e3o das pessoas em Cristo. Isso, por\u00e9m, j\u00e1 tinha uma hist\u00f3ria ligada \u00e0 B\u00edblia, pois, quando o Antigo Testamento foi traduzido para a l\u00edngua grega, essa mesma palavra foi utilizada para indicar a reuni\u00e3o do povo de Deus, convocado pelo pr\u00f3prio Deus para celebrar com ele a Alian\u00e7a, no monte Sinai (Dt 4,10; 9,10; 18,16). Progressivamente, nas primeiras d\u00e9cadas do cristianismo, essa palavra foi sendo muito usada e se tornou a mais importante para indicar a uni\u00e3o das pessoas com Deus e entre si produzida pela f\u00e9 e pelos sacramentos.<\/li>\n<li>A palavra Igreja (\u201cekklesia\u201d) aparece 114 vezes nos escritos do Novo Testamento. Algumas vezes no singular e outras no plural. Pelo contexto, se sabe que em alguns casos ela indica uma comunidade particular, local, em outros indica um grupo de comunidades locais existentes em uma regi\u00e3o, mas, outras vezes, indica toda a comunidade dos crist\u00e3os.<\/li>\n<li>Nos Atos dos ap\u00f3stolos o termo ocorre vinte e tr\u00eas vezes, das quais, vinte e uma no singular. Seus significados s\u00e3o variados: a comunidade de um local; ou de uma regi\u00e3o; ou a \u00fanica Igreja, sem limita\u00e7\u00e3o de local<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. O elemento espiritual ou teol\u00f3gico vem da a\u00e7\u00e3o divina: Deus \u00e9 que re\u00fane a comunidade e os que ele re\u00fane s\u00e3o seus. A especifica\u00e7\u00e3o \u201cde Deus\u201d ou \u201cde Cristo\u201d explicita o conte\u00fado do conceito Igreja: ela \u00e9 de Deus. As \u201cIgrejas\u201d concretamente existentes em forma de comunidades n\u00e3o s\u00e3o fracionamentos de Igreja, como tamb\u00e9m a Igreja n\u00e3o \u00e9 o resultado da soma das \u201cIgrejas\u201d. A Igreja em seu sentido universal se refere ao povo de Deus em sua totalidade e as Igrejas locais, as comunidades, s\u00e3o a manifesta\u00e7\u00e3o concreta desse povo em um lugar particular.<\/li>\n<li>Nos escritos de S\u00e3o Paulo, a palavra Igreja aparece 61 vezes, e designa tanto a assembleia dom\u00e9stica como uma Igreja estabelecida em uma cidade<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Acompanhando essa palavra, as express\u00f5es \u201cde Cristo\u201d, \u201cde Deus\u201d, \u201cdos santos\u201d s\u00e3o frequentes<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Dos escritos paulinos tamb\u00e9m se pode concluir que n\u00e3o \u00e9 da soma de comunidades locais que nasce a comunidade universal que constitui a Igreja, mas cada comunidade, por pequena que seja, representa a Igreja inteira. Na ep\u00edstola aos Hebreus h\u00e1 uma ocorr\u00eancia da express\u00e3o que \u00e9 especialmente significativa por ser a \u00fanica a designar a Jerusal\u00e9m celeste: 12,22-23.<\/li>\n<li>Em S\u00e3o Mateus encontramos duas passagens significativas, tanto pelo conte\u00fado como por ocorrerem num Evangelho: Mt 16,18 e 18,17. Na primeira, o termo \u201cEkklesia\u201d \u00e9 acompanhado do pronome possessivo \u201cminha\u201d, que indica o v\u00ednculo que une a Igreja a Cristo. O segundo texto se refere a uma comunidade local que debate um caso de disciplina.<\/li>\n<li>As mesmas observa\u00e7\u00f5es feitas acima valem para as outras ocorr\u00eancias do termo no restante do Novo Testamento<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. \u201cEkklesia\u201d \u00e9 correspondente exato de povo de Deus no Antigo Testamento.<\/li>\n<li>Entre os outros termos, imagens e no\u00e7\u00f5es que se encontram no Novo Testamento para significar a Igreja, tem muita import\u00e2ncia \u201ccorpo de Cristo\u201d e \u201cpovo de Deus\u201d. Esta, apesar de ocorrer explicitamente poucas vezes, \u00e9 muito importante porque nos ajuda a compreender a continuidade que h\u00e1 entre a Igreja e o povo eleito de Israel e o modo como a Igreja existe na hist\u00f3ria, peregrinando para o Reino do C\u00e9u, organizada como comunidade, ou, melhor, como comunidades que est\u00e3o em comunh\u00e3o entre si, s\u00e3o verdadeiras Igrejas e se reconhecem umas \u00e0s outras como formando a una e \u00fanica Igreja de Cristo. \u00c9 importante, nesta ocasi\u00e3o, refletirmos sobre essas duas no\u00e7\u00f5es porque a Igreja \u00e9 o novo povo de Deus por causa da comunh\u00e3o dos fi\u00e9is no Corpo de Cristo por meio da f\u00e9 e dos sacramentos. Inseridos no corpo de Cristo, cada fiel entra na comunh\u00e3o com Ele e com todos os que est\u00e3o unidos a Ele.<\/li>\n<li>Com a no\u00e7\u00e3o \u201ccorpo de Cristo\u201d se estabelece uma correspond\u00eancia entre Jesus Cristo e a Igreja, na qual a Igreja existe em total depend\u00eancia de Cristo. A rela\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o t\u00e3o profunda entre Cristo e sua Igreja que \u00e9 indicada por essa no\u00e7\u00e3o que vem da uni\u00e3o sacramental dos crist\u00e3os ao corpo ressuscitado de Cristo. A unidade dos crist\u00e3os, que se realiza na Igreja \u00e9 especialmente ligada \u00e0 no\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o no corpo de Cristo, como tamb\u00e9m ao batismo e ao \u201cbeber\u201d do mesmo Esp\u00edrito. Portanto, ela se d\u00e1 pela comunh\u00e3o com a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, o que se realiza atrav\u00e9s da f\u00e9 e dos sacramentos.<\/li>\n<li>O fundamento dessa compreens\u00e3o se encontra na primeira carta aos Cor\u00edntios e da carta aos Romanos. Os crist\u00e3os s\u00e3o membros de Cristo (1Cor 6,15), feitos tais pelo batismo (1Cor 6,11). A fonte do nosso ser um com Cristo \u00e9 tamb\u00e9m a Eucaristia, ela \u00e9 \u201ccomunh\u00e3o com o sangue de Cristo\u201d e \u201ccomunh\u00e3o com o corpo de Cristo\u201d (10,16-17). Isso \u00e9 o que leva S. Paulo a afirmar que \u201ch\u00e1 muitos membros, mas todos formam um s\u00f3 corpo\u201d, e, por isso, os cor\u00edntios \u201cs\u00e3o o corpo de Cristo, porque s\u00e3o seus membros\u201d (12,12-27). Na carta aos Romanos, um paralelo deste \u00faltimo texto, uma importante consequ\u00eancia \u00e9 indicada: por serem os crist\u00e3os \u201cum s\u00f3 corpo em Cristo\u201d, \u201cs\u00e3o membros uns dos outros\u201d (Rm 12,3-8).<\/li>\n<li>Esta mesma tem\u00e1tica se encontra nas cartas do cativeiro, nas quais adquire novo destaque: a no\u00e7\u00e3o de Corpo de Cristo n\u00e3o \u00e9 evocada de modo ocasional, mas ocupa lugar central. Cl 2,11-13, em contexto batismal, retoma a doutrina de Rm 6,1-11; Cl 3,15 e Ef 2,16 usam a express\u00e3o corpo significando, respectivamente, os crist\u00e3os e o corpo pessoal de Cristo; Ef 4,4-6 usa a express\u00e3o significando seja o corpo individual de Cristo, seja o corpo constitu\u00eddo pelos crist\u00e3os e a enquadrando no conjunto da vida crist\u00e3.<\/li>\n<li>Com o desenvolvimento do tema de Cristo Cabe\u00e7a, o corpo de Cristo se personifica mais e se distingue de Cristo individual: ele \u00e9 superior \u00e0 Igreja e \u00e9 a fonte de sua vida. Os dois sentidos se encontram unidos em Cl 1,18: \u201c\u00c9 a Cabe\u00e7a da Igreja, que \u00e9 o seu Corpo. \u00c9 o Princ\u00edpio, o primog\u00eanito dos mortos, tendo em tudo a primazia\u201d. O significado fundamental de Cristo cabe\u00e7a \u00e9 que Cristo tem autoridade sobre a Igreja. Este sentido est\u00e1 presente em Cl 1,18; 2,10.18-19 e Ef 1,20-23. Mas, enquanto cabe\u00e7a, Cristo \u00e9 tamb\u00e9m o princ\u00edpio vital e de anima\u00e7\u00e3o do corpo, bem como o princ\u00edpio de sua coes\u00e3o e harmonia. \u00c9 o significado que est\u00e1 presente em Cl 2,19 e Ef 4,15-16. A s\u00edntese \u00e9 realizada no cap\u00edtulo quinto da carta aos Ef\u00e9sios. A\u00ed \u00e9 retomada a ideia de corpo, bem como \u00e9 atestado o duplo significado de cabe\u00e7a, Cristo \u00e9 Senhor da Igreja e \u00e9 a fonte de sua vida: A imagem do corpo est\u00e1 presente nos vers\u00edculos 23, 26 e 30; o sentido hier\u00e1rquico da cabe\u00e7a se encontra nos vers\u00edculos 23 e 24; a sua fun\u00e7\u00e3o unitiva se encontra sob a imagem da rela\u00e7\u00e3o entre esposo e esposa nos vers\u00edculos 25 e 29.<\/li>\n<li>A harmonia da imagem da Igreja enquanto corpo e de Cristo como sua cabe\u00e7a ilumina a \u00edntima comunh\u00e3o que h\u00e1 entre a Igreja e Cristo, mas evita a interpreta\u00e7\u00e3o de identidade total entre ambos. Afirma-se, assim, tanto o contato vital e profundo entre ambos, como a superioridade de Cristo. A imagem da esposa que Paulo evoca nesse contexto (Ef 5,25.29) reafirma as mesmas ideias: intimidade e distin\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>A unidade com Cristo \u00e9 espiritual, \u00edntima e, portanto, invis\u00edvel. A unidade dos que comp\u00f5em a Igreja \u00e9 em parte vis\u00edvel, na comunidade local, e em parte invis\u00edvel, a liga\u00e7\u00e3o com todos os demais fi\u00e9is. Os meios pelos que se constitui e alimenta a unidade, enquanto sacramentais, s\u00e3o tamb\u00e9m em parte vis\u00edveis e em parte invis\u00edveis.<\/li>\n<li>A express\u00e3o \u201cpovo de Deus\u201d permite sublinhar uma dimens\u00e3o fundamental da Igreja: sua dimens\u00e3o hist\u00f3rica e a continuidade que h\u00e1 entre o Antigo e o Novo Testamento<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. O NT usa 140 vezes a express\u00e3o \u201cpovo\u201d. Mas poucas vezes a aplica \u00e0 comunidade crist\u00e3. As ocorr\u00eancias da aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja, por\u00e9m, s\u00e3o decisivas e realizam como que uma transfer\u00eancia de conte\u00fado do povo de Deus do Antigo Testamento, e indicam o cumprimento de elementos que no AT o povo jamais tinha alcan\u00e7ado. H\u00e1 dois elementos na no\u00e7\u00e3o de povo no AT: um racial e social, e outro de f\u00e9. Pelo primeiro, s\u00f3 os descendentes de Abra\u00e3o segundo a carne fazem parte do povo de Deus. Pelo segundo, os que se associassem \u00e0 f\u00e9 de Israel participariam das promessas de Deus. Entre esses dois elementos, h\u00e1 uma constante tens\u00e3o e sua harmoniza\u00e7\u00e3o \u00e9 objeto da esperan\u00e7a escatol\u00f3gica anunciada profeticamente. Ela se realiza no Novo Testamento. O que conta \u00e9 a a\u00e7\u00e3o divina de salva\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o de Jesus e na f\u00e9 nele. Isso se encontra em Gl 3, 26-29, 1Cor 12,13 e Cl 3,11: v\u00f3s sois um em Cristo.<\/li>\n<li>Nos Atos dos Ap\u00f3stolos se encontra o discurso de Tiago, que, de certa forma, ecoa as consequ\u00eancias do ocorrido na casa do centuri\u00e3o Corn\u00e9lio. Se o Esp\u00edrito, que foi concedido \u00e0s prim\u00edcias judaicas da comunidade, tamb\u00e9m foi concedido a pag\u00e3os, Deus os considera seu povo. V\u00ea-se assim cumprida a profecia de Am\u00f3s (At 15,14 e Am 9,11s.). Agora a f\u00e9 substitui o elemento racial como crit\u00e9rio de perten\u00e7a ao povo de Deus (At 15,9; 18,6.10). \u00c9 a t\u00edtulo da f\u00e9 que pertencem ao novo povo de Deus n\u00e3o somente os convertidos do paganismo, mas tamb\u00e9m os que v\u00eam do mundo judaico.