{"id":94726,"date":"2025-06-02T09:49:11","date_gmt":"2025-06-02T12:49:11","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=94726"},"modified":"2025-06-02T17:50:35","modified_gmt":"2025-06-02T20:50:35","slug":"santo-antonio-e-a-mula-do-herege","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santo-antonio-e-a-mula-do-herege\/","title":{"rendered":"Santo Ant\u00f4nio e a mula do herege"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"SubHeading_subheading__NJ_eJ\" aria-label=\"post subtitle\">O santo foi desafiado: &#8220;Prove-me que o corpo de Cristo est\u00e1 presente na H\u00f3stia, e eu me converterei&#8221;. E ele provou &#8211; de maneira incr\u00edvel!<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Em todos os lugares por onde passava, Santo Ant\u00f4nio de P\u00e1dua era o flagelo dos hereges, em virtude do maravilhoso dom que possu\u00eda de refutar suas obje\u00e7\u00f5es e desmascarar suas cal\u00fanias contra a F\u00e9 Cat\u00f3lica. Encontrando-se ele certo dia em Toulouse (Fran\u00e7a) para combater os erros dos inimigos da Santa Igreja, viu-se em luta contra um dos mais tenazes albigenses. A longa discuss\u00e3o acabou recaindo sobre o tema do augusto Sacramento da Eucaristia. Ap\u00f3s grandes dificuldades, o defensor do erro ficou reduzido ao sil\u00eancio. Por fim, derrotado, mas n\u00e3o convertido, ele recorreu a um argumento extremo, desafiando o Santo:<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>&#8211; Deixemos de palavras e vamos aos fatos. Se, por algum milagre, podeis provar diante de todo o povo que o corpo de Cristo est\u00e1 de fato presente na H\u00f3stia consagrada, eu abjuro a heresia e me submeto ao jugo da F\u00e9.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>&#8211; Aceito o desafio &#8211; replicou logo Santo Antonio, cheio de confian\u00e7a na onipot\u00eancia e na miseric\u00f3rdia do Divino Mestre.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>&#8211; Eis, pois, o que proponho: tenho em minha casa uma mula; depois de deix\u00e1-la fechada durante tr\u00eas dias sem qualquer alimento, eu a trarei para esta pra\u00e7a. Ent\u00e3o, em presen\u00e7a de todos, oferecerei a ela uma abundante quantidade de aveia para comer. E v\u00f3s lhe apresentareis isso que dizeis ser o corpo de Jesus Cristo. Se o animal faminto abandonar a comida a fim de correr para esse Deus que, segundo vossa doutrina, deve ser adorado por todas as criaturas, eu crerei de todo cora\u00e7\u00e3o no ensinamento da Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>* * *<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>No dia marcado, acorreu gente de todas as partes, enchendo a pra\u00e7a onde se realizaria a grande prova. Cat\u00f3licos e hereges, todos estavam numa expectativa f\u00e1cil de imaginar. Perto dali, numa capela, Frei Ant\u00f4nio celebrava a Santa Missa com um fervor angelical.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Chega ent\u00e3o o albigense, puxando sua mula, enquanto um comparsa traz o alimento preferido do animal. Uma multid\u00e3o de hereges o escolta, pressagiando sua vit\u00f3ria.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Nesse momento, sai da capela Santo Ant\u00f4nio, tendo nas m\u00e3os o cib\u00f3rio com o Sant\u00edssimo Sacramento. Faz-se um profundo sil\u00eancio. Dirigindo-se \u00e0 mula, ele brada com forte voz:<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>&#8211; Em nome e pelo poder de teu Criador, o qual, apesar de minha indignidade, aqui seguro realmente presente em minhas m\u00e3os, eu te ordeno, pobre animal: vem sem demora inclinar- te com humildade diante d&#8217;Ele. Devem os hereges reconhecer que toda criatura presta submiss\u00e3o a Jesus Cristo, Deus Criador, que o padre cat\u00f3lico tem a honra de fazer descer sobre o altar!<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Ao mesmo tempo, o albigense p\u00f5e o monte de aveia debaixo da boca da mula esfomeada, incitando-a a comer.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Oh, prod\u00edgio! Sem prestar qualquer aten\u00e7\u00e3o no alimento que lhe \u00e9 oferecido, n\u00e3o escutando sen\u00e3o a voz de Frei Ant\u00f4nio, o animal se inclina ao ouvir o nome de Jesus Cristo e depois se prostra de joelhos diante do Sacramento de Vida, como para ador\u00e1-lo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u00c0 vista disto, os cat\u00f3licos explodem em manifesta\u00e7\u00f5es de entusiasmo, enquanto os albigenses ficam esmagados de estupor e confus\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O dono da mula, por\u00e9m, mantendo a palavra de honra dada a Santo Ant\u00f4nio, abjura a heresia e torna-se um fiel filho da Igreja.