{"id":93082,"date":"2025-02-19T12:54:20","date_gmt":"2025-02-19T15:54:20","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=93082"},"modified":"2025-02-19T12:54:20","modified_gmt":"2025-02-19T15:54:20","slug":"quem-ama-em-nome-de-cristo-sempre-perdoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quem-ama-em-nome-de-cristo-sempre-perdoa\/","title":{"rendered":"Quem ama \u2013 em nome de Cristo \u2013 sempre perdoa!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia do 7\u00ba. Domingo do Tempo Comum desafia-nos a p\u00f4r de lado a nossa velha l\u00f3gica retributiva do \u201colho por olho, dente por dente\u201d, as nossas contas de mais e de menos para classificarmos os nossos irm\u00e3os e as suas a\u00e7\u00f5es, e a substituir tudo isso pela l\u00f3gica do amor. S\u00f3 assim seremos verdadeiramente filhos do nosso Pai que est\u00e1 no c\u00e9u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na missa de hoje a primeira leitura nos prepara para o texto do Evangelho, ponto central da liturgia da Palavra. O amor \u00e9 o ponto transformador de uma comunidade unida ao seu Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0primeira leitura \u2013 1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23 \u2013\u00a0apresenta-nos Davi, o homem de cora\u00e7\u00e3o magn\u00e2nimo. Tendo a possibilidade de eliminar Saul, o inimigo que o perseguia para o matar, Davi decidiu n\u00e3o erguer a m\u00e3o contra o \u201cungido do Senhor\u201d. Davi acreditava que a vida pertence a Deus; e s\u00f3 Deus tem o direito de tirar a vida a algu\u00e9m. O significativo na atitude de Davi \u00e9 que o amor aos inimigos se revela no perd\u00e3o. Davi, que era perseguido pelo rei Saul, teve oportunidade de matar seu inimigo (1Sm 2,8), mas n\u00e3o o fez \u2013 Saul era o consagrado de Deus. O texto se encerra coma confian\u00e7a de Davi na salva\u00e7\u00e3o do Senhor, que \u201cretribuir\u00e1 a cada um conforme a sua justi\u00e7a e a sua fidelidade\u201d (1Sm 2, 23a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No\u00a0Evangelho \u2013 Lc 6,27-38 \u2013\u00a0Jesus define os tra\u00e7os fundamentais da identidade do verdadeiro disc\u00edpulo. De acordo com Jesus, o \u201camor\u201d \u2013 o amor gratuito, incondicional, ilimitado, sem fronteiras \u2013 est\u00e1 no centro dessa identidade. A grande raz\u00e3o pela qual Jesus convida os disc\u00edpulos a perdoar, a amar os inimigos, a rezar pelos violentos e os maus, \u00e9 o facto de serem filhos de um Deus que \u00e9 amor. Os filhos de Deus s\u00e3o chamados a mostrar ao mundo, com a sua forma de viver e de amar, a bondade, a ternura e a miseric\u00f3rdia de Deus. Jesus adverte aos seus disc\u00edpulos: \u201cAmai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam\u201d (Lc 6,27b). Aqui est\u00e1 algo muito pr\u00f3prio de nossa f\u00e9 que foi inaugurado por Cristo: amar o outro \u00e9 dar-lhe aquilo que ele talvez n\u00e3o mere\u00e7a. O amor n\u00e3o se efetiva por m\u00e9ritos, poderes ou recompensas: n\u00e3o \u00e9 uma troca. O amor aos inimigos modifica as rela\u00e7\u00f5es humanas e \u00e9 considerado o amor gratuito por excel\u00eancia. Fazer como Jesus\u00a0 fez: esse \u00e9 o caminho de todo o crist\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na\u00a0segunda leitura \u2013 1Cor 15,45-49 \u2013\u00a0Paulo de Tarso convida-nos a encararmos a morte f\u00edsica como a passagem para uma nova vida, ao lado de Deus, onde continuaremos a ser n\u00f3s pr\u00f3prios, mas sem os limites que a materialidade do nosso corpo nos imp\u00f5e. Para mostrar como os mortos ressuscitam, S\u00e3o Paulo apresenta o confronto entre o primeiro homem \u2013 Ad\u00e3o \u2013 e o \u00faltimo \u2013 Cristo. Uma vez transformados, seremos como Cristo e estaremos com ele. A \u201cressurrei\u00e7\u00e3o cotidiana\u201d nos leva a superar o homem terreno para atingir o homem celeste. Estamos destinados \u00e0 comunh\u00e3o com Deus, a sentarmo-nos todos \u00e0 mesa do Pai. Se esse \u00e9 o nosso destino final, far\u00e1 sentido odiarmos os nossos irm\u00e3os enquanto andamos na terra, a caminho da casa do Pai?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos incentivados pela l\u00f3gica do amor a ir ao encontro de todos com um cora\u00e7\u00e3o desarmado e pleno de miseric\u00f3rdia A liturgia nos prop\u00f5e a supera\u00e7\u00e3o das polariza\u00e7\u00f5es e da intoler\u00e2ncia para darmos lugar ao perd\u00e3o e ao bem, fazendo de nossa vida reflexo do amor misericordioso do Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos observado no cen\u00e1rio pol\u00edtico e social brasileiro uma intoler\u00e2ncia com quem pensa diferente da gente ou tem uma vis\u00e3o pol\u00edtica diversa da nossa. Devemos respeitar o diferente. Jesus nos ensina amar aqueles que nos caluniam, nos perseguem e querem a nossa destrui\u00e7\u00e3o. Vamos amar a todos, sobretudo, a estas pessoas que nos odeiam!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s devemos ser movidos pela miseric\u00f3rdia! Oferecer a outra face quando algu\u00e9m nos agride n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, e n\u00e3o se trata de nos resignarmos diante do mal que sofremos e que o mundo sofre. A atitude n\u00e3o violenta pressup\u00f5e o desejo de ajudar quem nos agride. De fato, se o princ\u00edpio do amor gratuito e misericordioso \u00e9 o que move nossa vida, n\u00e3o cabe sen\u00e3o desejar que esse mesmo princ\u00edpio mova tamb\u00e9m a vida das outras pessoas. A viol\u00eancia gera viol\u00eancia e o Mestre Jesus \u00e9 o exemplo de que o \u00f3dio \u00e9 com amor que se paga. Sigamos Jesus e ofere\u00e7amos sempre o perd\u00e3o, a miseric\u00f3rdia e a compaix\u00e3o! Isto nos abre as portas do c\u00e9u!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia do 7\u00ba. Domingo do Tempo Comum desafia-nos a p\u00f4r de lado a nossa velha l\u00f3gica retributiva do \u201colho por olho, dente por dente\u201d, as nossas contas de mais e de menos para classificarmos os nossos irm\u00e3os e as suas a\u00e7\u00f5es, e a substituir tudo isso pela l\u00f3gica do amor. 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