<\/li>\n<li>O texto de Rm 9,25-29, que alude \u00e0 profecia de Os\u00e9ias e Isa\u00edas (Os 2,1; 2,25 e Is 10,22s;), leva a concluir que Deus tem por todas as na\u00e7\u00f5es o amor que tem por Israel. Paulo exprime isso mediante a aplica\u00e7\u00e3o da teologia da alian\u00e7a \u00e0 Igreja<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Na verdade, a designa\u00e7\u00e3o direta da Igreja como Povo de Deus n\u00e3o se encontra nos escritos paulinos. O que h\u00e1 \u00e9 uma distin\u00e7\u00e3o feita por ele entre o Israel real e o verdadeiro Israel ou Israel interior (Rm 9,6). Ele n\u00e3o afirma nunca que Israel tenha sido substitu\u00eddo, mas identifica a Igreja como o resto de Israel.<\/li>\n<li>A grande refer\u00eancia da compreens\u00e3o da Igreja como povo de Deus se encontra em 1Pd 2,4-10, que atribui \u00e0 comunidade crist\u00e3, a condi\u00e7\u00e3o de ser o povo de particular propriedade de Deus e os outros privil\u00e9gios de Israel<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/li>\n<li>Na ep\u00edstola aos Hebreus<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> se observa que a aplica\u00e7\u00e3o desse termo \u00e0 Igreja j\u00e1 n\u00e3o precisa mais ser justificada explicitamente. \u00c9 dado adquirido na consci\u00eancia crist\u00e3. As duas ocorr\u00eancias no Apocalipse<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> aplicam \u00e0 Igreja designa\u00e7\u00f5es diretas de Israel enquanto povo.<\/li>\n<li>O conc\u00edlio Vaticano II acolheu e utilizou amplamente a no\u00e7\u00e3o de povo. A Utiliza\u00e7\u00e3o dela \u00e9 predominante em seus documentos. Especialmente constitui\u00e7\u00e3o <em>Lumen Gentium<\/em>, que lhe dedica um inteiro cap\u00edtulo. Com essa no\u00e7\u00e3o, o Conc\u00edlio prioriza o que \u00e9 comum a todos na Igreja, no n\u00edvel da dignidade da exist\u00eancia crist\u00e3, e que \u00e9 anterior a toda distin\u00e7\u00e3o de minist\u00e9rio ou de estado de vida. Nessa no\u00e7\u00e3o: a) a Igreja \u00e9 apresentada na sua condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica; b) \u00e9 vista em sua totalidade a partir do que nela \u00e9 comum a todos; c) evidencia o papel dos pastores, que desempenham um servi\u00e7o, e a voca\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, ativos na Igreja; d) ilumina a unidade da Igreja em sua variedade cat\u00f3lica ou universal; e) destaca a exist\u00eancia das Igrejas particulares, da diversidade de tradi\u00e7\u00f5es e de culturas. Al\u00e9m disso, salienta sua \u00edndole mission\u00e1ria e est\u00e1 sempre em crescimento.<\/li>\n<li>\u00c9 pela comunh\u00e3o com o Filho, sendo inserida no corpo de Cristo, que a Igreja \u00e9 herdeira do Reino, entra na comunh\u00e3o com Deus, e se torna seu povo.<\/li>\n<li>Como visto, nas no\u00e7\u00f5es b\u00edblicas \u201cekklesia\u201d, \u201ccorpo de Cristo\u201d e \u201cpovo de Deus\u201d, fica claro que a primeira compreens\u00e3o da Igreja \u00e9 universal, o que significa \u201ccat\u00f3lica\u201d (literalmente: segundo a totalidade).\u00a0 Todos os que est\u00e3o sacramental, comunit\u00e1ria e hierarquicamente unidos a Cristo, est\u00e3o tamb\u00e9m unidos entre si, formando uma totalidade, uma comunh\u00e3o, a que chamamos \u201ca Igreja de Cristo\u201d, ou \u201ca Igreja de Deus\u201d.<\/li>\n<li>\u201cA Igreja universal existe na Igreja particular e a\u00ed atua\u201d (CD 11). A Constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica Lumen gentium destaca a afirma\u00e7\u00e3o de que \u201cas Igreja particulares s\u00e3o formadas \u00e0 imagem da Igreja universal\u201d e que \u201c\u00e9 nelas e a partir delas que existe a Igreja cat\u00f3lica una e \u00fanica\u201d (LG 23). A presen\u00e7a de Cristo, especialmente na Eucaristia, \u00e9 o fundamento da plena eclesialidade das Igrejas particulares. O Conc\u00edlio afirma: \u201cEm qualquer comunidade que participa do altar sob o minist\u00e9rio sagrado do Bispo, \u00e9 manifestado o s\u00edmbolo do amor e da unidade do Corpo m\u00edstico, sem o que n\u00e3o pode haver salva\u00e7\u00e3o. Nestas comunidades, embora muitas vezes pequenas e pobres, ou dispersas, est\u00e1 presente Cristo, por cujo poder se unifica a Igreja una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica\u201d (LG 26).<\/li>\n<li>O sentido desses textos exige uma explica\u00e7\u00e3o cujo sentido n\u00e3o \u00e9 o mesmo da rela\u00e7\u00e3o que existe entre o todo e as partes. N\u00e3o se trata da adi\u00e7\u00e3o de partes para formar um todo, nem de divis\u00e3o do todo em partes regionais. A Igreja universal n\u00e3o \u00e9, portanto, um mosaico de Igrejas particulares. Ao contr\u00e1rio, essa se concentra e se realiza em cada Igreja local.<\/li>\n<li>\u00c9 muito importante ter presente o modo como se relacionam a Igreja universal e a Igreja local: a Igreja universal se concentra e se realiza em cada diocese. Isto institui entre o todo e as partes uma rela\u00e7\u00e3o que pode ser comparada, salvaguardadas as diferen\u00e7as, \u00e0 rela\u00e7\u00e3o que h\u00e1 entre as Tr\u00eas Pessoas da Sant\u00edssima Trindade e que a teologia cl\u00e1ssica chama de \u201cpericorese\u201d, de compenetra\u00e7\u00e3o, sem confus\u00e3o, sem absor\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Assim, percebemos uma perfeita conformidade das afirma\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio com os dados do Novo Testamento, que retoma em r\u00e1pida s\u00edntese. Percebe-se tamb\u00e9m que o Conc\u00edlio fez um importante esclarecimento dos dados b\u00edblicos: afirmou ser a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia o ato principal em que a Igreja universal se faz presente e se revela na Igreja particular. Esta importante dimens\u00e3o eucar\u00edstica da rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja universal e a Igreja particular se expressa com particular evid\u00eancia quando a Santa Eucaristia \u00e9 presidida pelo bispo, com seu presbit\u00e9rio, ministros e fi\u00e9is. A celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica \u00e9, em cada local, uma manifesta\u00e7\u00e3o privilegiada da Igreja (SC 41), nela se evidencia um \u201cs\u00edmbolo [&#8230;] da unidade do corpo M\u00edstico\u201d (LG, 26). Ela revela, ao mesmo tempo, a natureza eucar\u00edstica da Igreja como tal. Esta \u00e9, com efeito, o sinal privilegiado da Igreja, porque \u00e9 seu ato mais intenso e mais rico; intensidade e riqueza devidas ao minist\u00e9rio do bispo e \u00e0 presen\u00e7a de Cristo.<\/li>\n<li>A diocese \u00e9 o tipo mais comum de configura\u00e7\u00e3o da Igreja particular ou Local. H\u00e1 outras formas de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, entre elas a Prelazia, o Ordinariato. Muitas vezes, a Prelazia \u00e9 a forma inicial da organiza\u00e7\u00e3o de uma futura Diocese, como foi o caso de nossa Arquidiocese cujos 450 anos comemoramos. A presen\u00e7a de um Bispo, sucessor dos Ap\u00f3stolos, que apascenta em nome de Cristo (CD 11) e preside seu rebanho \u201cno lugar de Deus\u201d (LG 20), \u00e9 muito importante para compreender a plena eclesialidade da Igreja local. Assim se exprime o Conc\u00edlio para definir uma diocese: \u201cDiocese \u00e9 a por\u00e7\u00e3o do Povo de Deus, que se confia a um Bispo para que a apascente com a colabora\u00e7\u00e3o do presbit\u00e9rio, de tal modo que, unida ao seu pastor e reunida por ele no Esp\u00edrito Santo por meio do Evangelho e da Eucaristia, constitui uma Igreja particular, na qual est\u00e1 e opera a Igreja de Cristo, una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica\u201d.<\/li>\n<li>Primeiramente se v\u00ea aqui o uso da no\u00e7\u00e3o \u201cpor\u00e7\u00e3o\u201d e n\u00e3o \u201cparte\u201d, para indicar a presen\u00e7a do todo da Igreja de Cristo na diocese. Ao Bispo \u00e9 confiado o pastoreio, com a colabora\u00e7\u00e3o do presbit\u00e9rio. A comunh\u00e3o com o bispo \u00e9 meio para que a igreja local seja congregada no Esp\u00edrito por meio da Palavra e da Sant\u00edssima Eucaristia. Assim, enriquecidas com sua cultura, atentas a seus desafios, as Igrejas locais t\u00eam, cada uma delas, as notas caracter\u00edsticas da Igreja de Cristo que s\u00e3o professadas no Credo: una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica.<\/li>\n<li>\u00c9 pelo minist\u00e9rio do Bispo que a Igreja local se mant\u00e9m unida na variedade cultural e ministerial e est\u00e1 em comunh\u00e3o com as outras Igrejas locais e, especialmente, com a Igreja de Roma, que a todas \u201cpreside \u00e0 caridade na observ\u00e2ncia de lei de Cristo\u201d, como se expressou S. In\u00e1cio de Antioquia (Carta aos Romanos, 1). O Conc\u00edlio Vaticano II, no n\u00famero 23 da <em>Lumen gentium<\/em> tem tr\u00eas afirma\u00e7\u00f5es que muito claramente nos apresentam a doutrina a respeito da rela\u00e7\u00e3o entre as Igrejas locais ou particulares e a Igreja universal. Esse n\u00famero trata da unidade entres os bispos por serem todos membros de um \u00fanico \u201ccol\u00e9gio episcopal\u201d que sucede o \u201ccol\u00e9gio dos Ap\u00f3stolos\u201d. A primeira afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 que as Igrejas particulares \u201cs\u00e3o formadas \u00e0 imagem da Igreja universal\u201d: a Igreja universal \u00e9, portanto, como que o modelo perfeito a partir do qual existe e se configuram as Igrejas particulares. E, continuando a afirma\u00e7\u00e3o, explica que \u201cnelas e por elas (in quibus et ex quibus) existe a una e \u00fanica Igreja Cat\u00f3lica\u201d. Frase dif\u00edcil de interpretar, mas que significa a plena condi\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica de cada uma das Igrejas particulares em comunh\u00e3o entre si. A segunda afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 que \u201co corpo das Igrejas \u00e9 tamb\u00e9m o Corpo m\u00edstico [de Cristo]\u201d. Como \u00e9 a presen\u00e7a e a atua\u00e7\u00e3o de Cristo em cada comunidade de fi\u00e9is, sob o pastoreio de seu Bispo, que constitui essa comunidade em verdadeira Igreja, a totalidade das Igrejas particulares, em comunh\u00e3o, s\u00e3o o corpo M\u00edstico de Cristo, vivem de sua vida e est\u00e3o sob sua autoridade. A terceira afirma\u00e7\u00e3o, honra a variedade das Igrejas locais e afirma que ela n\u00e3o rompe a unidade da Igreja: \u201ca variedade de Igrejas locais a convergir na unidade demonstra de modo mais brilhante a catolicidade da Igreja indivisa\u201d.