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>(P. Eug\u00e9ne Couet, Miracles Historiques du Saint Sacr\u00e9ment, 3\u00aa ed., pp. 170-172)<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Albigenses, o que eram?<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A seita maniqu\u00e9ia dos c\u00e1taros (puros) deitou fortes ra\u00edzes no Languedoc, sudoeste da Fran\u00e7a, em torno da cidade de Albi, de onde lhes veio o nome de albigenses.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Em sua Hist\u00f3ria Universal da Igreja Cat\u00f3lica, o conceituado historiador Rohrbacher demonstra que n\u00e3o se tratava simplesmente de uma heresia a mais, como tantas outras:\u00a0<em>&#8220;Eles n\u00e3o negavam apenas uma determinada verdade, mas toda verdade, toda religi\u00e3o, toda moral, toda justi\u00e7a, toda sociedade&#8221;.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Segundo eles, &#8220;<em>o mal, o pecado, o crime n\u00e3o decorrem do livre arb\u00edtrio do homem, mas sim da criatura, sen\u00e3o da pr\u00f3pria subst\u00e2ncia do \u2018Deus Mau&#8217;, que fez o universo vis\u00edvel. (&#8230;) Da\u00ed conclu\u00edam os maniqueus: sendo o mal obra do \u2018Deus Mau&#8217;, \u00e9 uma injusti\u00e7a castigar por ele o homem; a justi\u00e7a humana, que pune os malfeitores, \u00e9 uma atroz injusti\u00e7a que precisa ser abolida a ferro e fogo. (&#8230;) Uma vez que as coisas vis\u00edveis, materiais, f\u00edsicas, s\u00e3o obra de Satan\u00e1s, o casamento, a procria\u00e7\u00e3o de filhos, \u00e9, pois, uma obra maldita, a qual \u00e9 preciso execrar e impedir por todos os meios&#8221;.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Negavam os albigenses a Encarna\u00e7\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo e, em conseq\u00fc\u00eancia, todas as outras verdades da F\u00e9, com especial \u00eanfase na Sagrada Eucaristia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Para sustar a expans\u00e3o dessa doutrina delet\u00e9ria esfor\u00e7aram-se os monges cistercienses e, sobretudo, o grande S\u00e3o Domingos de Gusm\u00e3o.\u00a0Fonte: Rohrbacher, Hist\u00f3ria Universal da Igreja Cat\u00f3lica, 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 1903, tomo IX, pp. 135-136.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>O P\u00e3o da vida<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><em>\u00c9 oportuno lembrar algumas palavras do Fundador dos Sacramentinos, S\u00e3o Pedro Juli\u00e3o Eymard, alma apaixonada por Jesus-H\u00f3stia.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Foi o pr\u00f3prio Jesus quem se chamou P\u00e3o da Vida. E que nome! Fosse um Anjo obrigado a\u00a0 nome\u00e1-lo, dar-lhe-ia um nome condizente com seus atributos: Verbo, Senhor, mas nunca ousaria chamar seu Deus de p\u00e3o! E, no entanto, o verdadeiro nome de Jesus \u00e9 de fato P\u00e3o da Vida. Na Cruz, ser\u00e1, qual farinha, triturado, peneirado, para, depois ressuscitado, ser para nossas almas o que o p\u00e3o material \u00e9 para nosso corpo. Na verdade, Jesus \u00e9 nosso P\u00e3o da Vida. (&#8230;)<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Nosso Senhor o proclamou: &#8220;Quem comer minha Carne ter\u00e1 a Vida em si&#8221;. Mas que Vida? A pr\u00f3pria Vida de Jesus. (&#8230;) O alimento comunica, com efeito, sua subst\u00e2ncia a quem dele participa. Jesus n\u00e3o se mudar\u00e1 em n\u00f3s, mas nos transformar\u00e1 n&#8217;Ele. (&#8230;) Para enfrentar as muitas lutas da vida crist\u00e3, s\u00f3 a Eucaristia vos dar\u00e1 as for\u00e7as suficientes, pois, sem ela, tanto a ora\u00e7\u00e3o como a piedade n\u00e3o tardar\u00e3o em esmorecer. A piedade sem a Comunh\u00e3o \u00e9 uma piedade morta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem o Batismo, que d\u00e1 a Vida; nem a Crisma, que a aumenta; nem a Penit\u00eancia, que a recupera, bastam por si. Estes Sacramentos s\u00e3o apenas uma prepara\u00e7\u00e3o para a Eucaristia, que os completa e coroa.\u00a0(&#8220;A Divina Eucaristia&#8221;, vol. II, pp. 64 &#8211; 66) &#8211; Revista Arautos do Evangelho, Novembro\/2004, n. 35, pp. 38-39)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O santo foi desafiado: &#8220;Prove-me que o corpo de Cristo est\u00e1 presente na H\u00f3stia, e eu me converterei&#8221;. E ele provou &#8211; de maneira incr\u00edvel! 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