{"id":94359,"date":"2025-05-04T08:55:59","date_gmt":"2025-05-04T11:55:59","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=94359"},"modified":"2025-05-05T21:57:15","modified_gmt":"2025-05-06T00:57:15","slug":"e-o-senhor-jo-217","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/e-o-senhor-jo-217\/","title":{"rendered":"\u201c\u00c9 o Senhor!\u201d (Jo 21,7)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celebramos hoje o 3\u00ba Domingo do Tempo Pascal, e a Liturgia da Palavra nos convida a reconhecer o Ressuscitado que se faz presente nas realidades concretas da vida e que transforma o des\u00e2nimo em miss\u00e3o, o fracasso em fecundidade, o medo em coragem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Evangelho (Jo\u00e3o 21,1-19), Jesus aparece novamente aos disc\u00edpulos, \u00e0 beira do mar de Tiber\u00edades, onde eles estavam pescando. Era noite, e <em>\u201cnaquela noite nada apanharam\u201d <\/em>(Jo 21,3). Essa cena retrata bem a experi\u00eancia de frustra\u00e7\u00e3o que muitas vezes enfrentamos: trabalhamos, nos esfor\u00e7amos, mas os resultados parecem n\u00e3o vir. No entanto, <em>\u201cao amanhecer, Jesus estava na margem, mas os disc\u00edpulos n\u00e3o sabiam que era Jesus\u201d<\/em> (Jo 21,4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus ent\u00e3o lhes diz: <em>\u201cLan\u00e7ai a rede \u00e0 direita da barca e achareis\u201d<\/em> (Jo 21,6). Eles obedecem e, surpreendentemente, a pesca \u00e9 abundante. Jo\u00e3o, o disc\u00edpulo amado, reconhece a presen\u00e7a do Ressuscitado e exclama: <em>\u201c\u00c9 o Senhor!\u201d<\/em> (Jo 21,7). Esse reconhecimento s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel para quem ama profundamente e vive em intimidade com Cristo. A experi\u00eancia pascal passa pelo olhar da f\u00e9 que sabe perceber o Senhor presente nas a\u00e7\u00f5es mais simples do cotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da refei\u00e7\u00e3o, Jesus dirige-se a Pedro, que o havia negado tr\u00eas vezes, e lhe pergunta tamb\u00e9m tr\u00eas vezes: <em>\u201cSim\u00e3o, filho de Jo\u00e3o, tu me amas?\u201d<\/em> (Jo 21,15-17). A cada resposta afirmativa de Pedro, Jesus lhe confia a miss\u00e3o: <em>\u201cApascenta os meus cordeiros&#8230; Apascenta as minhas ovelhas\u201d<\/em> (Jo 21,15.16.17). O amor a Cristo \u00e9 a \u00fanica base leg\u00edtima para a miss\u00e3o. E ao final, Jesus conclui com o mesmo convite do in\u00edcio da caminhada: <em>\u201cSegue-me\u201d<\/em> (Jo 21,19). O Ressuscitado reconcilia Pedro com seu passado e o envia para apascentar o rebanho, agora com mais humildade e profundidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura, tirada dos Atos dos Ap\u00f3stolos (At 5,27b-32.40b-41), mostra Pedro e os demais ap\u00f3stolos sendo interrogados pelo Sin\u00e9drio por continuarem a anunciar Jesus, mesmo ap\u00f3s terem sido proibidos. Pedro responde com firmeza: <em>\u201c\u00c9 preciso obedecer a Deus antes que aos homens\u201d<\/em> (At 5,29). Mesmo depois de serem a\u00e7oitados, <em>\u201csa\u00edram do Conselho muito contentes, por terem sido considerados dignos de inj\u00farias, por causa do nome de Jesus\u201d<\/em> (At 5,41). A fidelidade \u00e0 miss\u00e3o brota da experi\u00eancia do Ressuscitado e sustenta o testemunho mesmo diante da persegui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda leitura (Ap 5,11-14), o vidente Jo\u00e3o contempla a liturgia celeste: <em>\u201cVi e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono&#8230; Eram milhares de milhares\u201d<\/em> (Ap 5,11), e todos aclamavam: <em>\u201cDigno \u00e9 o Cordeiro que foi imolado de receber o poder, a riqueza, sabedoria, for\u00e7a, honra, gl\u00f3ria e louvor\u201d<\/em> (Ap 5,12). Este \u00e9 o centro de nossa f\u00e9: o Cristo ressuscitado, imolado como Cordeiro, glorificado e adorado no c\u00e9u e na terra. Toda a cria\u00e7\u00e3o se une em louvor: <em>\u201cAo que est\u00e1 sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor, a honra, a gl\u00f3ria e o poder pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos\u201d<\/em> (Ap 5,13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia deste domingo nos ensina que a presen\u00e7a do Ressuscitado n\u00e3o se restringe aos momentos extraordin\u00e1rios. Ele se manifesta na beira da praia, no cotidiano, no trabalho, na fragilidade humana. E pergunta a cada um de n\u00f3s: <em>\u201cTu me amas?\u201d<\/em> (Jo 21,15). Amar o Senhor implica estar disposto a segui-Lo, mesmo quando a miss\u00e3o for exigente, mesmo quando houver falhas e quedas no caminho. O Ressuscitado sempre nos reergue e nos envia de novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que possamos, como Pedro, renovar nosso amor ao Senhor e deixar que Ele transforme nossa vida. Que saibamos, com o aux\u00edlio de Nossa Senhora, dizer com f\u00e9 e alegria: <em>\u201c\u00c9 o Senhor!\u201d<\/em> (Jo 21,7), e que, como os anjos e santos no c\u00e9u, rendamos a Ele todo louvor e gl\u00f3ria. Am\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, Celebramos hoje o 3\u00ba Domingo do Tempo Pascal, e a Liturgia da Palavra nos convida a reconhecer o Ressuscitado que se faz presente nas realidades concretas da vida e que transforma o des\u00e2nimo em miss\u00e3o, o fracasso em fecundidade, o medo em coragem. 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