<\/li>\n<li>A identidade de uma Igreja local deriva, em primeiro lugar, de seu ser plenamente Igreja de Cristo, de estar em comunh\u00e3o com todas as Igrejas locais atrav\u00e9s do minist\u00e9rio dos Bispos e do Papa, e em estar enraizada em uma hist\u00f3ria e uma cultura que \u00e9 compartilhada por seus membros. No compartilhar uma hist\u00f3ria e uma cultura, com suas luzes e sombras, se forma a identidade de uma comunidade que se configura em uma regi\u00e3o ou em uma cidade.<\/li>\n<li>A realidade concreta de uma comunidade humana, a cidade, na qual vive e atua uma Igreja local, n\u00e3o \u00e9 indiferente para a configura\u00e7\u00e3o da identidade dessa Igreja e nem \u00e0 sua miss\u00e3o. A miss\u00e3o de cada Igreja local \u00e9 a mesma de todas as Igrejas: viver fraternalmente para testemunhar a presen\u00e7a atual do Reino de Deus, anunciar o Evangelho; convidar todas as pessoas \u00e0 comunh\u00e3o com Deus em Cristo e na Igreja; servir, por amor a Cristo, aos pobres e sofredores, manifestando a eles o mesmo amor de Cristo. A identidade de cada Igreja local \u00e9 formada tanto por seu ser Igreja de Cristo, no que \u00e9 id\u00eantica a todas as outras Igrejas particulares, quanto pela hist\u00f3ria concreta das pessoas, rela\u00e7\u00f5es, organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es que estabelece para cumprir sua miss\u00e3o.<\/li>\n<li>A hist\u00f3ria e a cultura de nossa cidade trazem as marcas de sua condi\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 chegada de Cabral, de col\u00f4nia, de Imp\u00e9rio e de Rep\u00fablica. No interior desses grandes per\u00edodos, acontecimentos hist\u00f3ricos de grande relevo tamb\u00e9m imprimiram caracter\u00edsticas e criaram condi\u00e7\u00f5es que moldaram a cultura de nossa cidade. A conjun\u00e7\u00e3o entre os recursos naturais dessa regi\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o humana na constru\u00e7\u00e3o da nossa cultura, fazem da nossa cidade um espet\u00e1culo de grande beleza. Entre as coisas mais belas que aqui h\u00e1, a maior delas \u00e9, sem d\u00favida, a bondade e a solidariedade de nossa gente. N\u00e3o \u00e9 aqui a ocasi\u00e3o de explicitar detalhadamente as caracter\u00edsticas e o modo de ser de nossa gente. Mas \u00e9 muito importante ter presente que em meio a condi\u00e7\u00f5es muitas vezes dif\u00edceis, em meio a contradi\u00e7\u00f5es sociais, nosso povo \u00e9 acolhedor, resiliente, rico de humanidade e de manifesta\u00e7\u00f5es culturais.<\/li>\n<li>Nossa Igreja existe entremeada na sociedade carioca, em todos os seus recantos e ambientes, os mais diferentes. Nossas comunidades e nossas igrejas s\u00e3o lugares nos quais a fraternidade \u00e9 cultivada e a partir dos quais ela \u00e9 semeada, espalhada generosamente. Nas par\u00f3quias e comunidades, com suas pastorais, servi\u00e7os e movimentos, o Evangelho \u00e9 realidade cotidiana. Elas s\u00e3o profecia de que \u00e9 poss\u00edvel viver de um modo mais plenamente humano, conviver de modo fraterno, promover e defender a dignidade de todos e servir uns aos outros.<\/li>\n<li>A experi\u00eancia do amor incondicional de Deus inicia em n\u00f3s uma vida nova e desperta o desejo irreprim\u00edvel de anunci\u00e1-lo aos quatro ventos e de convidar todos a experimentar tamb\u00e9m a alegria e a felicidade que se encontram nesse amor. A experi\u00eancia do encontro e da amizade com Jesus Cristo revela o sentido de vida. A convic\u00e7\u00e3o de que no Evangelho se encontra o caminho para a vida plena e para uma forma justa e feliz de conviv\u00eancia humana leva nossa Igreja a valorizar os momentos celebrativos e formativos, as v\u00e1rias formas de vida comunit\u00e1ria e de partilha sinodal da responsabilidade mission\u00e1ria.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jubileu Arquidiocesano: \u201cProclamar um ano de gra\u00e7a do Senhor\u201d (Lc 4, 19)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"71\">\n<li>A Penitenciaria Apost\u00f3lica nos concedeu, em nome do Papa Le\u00e3o XIV, o Ano Jubilar, que contar\u00e1, inclusive, com a B\u00ean\u00e7\u00e3o Papal. Dentro deste atual jubileu da Esperan\u00e7a, agora se insere o Jubileu Arquidiocesano, que continuar\u00e1 mesmo ap\u00f3s o final deste ano. Vamos recordar um pouco da tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica e eclesial do tempo do jubileu, do qual tanto temos falado nestes tempos.<\/li>\n<li>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3, o tempo de Jubileu \u00e9 um tempo de gratuidade, perd\u00e3o, paz, reconcilia\u00e7\u00e3o e festa, com an\u00fancio de miseric\u00f3rdia e gratuidade. Desta forma, o Jubileu \u00e9 um per\u00edodo de renova\u00e7\u00e3o espiritual e de celebra\u00e7\u00e3o, de mudan\u00e7a de comportamento e de estilo de vida.<\/li>\n<li>Neste sentido, por exemplo, o evangelista S\u00e3o Lucas narra que, em um dia de s\u00e1bado, Jesus foi a uma Sinagoga e proclamou uma passagem do livro do profeta Isa\u00edas (Is 61,1-2), retomando a tradi\u00e7\u00e3o judaica do ano jubilar, anunciando \u201cum ano da gra\u00e7a do Senhor\u201d (v.20), como lemos em Lc 4,18-19: \u201cO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar aos pobres, enviou-me para proclamar a remiss\u00e3o aos presos e aos cegos a recupera\u00e7\u00e3o da vista, para restituir a liberdade os oprimidos e para proclamar um ano de gra\u00e7a do Senhor\u201d.<\/li>\n<li>S\u00e3o Paulo afirma que Jesus \u201cnasceu de uma mulher\u201d (Gl 4,4), fez-se um como n\u00f3s na cultura e na hist\u00f3ria do povo judeu, \u201cnasce sob a lei\u201d (Gl 4,5), com todas as suas prescri\u00e7\u00f5es, inclusive a do Ano Jubilar do Senhor. O autor da Carta aos Hebreus, diz que Deus, antes e de muitos modos tinha falado pelos profetas, agora fala por seu Filho, Jesus Cristo (Hb 1,1-4). Portanto, somos convidados a seguir nosso caminho \u201ccom os olhos fixos naquele que \u00e9 o autor e aperfei\u00e7oador de nossa f\u00e9\u201d (Hb 12,2); e \u201ca f\u00e9 \u00e9 uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que n\u00e3o se veem\u201d (Hb 11,1).<\/li>\n<li>Etimologicamente, o nome Jubileu vem do latim Jubilaeum, que tomou a nomenclatura do hebraico Y\u014db\u0113l, que significa \u201ctrombeta\u201d, ou o \u201csom da trombeta\u201d, que devia abrir o ano jubilar, no dia da expia\u00e7\u00e3o do 49\u00ba ano, no 10\u00ba dia do 7\u00ba m\u00eas do ano. Provavelmente, o nome deriva do verbo Y\u0101bal (oferecer) ou Y\u016bbel (renda da terra). Neste sentido, Jubileu \u00e9 o nome dado nas l\u00ednguas modernas \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o da lei presente em Lv 25,8-17.29-31.<\/li>\n<li>No Antigo Testamento, de onde prov\u00e9m a norma do ano jubilar, suas prescri\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o, encontram-se sobretudo em Lv 25,1-55 (cf. tamb\u00e9m Lv 27), que traz diversas prescri\u00e7\u00f5es, algumas das quais se referem ao ano do jubileu do Senhor, mais especificamente em Lv 25,8-55, visto que os vv.1-7 falam do ano sab\u00e1tico. Por exemplo, em Lv 25,10-11 lemos: \u201cDeclarareis santo o quinquag\u00e9simo ano e proclamarei a liberta\u00e7\u00e3o de todos moradores da terra. Ser\u00e1 para v\u00f3s um Jubileu: cada um de v\u00f3s retornar\u00e1 a seu patrim\u00f4nio, e cada um de v\u00f3s voltar\u00e1 a seu cl\u00e3. O quinquag\u00e9simo ano ser\u00e1 para v\u00f3s um ano jubilar: n\u00e3o semeareis, nem ceifareis as espigas que n\u00e3o forem reunidas em feita, e n\u00e3o vindimares as cepas que tiverem brotado livremente. O jubileu ser\u00e1 para v\u00f3s coisa santa e comereis o produto dos campos\u201d.<\/li>\n<li>Originariamente, na B\u00edblia, a palavra Jubileu, a partir do termo hebraico y\u014db\u0113l, refere-se ao carneiro, e mais especificamente ao chifre do carneiro, o qual era usado para anunciar o ano festivo, servindo de trombeta (shofar, feito do chifre de carneiro); tamb\u00e9m pode se referir \u00e0 sonoridade do shofar (trombeta), chamando para a solenidade anunciada pelo toque do instrumento, no caso, introduzindo o Ano do Jubileu do Senhor.<\/li>\n<li>O termo hebraico y\u014db\u0113l comporta inclusive a ideia do \u201ctrazer de volta\u201d, de \u201crestitui\u00e7\u00e3o\u201d (Lv 25,13), pois os escravos deviam voltar a seu estado anterior, que era o de liberdade e n\u00e3o de servid\u00e3o\/escravid\u00e3o, n\u00e3o sendo mais servos de homens e sim apenas do Criador (Lv 25,42.55). Da mesma forma, os terrenos tamb\u00e9m deveriam ser restitu\u00eddos aos propriet\u00e1rios originais ou para seus descendentes (Lv 25,28).<\/li>\n<li>A cada ano de y\u014db\u0113l, no Dia da Expia\u00e7\u00e3o (Yom Kippur; Dia do Perd\u00e3o;), o San\u2019hedrin (um tribunal superior) devia tocar o shofar (instrumento, chifre do carneiro) e anunciar o Ano Santo do Jubileu do Senhor, para todo o pa\u00eds (Lv 25,8-9). Em seguida, todos os judeus em Israel, igualmente deviam tocar o shofar, em sinal de ades\u00e3o comunit\u00e1ria, para que todos soubessem que \u00e9 jubileu. O som podia e devia ser ouvido em toda a na\u00e7\u00e3o de Israel, anunciando que todos os que possu\u00edssem escravos deviam libert\u00e1-los e todos os que tinham \u201ctomado\/recebido\u201d posse de algu\u00e9m, deviam restitu\u00ed-la. Ou seja, ano de y\u014db\u0113l exigia a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos judeus do pa\u00eds e as terras deviam ficar em repouso, nada sendo produzido nelas, e as propriedades deviam ser devolvidas a seus donos origin\u00e1rios.<\/li>\n<li>Em Lv 25,29-31, h\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o entre a propriedade situada dentro das muralhas de uma cidade (Lv 25,29-30), que poderia ser cedida para sempre (perpetuamente), e as casa das aldeias (Lv 25,31), que no ano jubilar deveriam retornar a seus propriet\u00e1rios originais, por estarem situadas no campo.<\/li>\n<li>As raz\u00f5es religiosas para as exig\u00eancias do ano de y\u014db\u0113l, s\u00e3o: 1) que a terra pertence a Deus (Lv 25,23), portanto, nunca pode ser cedida totalmente e para sempre; 2) que os judeus s\u00e3o servos de Deus, que os libertou da escravid\u00e3o do Egito (Lv 25,41-42.55), portanto, n\u00e3o podem ser escravos de ningu\u00e9m, muito menos dos pr\u00f3prios judeus. Sendo Deus o verdadeiro propriet\u00e1rio de tudo, os judeus seriam apenas usu\u00e1rios das terras e n\u00e3o propriet\u00e1rios definitivos. Desta forma, a terra de Deus devia ser dividida entre todos os membros do seu povo. Isso implicava que se algum judeu, por algum motivo, tivesse que ter aberto m\u00e3o de sua terra, mais tarde isso devia voltar a ele e \u00e0 sua descend\u00eancia, protegendo sua fam\u00edlia (Lv 25,25.47-53).