{"id":94614,"date":"2025-05-22T09:30:38","date_gmt":"2025-05-22T12:30:38","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=94614"},"modified":"2025-05-29T18:33:17","modified_gmt":"2025-05-29T21:33:17","slug":"hoje-foi-anunciada-a-noticia-aguardada-com-carinho-a-diocese-de-sao-jose-do-rio-preto-e-elevada-a-arquidiocese-e-seu-bispo-diocesano-passa-a-ser-o-primeiro-arcebispo-nossa-unidade-e-oracoes-fico-mu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/hoje-foi-anunciada-a-noticia-aguardada-com-carinho-a-diocese-de-sao-jose-do-rio-preto-e-elevada-a-arquidiocese-e-seu-bispo-diocesano-passa-a-ser-o-primeiro-arcebispo-nossa-unidade-e-oracoes-fico-mu\/","title":{"rendered":"Hoje foi anunciada a noticia aguardada com carinho: A Diocese de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto \u00e9 elevada a Arquidiocese e seu Bispo Diocesano passa a ser o primeiro Arcebispo. Nossa unidade e ora\u00e7\u00f5es! Fico muito feliz com esse fato, pois, como \u00e9 de conhecimento p\u00fablico eu fui o terceiro Bispo Diocesano de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto tomando posse em 1\u00ba. de maio de 1997 sucedendo a Dom Jos\u00e9 de Aquino Pereira, segundo Bispo Diocesano. Governei esta Diocese at\u00e9 13 de outubro de 2004 quando fui nomeado Arcebispo Metropolitano de Bel\u00e9m do Par\u00e1. Em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto fui seu bispo por 7 anos, 7 meses e 7 dias. Preparei, no meu governo, a eleva\u00e7\u00e3o can\u00f4nica e cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Catanduva e deixei tudo pronto para que a gigante Prov\u00edncia Eclesi\u00e1stica de Ribeir\u00e3o Preto fosse dividida e fosse erigida canonicamente a Arquidiocese de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto que, por vontade de Deus e decreto do amado Papa Le\u00e3o XIV, foi institu\u00edda neste dia 22 de maio de 2025. Festa de Santa Rita de C\u00e1ssia. Provid\u00eancia de Deus que a primeira Arquidiocese criada pelo novo Papa seja no pujante Noroeste Paulista. A ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP) come\u00e7ou no s\u00e9culo XIX, com a vinda de fam\u00edlias at\u00e9 ent\u00e3o residentes em Minas Gerais em busca de terras f\u00e9rteis para a agricultura. Chegaram por volta de 1840. A 19 de mar\u00e7o de 1852, Lu\u00eds Ant\u00f4nio da Silveira e sua mulher, dona Tereza Francisca de Jesus, doam terras para o patrim\u00f4nio de S\u00e3o Jos\u00e9, onde haveria de ser constru\u00edda uma pequena igrejinha, de pau-a-pique e coberta de sap\u00e9. Nessa \u00e9poca, o bairro de Rio Preto pertence ao munic\u00edpio de S\u00e3o Bento de Araraquara. Em torno dessa capela, ergueram-se modestas casas de pau-a-pique dando origem ao povoado. A Capela dedicada ao padroeiro S\u00e3o Jos\u00e9 foi consagrada em 1854, pelo Padre Jos\u00e9 Maria de Oliveira, da cidade de Araraquara. Em 1857, a igrejinha constru\u00edda pelos primeiros habitantes da cidade \u00e9 oficialmente institu\u00edda como Capela. Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, bispo de S\u00e3o Paulo, determina a cria\u00e7\u00e3o da Par\u00f3quia de S\u00e3o Jos\u00e9, concedendo-lhe provis\u00e3o no dia 15 de janeiro de 1882. Em 1\u00ba de janeiro de 1884, o vilarejo ganha um p\u00e1roco. \u00c9 o Padre Jos\u00e9 Bento da Costa que exerceu o cargo at\u00e9 fevereiro de 1896. A ele se deve o tra\u00e7ado da primeira planta da futura cidade, pois ele encomendou esse trabalho ao engenheiro italiano Ugolino Ugolini por volta de 1894 \u2013 1895. A Primeira Capela de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, constru\u00edda a partir de 1854 e ampliada em 1867. A cidade cresceu, a capelinha foi substitu\u00edda. Em 1912, a primeira capela foi demolida, e