{"id":94217,"date":"2025-04-20T14:43:27","date_gmt":"2025-04-20T17:43:27","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=94217"},"modified":"2025-04-23T14:45:26","modified_gmt":"2025-04-23T17:45:26","slug":"ele-esta-vivo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ele-esta-vivo-2\/","title":{"rendered":"ELE EST\u00c1 VIVO!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesta semana, ao transitar a esmo por uma rede social, alguns v\u00eddeos me deixaram at\u00f4nito. No primeiro deles, um jovem baleado agonizava ao lado de uma moto, tentando se levantar, mas perdendo rapidamente as for\u00e7as. Ent\u00e3o come\u00e7ou a lan\u00e7ar golfadas de sangue aos borbolh\u00f5es, enquanto a plateia ao seu redor gritava palavras hist\u00e9ricas, como \u201cMorre logo, desgra\u00e7ado; levanta agora, se \u00e9 homem; como \u00e9, vai morrer ou n\u00e3o; cad\u00ea sua valentia?\u201d E o jovem sucumbiu com o rosto todo coberto pelo pr\u00f3prio sangue. Noutro v\u00eddeo, tr\u00eas jovens tamb\u00e9m baleados, morriam entrela\u00e7ados, um tentando segurar o outro, mergulhados numa po\u00e7a de sangue \u00fanica. Um deles ainda balbuciou: \u201cMeus filhos!\u201d. Mas as palavras da plateia eram quase id\u00eanticas \u00e0s da outra cena. Compraziam-se na sede de vingan\u00e7a. Faziam justi\u00e7a com as pr\u00f3prias m\u00e3os!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Enquanto isso, outro v\u00eddeo dominava a rede. Era a cena de enforcamento de um assassino iraniano, tamb\u00e9m em pra\u00e7a p\u00fablica. Com a corda no pesco\u00e7o, o pobre r\u00e9u clamava perd\u00e3o. Ent\u00e3o se aproximou do condenado uma senhora, m\u00e3e de sua v\u00edtima. Depois de lhe desferir um bem dado tapa no rosto, nos segundos finais, tirou-lhe a corda e o perdoou. Segundo as leis do Pa\u00eds, s\u00f3 a fam\u00edlia da v\u00edtima tem poder para perdoar um condenado \u00e0 morte. E essa m\u00e3e o fez com galhardia, cara a cara, olho no olho, nos minutos finais&#8230; O que mais espanta n\u00e3o \u00e9 o quase inusitado da cena, mas as primeiras palavras do ex condenado, ap\u00f3s o perd\u00e3o maternal: \u201cEu queria que algu\u00e9m me tivesse esbofeteado no rosto, quando sai carregando uma arma\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cenas de uma santa semana! Pouco difere dos acontecimentos do G\u00f3lgota, onde ladr\u00f5es tamb\u00e9m eram justi\u00e7ados pelo povo, ao som de muita ironia e gritos sarc\u00e1sticos. Mas l\u00e1 existia um inocente! O mesmo inocente que perdoou o ladr\u00e3o arrependido, prometendo-lhe o para\u00edso. O mesmo inocente que suportou a injusti\u00e7a humana para nos falar da justi\u00e7a dos c\u00e9us, da miseric\u00f3rdia divina. O mesmo inocente que, crucificado, morto e sepultado, superou o \u00f3dio, venceu a morte e voltou \u00e0 carga com seu apelo constante: \u201cSegue-me!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A P\u00e1scoa crist\u00e3 nos lembra o qu\u00e3o pat\u00e9ticas s\u00e3o as tentativas humanas de se fazer justi\u00e7a. Em meio ao purismo religioso de muitos est\u00e3o os algozes do pr\u00f3prio Cristo, os insofism\u00e1veis guardi\u00f5es das leis e dos bons costumes, capazes de longos jejuns e abstin\u00eancias, de fidelidade ao d\u00edzimo at\u00e9 da hortel\u00e3, do cominho, de perfumes franceses e iguarias culin\u00e1rias sofisticadas, mas que de nada entendem do perd\u00e3o, da compreens\u00e3o, de oportunidade, de miseric\u00f3rdia&#8230; Ent\u00e3o viva a lei do dente por dente, do olho por olho, da bala por bala, do desafio a ferro e sangue que grassam em nossas ruas! O mais incr\u00edvel \u00e9 ouvir o favoritismo crescente dos que se manifestam a favor da pena capital. Pior ainda: \u00e9 saber que grande parte dos que defendem a pena de morte se diz crist\u00e3os. Crist\u00e3os nunca! Porque na lei do amor defendida por Cristo n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para a vingan\u00e7a. Porque h\u00e1 sempre uma segunda oportunidade, um segundo bofet\u00e3o, na vida pregressa dos que hoje est\u00e3o \u00e0 margem e s\u00e3o crucificados ao lado do pr\u00f3prio Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sua ressurrei\u00e7\u00e3o aponta para uma nova etapa de vida: vencer a morte, o pecado. \u201cCoragem, eu venci o mundo!\u201d Essa \u00e9 a compreens\u00e3o maior do mist\u00e9rio pascal, a not\u00edcia mais alvissareira que ouvidos humanos puderam ouvir: \u201cN\u00e3o procurem entre os mortos aquele que \u00e9 Senhor da Vida. Ele est\u00e1 vivo!\u201d Esse \u00e9 o maior tapa que as l\u00f3gicas humanas receberam da vida de Cristo: na aparente derrota de um condenado resplandece a luz da vida nova! Se foi assim com Jesus, por que n\u00e3o com os redimidos por seu sangue, n\u00f3s pecadores, cuja sede e fome de justi\u00e7a vem de Deus, n\u00e3o dos homens? Eis que outra Senhora, s\u00f3 ela, nos tira uma corda do pesco\u00e7o: \u201cFa\u00e7am tudo o que Ele vos disser\u201d E o milagre da transforma\u00e7\u00e3o acontece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20 anos de Palavras de Esperan\u00e7a. Publicado em 20 abril de 2014.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesta semana, ao transitar a esmo por uma rede social, alguns v\u00eddeos me deixaram at\u00f4nito. No primeiro deles, um jovem baleado agonizava ao lado de uma moto, tentando se levantar, mas perdendo rapidamente as for\u00e7as. 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