<\/li>\n<li>Israel tinha a firme convic\u00e7\u00e3o de que um monop\u00f3lio de terras nas m\u00e3os de uns poucos seria contr\u00e1rio \u00e0 vontade Deus, que \u00e9 o verdadeiro dono da terra (Lv 25,23). Neste sentido, o monop\u00f3lio da terra era um dos males sociais denunciados pelos profetas (Is 5,8-10). O profeta Ezequiel parece indicar conhecimento deste ideal para o povo judeu, referindo-se a uma economia futura ideal: \u201cMas se fizer presente a um dos seus servos, este lhe pertencer\u00e1 at\u00e9 o ano da sua alforria, voltando para o pr\u00edncipe nesta data\u201d (Ez 46,17), al\u00e9m de que o texto de Ez 7,13 refor\u00e7a a ideia de que \u201co vendedor n\u00e3o voltar\u00e1 a seu vendido\u201d.<\/li>\n<li>Para se calcular o tempo do jubileu \u00e9 preciso olhar para o que prescreve Lv 25,8-10, que fala de 49 anos (\u201cContar\u00e1s sete semanas de anos, sete vezes sete anos, isto \u00e9, o tempo de sete semanas de anos, quarenta e nove anos. No s\u00e9timo m\u00eas, no d\u00e9cimo dia do m\u00eas, far\u00e1s vibrar o toque da trombeta; no dia das Expia\u00e7\u00f5es, fareis soar a trombeta em todo pa\u00eds. Declarareis santo o quinquag\u00e9simo ano e proclamarei a liberta\u00e7\u00e3o de todos moradores da terra. Ser\u00e1 para v\u00f3s um Jubileu: cada um de v\u00f3s retornar\u00e1 a seu patrim\u00f4nio, e cada um de v\u00f3s voltar\u00e1 a seu cl\u00e3.\u201d), e para Lv 25,11, que fala diretamente do quinquag\u00e9simo ano (\u201cO quinquag\u00e9simo ano ser\u00e1 para v\u00f3s um ano jubilar: n\u00e3o semeareis, nem ceifareis as espigas que n\u00e3o forem reunidas em feita, e n\u00e3o vindimares as cepas que tiverem brotado livremente. O jubileu ser\u00e1 para v\u00f3s cosia santa e comereis o produto dos campos.\u201d). Os dois textos trazem as formas de se calcular e dizem respeito \u00e0 mesma coisa, indicando que o ano jubilar corresponderia ao s\u00e9timo ano de sete anos sab\u00e1ticos, apontando o ano a seguir como o ano jubilar, portanto no 50\u00ba ano, depois dos sete sab\u00e1ticos (49 anos).<\/li>\n<li>A contagem do ano sab\u00e1tico (7\u00ba ano), de sete em sete anos, conduzia \u00e0 contagem do y\u014db\u0113l (ano do jubileu), que ocorria a cada 50 anos, que era o ano seguinte ao t\u00e9rmino de sete anos sab\u00e1ticos (49 anos), o que indica que isso devia acontecer a cada 50 anos. O y\u014db\u0113l caracterizava-se por v\u00e1rias obriga\u00e7\u00f5es para todos de Israel, devendo ser praticadas, entre as principais estavam tr\u00eas: a) n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de algum tipo de trabalho agr\u00edcola, como acontecia no ano sab\u00e1tico; b) liberta\u00e7\u00e3o incondicional de todo escravo judeu; c) restitui\u00e7\u00e3o de todos os campos a seus propriet\u00e1rios originais ou a seus herdeiros. E o Jubileu, como institui\u00e7\u00e3o regulamentada pela lei judaica do c\u00f3digo de santidade sacerdotal, de Lv 25,1-55, devia ser celebrado depois de 7 anos sab\u00e1ticos, portanto, no 50\u00ba ano, de sorte que tamb\u00e9m coincidia com o ano sab\u00e1tico, que pedia o mesmo comportamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 terra e \u00e0s pessoas.<\/li>\n<li>Neste sentido, cada \u201csemana de anos\u201d terminava com um \u201cano sab\u00e1tico\u201d, no qual se deviam libertar os escravos (Ex 21,2), dar o perd\u00e3o das d\u00edvidas, devolu\u00e7\u00e3o das propriedades e deixar repousar a terra (Ex 23,10-13; Dt 15,1-6; Lv 25,3-7). Conclu\u00eddas as \u201csete semanas de anos\u201d, era previsto o ano jubilar, quando era prevista a \u201calforria\u201d total (Lv 25,8-12). A profecia das \u201csetenta semanas\u201d, de Dn 9,24, que anuncia a \u201calforria\u201d final dos filhos de Israel (Ex 21,1-11; Dt 15,12-18: dos escravos), est\u00e1 constru\u00edda sobre a cifra convencional de dez per\u00edodos jubilares; enquanto que o texto de Jeremias, que constitui ponto de partida, coloca a salva\u00e7\u00e3o no fim de \u201cdez per\u00edodos sab\u00e1ticos\u201d, ou seja, de setenta vezes dez anos: 70 anos (Jr 25,11), para o retorno do Ex\u00edlio Babil\u00f4nico.<\/li>\n<li>No ano jubilar, do primeiro dia do ano (Rosh Rashan\u00e1; in\u00edcio de um Ano Novo) at\u00e9 Dia das Expia\u00e7\u00f5es (Yom Kipur; Dia do Perd\u00e3o), do ano de y\u014db\u0113l, nenhum senhor podia empregar seu escravo. E devia ser-lhe dado um per\u00edodo de aproximadamente dez dias de transi\u00e7\u00e3o para ajud\u00e1-lo a readaptar-se \u00e0 liberdade; permanecia na casa de seu senhor, mas n\u00e3o devia ser tratado como escravo. Pelo contr\u00e1rio, o escravo devia sentar-se \u00e0 mesa de seu senhor, comer, beber e relaxar. Tocado o shofar, no Dia das Expia\u00e7\u00f5es, o escravo devia partir, o que nem sempre devia ser f\u00e1cil. A ideia era a da liberta\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o do Egito, tendo em vista que Deus havia tirado seu povo da escravid\u00e3o do Egito (Lv 25,42.55), para n\u00e3o mais servir a nenhum outo judeu por toda a vida, mas somente a Deus, como \u00fanico Senhor e Soberano.<\/li>\n<li>N\u00e3o importava se o escravo tinha rec\u00e9m come\u00e7ado a servir a seu senhor, ou se j\u00e1 tinha trabalhado os seis anos, todo escravo judeu tinha de ser enviado de volta ao seu lugar de origem. O toque do shofar era um lembrete para ouvir e observar esta prescri\u00e7\u00e3o (ordem) e mais ainda o y\u014db\u0113l. Neste sentido, na tradi\u00e7\u00e3o judaica, o Jubileu est\u00e1 alicer\u00e7ado na Tor\u00e1, presente no Livro do \u00caxodo (Ex 23,10-11), no Livro do Lev\u00edtico (Lv 25,1-28) e no Livro do Deuteron\u00f4mio (Dt 15,1-6), sempre prescrevendo a celebra\u00e7\u00e3o do ano sab\u00e1tico (a cada sete anos), com o perd\u00e3o de todas as d\u00edvidas, e o ano do jubileu, a cada 50 anos, com liberta\u00e7\u00e3o dos escravos e restitui\u00e7\u00e3o das propriedades.<\/li>\n<li>Mesmo sabendo das dificuldades pr\u00e1ticas do jubileu b\u00edblico, a Igreja assumiu o tempo do jubileu, que hoje ocorre ordinariamente a cada 25 anos e, extraordinariamente, quando o Papa o deseja. N\u00f3s recebemos esse privil\u00e9gio de celebrar um Ano Jubilar Arquidiocesano, desde a celebra\u00e7\u00e3o dos 450 anos da Prelazia, at\u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o dos 350 anos de cria\u00e7\u00e3o da Diocese. Esperamos, neste tempo, onde tamb\u00e9m concluiremos o II\u00ba S\u00ednodo Arquidiocesano, sobre o tema das miss\u00f5es, lan\u00e7ar luzes para nosso futuro evangelizador.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As indulg\u00eancias e atividades pastorais do Jubileu: Um jubileu para celebrar e revigorar a f\u00e9 e a pastoral<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"89\">\n<li>Na esteira do Ano Santo ordin\u00e1rio para toda a Igreja, recebemos com alegria em nossa Arquidiocese a proclama\u00e7\u00e3o de um ano jubilar para celebrar as in\u00fameras gra\u00e7as que o Senhor tem concedido \u00e0 nossa Arquidiocese de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro que h\u00e1 450 anos foi criada como Prelazia e h\u00e1 350 anos foi elevada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Diocese. O Evangelho semeado nesta cidade maravilhosa germinou e produziu abundantes frutos para a f\u00e9 e para a miss\u00e3o. Nossos antecessores testemunharam que nesta cidade \u201co amor de Deus foi derramado&#8230; pelo Esp\u00edrito que foi dado\u201d (cf. Rm 5,5) e por isso, ancorados com firmeza e seguran\u00e7a na esperan\u00e7a (cf. Hb 6,19) n\u00e3o mediram esfor\u00e7os para tornar o Evangelho vivo, presente e atual.<\/li>\n<li>Dons que recebemos e somos chamados a viver! Hoje, com a mesma e animada coragem apost\u00f3lica nossa Arquidiocese \u00e9 convidada, como j\u00e1 disse, a revisitar sua hist\u00f3ria, exultar de alegria pelos grandes feitos do Senhor (cf. Sl 126,3) e reanimar as for\u00e7as para continuar com empenho mission\u00e1rio e dedica\u00e7\u00e3o apaixonada o an\u00fancio do Evangelho. Sendo uma presen\u00e7a efetiva por toda a nossa cidade, cada fiel \u00e9 chamado pelo Senhor para esta miss\u00e3o que acontece, sobretudo, pelo testemunho de uma vida transformada pelo mist\u00e9rio pascal de Cristo morto e ressuscitado. Ele est\u00e1 vivo e pelo Esp\u00edrito Santo revela ao nosso cora\u00e7\u00e3o por onde devemos come\u00e7ar, como devemos falar e agir. Confiemos nossa vida e disposi\u00e7\u00e3o ao Senhor que em n\u00f3s, tal como Maria e em toda a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, realiza maravilhas (cf. Lc 1,46-55).<\/li>\n<li>O Papa Le\u00e3o XIV atrav\u00e9s da Penitenciaria Apost\u00f3lica proclamou um ano santo enriquecido de indulg\u00eancia plen\u00e1ria para a nossa Arquidiocese de 19 de julho de 2025 a 19 de julho de 2026. Abaixo podemos ler o decreto desta proclama\u00e7\u00e3o para nossa Igreja particular:<\/li>\n<li>N. 01281\/2025-227\/25\/I. DECRETO.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A PENITENCIARIA APOST\u00d3LICA, para aumentar a religiosidade dos fi\u00e9is e a salva\u00e7\u00e3o das almas, pela autoridade que lhe \u00e9 facultada de modo especial\u00edssimo pelo Sant\u00edssimo Padre e Senhor nosso em Cristo, o Senhor Papa Le\u00e3o XIV por Provid\u00eancia Divina, Ministro da f\u00e9 e da nossa alegria, atenta aos pedidos que recentemente lhe dirigiu o Emm\u00ba Senhor Cardeal da Santa Igreja Romana Orani Jo\u00e3o Tempesta, O. Cist., Arcebispo Metropolitano de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, em favor de um Ano Santo da mesma Arquidiocese, concede benignamente da imensa miseric\u00f3rdia divina e dos tesouros celestes da Igreja a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria com suas habituais condi\u00e7\u00f5es (Confiss\u00e3o sacramental, Comunh\u00e3o Eucar\u00edstica e ora\u00e7\u00e3o na inten\u00e7\u00e3o do Sumo Pont\u00edfice), a ser lucrada por todos os fi\u00e9is crist\u00e3os verdadeiramente penitentes e imbu\u00eddos de caridade que, do dia 19 de julho de 2025 at\u00e9 o dia 19 de julho de 2026, se deslocarem \u00e0 pr\u00f3pria Igreja Catedral ou qualquer Templo j\u00e1 determinado pelo Arcebispo em sua carta da s\u00faplica em esp\u00edrito de peregrina\u00e7\u00e3o e com o cora\u00e7\u00e3o associado aos fins espirituais do Jubileu Ordin\u00e1rio do ano de 2025 e participarem com devo\u00e7\u00e3o dos ritos jubilares, ou se fizerem uma visita e permanecerem por um digno espa\u00e7o de tempo em piedosa medita\u00e7\u00e3o, concluindo com a Ora\u00e7\u00e3o Dominical, o S\u00edmbolo de F\u00e9 e com invoca\u00e7\u00f5es \u00e0 Bem-Aventurada Virgem Rainha da Paz, podendo ainda aplic\u00e1-la como sufr\u00e1gio pelas almas dos fi\u00e9is que se encontram no Purgat\u00f3rio. Os idosos, enfermos e todos aqueles que por motivo grave n\u00e3o podem sair de casa, igualmente poder\u00e3o lucrar a Indulg\u00eancia se, concebida a detesta\u00e7\u00e3o de qualquer pecado e na inten\u00e7\u00e3o de cumprir as tr\u00eas habituais condi\u00e7\u00f5es o mais breve poss\u00edvel, se unirem espiritualmente \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es jubilares por meio de suas preces e dores, ou pelos dos inc\u00f4modos da pr\u00f3pria vida, oferecidos a Deus misericordioso. Portanto, para que por meio da caridade pastoral se chegue com facilidade ao perd\u00e3o divino que ser\u00e1 conseguido mediante o poder das Chaves da Igreja, esta Penitenciaria roga vivamente que o penitenci\u00e1rio diocesano, o clero da Catedral, os p\u00e1rocos e sacerdotes com as oportunas faculdades para escutar confiss\u00f5es celebrem [o Sacramento] da Penit\u00eancia com \u00e2nimo dispon\u00edvel e generoso e ministrem oportunamente a Sagrada Comunh\u00e3o aos enfermos. As presentes disposi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o validas para o Jubileu Ano Santo Arquidiocesano. Revogam-se quaisquer disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio. Dado em Roma, da sede da Penitenciaria Apost\u00f3lica, no dia 19 do m\u00eas de maio, no ano da Encarna\u00e7\u00e3o do Senhor 2025. Por mandato do Emmo. [Cardeal Prefeito], Dom Krzysztof Nykiel, Bispo titular de Velia, Regente.