no dia 26 de maio desse mesmo ano, foi lan\u00e7ada a pedra fundamental da nova Igreja Matriz. Em 04 de setembro de 1914, Dom Jos\u00e9 Marcondes de Homem de Mello deu a b\u00ean\u00e7\u00e3o solene na nova igreja, que apenas haveria de ser conclu\u00edda em 1930. Em 1925, o povo rio-pretense \u00e9 comunicado sobre a futura divis\u00e3o da Diocese de S\u00e3o Carlos com a cria\u00e7\u00e3o das Dioceses de Rio Preto e Jaboticabal. A partir da\u00ed, toda comunidade cat\u00f3lica se mobilizou, criando uma comiss\u00e3o incumbida da organiza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do novo bispado e de levantar fundos para a constru\u00e7\u00e3o da Catedral, do Pal\u00e1cio Episcopal e do Semin\u00e1rio. Mas a cria\u00e7\u00e3o do Bispado s\u00f3 ocorreu mesmo no dia 25 de janeiro de 1929, atrav\u00e9s de uma Bula do Papa Pio XI. Nesse momento inicial, a diocese era composta por 15 par\u00f3quias, mencionadas na Bula de cria\u00e7\u00e3o: \u201cRio Preto, Ibir\u00e1, Santa Ad\u00e9lia, Tabapu\u00e3, Mirassol, Nova Granada, Monte Apraz\u00edvel, Tanabi, Ariranha, Catanduva, Potirendaba, In\u00e1cio Uchoa, Cedral, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio e Fernando Prestes\u201d. Entretanto, faltava o bispo.  Aos 8 de agosto de 1930, o Papa Pio XI nomeia Dom Lafayette Lib\u00e2nio como Bispo da Diocese de Rio Preto. Ele toma posse em 22 de janeiro de 1931 e governa a diocese at\u00e9 1966. Dom Lafayette chegou a Rio Preto por meio da Estrada de Ferro Araraquarense. Foi recebido por uma grande multid\u00e3o de fi\u00e9is organizada pelo prefeito Jo\u00e3o Augusto de P\u00e1dua Fleury. O primeiro bispo de Rio Preto foi saudado oficialmente pelo advogado Luiz Ferreira Nunes, que falou em nome de todos os fi\u00e9is presentes ao evento. \u00c0 frente da Diocese de 1931 a 1966, Dom Lafayette Lib\u00e2nio foi o respons\u00e1vel pelos primeiros passos de um sonho constru\u00eddo em conjunto por homens e mulheres que n\u00e3o mediram esfor\u00e7os para se dedicar aos desafios da Igreja particular de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto. Com um trabalho verdadeiramente mission\u00e1rio, Dom Lafayette percorreu sua imensa diocese, enfrentando estradas poeirentas no ver\u00e3o, encharcadas e lamacentas no per\u00edodo das chuvas. Nas prolongadas visitas paroquiais, no in\u00edcio, viajou em lombo de cavalo, pousando em choupanas simples, muitas vezes \u00famidas. Mais tarde, viajou em carro, mas as estradas continuavam mal tratadas, estreitas e com muitos buracos. Durante a Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932, Dom Lafayette fez uma promessa \u00e0 Padroeira do Brasil, pedindo sua prote\u00e7\u00e3o, para que a guerra n\u00e3o chegasse ao territ\u00f3rio diocesano. Como seu pedido foi atendido, cumpriu sua promessa em 1943, data da consagra\u00e7\u00e3o da Bas\u00edlica Nossa Senhora Aparecida. Al\u00e9m disso, Dom Lafayette n\u00e3o mediu esfor\u00e7os para efetivar a instala\u00e7\u00e3o de um Semin\u00e1rio Menor Diocesano. Nomeou Monsenhor Greg\u00f3rio Naffr\u00eda para empreender a constru\u00e7\u00e3o, terminada e inaugurada em 1944. Em 1940, aconteceu o Primeiro Congresso Eucar\u00edstico Diocesano e, em 1949, o Congresso Eucar\u00edstico Mariano Provincial. Os dois Congressos reuniram muitos fi\u00e9is e contou com a presen\u00e7a de autoridades religiosas, bispos, o arcebispo de S\u00e3o Paulo e demais autoridades civis. Esses dois acontecimentos tornaram a cidade e toda a regi\u00e3o conhecidas em todo o pa\u00eds. Em 1929, ano da cria\u00e7\u00e3o da Diocese, a fam\u00edlia Sp\u00ednola Castro doou \u00e0 diocese um terreno de 10.800 metros quadrados, no bairro Boa Vista. Nesse ano, Dom Jos\u00e9 Marcondes, bispo de