{"id":93244,"date":"2025-02-25T14:24:22","date_gmt":"2025-02-25T17:24:22","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=93244"},"modified":"2025-02-25T14:24:22","modified_gmt":"2025-02-25T17:24:22","slug":"pato-donald-e-sua-trupe-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/pato-donald-e-sua-trupe-2\/","title":{"rendered":"PATO DONALD E SUA TRUPE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tio Patinhas, Pato Donald, Mickey e Pateta; quem n\u00e3o os conhece? Talvez n\u00e3o exista no mundo uma trupe de personagens imagin\u00e1ria mais conhecida do que aqueles gestados na mente f\u00e9rtil de Walt Disney, t\u00e3o primorosamente concebidos e ardilosamente gerados que \u00e9 imposs\u00edvel alterar, acrescentar ou subtrair qualquer de suas caracter\u00edsticas individuais. Diria serem eles personalidades imut\u00e1veis, por\u00e9m espantosamente fict\u00edcios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas a fic\u00e7\u00e3o \u00e9 sombra da realidade. Sempre foi. Tio Patinhas continua se achando dono do mundo, mesmo quando travestido ou fantasiado com o pijama rid\u00edculo e de mau agouro que esconde a nudez do Tio Sam. Pato Donald e seu intermin\u00e1vel qu\u00e1-qu\u00e1-qu\u00e1 ainda zomba da ingenuidade da maioria que o cerca, sem se dar conta da pr\u00f3pria e rid\u00edcula ingenuidade. Diria que nunca se deu bem em suas artimanhas de trapa\u00e7as e oportunismo agu\u00e7ado, que usa para manter seu status quo. Mickey, oh Mickey, ratazana com pr\u00e1ticas detetivescas, &#8211; que pensa ser vice \u2013 sempre \u00e0s turras com um universo em conflito, mas que n\u00e3o encontra coragem sequer para despojar sua eterna namorada, seu amor de fachada, a bela e fr\u00e1gil Minie. Ah, quantas destas fazem parte do nosso universo, sonhadoras, encantadas com promessas f\u00fateis, iludidas&#8230; E o Pateta e sua incans\u00e1vel busca de solu\u00e7\u00f5es \u00e0s avessas, que terminam sempre em decep\u00e7\u00e3o? Pobre espelho do homem simples, do povo iludido, dos que o sistema faz quest\u00e3o de usar e sugar ao m\u00e1ximo, mas quando seu uso se torna prejudicial, atrapalha ou amea\u00e7a o imp\u00e9rio do poderoso Patinhas, melhor mesmo \u00e9 apaga-lo dessa hist\u00f3ria, jog\u00e1-lo \u00e0s feras do mundo c\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ah, meu outrora ador\u00e1vel Pato Donald! Quantas aventuras vivemos juntos. Quantos sonhos, planos perfeitos, projetos meticulosamente engendrados, muitos dos quais com avais provis\u00f3rios e fundo de investimentos moment\u00e2neos que, com muita l\u00e1bia, surrupiamos do caixa forte do nosso Tio. Enquanto lhe d\u00e1vamos sustenta\u00e7\u00e3o ou mant\u00ednhamos o lastro do seu poder \u2013 mesmo com eventuais preju\u00edzos \u2013 \u00e9ramos \u00fateis \u00e0 sua engrenagem de interesses. Bastou sentir-se solidificado em sua c\u00e1tedra, pronto! L\u00e1 se iam os recursos (migalhas na verdade) com os quais nos acenou durante tantas e tantas campanhas, delongas f\u00fateis, promessas irrealiz\u00e1veis. Isso tudo s\u00f3 nos dividia em categorias distintas: os patos e os patetas! Patos aqueles que zombaram dos patetas e que hoje recorrem aos ratos (os Mickeys e suas investiga\u00e7\u00f5es intermin\u00e1veis, que detectam muitos desvios oportunistas, mas que n\u00e3o avan\u00e7am para n\u00e3o porem em risco seus amores passados, suas juras de fidelidade eterna) \u00fanica e simplesmente para n\u00e3o alterarem suas zonas de conforto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o Tio Sam, digo Tio Patinhas esbraveja, bate o p\u00e9, atira a cartola e sorri para seu inimigo maior, o tamb\u00e9m poderoso Patac\u00f4ncio. O velho tio ainda conserva ares de cautela com seu tesouro, conquanto seu arquirrival n\u00e3o tem preconceito algum, mesmo que o adjetivem como perdul\u00e1rio, inconsequente. Enquanto o velho teima em suas posi\u00e7\u00f5es antag\u00f4nicas, sua ranhetice de menino mimado, que n\u00e3o se desfaz de velhos brinquedos da inf\u00e2ncia abarrotada de privil\u00e9gios, o rival estrategista \u00e9 capaz de abrir seus port\u00f5es e convocar novos patos e patetas para seu ex\u00e9rcito de arrivistas. Enquanto um repele, afasta, reprime, o outro acolhe, cura feridas, faz promessas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que me preocupa \u00e9 que essa guerra de macacos doidos termine onde n\u00e3o come\u00e7ou, bem longe da Disneyl\u00e2ndia ou do Parque da Vit\u00f3ria, em Moscou (talvez em nosso quintal). Em tempo: neste memorial de guerra n\u00e3o existem montanhas russas. Nem trupe de palha\u00e7os, s\u00f3 sequazes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20 anos de Palavras de Esperan\u00e7a. Publicado em 21 de fevereiro de 2017..<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tio Patinhas, Pato Donald, Mickey e Pateta; quem n\u00e3o os conhece? Talvez n\u00e3o exista no mundo uma trupe de personagens imagin\u00e1ria mais conhecida do que aqueles gestados na mente f\u00e9rtil de Walt Disney, t\u00e3o primorosamente concebidos e ardilosamente gerados que \u00e9 imposs\u00edvel alterar, acrescentar ou subtrair qualquer de suas caracter\u00edsticas individuais. 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