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"93\">\n<li>Com este decreto e durante o per\u00edodo deste Ano Santo, norteamos as atividades religiosas, pastorais, vicariais territoriais e n\u00e3o territoriais e de todos os movimentos de nossa Arquidiocese. Vamos celebrar este tempo da gra\u00e7a com unidade, empenho, alegria e amor. Para bem direcionarmos nossas atividades escolhemos o tema do jubileu arquidiocesano: <strong>\u201cNo Cristo somos um para que todos sejam um\u201d<\/strong> bem como o seu lema: <strong>\u201cAlegres na esperan\u00e7a, fortes na tribula\u00e7\u00e3o, perseverantes na ora\u00e7\u00e3o e enviados em miss\u00e3o\u201d<\/strong>. Este tema e lema, bem refletidos e aprofundados em seu sentido b\u00edblico-pastoral podem ser usados com criatividade sadia em impressos, publica\u00e7\u00f5es, m\u00eddias e associados \u00e0s festas de padroeiros, encontros, grupos etc. A unidade t\u00e3o querida e desejada por Jesus (cf. Jo 17) manifesta-se visivelmente entre n\u00f3s quando em virtude da nossa f\u00e9 recebida no Batismo nos unimos a Cristo atrav\u00e9s dos sacramentos, da ora\u00e7\u00e3o, da escuta da Palavra na comunidade de f\u00e9 que nos fortalecem na miss\u00e3o para que todos sejam um. O lema proposto nos encoraja e indica como devemos agir: com alegria, esperan\u00e7a, fortaleza, perseveran\u00e7a, ora\u00e7\u00e3o. Revestidos pela gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo suportaremos as tribula\u00e7\u00f5es e seremos enviados em miss\u00e3o. Esta \u00e9 a vontade do Senhor para este tempo: unidade e miss\u00e3o.<\/li>\n<li>A abertura do Ano Santo arquidiocesano se d\u00e1 neste dia em que publicamos essa carta, 19 de julho de 2025. Hoje, o clero (bispos, padres e di\u00e1conos) e os seminaristas se re\u00fanem na Igreja Nossa Senhora de Bonsucesso (Irmandade Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia e Santa Isabel), localizada ao lado da Ladeira da Miseric\u00f3rdia \u2013 Centro, para a ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica das Laudes. Este local \u00e9 um marco hist\u00f3rico da nossa Cidade e Arquidiocese, dado que esta Ladeira \u00e9 um antigo acesso ao extinto Morro do Castelo onde ficava a primeira Igreja da Cidade e dedicada a S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Pr\u00f3ximo deste local, na Pra\u00e7a do Expedicion\u00e1rio &#8211; Centro, todos os fi\u00e9is chamados a se reunirem quando fizemos a peregrina\u00e7\u00e3o jubilar at\u00e9 a Catedral Metropolitana de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Sendo um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 alma daremos um belo testemunho de unidade, comunh\u00e3o e miss\u00e3o pelas ruas do centro anunciando o amor de Deus: Jesus Cristo nosso Senhor! Na Catedral celebraremos a Missa Solene e concederemos a <strong>b\u00ean\u00e7\u00e3o papal com indulg\u00eancia plen\u00e1ria <\/strong>anexa, conforme nos concedeu o Papa Le\u00e3o XIV atrav\u00e9s da Penitenciaria Apost\u00f3lica, no decreto que apresentamos abaixo:<\/li>\n<li>N. 01282\/2025-228\/23\/I DECRETO<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A PENITENCIARIA APOST\u00d3LICA, pela autoridade que lhe \u00e9 facultada de modo especial\u00edssimo pelo Sant\u00edssimo Padre e Senhor nosso em Cristo, o Senhor Papa Le\u00e3o XIV por Provid\u00eancia Divina, Ministro da f\u00e9 e da nossa alegria, benignamente concede ao Emm\u00ba e Revm\u00ba Senhor Cardeal da Santa Igreja Romana Orani Jo\u00e3o Tempesta, O. Cist., Arcebispo Metropolitano de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, que no Ano Santo da mesma Arquidiocese, escolhendo um dia de utilidade para os fi\u00e9is, depois de oferecer o Divino Sacrif\u00edcio, conceda a Ben\u00e7\u00e3o papal com a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria anexa a todos os fi\u00e9is crist\u00e3os presentes que verdadeiramente penitentes e imbu\u00eddos de caridade tiverem tomado parte nas celebra\u00e7\u00f5es sagradas, a qual ser\u00e1 lucrada mediante as habituais condi\u00e7\u00f5es (Confiss\u00e3o sacramental, Comunh\u00e3o Eucar\u00edstica e ora\u00e7\u00e3o na inten\u00e7\u00e3o do Sumo Pont\u00edfice). Os fi\u00e9is crist\u00e3os que devotamente tenham recebido a Ben\u00e7\u00e3o papal e que por razo\u00e1vel circunst\u00e2ncia n\u00e3o tiverem acorrido fisicamente aos sagrados ritos lucrar\u00e3o validamente a Indulgencia plen\u00e1ria, segundo a norma do direito, desde que os tenham acompanhado com piedosa inten\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos meios comunica\u00e7\u00e3o. Revogam-se quaisquer disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio. Dado em Roma, da sede da Penitenciaria Apost\u00f3lica, no dia 19 do m\u00eas de maio, no ano da Encarna\u00e7\u00e3o do Senhor 2025. Por mandato do Emmo. [Cardeal Prefeito], Dom Krzysztof Nykiel, Bispo titular de Velia, Regente.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"96\">\n<li>Para a b\u00ean\u00e7\u00e3o papal indicada no decreto e recebida uma \u00fanica vez neste dia que escolhemos de acordo com o decreto da penitenciaria apost\u00f3lica, de 19 de julho 2025, reafirmamos as condi\u00e7\u00f5es: presen\u00e7a na celebra\u00e7\u00e3o sagrada de abertura do ano santo arquidiocesano, Confiss\u00e3o sacramental, Comunh\u00e3o Eucar\u00edstica e ora\u00e7\u00e3o na inten\u00e7\u00e3o do Sumo Pont\u00edfice. Aqueles que n\u00e3o puderam estar presentes na celebra\u00e7\u00e3o por <em>razo\u00e1veis circunst\u00e2ncias<\/em> (doentes, idosos, reclusos, os impedidos pelo trabalho profissional que exercem ou que nos hospitais ou em outras institui\u00e7\u00f5es prestam servi\u00e7o de assist\u00eancia aos irm\u00e3os e irm\u00e3s impossibilitados) <em>lucrar\u00e3o validamente a Indulg\u00eancia plen\u00e1ria, segundo a norma do direito, desde que os tenham acompanhado com piedosa inten\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o<\/em>. De fato, esta celebra\u00e7\u00e3o inaugural do Jubileu Arquidiocesano \u00e9 transmitida no programa O Rio Celebra, da Rede Vida de Televis\u00e3o, bem como pela R\u00e1dio Catedral, pela Web TV Redentor, e outras m\u00eddias digitais da Arquidiocese.<\/li>\n<li>Todos os fi\u00e9is: cl\u00e9rigos e leigos em geral s\u00e3o chamados \u00e0 participa\u00e7\u00e3o das atividades propostas para receberem com generosidade as infinitas gra\u00e7as que s\u00e3o derramadas. Conforme foi mencionado no decreto, apresentamos as igrejas que durante o Ano Santo arquidiocesano ser\u00e3o locais de <strong>peregrina\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>visita<\/strong> para a obten\u00e7\u00e3o da indulg\u00eancia plen\u00e1ria. Os locais escolhidos sinalizam para todos n\u00f3s a import\u00e2ncia hist\u00f3rica da nossa f\u00e9 e miss\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Catedral Metropolitana de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro<\/strong> \u2013 Avenida Rep\u00fablica do Chile, 245 \u2013 Centro. \u2013 que celebrar\u00e1 o 50\u00ba ano de cria\u00e7\u00e3o a 20 de novembro de 1976, no mesmo dia da cria\u00e7\u00e3o da Diocese, e quando encerraremos este Jubileu Arquidiocesano;<\/li>\n<li><strong>Par\u00f3quia Nossa Senhora do Carmo da Antiga S\u00e9<\/strong> \u2013 Rua Sete de Setembro, 14 ou Avenida Primeiro de Mar\u00e7o, s\/n. \u2013 que celebrar\u00e1 o 50\u00ba ano da ere\u00e7\u00e3o paroquial a 20 de novembro de 1976<\/li>\n<li><strong>Par\u00f3quia Nossa Senhora da Candel\u00e1ria \u2013<\/strong> Pra\u00e7a Pio X \u2013 Centro \u2013 que celebra os 250 anos da b\u00ean\u00e7\u00e3o de sua pedra fundamental em 1775.<\/li>\n<li><strong>Par\u00f3quia Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 Pra\u00e7a Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o, 272 \u2013 Iraj\u00e1 \u2013 elevada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Par\u00f3quia em 1647, atualmente a mais antiga par\u00f3quia de nossa Arquidiocese.<\/li>\n<li><strong>Par\u00f3quia Sant\u00b4Ana<\/strong> \u2013 Pra\u00e7a Dom Sebasti\u00e3o Leme, 11 \u2013 Centro \u2013 onde se localiza o Santu\u00e1rio do Cora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstico de Jesus para a Obra da Adora\u00e7\u00e3o Perp\u00e9tua e s\u00edmbolo das celebra\u00e7\u00f5es do 70\u00ba ano do XXXVI Congresso Eucar\u00edstico Internacional no Rio de Janeiro a 24 de julho de 1955. Tamb\u00e9m os padres sacramentinos, que ali servem, completam 100 anos de sua presen\u00e7a entre n\u00f3s.<\/li>\n<li>Nestas Igrejas jubilares, durante o Ano Santo arquidiocesano e por ocasi\u00e3o de uma peregrina\u00e7\u00e3o ou visita, havendo a celebra\u00e7\u00e3o da Missa, a liturgia poder\u00e1 ser espec\u00edfica quando for permitido segundo as normas da Instru\u00e7\u00e3o Geral do Missal Romano n. 368 a 378. O formul\u00e1rio ser\u00e1 \u201cPela Igreja Particular (Missas e Ora\u00e7\u00f5es para diversas necessidades ou circunst\u00e2ncias, I. Pela Santa Igreja, 1. Pela Igreja, letra E \u2013 Pela Igreja particular. No Missal Romano, p. 1058.) com leituras (1\u00aa leitura, Salmo e Evangelho) do formul\u00e1rio \u201cPela Igreja\u201d (no lecion\u00e1rio III, Missas para diversas necessidades, 1. Pela Santa Igreja, 1. Pela Igreja. No lecion\u00e1rio III, p. 415 a 433) ou do dia corrente. Ao final da celebra\u00e7\u00e3o e como condi\u00e7\u00e3o para lucrar a indulg\u00eancia plen\u00e1ria, recitam-se as ora\u00e7\u00f5es (credo, pai nosso e invoca\u00e7\u00e3o mariana) nas inten\u00e7\u00f5es do Papa.