S\u00e3o Carlos, colocou a pedra fundamental da casa do futuro bispo, por\u00e9m somente em 1946, foi organizada uma comiss\u00e3o definitiva para a constru\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio Episcopal. O pr\u00e9dio foi inaugurado no dia 12 de novembro de 1947. Dom Lafayette se mudou para a Avenida Constitui\u00e7\u00e3o, onde residiu at\u00e9 a sua ren\u00fancia can\u00f4nica em 1966. Depois dele veio D. Jos\u00e9 Aquino Pereira, que organizou a Diocese e estabilizou-a financeiramente. Couve a mim pedir a mudan\u00e7a de nome da Diocese de Rio Preto para S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto e dar os passos para a cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Catanduva. Agora a Diocese de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto foi elevado \u00e0 Sede Metropolitana tendo como Dioceses sufrag\u00e2neas as Dioceses de Jales, Catanduva, Barretos e Votuporanga.  A Prov\u00edncia Eclesi\u00e1stica \u00e9 a subdivis\u00e3o da Igreja em um Estado dentro de um pa\u00eds. Dependendo do seu tamanho, ele \u00e9 dividido em regi\u00f5es, agrupadas em prov\u00edncias, que s\u00e3o dioceses reunidas n\u00e3o apenas com base em crit\u00e9rios geogr\u00e1ficos, mas principalmente pastoral, que sejam mais ou menos comuns. Ideia \u00e9 proporcionar uma comunh\u00e3o entre dioceses pr\u00f3ximas no sentido da atua\u00e7\u00e3o pastoral. A prov\u00edncia eclesi\u00e1stica \u00e9 um conjunto de dioceses pr\u00f3ximas territorialmente, que tem como sede a Arquidiocese Metropolitana jurisdicional, com o objetivo de promover uma a\u00e7\u00e3o comum por parte de dioceses vizinhas e favorecer eficazmente a m\u00fatua rela\u00e7\u00e3o entre os bispos. A a raz\u00e3o fundamental da exist\u00eancia de uma Prov\u00edncia Eclesi\u00e1stica, ou seja, de uma Arquidiocese com suas dioceses sufrag\u00e2neas, \u00e9 de ordem pastoral. Em sinodalidade, buscar-se-\u00e1 apoio m\u00fatuo, interc\u00e2mbio de experi\u00eancias, maior comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o entre Igrejas Particulares pr\u00f3ximas fisicamente.  Desejamos a Dom Ant\u00f4nio Em\u00eddio Vilar, primeiro Arcebispo de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, as melhores b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus para a sua bela miss\u00e3o de Metropolita! S\u00e3o Jos\u00e9 de Botas ilumine o seu minist\u00e9rio de Arcebispo Metropolitano."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Celebramos neste dia 22 de maio a mem\u00f3ria lit\u00fargica de Santa Rita de C\u00e1ssia, uma santa muito cultuada e popular aqui no Brasil, conhecida como a santa das causas imposs\u00edveis. Santa Rita \u00e9 celebrada em um m\u00eas especial para a Igreja, considerado o m\u00eas mariano e o m\u00eas das m\u00e3es, com a celebra\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora de F\u00e1tima e Nossa Senhora Auxiliadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santa Rita nos ensina a ser perseverantes e a confiarmos sempre em Deus. O milagre vir\u00e1, mas n\u00e3o no nosso tempo, e sim no tempo de Deus. Santa Rita nos ensina a n\u00e3o desistirmos da ora\u00e7\u00e3o. Ela rezou uma vida inteira pela convers\u00e3o de seu esposo e de seus filhos. Por isso, n\u00e3o desistamos da ora\u00e7\u00e3o, pois, no tempo certo, Deus nos atender\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santa Rita de C\u00e1ssia \u00e9 celebrada em um m\u00eas especial para a Igreja, no qual se celebra Nossa Senhora de F\u00e1tima, no dia 13; Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 24; e a Visita\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel, no dia 31. O m\u00eas de maio \u00e9 o m\u00eas mariano por excel\u00eancia e tamb\u00e9m