{"id":92564,"date":"2025-01-19T09:08:32","date_gmt":"2025-01-19T12:08:32","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=92564"},"modified":"2025-01-21T11:09:51","modified_gmt":"2025-01-21T14:09:51","slug":"segundo-domingo-do-tempo-comum-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/segundo-domingo-do-tempo-comum-3\/","title":{"rendered":"Segundo domingo do tempo comum"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, \u00e9 com muita alegria que estamos celebrando o segundo domingo do Tempo Comum. Esta liturgia constitui a primeira celebra\u00e7\u00e3o dominical do novo tempo lit\u00fargico que estamos iniciando: o Tempo Comum. Neste ano, iremos refletir sobre o Evangelho segundo Lucas. Ocasionalmente, a liturgia nos traz alguns textos do Evangelho segundo Jo\u00e3o, como acontece neste domingo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira leitura \u2013 Is 62,1-5 \u2013 o profeta Isaias anuncia para o povo exilado um tempo novo de paz e de amor entre Deus e seu povo escolhido. Teremos tempos novos e de salva\u00e7\u00e3o. O profeta retoma o tema do amor conjugal, descrevendo Jerusal\u00e9m \u2013 que simboliza o povo escolhido \u2013 como a esposa do Senhor Deus. O amor inquebrant\u00e1vel de Deus para com seu povo \u00e9 o grande sinal de esperan\u00e7a. \u00c9 sobre esse amor eterno que as rela\u00e7\u00f5es devem ser reconstru\u00eddas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda leitura \u2013 1Cor 12,4-11 \u2013 a Igreja de Jerusal\u00e9m ser\u00e1 enriquecida de dons e carismas, gra\u00e7as e servi\u00e7os que, embora muitos e variados, n\u00e3o causar\u00e3o conflitos, pois, todos eles ter\u00e3o a mesma origem: ser\u00e3o obra do Esp\u00edrito Santo. A primeira carta de Paulo aos Cor\u00edntios destaca a import\u00e2ncia da diversidade dos carismas, em uma longa se\u00e7\u00e3o de dois cap\u00edtulos. Esse tema \u00e9 considerado extremamente importante para essa comunidade. Carismas, aqui, t\u00eam o sentido tamb\u00e9m de gra\u00e7a divina, dom do Esp\u00edrito Santo. S\u00e3o Paulo vai advertir que os dons devem ser colocados a favor de toda a comunidade e n\u00e3o se fechar com o seu para o seu bem pr\u00f3prio ou ainda para se vangloriar. Para ele, todos os carismas t\u00eam sua import\u00e2ncia. N\u00e3o existe graus de carisma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho \u2013 Jo 2,1-11 \u2013 constatamos que no Evangelho de Jo\u00e3o \u00e9 repleto de simbolismos: H\u00e1 simbolismos que se esgotaram, n\u00e3o tem mais sentido e simbolismos reciclados, novos e cheios de sentido e realismo. H\u00e1 novidades do Reino de Deus, trazidas por Jesus, o Salvador. O casamento, quando verdadeiro, \u00e9 uma grande e significativa festa popular. E Jesus foi convidado para um casamento que falhou pela falta de vinho! E Jesus \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para os fracassos da humanidade e foi a solu\u00e7\u00e3o para o casamento realizado em Can\u00e1 na Galileia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acontece em todo casamento aquilo que aconteceu nas Bodas de Can\u00e1; come\u00e7a no entusiasmo e na alegria; o vinho \u00e9 o s\u00edmbolo, precisamente, desta alegria e do amor rec\u00edproco que lhe \u00e9 a causa. Mas este amor e esta alegria \u2013 como o vinho de Can\u00e1 \u2013 com o passar dos dias e dos anos, consome-se e come\u00e7a a faltar; todo sentimento humano, exatamente porque humano, \u00e9 recessivo, tende a consumir-se e a se exaurir; ent\u00e3o desaba sobre a fam\u00edlia uma nuvem de tristeza e desgosto; aos convidados para as bodas que s\u00e3o os filhos, n\u00e3o se tem mais nada a oferecer, a n\u00e3o ser o pr\u00f3prio cansa\u00e7o, a pr\u00f3pria frieza rec\u00edproca e muitas vezes a pr\u00f3pria amarga desilus\u00e3o. Falhas cheias de \u00e1gua. O fogo para o qual tinham vindo para se aquecer