<\/li>\n<li>As invoca\u00e7\u00f5es marianas (conforme indica o decreto) referem-se \u00e0 Bem-Aventurada Virgem Rainha da Paz. Neste sentido, indicamos as ora\u00e7\u00f5es marianas da tradi\u00e7\u00e3o popular: Ave Maria, A vossa prote\u00e7\u00e3o, Salve Rainha, Ave Rainha do C\u00e9u, Rainha do C\u00e9u (no tempo Pascal) e outras acrescida da invoca\u00e7\u00e3o \u201c<strong>Nossa Senhora da Paz, rogai por n\u00f3s e pelo mundo inteiro<\/strong>\u201d. H\u00e1 tamb\u00e9m uma outra ora\u00e7\u00e3o rezada em algumas comunidades da nossa Arquidiocese: <strong>\u00d3 Maria, doce m\u00e3e de Jesus Cristo e nossa m\u00e3e. V\u00f3s que trazeis nos bra\u00e7os o Pr\u00edncipe da Paz, mostrai-nos este Jesus e deitai-o em nosso cora\u00e7\u00e3o. \u00d3 Rainha da Paz, estabelecei entre n\u00f3s o vosso reino, intercedei por estes vossos filhos que, cheios de confian\u00e7a, se recomendam \u00e0 vossa prote\u00e7\u00e3o. Afastai para longe de n\u00f3s os sentimentos de amor pr\u00f3prio, expulsai de n\u00f3s o esp\u00edrito de inveja, de maldi\u00e7\u00e3o e de disc\u00f3rdia. Fazei-nos humildes no sucesso, fortes em paci\u00eancia e em caridade nos sofrimentos, firmes e confiantes na Divina Provid\u00eancia. Aben\u00e7oai-nos, dirigindo nossos passos no caminho da paz, da uni\u00e3o e da m\u00fatua caridade, para que, formando aqui a vossa fam\u00edlia, possamos no C\u00e9u, junto ao vosso Filho, bendizer-vos por toda a eternidade. Am\u00e9m.<\/strong><\/li>\n<li>Neste Ano Santo arquidiocesano e tal como compreende o Ano Santo ordin\u00e1rio a que somos chamados a ter <em>o cora\u00e7\u00e3o associado aos fins espirituais, <\/em>peregrina\u00e7\u00e3o se destaca como um sinal forte para toda a Igreja que est\u00e1 a caminho para o encontro com o Senhor. O peregrino percorre um caminho que \u00e9 uma pessoa: Jesus Cristo (Cf. Jo 14,6). Nele, o fiel encontra o sentido de sua vida, projetos e miss\u00e3o. Mesmo com os desafios, momentos de dificuldades, intemp\u00e9ries e situa\u00e7\u00f5es que podem levar ao des\u00e2nimo, o cansa\u00e7o e at\u00e9 mesmo a desist\u00eancia, o peregrino que mant\u00e9m seu olhar voltado para a Cristo, encontra for\u00e7a para reerguer-se e prosseguir decididamente. Cristo est\u00e1 sempre conosco (Mt 28,20) e, como ensina o Conc\u00edlio Vaticano II na Constitui\u00e7\u00e3o Sacrosanctum Concilium, n. 7, se faz presente de m\u00faltiplas formas: na comunidade, na Palavra, nos Sacramentos, em cada pessoa que o acolhe em sua vida.<\/li>\n<li>A <em>participa\u00e7\u00e3o nos ritos jubilares<\/em>, segundo o decreto \u00e9 o meio pelo qual podemos lucrar a indulg\u00eancia plen\u00e1ria. A este prop\u00f3sito e <em>com o cora\u00e7\u00e3o associado aos fins espirituais do Jubileu Ordin\u00e1rio do ano de 2025, <\/em>os<strong> ritos jubilares<\/strong> no Ano Jubilar arquidiocesano seguem as mesmas indica\u00e7\u00f5es para lucrar a indulg\u00eancia que a Penitenciaria Apost\u00f3lica indicou no decreto \u201cSobre a concess\u00e3o da indulg\u00eancia plen\u00e1ria durante o Jubileu ordin\u00e1rio do ano 2025 proclamado por sua Santidade o Papa Francisco\u201d e que expusemos na carta pastoral \u201cMiss\u00e3o, esperan\u00e7a e paz\u201d, n. 46 a saber: peregrina\u00e7\u00f5es e visitas a Igrejas jubilares, miss\u00f5es populares, retiros, encontros formativos sobre os textos do Conc\u00edlio Vaticano II e Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, obras de miseric\u00f3rdia e de penit\u00eancia etc.<\/li>\n<li>A <strong>visita<\/strong> \u00e0 Igreja jubilar \u00e9 s\u00edmbolo do desejo do cora\u00e7\u00e3o humano que busca o seu Senhor (cf. Sl 26). Aqueles que visitarem as igrejas jubilares por ocasi\u00e3o do Ano Santo ordin\u00e1rio at\u00e9 \u00e0 sua conclus\u00e3o em 28 de dezembro de 2025 e a igrejas mencionadas acima durante o Jubileu Arquidiocesano que, segundo o decreto da penitenciaria, esses dons especiais se concluem em 19 de julho de 2026 quando receber\u00e3o a indulg\u00eancia plen\u00e1ria nas condi\u00e7\u00f5es indicadas pela Igreja. Ressaltamos que a indulg\u00eancia plen\u00e1ria concedida no ano santo ordin\u00e1rio e no ano santo arquidiocesano n\u00e3o s\u00e3o diferentes. A visita \u00e0 Igreja jubilar determinada e escolhida pelo fiel, compreende a perman\u00eancia durante um tempo <em>em piedosa medita\u00e7\u00e3o<\/em> que ser\u00e1 conclu\u00edda com a ora\u00e7\u00e3o do Pai nosso, o Credo e invoca\u00e7\u00f5es a Virgem Maria, Rainha da paz. Para bem compreendermos o que significa e como se realiza a medita\u00e7\u00e3o, recomendamos o estudo dos par\u00e1grafos 2705 a 2708 e 2723 do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica que aborda esta express\u00e3o de ora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>O decreto indica que \u201cOs <strong>idosos, enfermos e todos aqueles que por motivo grave n\u00e3o podem sair de casa<\/strong> (reclusos e os acompanhantes de idosos e enfermos), igualmente poder\u00e3o lucrar a Indulg\u00eancia se, concebida a detesta\u00e7\u00e3o de qualquer pecado e na inten\u00e7\u00e3o de cumprir as tr\u00eas habituais condi\u00e7\u00f5es (confiss\u00e3o sacramental, comunh\u00e3o eucar\u00edstica e ora\u00e7\u00e3o nas inten\u00e7\u00f5es do Papa: pai nosso, credo e invoca\u00e7\u00e3o mariana) o mais breve poss\u00edvel, se unirem espiritualmente \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es jubilares por meio de suas preces e dores, ou pelos dos inc\u00f4modos da pr\u00f3pria vida, oferecidos a Deus misericordioso\u201d.<\/li>\n<li>Tal como no Ano Santo ordin\u00e1rio e desde que cumprida as condi\u00e7\u00f5es, a indulg\u00eancia pode ser recebida duas vezes pela mesma pessoa e no mesmo dia desde que a segunda vez seja destinada <em>como <strong>sufr\u00e1gio pelas almas<\/strong> dos fi\u00e9is que se encontram no Purgat\u00f3rio<\/em>.<\/li>\n<li>Para que a abund\u00e2ncia de gra\u00e7as que s\u00e3o derramadas neste Ano Santo arquidiocesano possa obter um maior proveito espiritual para todos, recomendamos a busca incessante pelo <strong>sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o ou Penit\u00eancia<\/strong>. Por isso, solicitamos uma generosa e dispon\u00edvel caridade pastoral dos sacerdotes para o atendimento auricular das confiss\u00f5es e, juntamente com os leigos investidos como ministros extraordin\u00e1rios, a <strong>distribui\u00e7\u00e3o da sagrada comunh\u00e3o aos enfermos<\/strong>. Desse modo, a Igreja faz com que o Evangelho se torne uma realidade presente e encarnada quando dispensa a todos os tesouros da gra\u00e7a divina.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um olhar de esperan\u00e7a e paz para o futuro evangelizador e pastoral<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"106\">\n<li>Como expusemos, muitos irm\u00e3os e irm\u00e3s no passado semearam com bondade o Evangelho. Hoje podemos colher em abund\u00e2ncia os frutos maduros de f\u00e9 desse processo de semeadura. A gra\u00e7a do jubileu arquidiocesano que continua com suas comemora\u00e7\u00f5es at\u00e9 novembro de 2026 nos ilumina diante dos desafios e questionamentos sobre o que devemos fazer hoje para que amanh\u00e3 outros colham bons frutos. Onde precisamos semear? De que modo vamos semear? Que sementes vamos lan\u00e7ar nos diversos terrenos que se apresentam? Essas perguntas nos interpelam diariamente e nos impelem \u00e0 uma efetiva, criativa e audaciosa evangeliza\u00e7\u00e3o. Na carta pastoral que esperamos escrever com as conclus\u00f5es do II\u00ba S\u00ednodo Arquidiocesano iremos explicitar um pouco os nossos passos para o futuro.<\/li>\n<li>Com a for\u00e7a divina que recebemos neste tempo da gra\u00e7a temos a coragem para o in\u00edcio e a realiza\u00e7\u00e3o do projeto salv\u00edfico do Senhor aos nossos cora\u00e7\u00f5es e em cada comunidade. Al\u00e9m de revisitarmos a hist\u00f3ria de nossa Arquidiocese que durante 5 anos tivemos a oportunidade de faz\u00ea-lo inclusive resgatando os principais documentos hist\u00f3ricos de nossa circunscri\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, que nos inspira e d\u00e1 no\u00e7\u00f5es para compreendermos o presente, devemos realizar tamb\u00e9m estudos e forma\u00e7\u00e3o sobre a Igreja em sua identidade e miss\u00e3o para conhecermos a sua natureza, fundamentos, presen\u00e7a na vida das pessoas e da sociedade etc.<\/li>\n<li>Acreditamos que o estudo s\u00e9rio e comprometido do conte\u00fado b\u00edblico, teol\u00f3gico e pastoral sobre a Igreja possa nos inspirar e favorecer o amor cada vez mais apaixonado a Deus e \u00e0 Igreja bem como novas atitudes e meios para evangelizarmos em nossas realidades, situa\u00e7\u00f5es e circunst\u00e2ncias. Para tanto, indicamos o estudo dinamizado e comprometido da Constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica <em>Lumen Gentium<\/em> e da Constitui\u00e7\u00e3o pastoral <em>Gaudium et Spes <\/em>\u2013 ambas do Conc\u00edlio Vaticano II, dos par\u00e1grafos 737 a 741; 748 a 987; 2030 a 2051 do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, documentos do magist\u00e9rio sobre a Igreja etc.<\/li>\n<li>Enquanto aguardamos as novas diretrizes da a\u00e7\u00e3o evangelizadora da igreja no Brasil que inspiram o nosso plano de pastoral que ser\u00e1 elaborado ao final do pr\u00f3ximo ano, as Par\u00f3quias e comunidades podem organizar de acordo com sua realidade pastoral essas catequeses sobre a Igreja e que propomos sob a forma de temas:<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"141\">Agosto 2025<\/td>\n<td width=\"387\">As voca\u00e7\u00f5es nascem na Igreja<\/p>\n<p>O que \u00e9: prelazia, diocese e arquidiocese<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Setembro 2025<\/td>\n<td width=\"387\">A Palavra constitui a Igreja<\/p>\n<p>Aspectos religiosos da funda\u00e7\u00e3o da Cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Outubro 2025<\/td>\n<td width=\"387\">A Igreja \u00e9 mission\u00e1ria<\/p>\n<p>Aspectos hist\u00f3ricos e pastorais da bula de cria\u00e7\u00e3o da Prelazia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Novembro 2025<\/td>\n<td width=\"387\">Os santos e a santidade da Igreja e dos fi\u00e9is (LG 5)<\/p>\n<p>Aspectos hist\u00f3ricos e pastorais da bula de cria\u00e7\u00e3o da Diocese<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Dezembro 2025<\/td>\n<td width=\"387\">O Verbo se fez carne e habitou no meio de n\u00f3s!