o m\u00eas das m\u00e3es. \u00c9 costume oferecermos rosas a Nossa Senhora, sobretudo ao rezarmos uma Ave-Maria \u2014 em cada Ave-Maria \u00e9 como se oferec\u00eassemos uma rosa \u00e0 Virgem Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por coincid\u00eancia, Santa Rita \u00e9 a santa das rosas e, ao final da celebra\u00e7\u00e3o, oferecemos rosas a ela junto com o pedido pelo qual queremos sua intercess\u00e3o. Quando recebemos a gra\u00e7a, no ano seguinte voltamos a oferecer rosas a Santa Rita em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. Aquele pedido que parecia imposs\u00edvel se torna poss\u00edvel por sua intercess\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse dia, as igrejas dedicadas a Santa Rita de C\u00e1ssia costumam ficar lotadas, pois, como dissemos, ela \u00e9 uma santa bastante popular. Se poss\u00edvel, participe da missa nesse dia dedicado a Santa Rita e reze com f\u00e9, pedindo que ela interceda junto de Deus por voc\u00ea e sua fam\u00edlia. Aproveite para oferecer rosas a Santa Rita em forma de agradecimento pelo pedido atendido. Santa Rita de C\u00e1ssia \u00e9 considerada a advogada das causas \u201cimposs\u00edveis\u201d, conforme \u00e9 dito na ora\u00e7\u00e3o dedicada a ela. Pe\u00e7amos com f\u00e9 que advogue em nosso favor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rita de C\u00e1ssia era filha \u00fanica e nasceu em 1381, na prov\u00edncia de Roccaporena, nas montanhas perto de C\u00e1ssia, regi\u00e3o da \u00dambria, na It\u00e1lia. Era filha de Ant\u00f4nio e Amata Ferri, um casal muito piedoso e querido por todos. Eles n\u00e3o sabiam ler nem escrever, mas ensinaram \u00e0 filha o essencial: a f\u00e9 em Jesus Cristo e em Nossa Senhora. Tamb\u00e9m contavam hist\u00f3rias de santos e santas, o que contribuiu muito para a forma\u00e7\u00e3o de Rita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde pequena, Santa Rita tinha o desejo de ser religiosa e entregar sua vida totalmente a Deus. No entanto, isso s\u00f3 aconteceria anos mais tarde, ap\u00f3s ficar vi\u00fava e perder seus filhos. Antes de ser religiosa, ela precisava enfrentar tribula\u00e7\u00f5es familiares e rezar muito por sua fam\u00edlia. Seus pais queriam que ela se casasse e lhe arranjaram um marido, como era costume na \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O marido escolhido foi Paolo Ferdinando, o que n\u00e3o foi uma boa escolha, pois Paolo era infiel no matrim\u00f4nio e tinha o h\u00e1bito de beber em excesso. Por causa dele, Santa Rita sofreu muito durante os dezoito anos em que foi casada. Eles tiveram dois filhos, e Rita demonstrou muita paci\u00eancia e resigna\u00e7\u00e3o durante todo esse tempo de sofrimento. O que sempre a sustentou foi sua grande f\u00e9 e a certeza de que Deus reservava algo maior para ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de todo o sofrimento, ela nunca deixou de rezar por Paolo e por sua convers\u00e3o. Com o passar do tempo, gra\u00e7as \u00e0 ora\u00e7\u00e3o insistente de Rita, aquele homem rude e bruto se transformou. Paolo se converteu e mudou completamente sua vida conjugal. As amigas de Rita vinham lhe pedir conselhos, querendo saber como ela havia conseguido transformar aquele homem, e ela respondia que o segredo era a ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de convertido, Paolo havia deixado na cidade algumas rixas e inimizades. Certo dia, saiu para trabalhar e n\u00e3o voltou mais. Santa Rita sentiu em seu cora\u00e7\u00e3o que algo grave havia acontecido. No dia seguinte, ele foi encontrado morto \u2014 havia sido assassinado. Os dois filhos de Santa Rita queriam vingar a morte do pai. Ela, ent\u00e3o, passou a rezar intensamente para que Deus