vai se apagando e todos procuram outros fogos fora dos muros da casa para aquecer o cora\u00e7\u00e3o com um pouco de afeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Merecem ser destacadas as palavras de Maria: \u201cEles n\u00e3o t\u00eam mais vinho\u201d; \u201cFazei o que ele vos disser\u201d (Jo 2, 3.5). Em ocasi\u00e3o de festas, era costume que as mulheres amigas da fam\u00edlia se encarregassem de preparar tudo. Come\u00e7ou a festa e, por falta de previs\u00e3o ou por uma aflu\u00eancia inesperada de convidados, come\u00e7ou a faltar vinho. A Virgem Maria, que presta a sua ajuda, percebe o que passa. Mas Jesus, seu Filho e seu Deus, est\u00e1 ali; acaba de iniciar-se o seu minist\u00e9rio p\u00fablico. E ela sabe melhor que ningu\u00e9m que o seu Filho \u00e9 o Messias. E d\u00e1-se ent\u00e3o um di\u00e1logo cheio de ternura e simplicidade entre a M\u00e3e e o Filho, que o Evangelho nos relata: \u201cA M\u00e3e de Jesus disse-lhe: N\u00e3o t\u00eam vinho\u201d. Pede sem pedir, expondo uma necessidade. E desse modo nos ensina a pedir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria \u00e9 uma M\u00e3e atent\u00edssima a todas as nossas necessidades, de uma solicitude que m\u00e3e alguma sobre a terra jamais teve ou ter\u00e1. O milagre acontecer\u00e1 porque Ela intercedeu; s\u00f3 por isso. Maria \u00e9 a Onipot\u00eancia suplicante, assim chamou a piedade crist\u00e3, porque o seu Filho \u00e9 Deus e n\u00e3o lhe pode negar nada. Maria est\u00e1 sempre atenta \u00e0s nossas necessidades espirituais e materiais; deseja at\u00e9, mais do que n\u00f3s pr\u00f3prios, que n\u00e3o cessemos de implorar a sua interven\u00e7\u00e3o diante de Deus em nosso favor. E n\u00f3s somos t\u00e3o remissos em pedir-lhe! T\u00e3o desconfiados e t\u00e3o pouco pacientes quando o que lhe pedimos parece que tarda em chegar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm Can\u00e1, ningu\u00e9m pede \u00e0 Sant\u00edssima Virgem que interceda junto de seu Filho pelos consternados esposos. Mas o cora\u00e7\u00e3o de Maria, que n\u00e3o pode deixar de ser compadecer dos infelizes, impele-a a assumir, por iniciativa pr\u00f3pria, o of\u00edcio de intercessora e a pedir ao Filho o milagre. Se a Senhora procedeu assim sem que lhe tivessem dito nada, que teria feito se lhe tivessem pedido que interviesse?\u201d (Santo Afonso Maria de Lig\u00f3rio).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho deste segundo domingo do tempo comum, narra uma festa de casamento e n\u00e3o informa nada sobre o nome dos noivos. \u00c9 de caso pensado! O Evangelista tomou um fato hist\u00f3rico e deu-lhe um sentido espiritual e teol\u00f3gico: o verdadeiro noivo \u00e9 o Cristo, Deus em pessoa que v\u00eam desposar sua esposa, o povo de Israel e, mais precisamente, o novo Israel, a Igreja, representada pela Mulher \u2013 a Virgem Maria! Tudo, na per\u00edcope do Evangelho, fala disso: porque o Messias-Esposo chegou, a \u00e1gua da Antiga Alian\u00e7a (\u00e1gua da purifica\u00e7\u00e3o segundo os ritos judaicos da Lei de Mois\u00e9s) \u00e9 transformada no vinho da Nova Alian\u00e7a (o vinho, s\u00edmbolo da alegria e da exulta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, que \u00e9 fruto da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor). \u00c9 esta a gl\u00f3ria que Jesus manifestou, \u00e9 este o sinal! \u201cSinal\u201d n\u00e3o \u00e9 um simples milagre; \u201csinal\u201d \u00e9 um gesto do Senhor Jesus, carregado de sentido profundo, que revela sua pessoa, sua miss\u00e3o e sua obra de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, \u00e9 com muita alegria que estamos celebrando o segundo domingo do Tempo Comum. Esta liturgia constitui a primeira celebra\u00e7\u00e3o dominical do novo tempo lit\u00fargico que estamos iniciando: o Tempo Comum. 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