<\/p>\n<p>LG 1 \u2013 o mist\u00e9rio e a natureza da Igreja<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Janeiro 2026<\/td>\n<td width=\"387\">S\u00e3o Sebasti\u00e3o, soldado da Igreja<\/p>\n<p>LG 2, 3 e 4 \u2013 o povo de Deus, a hierarquia e os leigos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Fevereiro 2026<\/td>\n<td width=\"387\">A assist\u00eancia da Igreja aos enfermos<\/p>\n<p><em>Gaudium et Spes<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Mar\u00e7o 2026<\/td>\n<td width=\"387\">O Esp\u00edrito Santo, alma da Igreja<\/p>\n<p>Par\u00f3quia, c\u00e9lula viva da Igreja particular<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Abril 2026<\/td>\n<td width=\"387\">O mist\u00e9rio pascal de Cristo n\u00facleo vital da Igreja<\/p>\n<p>A Doutrina Social da Igreja<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Maio 2026<\/td>\n<td width=\"387\">A Virgem Maria, m\u00e3e e modelo da Igreja (LG 8)<\/p>\n<p>A devo\u00e7\u00e3o mariana no Rio de Janeiro<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Junho 2026<\/td>\n<td width=\"387\">A Igreja vive da Eucaristia<\/p>\n<p>Os sacramentos de salva\u00e7\u00e3o da Igreja<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Julho 2026<\/td>\n<td width=\"387\">A hist\u00f3ria da nossa Igreja no Rio de Janeiro<\/p>\n<p>A vida consagrada na Igreja<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Agosto 2026<\/td>\n<td width=\"387\">A f\u00e9 da Igreja<\/p>\n<p>A eclesiologia das pastorais, movimentos e grupos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Setembro 2026<\/td>\n<td width=\"387\">A ora\u00e7\u00e3o da Igreja<\/p>\n<p>O ecumenismo e o di\u00e1logo inter-religioso<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Outubro 2026<\/td>\n<td width=\"387\">A vida crist\u00e3<\/p>\n<p>Sinais de maturidade na f\u00e9<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Novembro 2026<\/td>\n<td width=\"387\">Ser Igreja hoje<\/p>\n<p>A juventude na Igreja do Rio de Janeiro<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"141\">Dezembro 2026<\/td>\n<td width=\"387\">Apresenta\u00e7\u00e3o do 13\u00ba Plano de Pastoral de Conjunto<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"110\">\n<li>Uma das caracter\u00edsticas fundamentais da Igreja, e que est\u00e1 no lema do nosso Ano Santo Arquidiocesano, \u00e9 a perseveran\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o (cf. At 1,12-14; 2,42; Rm 12,12). Atrav\u00e9s dela, pessoas, grupos e comunidades de nossa Arquidiocese fortificam a sua unidade e a comunh\u00e3o com o Senhor e entre seus membros. Pela ora\u00e7\u00e3o, Arquidiocese \u00e9 iluminada pelo Esp\u00edrito Santo, agraciada de muitos dons e frutos e progride em sua miss\u00e3o, sobretudo na ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, que, sendo sinal da presen\u00e7a de Cristo, \u00e9 tamb\u00e9m uma fonte viva de espiritualidade e comunh\u00e3o. Neste sentido, todas as comunidades paroquiais ou religiosas, os grupos, as pastorais, os movimentos e demais organismos e institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o chamados a se reunirem para a ora\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da recita\u00e7\u00e3o da liturgia das horas, hora santa, adora\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento, leitura orante da Palavra de Deus, momentos de espiritualidade e tantos outros que a devo\u00e7\u00e3o aos santos nos ensinou.<\/li>\n<li>Os vicariatos territoriais e n\u00e3o territoriais bem como as par\u00f3quias, os diversos grupos, pastorais, minist\u00e9rios, movimentos, comunidades s\u00e3o incentivados a organizarem uma programa\u00e7\u00e3o que contemplem: catequese, confiss\u00f5es e peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0s Igrejas jubilares durante o Ano Santo Arquidiocesano a fim de que recebam bem todas as gra\u00e7as deste jubileu sobretudo pela indulg\u00eancia plen\u00e1ria.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"112\">\n<li>Sugerimos rezar durante este jubileu: <strong>ORA\u00c7\u00c3O DO JUBILEU ARQUIDIOCESANO<\/strong>. \u201cSenhor, nosso Deus e Pai, n\u00f3s vos agradecemos pelos 450 anos da cria\u00e7\u00e3o da nossa Prelazia e 350 anos da sua eleva\u00e7\u00e3o a Diocese. Nesta cidade, desde a sua funda\u00e7\u00e3o e sob a intercess\u00e3o de nosso padroeiro S\u00e3o Sebasti\u00e3o, o Evangelho foi semeado e germinou abundantes e maduros frutos da f\u00e9 cat\u00f3lica para que a salva\u00e7\u00e3o, o vosso Filho, Jesus Cristo alcan\u00e7asse a todas as pessoas. Hoje, com o cora\u00e7\u00e3o agradecido, bendizemos pelas in\u00fameras gra\u00e7as que a vossa bondade e miseric\u00f3rdia nos concedeu. Reafirmamos que \u201cno Cristo, somos um para que todos sejam um\u201d. Por isso, dai-nos o dom do vosso Esp\u00edrito Santo e abrasai o nosso cora\u00e7\u00e3o com o vosso amor, para que sejamos \u201calegres na esperan\u00e7a, fortes na tribula\u00e7\u00e3o, perseverantes na ora\u00e7\u00e3o e enviados em miss\u00e3o\u201d. Am\u00e9m. S\u00e3o Sebasti\u00e3o, rogai por n\u00f3s!\u201d<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"113\">\n<li>Ao final das missas e dos eventos pedimos que cantem o hino do jubileu: <strong>HINO DO JUBILEU ARQUIDIOCESANO<\/strong>. <em>M\u00fasica: Maestro Marcos Paulo Mendes.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFR\u00c3O<\/strong>: <strong><em>Um cora\u00e7\u00e3o grato, \u00f3 Senhor, \/ \u00e9 o que vos damos neste jubileu. \/ Tantas gra\u00e7as, tantos benef\u00edcios, \/ obrigado, Senhor e nosso Deus. Um jubileu de gra\u00e7a e unidade! \u00c9 a presen\u00e7a da Igreja do Senhor! \/ <\/em>||:<em> Nesta cidade que \u00e9 maravilhosa, \/ resplandece o Cristo Redentor! <\/em>:||<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Rio bendito, terra consagrada,\/ Ouviste cedo a voz da salva\u00e7\u00e3o! \/ Na Prelazia, a f\u00e9 foi semeada,\/ Frutificou em santa miss\u00e3o. <strong>||:<em> Tantas gra\u00e7as, tantos benef\u00edcios, obrigado, Senhor e nosso Deus! <\/em>:|| <\/strong>Dos altos morros aos mares em festa,\/ Ecoa firme a prega\u00e7\u00e3o do amor:\/ A Boa-Nova, com coragem e f\u00e9,\/ Ilumina o povo do Senhor! <strong>||:<em> Tantas gra\u00e7as, tantos benef\u00edcios, obrigado, Senhor e nosso Deus! <\/em>:||<\/strong><\/li>\n<li>Tr\u00eas s\u00e9culos e meio de Diocese,\/ Semeadora do Reino de Paz,\/ Na Eucaristia encontra a sua for\u00e7a,\/ Na caridade, a vida se refaz. <strong>||:<em> Tantas gra\u00e7as, tantos benef\u00edcios, obrigado, Senhor e nosso Deus! <\/em>:|| <\/strong>O sangue forte do m\u00e1rtir valente,\/ Nos inspira a lutar com ardor:\/ Sebasti\u00e3o, fiel combatente,\/ Intercede a Deus por n\u00f3s, com amor! <strong>||:<em> Tantas gra\u00e7as, tantos benef\u00edcios, obrigado, Senhor e nosso Deus! <\/em>:||<\/strong><\/li>\n<li>Caminha a Igreja em miss\u00e3o constante,\/ Com seu Pastor em comunh\u00e3o de amor.\/ Povo orante, alegre e vibrante,\/ Anuncia o Cristo com ardor. <strong>||:<em> Tantas gra\u00e7as, tantos benef\u00edcios, obrigado, Senhor e nosso Deus! <\/em>:|| <\/strong>Das comunidades, floresce a vida,\/ Do Evangelho nasce a esperan\u00e7a.\/ Hoje louvamos, com voz agradecida,\/ Essa hist\u00f3ria de luz e confian\u00e7a <strong>||:<em> Tantas gra\u00e7as, tantos benef\u00edcios, obrigado, Senhor e nosso Deus! <\/em>:||<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O TEMA E O LEMA DO ANO SANTO ARQUIDIOCESANO. <\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"114\">\n<li>O tema do Ano Jubilar Arquidiocesano foi inspirado no contexto da hist\u00f3ria eclesi\u00e1stica vigente: a marcante presen\u00e7a do Papa Le\u00e3o XIV e a refer\u00eancia que escolhi para minha vida sacerdotal. O atual Pont\u00edfice, o Papa Le\u00e3o XIV, escolheu como lema de seu pontificado \u201c<em>&#8220;In Illo uno unum&#8221; (extra\u00eddo do <\/em>serm\u00e3o de S. Agostinho sobre a\u00a0<em>Exposi\u00e7\u00e3o sobre o Salmo 127<\/em>, para explicar que \u201cembora n\u00f3s crist\u00e3os sejamos muitos, no \u00fanico Cristo somos um\u201d). <em>\u201cUt Omnes Unum Sint\u201d \u2013 para que todos sejam \u2013 inspirado no texto b\u00edblico de Jo 17,21 \u00e9 o meu lema sacerdotal e episcopal<\/em>. <em>A uni\u00e3o dos dois lemas resulta no tema do Ano jubilar arquidiocesano: \u201cNo Cristo, somos um para que todos sejam um!\u201d Este tema reflete a unidade dos batizados em Cristo que os envia para uma numa miss\u00e3o universal: anunciar a salva\u00e7\u00e3o a todos! <\/em><\/li>\n<li>E o<em> lema, por sua vez, tem na carta de S\u00e3o Paulo aos Romanos cap\u00edtulo 12 e vers\u00edculo 12 a indica\u00e7\u00e3o dos elementos que devem nortear o fiel carioca sobre o modo de realizar a unidade e a miss\u00e3o universal da Igreja: alegres na esperan\u00e7a, fortes na tribula\u00e7\u00e3o, perseverantes na ora\u00e7\u00e3o e enviados em miss\u00e3o. Tais elementos possuem rela\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria da Igreja nesta arquidiocese. Alegres na esperan\u00e7a \u2013 impulsionados pelo tema do Ano Santo ordin\u00e1rio, os crist\u00e3os s\u00e3o chamados a serem alegres na esperan\u00e7a para indicar que a \u201cesperan\u00e7a, que \u00e9 Cristo, nunca decepciona\u201d (Rm 5, 5; 1Tm 1,1); por isso que a alegria, como fruto do Esp\u00edrito Santo nunca cessar\u00e1. Fortes na tribula\u00e7\u00e3o \u2013 inspirados no exemplo do padroeiro, S\u00e3o Sebasti\u00e3o, os fi\u00e9is cariocas nunca devem desistir, mas encontrar sempre em Cristo a for\u00e7a que necessitam para suportar as dificuldades e desafios que surgem, extraindo dessas situa\u00e7\u00f5es ensinamentos que os conduzam ao crescimento e amadurecimento humano e crist\u00e3o. Perseverantes na ora\u00e7\u00e3o \u2013 a hist\u00f3ria b\u00edblica nos mostra homens e mulheres que clamaram ao Senhor n\u00e3o foram desiludidos; a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o dom concedido aos seres humanos para torn\u00e1-los mais \u00edntimos da paternidade de Deus que nunca abandona seus filhos e \u201ca todo aquele que o invoca lealmente\u201d (Sl 144). Enviados em miss\u00e3o &#8211; \u00e9 a finalidade de todos aqueles que apesar das circunst\u00e2ncias foram fi\u00e9is e por isso, recebem uma gra\u00e7a especial para continuarem na fam\u00edlia, na comunidade, nos ambientes diversos a proclamarem com a vida as maravilhas que o Senhor realiza a todos aqueles que em Cristo se tornam um para que todos sejam um!<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LOGOTIPO DO JUBILEU ARQUIDIOCESANO.