n\u00e3o permitisse que eles cometessem tal pecado. Pouco tempo depois, ambos adoeceram gravemente. Antes de morrerem, Santa Rita rezava com eles e os ajudou a se converterem ao amor de Deus e ao perd\u00e3o. A gra\u00e7a foi t\u00e3o grande que os filhos de Rita conseguiram perdoar os assassinos do pai antes de morrerem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vemos que, pela persist\u00eancia na ora\u00e7\u00e3o e com os joelhos dobrados, Deus ouviu as preces aflitas de Santa Rita e a atendeu. Seus filhos n\u00e3o precisaram sujar as m\u00e3os com vingan\u00e7a, e ainda perdoaram os assassinos. Por isso, ela \u00e9 conhecida como a santa das causas imposs\u00edveis e nos ensina a perseverar na ora\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do momento em que se v\u00ea sozinha, vi\u00fava e sem filhos, Santa Rita volta a nutrir em seu cora\u00e7\u00e3o o desejo de inf\u00e2ncia: servir a Deus mais de perto, pela vida religiosa. Come\u00e7a, ent\u00e3o, a rezar para que essa gra\u00e7a se concretize.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela quis entrar para o convento das Irm\u00e3s Agostinianas, mas as religiosas tinham muitas d\u00favidas sobre sua voca\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o sabiam se era um desejo verdadeiro ou apenas consequ\u00eancia das perdas recentes. Como o marido havia sido assassinado e os filhos morrido de peste, as irm\u00e3s recusaram sua entrada. Como toda voca\u00e7\u00e3o precisa ser discernida, as freiras agiram com cautela. Mas, no caso de Santa Rita, era mesmo um chamado de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certa noite, enquanto dormia, Rita teve um sonho: ouviu o Senhor cham\u00e1-la pelo nome tr\u00eas vezes. Ela abriu a porta e viu S\u00e3o Nicolau, S\u00e3o Francisco e S\u00e3o Jo\u00e3o Batista. Eles pediram que ela os seguisse. Ap\u00f3s caminharem juntos pelas ruas, os santos desapareceram, e Rita sentiu um suave empurr\u00e3o. Ela caiu em \u00eaxtase e, ao recobrar a consci\u00eancia, estava dentro do mosteiro \u2014 que se encontrava com as portas fechadas. Deus havia operado um milagre. As freiras, ao verem isso, entenderam que se tratava de uma obra divina e a aceitaram. Rita viveu ali por quarenta anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos milagres atribu\u00eddos a Santa Rita foi o seguinte: a madre superiora, duvidando de sua voca\u00e7\u00e3o, mandou que ela regasse diariamente um peda\u00e7o de madeira seca no jardim do convento. Rita obedeceu com paci\u00eancia e amor. Ap\u00f3s um ano, para surpresa de todos, o milagre aconteceu \u2014 o peda\u00e7o de madeira seco se transformou em uma bela videira que d\u00e1 uvas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro milagre atribu\u00eddo a Santa Rita foi quando, orando aos p\u00e9s da cruz, ela pediu a Jesus que pudesse sentir um pouco da dor que Ele sentiu na crucifica\u00e7\u00e3o. Um dos espinhos da coroa de Jesus cravou-se em sua cabe\u00e7a. A ferida foi t\u00e3o profunda que ela precisou se isolar das outras irm\u00e3s. Intensificou, ent\u00e3o, suas ora\u00e7\u00f5es e jejuns. A ferida permaneceu por quinze anos, exceto por um breve per\u00edodo em que, durante o Ano Santo, foi curada para que ela pudesse ir a Roma. Ao retornar ao mosteiro, a ferida voltou a se abrir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 22 de maio de 1457, o sino do convento come\u00e7ou a tocar sozinho. Santa Rita, ent\u00e3o com 76 anos, teve sua ferida cicatrizada e seu corpo come\u00e7ou a exalar cheiro de rosas. Uma freira chamada Catarina Mancini, que tinha um bra\u00e7o paralisado, ao abra\u00e7ar Santa Rita em seu leito de morte, ficou curada. Esse foi o terceiro milagre atribu\u00eddo \u00e0 