{"id":93832,"date":"2025-04-04T10:23:55","date_gmt":"2025-04-04T13:23:55","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=93832"},"modified":"2025-04-04T10:23:55","modified_gmt":"2025-04-04T13:23:55","slug":"jesus-nao-condena-nunca-sempre-perdoa-e-acolhe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-nao-condena-nunca-sempre-perdoa-e-acolhe\/","title":{"rendered":"Jesus n\u00e3o condena nunca, sempre perdoa e acolhe!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nesta quinta etapa do caminho quaresmal, a liturgia convida-nos a libertar-nos de tudo aquilo que nos escraviza e a caminharmos, com coragem e decis\u00e3o, para a meta que nos espera: a vida renovada, o horizonte de liberdade e de felicidade que Deus quer oferecer a todos os seus queridos filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa convers\u00e3o e nossa santidade s\u00e3o impulsionadas pela gra\u00e7a de Deus, que pede de n\u00f3s a total acolhida ao seu amor. A missa de hoje ressalta a ternura e a compaix\u00e3o de Deus para conosco: Ele realiza coisas novas para o povo e nos incentiva a lan\u00e7ar-nos para a frente, a fim de vivermos unidos a seu Filho Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira leitura \u2013 Is 43,16-21 \u2013, o Deus que libertou os hebreus da escravid\u00e3o do Egito anuncia aos exilados na Babil\u00f4nia que ir\u00e1 concretizar uma nova interven\u00e7\u00e3o salvadora em favor do seu povo. Este trecho \u00e9 composto por uma mem\u00f3ria e por uma promessa. Relembrando a sa\u00edda do Egito (Is 43,16-17), o profeta reanima o povo para manter a esperan\u00e7a da liberta\u00e7\u00e3o do cativeiro. Destaca-se o vers\u00edculo 19a \u2013 <em>\u201cEis que eu farei coisas novas, e que j\u00e1 est\u00e3o surgindo\u201d<\/em>. Al\u00e9m das realidades socio-hist\u00f3ricas que o povo est\u00e1 enfrentando, transparece um aspecto messi\u00e2nico. Deus liberta o povo do cativeiro babil\u00f4nico, concedendo-lhe o regresso \u00e0 terra. Contudo, sua \u201cTerra Prometida\u201d n\u00e3o ser\u00e1 apenas geogr\u00e1fica e material, mas principalmente espiritual. Os exilados ser\u00e3o libertados e, acompanhados por Deus, percorrer\u00e3o um caminho que os trar\u00e1 novamente para a terra de onde tinham sido arrancados, a terra onde corre leite e mel. Esse \u00e9 o desafio que Deus deixa tamb\u00e9m a n\u00f3s, neste tempo de Quaresma: caminharmos da escravid\u00e3o para a liberdade, da vida velha para a vida nova. Esta liberta\u00e7\u00e3o anunciada pelo profeta tem nome: Jesus Cristo, Filho do Pai. N\u00e3o custa lembrar, mais uma vez, que Deus sempre cria coisas novas; por isso, recordar o passado \u00e9 um ato de f\u00e9 e esperan\u00e7a fundado na experi\u00eancia. A natureza toda proclama a gl\u00f3ria do Senhor. Olhemos para a frente, pois Deus sempre renova sua obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Evangelho \u2013 Jo 8,1-11 \u2013, Jesus mostra, a partir da hist\u00f3ria de uma mulher acusada de cometer adult\u00e9rio, como Deus lida com as nossas decis\u00f5es erradas: <em>\u201cEu n\u00e3o te condeno. Vai e n\u00e3o tornes a pecar\u201d<\/em>. Jesus se encontra com uma mulher ad\u00faltera. Escribas e fariseus queriam apedrej\u00e1-la, em obedi\u00eancia cega \u00e0 Lei. A posi\u00e7\u00e3o de Jesus provoca em seus interlocutores uma reflex\u00e3o: <em>\u201cQuem dentre v\u00f3s n\u00e3o tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra\u201d<\/em> (Jo 8,7b). Ficando a s\u00f3s com a mulher, Jesus, usando de amor e miseric\u00f3rdia, lhe diz: <em>\u201cEu tamb\u00e9m n\u00e3o te condeno. Podes ir, e de agora em diante n\u00e3o peques mais\u201d<\/em> (Jo 8,11c). O perd\u00e3o de Deus, fruto do seu amor, falar\u00e1 sempre mais alto do que o nosso pecado. A grande preocupa\u00e7\u00e3o de Deus n\u00e3o \u00e9 castigar quem falhou, mas apontar aos seus queridos filhos um caminho novo, de liberdade, de realiza\u00e7\u00e3o e de vida sem fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um segundo aspecto do Evangelho \u00e9 bem atual nos dias de hoje: numa sociedade machista, como a do seu tempo, Jesus vem em defesa das mulheres. Ao escrever no ch\u00e3o, talvez estivesse registrando os pecados daquela gente hip\u00f3crita. Diante da condena\u00e7\u00e3o, ele provoca os presentes. Quem n\u00e3o tem pecado? O Evangelho conclui dizendo que Jesus se recusa a condenar: <em>\u201cN\u00e3o te condeno\u201d<\/em>, diz \u00e0 mulher!