<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"116\">\n<li>A identidade visual do Ano Jubilar Arquidiocesano tem no bras\u00e3o de armas da Arquidiocese de S\u00e3o Sebasti\u00e3o as suas caracter\u00edsticas fundamentais: a cruz e as flechas. Destacando-se pela sua centralidade, a <strong>CRUZ<\/strong> estilizada \u00e9 a mesma que se encontra na mitra episcopal. Neste sinal cat\u00f3lico compreendemos o conte\u00fado do mist\u00e9rio pascal de Cristo: sua paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o pelo qual, o Evangelho, atrav\u00e9s da miss\u00e3o apost\u00f3lica em <em>alegre esperan\u00e7a<\/em>, chegou nas terras da cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e se difundiu entre os seus habitantes. A semeadura do evangelho rendeu abundantes frutos para a f\u00e9 crist\u00e3 e assim, estabeleceu condi\u00e7\u00f5es para que o Papa Greg\u00f3rio XIII, em 19 de julho de 1575, criasse uma Prelazia na cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, desmembrando-a do Bispado da Bahia. Cem anos depois, esta prelazia que tamb\u00e9m <em>perseverou na ora\u00e7\u00e3o<\/em> indicava sinais maduros na f\u00e9 e responsabilidade eclesial. Foi quando o Papa Inoc\u00eancio XI elevou a prelazia \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Diocese de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro em 16 de novembro de 1675.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">As <strong>FLECHAS<\/strong> remetem ao m\u00e1rtir S\u00e3o Sebasti\u00e3o que por sua vez confere o nome \u00e0 cidade desde a sua funda\u00e7\u00e3o em 1565, \u00e0 prelazia, \u00e0 diocese e \u00e0 arquidiocese respectivamente. Associadas e compreendidas a partir da cruz, as flechas est\u00e3o localizadas no seu interior significar o mart\u00edrio do padroeiro que, sendo um crist\u00e3o, foi <em>forte na tribula\u00e7\u00e3o<\/em> e tudo suportou por amor a Deus e \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tamanhos diversos est\u00e3o os quadrados dourados que significam as <strong>PEDRAS VIVAS<\/strong> pela qual se edifica o corpo de Cristo, ou seja, os crist\u00e3os. Estes s\u00e3o aqueles que possuem o g\u00e9rmen da divindade desde o seu batismo e que por for\u00e7a da gra\u00e7a s\u00e3o <em>enviados em miss\u00e3o<\/em> para o an\u00fancio salv\u00edfico do amor de Deus a cada pessoa! Circundando as figuras encontra-se a miss\u00e3o da Arquidiocese de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro neste Ano Jubilar 2025-2026 pelo tema que a descreve: \u201cNo Cristo, somos um para que todos sejam um!\u201d. A unidade com Cristo estabelece a comunh\u00e3o e envia em miss\u00e3o conforme apresenta o lema: \u201cAlegres na esperan\u00e7a, fortes na tribula\u00e7\u00e3o, perseverantes na ora\u00e7\u00e3o e enviados em miss\u00e3o\u201d \u2013 significando o direcionamento aberto das hastes da cruz!<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"117\">\n<li>Como podemos denotar, meus caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, em tudo o que expusemos at\u00e9 aqui, nossa Arquidiocese possui uma vasta e rica hist\u00f3ria. Muito j\u00e1 foi feito, com as pesquisas e celebra\u00e7\u00f5es ao longo desse que chamamos de \u201cquinqu\u00eanio jubilar\u201d, que se iniciou em 2021 e ir\u00e1 at\u00e9 2026. Por\u00e9m, ainda h\u00e1 muito a ser feito, desenvolvido e vivido, no \u00e2mbito hist\u00f3rico, pastoral e espiritual. \u00c9 ardente desejo de nosso cora\u00e7\u00e3o que a celebra\u00e7\u00e3o de nosso jubileu arquidiocesano seja ocasi\u00e3o especial para que cada batizado dessa por\u00e7\u00e3o do povo de Deus em terras cariocas tome consci\u00eancia de seu dever em anunciar Jesus Cristo com fervor e alegria. Que nesse ano de gra\u00e7as pulse em nossos cora\u00e7\u00f5es o lema que iremos nesse per\u00edodo tantas vezes meditar: <strong>\u201cAlegres na esperan\u00e7a, fortes na tribula\u00e7\u00e3o, perseverantes na ora\u00e7\u00e3o e enviados em miss\u00e3o!\u201d<\/strong><\/li>\n<li>Temos certeza de que temos muito mais a aprofundar e a descobrir. Que seja esta Carta Pastoral um incentivo para publica\u00e7\u00f5es, programas, podcasts, artigos e outras pesquisas para assumirmos o grande acervo de nossa Arquidiocese neste ano jubilar. O nosso Museu de Arte Sacra Arquidiocesano j\u00e1 iniciou suas exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias especiais e far\u00e1 outras durante este tempo.<\/li>\n<li>Mas, muito mais que uma bela hist\u00f3ria da a\u00e7\u00e3o de Deus em nossas vidas e nas de nossos antepassados, o que queremos \u00e9 olhar para o futuro. Um grande horizonte se projeta \u00e0 nossa frente e o desejo \u00e9 que nos coloquemos a caminho, peregrinando com nossa esperan\u00e7a, que \u00e9 Cristo, pelas ruas, estradas, pra\u00e7as, vielas, avenidas, viadutos e realidades v\u00e1rias de nossa cidade, testemunhando em quem colocamos nossa fundamenta\u00e7\u00e3o \u2013 Jesus Cristo, o Senhor! E deve ser Ele que n\u00f3s anunciamos com nossa vida e todos os meios dispon\u00edveis, na confian\u00e7a do mundo novo que ele faz acontecer com a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. Mais do que isso tudo, \u00e9 termos os nossos nomes \u201cescritos no c\u00e9u\u201d, para onde desejamos ir com a miseric\u00f3rdia de Deus. Essa bela cidade necessita de homens e mulheres corajosos que anunciem a vida e a salva\u00e7\u00e3o em Jesus Cristo. Que este Ano Jubilar nos ajude, ao contemplar o passado, a aceitar os desafios do futuro construindo o presente de nossa hist\u00f3ria. Rezemos uns pelos outros para que assim seja.<\/li>\n<li>A todos que est\u00e3o nesta nossa caminhada, um abra\u00e7o alegre e uma b\u00ean\u00e7\u00e3o especial, com a intercess\u00e3o de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, nosso padroeiro, de Sant\u2019Ana, nossa co-padroeira, e de Maria, a mulher de mil nomes, que invocamos aqui com o t\u00edtulo de Senhora da Penha.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Com afetuosa b\u00ean\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Orani Jo\u00e3o Cardeal Tempesta, O. Cist.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arcebispo de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">19 de julho de 2025, Ano Jubilar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> GREG\u00d3RIO XIII, bula <em>In supereminente militantes Ecclesiae<\/em>, 19 de julho de 1575.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Por exemplo: At 2,47; 5,11; 8,1; 8,3; 11,22, onde aparece no singular, referindo-se \u00e0 Igreja de Jerusal\u00e9m; a de Antioquia da S\u00edria em At, 11, 26; 13,1; 14,27; 15,3; a de Cesareia em At, 18,22; a de \u00c9feso em At, 20,17. Em At 9,31 n\u00e3o se trata somente da comunidade de Jerusal\u00e9m, mas de toda a Judeia, Galileia e Samaria. O plural ocorre em At 15,41; 16,5.\u00a0 A Igreja, sem limita\u00e7\u00e3o local consta em At 20,28. Neste sentido, se trata da \u00fanica Igreja, sem limita\u00e7\u00e3o de local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> No primeiro sentido: Rm 16,5; 1Cor 16,19, e Cl 4,15. No segundo sentido: 1Cor 1,2; 2Cor 1,1. Dirigindo-se a uma comunidade espec\u00edfica, usa o termo no sentido de que \u00e9 a Igreja como tal que a\u00ed est\u00e1 presente: 1Cor 6,4, tratando de um processo; 1Cor 11,18, quando se re\u00fane para a Eucaristia; 1Cor 14,34, quando trata do uso da palavra pelas mulheres; 1Tm 5,16: onde orienta a n\u00e3o se onerar excessivamente a Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> De Cristo: Rm 16,16. De Deus: esta express\u00e3o ocorre no singular, como em: 1Cor 1,2; 10,32; 11,22; 15,9; Gl 1,13; 1Tm 3,5.15; e no plural, como em: 1Cor 11,16; Tes 2,14; 2Tes 1,4. Dos santos: 1Cor 14,33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> As mesmas observa\u00e7\u00f5es feitas acima, valem para as outras ocorr\u00eancias do termo no restante do Novo Testamento. No Apocalipse o termo aparece 20 vezes. Dessas, 13 vezes no plural (Ap 1, 4.11.20 [2 vezes]; 2,7.11.17.23.29; 3,6.13.22; 22,16) e sete no singular (Ap 2,1.8.12.18; 3,1.7.14), quase todas na se\u00e7\u00e3o das cartas dirigidas \u00e0s Igrejas da \u00c1sia, com uma \u00fanica exce\u00e7\u00e3o. Na terceira carta de Jo\u00e3o \u00e9 usado tr\u00eas vezes (3Jo 6.9.10), todas no singular; na de Tiago uma vez (Tg 5,14), no genitivo singular, designando a comunidade em seu conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> H\u00e1 outras formas de designar a comunidade dos crist\u00e3os que est\u00e3o em continuidade com o Antigo Testamento e t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com a no\u00e7\u00e3o de povo de Deus: \u201cos santos\u201d (1Cor 16,2; 2Cor 8,4; At 9,13.32.41); \u201cos pobres\u201d (Gl 2,20; Rm 15,26); \u201cos eleitos\u201d (Rm 8,33).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Seu fundamento na Alian\u00e7a se encontra em 2Cor 6,16, que cita as f\u00f3rmulas da Alian\u00e7a de Lv 26,11s e a profecia de Ez 37,27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> 1Pd 2,4-10. Que aos crist\u00e3os chamados povo de Deus, chama tamb\u00e9m povo eleito, sacerd\u00f3cio real, povo santo, povo conquistado. E indica a miss\u00e3o de anunciar as maravilhas do Senhor. Com v\u00e1rias resson\u00e2ncias do AT, especialmente: Is 43, 20s; Ex 19, 5s; Os 1, 6-9; 2, 3.25, nessa se\u00e7\u00e3o a atribui\u00e7\u00e3o ocorre duas vezes (cf.\u2002J. HAMER, L\u2019\u00c9glise est une communion, 47).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Hb 4, 9; 13, 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Ap 18,4, cujo paralelo \u00e9 Jr 51,45, e 21,3, e Ap 21,3, que cont\u00e9m a f\u00f3rmula cl\u00e1ssica da Alian\u00e7a (Gn 17,8; Lv 26,11s; Jr 31,33; Ez 37,27), a indica\u00e7\u00e3o da intimidade que por ela se gera entre Deus e seu povo (Ex 25,8; Jo 1,14) e as suas consuma\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica (Jl 4,17.21; Zc 2,14; Sf 3,15-17; Is 12,6).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta Pastoral do Cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta, O. Cist. Arcebispo de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro No in\u00edcio do Jubileu Arquidiocesano nos 450 anos da cria\u00e7\u00e3o da Prelazia do Rio de Janeiro. 19 de julho de 2025 Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s, Depois de cinco anos de pesquisas, celebra\u00e7\u00f5es e divulga\u00e7\u00f5es sobre a nossa hist\u00f3ria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":55819,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-95161","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95161","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95161"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95161\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95163,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95161\/revisions\/95163"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}