santa. No lugar da ferida apareceu uma mancha vermelha que exalava um perfume celestial. Logo uma multid\u00e3o se formou para v\u00ea-la, e foi preciso levar seu corpo para a igreja, onde permanece at\u00e9 hoje, exalando suave perfume que impressiona a todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santa Rita de C\u00e1ssia foi beatificada em 1627, em Roma, pelo Papa Urbano VIII. Sua canoniza\u00e7\u00e3o ocorreu em 1900, no dia 24 de maio, pelo Papa Le\u00e3o XIII, e sua festa lit\u00fargica foi fixada no dia 22 de maio. A devo\u00e7\u00e3o a Santa Rita \u00e9 muito forte em todo o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordemos tamb\u00e9m, nesse dia, todos aqueles que se chamam C\u00e1ssia, C\u00e1ssio, Rita ou Rita de C\u00e1ssia. Que Deus infunda no cora\u00e7\u00e3o dessas pessoas a mesma f\u00e9 de Santa Rita e que elas possam perseverar at\u00e9 o fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celebremos com alegria a mem\u00f3ria lit\u00fargica de Santa Rita e que ela seja para n\u00f3s exemplo de f\u00e9 e persist\u00eancia na ora\u00e7\u00e3o. Devemos rezar sempre e pedir com f\u00e9 aquilo que desejamos, pois, na hora certa, a gra\u00e7a vir\u00e1. Santa Rita \u00e9 considerada a santa das causas dif\u00edceis. Entreguemos a ela todas as nossas causas e, com f\u00e9, alcan\u00e7aremos aquilo que necessitamos. Am\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ora\u00e7\u00e3o a Santa Rita de C\u00e1ssia:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00d3 poderosa e gloriosa Santa Rita de C\u00e1ssia, eis, a vossos p\u00e9s, uma alma desamparada que, necessitando de aux\u00edlio, a v\u00f3s recorre com a doce esperan\u00e7a de ser atendida por v\u00f3s, que tendes o t\u00edtulo de Santa dos casos imposs\u00edveis e desesperados.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00d3 cara santa, interessai-vos pela minha causa, intercedei junto a Deus para que me conceda a gra\u00e7a de que tanto necessito (fazer o pedido).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>N\u00e3o permitais que eu me afaste de vossos p\u00e9s sem ser atendido.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Se houver em mim algum obst\u00e1culo que me impe\u00e7a de alcan\u00e7ar a gra\u00e7a que imploro, auxiliai-me para que o afaste.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Envolvei meu pedido em vossos preciosos m\u00e9ritos e apresentai-o a vosso celeste Esposo, Jesus, em uni\u00e3o com vossa prece.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00d3 Santa Rita, ponho em v\u00f3s toda a minha confian\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por vosso interm\u00e9dio, espero tranquilamente a gra\u00e7a que vos pe\u00e7o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Santa Rita, advogada dos imposs\u00edveis, rogai por n\u00f3s.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebramos neste dia 22 de maio a mem\u00f3ria lit\u00fargica de Santa Rita de C\u00e1ssia, uma santa muito cultuada e popular aqui no Brasil, conhecida como a santa das causas imposs\u00edveis. Santa Rita \u00e9 celebrada em um m\u00eas especial para a Igreja, considerado o m\u00eas mariano e o m\u00eas das m\u00e3es, com a celebra\u00e7\u00e3o de Nossa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":55819,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-94614","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94614","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94614"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94614\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94616,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94614\/revisions\/94616"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}