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda leitura \u2013 Fl 3,8-14 \u2013, S\u00e3o Paulo partilha com os crist\u00e3os da cidade de Filipos a sua experi\u00eancia: desde que se encontrou com Cristo, Paulo deixou para tr\u00e1s todo o \u201clixo\u201d que lhe limitava os movimentos e que o impedia de correr ao encontro de Cristo. Sua grande preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 identificar-se cada vez mais com Cristo e correr para a meta final, onde espera encontrar a vida definitiva. S\u00e3o Paulo apostou tudo em Cristo e se lan\u00e7a para a frente, deixando para tr\u00e1s o que viveu antes de sua convers\u00e3o. Agora, procura corresponder \u00e0 gra\u00e7a recebida, esfor\u00e7ando-se para atingir a meta final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sempre bom lembrar, nos dias hodiernos, que no legalismo n\u00e3o cabe o amor. Todos os olhares se voltam para a mulher ad\u00faltera do Evangelho. Seu corpo todo \u00e9 dor. Corpo sobre o qual os homens querem ter o controle total e irrestrito. Acusam-na de um pecado, flagrante adult\u00e9rio. Se ela o praticara, n\u00e3o o fizera sozinha. A mulher treme. Eles cospem \u00f3dio. Ela se sente s\u00f3 e sem amparo. Nem imaginava que aquele seria o dia de sua experi\u00eancia do maior amor em sua vida. No meio tamb\u00e9m estava o Senhor. Ele mirou aquela criatura com tanta ternura. Jesus se inclinou at\u00e9 o ch\u00e3o para se igualar \u00e0 mulher. Foi at\u00e9 o ch\u00e3o porque veio assumir nossa fr\u00e1gil condi\u00e7\u00e3o. Jesus escreve no ch\u00e3o com o dedo. Seria ele a tocar nas feridas dos pecados dos escribas e fariseus? Os escribas e os fariseus se retiram um a um. A viol\u00eancia d\u00e1 lugar aos sons de fuga dos algozes, que saem envergonhados, escondendo o rosto, disfar\u00e7ando a raiva. Jesus acolhe a mulher. Jesus reergue a mulher. Nesta P\u00e1scoa, Jesus quer reerguer todos n\u00f3s, pecadores, que nos abrimos para sermos acolhidos pelo seu perd\u00e3o regenerador. A convers\u00e3o \u00e9 para todos os que se abrem \u00e0 gra\u00e7a de Deus!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a Semana Santa est\u00e1 se aproximando, j\u00e1 na pr\u00f3xima semana iremos celebrar a Semana das Dores. A for\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo se manifesta na vida daqueles que buscam a comunh\u00e3o com Ele. Lancemo-nos, pois, para a frente em nosso percurso de f\u00e9, superando as hipocrisias e o v\u00edcio de apontar o dedo para os outros e esquecer os pr\u00f3prios pecados. O Senhor sempre perdoa e concede a todos a possibilidade de recome\u00e7ar. A todos, n\u00e3o s\u00f3 aos que comungam de nossa ideologia torpe e capenga, que exclui, n\u00e3o acolhe e n\u00e3o perdoa!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quinta etapa do caminho quaresmal, a liturgia convida-nos a libertar-nos de tudo aquilo que nos escraviza e a caminharmos, com coragem e decis\u00e3o, para a meta que nos espera: a vida renovada, o horizonte de liberdade e de felicidade que Deus quer oferecer a todos os seus queridos filhos. A nossa convers\u00e3o e nossa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":53272,"featured_media":92837,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-93832","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/53272"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93832"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93834,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93832\/revisions\/93834"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92837"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}