{"id":94031,"date":"2025-04-14T10:56:36","date_gmt":"2025-04-14T13:56:36","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=94031"},"modified":"2025-04-14T10:56:36","modified_gmt":"2025-04-14T13:56:36","slug":"a-morte-nao-existe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-morte-nao-existe\/","title":{"rendered":"A MORTE N\u00c3O EXISTE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Arriscar a negativa da morte, diante de sua evid\u00eancia e a\u00e7\u00e3o constante, seja ela f\u00edsica, psicol\u00f3gica ou moral, \u00e9 quase que uma insanidade. Mas hoje assino essa afirmativa com tranquilidade e paz de esp\u00edrito. A morte n\u00e3o existe para aqueles que d\u00e3o vivas ao Ressuscitado, o Cristo Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como tomar para si uma verdade contradit\u00f3ria com tantos e tantos sinais de morte que afetam o cotidiano e os sonhos de vida longa, ao menos, dos que ainda teimam em sobreviver em meio ao caos de um mundo cruelmente real?\u00a0 Como aceitar uma realidade oposta \u00e0 brevidade da vida terrena? S\u00e3o perguntas que nos surgem de chofre, pois que o mundo nos mostra um caminho inverso, ou seja, a realidade da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, o cristianismo \u00e9 a \u00fanica doutrina completa, a nos provar o contr\u00e1rio. Para quem acredita na ressurrei\u00e7\u00e3o, a morte \u00e9 uma mera passagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim, assim, sem mais nem menos, a nega\u00e7\u00e3o da morte se torna loucura, conversa de fan\u00e1ticos. Ao longo de uma experi\u00eancia concreta com as promessas do nazareno, com sua hist\u00f3ria \u00fanica, amorosa, fant\u00e1stica, nos sobra uma esperan\u00e7a: a loucura do amor de Deus, sintetizada na vida de seu Filho, \u00e9 maior que nossa v\u00e3 objetividade terrena. Sen\u00e3o, de que nos valeriam afirmativas como \u201cEu vim para que todos tenham vida (n\u00e3o citou a morte) e vida em abund\u00e2ncia\u201d. Ou \u201cNosso Deus \u00e9 o Senhor da Vida\u201d (n\u00e3o citou a morte). Ou \u201cPara onde iremos n\u00f3s, se s\u00f3 tu tens palavras de vida eterna?\u201d. Aqui entra a grande pergunta dos que ao menos se posicionam ao lado da auto defini\u00e7\u00e3o de Cristo: Caminho, Verdade e Vida (n\u00e3o citou a morte).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nossa grande dificuldade \u00e9 compreender a magnitude da promessa que o bojo da doutrina crist\u00e3 oferece ao mundo. A vida est\u00e1 acima da morte. A vida \u00e9 luz e esta sempre vence as trevas. \u201cQuem anda nas trevas, n\u00e3o me v\u00ea\u201d. Tamb\u00e9m n\u00e3o o sente, nem o compreende. Pois tudo em Cristo foi, \u00e9 e sempre ser\u00e1 palpitante, transformador, duradouro. Tudo vive. Tudo \u00e9 gl\u00f3ria e louvor, a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, da qual nossa ci\u00eancia um dia afirmou: \u201cna natureza nada se cria, tudo se transforma\u201d. Ou, como disse o poeta, nosso Bilac: \u201cVive at\u00e9 no seu sono a pedra bruta&#8230; Tudo vive! E, alta noite, na mudez de tudo, &#8211; essa harmonia que se escuta correndo os ares, na amplid\u00e3o perdida, essa m\u00fasica doce \u00e9 a voz, talvez, da alma de tudo, celebrando a Vida\u201d. Ou seja, a voz do Deus vivo, o Deus da Vida!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Portanto, n\u00e3o afirmamos uma utopia, mas uma realidade transformadora, que nos conduz \u00e0 compreens\u00e3o da Eternidade. A f\u00e9 \u00e9 exatamente essa ponte que nos une com a fonte criadora de tudo, personificada na certeza de nossa volta ao Pai que tudo criou. Sinais aparentes de morte s\u00e3o apenas etapas de um caminho, nada mais. Inserir-se nesta perspectiva \u00e9 rejeitar a morte, \u00e9 acreditar que um dia tamb\u00e9m faremos parte da gloriosa promessa do Cristo: \u201cNingu\u00e9m vai ao Pai sen\u00e3o por mim\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Agora, para os que se distanciam da luz da ressurrei\u00e7\u00e3o, p\u00f5em em d\u00favidas os mist\u00e9rios dessa passagem (p\u00e1scoa) ou preferem os caminhos finitos e limitados da objetividade carnal, n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a, a morte realmente existe. Estes se colocam no rol dos que zombaram e ainda zombam das manifesta\u00e7\u00f5es divinas entre n\u00f3s, das apari\u00e7\u00f5es do Cristo na Galileia e de suas revela\u00e7\u00f5es \u00e0 Igreja peregrina, desde ent\u00e3o. Morrer\u00e3o, com certeza, ou melhor, j\u00e1 s\u00e3o mortos-vivos, pois que todos seus ideais, sonhos, ambi\u00e7\u00f5es, terminar\u00e3o \u00e0 beira de um sepulcro, quando muito. A estes se aplicam as palavras mais tristes do Senhor da Vida: \u201cMelhor seria que n\u00e3o tivessem nascido!\u201d Pois \u201cDeus n\u00e3o \u00e9 Deus dos mortos, mas dos vivos: porque todos vivem para ele.\u201d (Lc 20,38).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20 anos de Palavras de Esperan\u00e7a. Publicado em 15 de abril de 2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Arriscar a negativa da morte, diante de sua evid\u00eancia e a\u00e7\u00e3o constante, seja ela f\u00edsica, psicol\u00f3gica ou moral, \u00e9 quase que uma insanidade. Mas hoje assino essa afirmativa com tranquilidade e paz de esp\u00edrito. A morte n\u00e3o existe para aqueles que d\u00e3o vivas ao Ressuscitado, o Cristo Jesus. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como tomar para si uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":55826,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-94031","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94031","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94031"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94031\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":94033,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94031\/revisions\/94033"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94031"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94031"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}