{"id":92144,"date":"2025-01-01T09:14:42","date_gmt":"2025-01-01T12:14:42","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=92144"},"modified":"2025-01-02T16:15:40","modified_gmt":"2025-01-02T19:15:40","slug":"solenidade-maria-mae-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/solenidade-maria-mae-de-deus\/","title":{"rendered":"Solenidade: Maria, M\u00e3e de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro dia do ano, temos a gra\u00e7a de celebrar a solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus. Este t\u00edtulo traz em si um dogma que foi trabalhando em dois Conc\u00edlios, em 325 o Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia, e em 381 o de Constantinopla. Estes dois Conc\u00edlios trataram de responder a respeito desse mist\u00e9rio da consubstancialidade de Deus uno e trino, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo IV, j\u00e1 ensinava o bispo Santo Atan\u00e1sio: \u201cA natureza que Jesus Cristo recebeu de Maria era uma natureza humana. Segundo a divina escritura, o corpo do Senhor era um corpo verdadeiro, porque era um corpo id\u00eantico ao nosso\u201d. Maria \u00e9, portanto, nossa irm\u00e3, pois todos somos descendentes de Ad\u00e3o. Fazendo a rela\u00e7\u00e3o deste mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o, no qual o Verbo assumiu a condi\u00e7\u00e3o da nossa humanidade com a realidade de que nada mudou na Trindade Santa, mesmo tendo o Verbo tomado um corpo no seio de Maria, a Trindade continua sendo a mesma; sem aumento, sem diminui\u00e7\u00e3o; \u00e9 sempre perfeita. Nela, reconhecemos uma s\u00f3 divindade. Assim, a Igreja proclama um \u00fanico Deus no Pai e no Verbo, por isso, a Sant\u00edssima Virgem \u00e9 a M\u00e3e de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No terceiro Conc\u00edlio Ecum\u00eanico o de \u00c9feso em 431, foi declarado Santa Maria a M\u00e3e de Deus. Muitos n\u00e3o compreendiam, at\u00e9 pessoas de Igreja como Nest\u00f3rio, patriarca de Constantinopla, ensinava de maneira errada que no mist\u00e9rio de Cristo existiam duas pessoas: uma divina e uma humana; mas n\u00e3o \u00e9 isso que testemunha a Sagrada Escritura. Jesus Cristo \u00e9 verdadeiro Deus em duas naturezas e n\u00e3o duas pessoas, uma natureza humana e outra divina; e a Sant\u00edssima Virgem \u00e9 M\u00e3e de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, quando conclu\u00edmos a Oitava do Santo Natal, \u00e9 o dia no qual a Igreja volta-se para a Virgem que gerou em seu seio e deu \u00e0 luz o verdadeiro Deus feito homem. Chegou a plenitude dos tempos e \u201cDeus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher\u201d, aquela mesma que os pastores encontraram velando o \u201crec\u00e9m-nascido deitado na manjedoura\u201d. Somos gratos \u00e0 Virgem Santa e, contemplando o seu filhinho, reconhecemos N\u2019Ele o Deus perfeito e a proclamamos verdadeiramente M\u00e3e de Deus: \u201cSalve, \u00f3 Santa M\u00e3e de Deus! V\u00f3s destes \u00e0 luz o Rei que governa o c\u00e9u e a terra pelos s\u00e9culos eternos!\u201d \u2013 assim canta a Igreja hoje, saudando a Toda Santa Virgem Maria. Nossos irm\u00e3os orientais, de rito bizantino, no Natal, cantam assim: \u201c\u00d3 Cristo, que podemos oferecer-vos como dom por vos terdes manifestado sobre a terra na nossa humanidade? Com efeito, cada uma das vossas criaturas exprime a sua a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, e a v\u00f3s traz: os Anjos, o seu c\u00e2ntico; o c\u00e9u, uma estrela; os Magos, os seus dons; os Pastores, a admira\u00e7\u00e3o; a terra, uma gruta; o deserto, uma manjedoura; e n\u00f3s, uma Virgem M\u00e3e!\u201d Eis, pois, car\u00edssimos irm\u00e3os, nosso presente ao Salvador: a mais bela flor de nossa ra\u00e7a, o mais belo membro da Igreja, a Virgem Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste dia a Igreja celebra a presen\u00e7a da Virgem Maria, M\u00e3e de Deus. T\u00edtulo Mariano de grande import\u00e2ncia para n\u00f3s crist\u00e3os. N\u00f3s nos colocaremos na escola de Maria, a disc\u00edpula perfeita. Nesta medita\u00e7\u00e3o vemos o sentido do \u201csim\u201d de Maria, a abertura para Deus que a coloca numa disponibilidade aberta ao horizonte da f\u00e9 voltado para o ilimitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura \u2013 Nm 6,22-27 \u2013 segundo a tradi\u00e7\u00e3o judaica, em ocasi\u00f5es importantes, uma das fun\u00e7\u00f5es sacerdotais era aben\u00e7oar o povo. A b\u00ean\u00e7\u00e3o era sinal de fidelidade \u00e0 Alian\u00e7a e a garantia de que a promessa feita por Deus a Abra\u00e3o \u2013 de acordo com a qual todas as gera\u00e7\u00f5es futuras seriam aben\u00e7oadas \u2013 de fato se cumpria continuamente na hist\u00f3ria. O autor do texto expressa a f\u00e9 de Israel, que sempre pede ao Senhor Deus que mostre sua face amiga e conceda a paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leitura \u2013 Gl 4,4-7 \u2013 \u00e9 o \u00fanico lugar em que Paulo se refere \u00e0 M\u00e3e de Jesus (\u201cDeus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher\u201d); no entanto, Paulo n\u00e3o parece interessado, aqui, em falar de Nossa Senhora, mas em sublinhar a solidariedade de Cristo com o g\u00eanero humano. A importante constata\u00e7\u00e3o de que somos \u201cfilhos\u201d de Deus leva-nos a uma descoberta fundamental: estamos unidos a todos os outros homens \u2013 \u201cfilhos\u201d de Deus como n\u00f3s \u2013 por la\u00e7os fraternos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Evangelho \u2013 Lc 2, 16-21 \u2013 em primeiro lugar, repare-se como os pastores, depois de escutarem a \u201cboa nova\u201d do nascimento do Salvador, se dirigem \u201capressadamente\u201d ao encontro do Menino. A palavra \u201capressadamente\u201d sublinha a \u00e2nsia com que os pobres e os marginalizados esperam a a\u00e7\u00e3o libertadora de Deus em seu favor. Assim como os pastores agiram ao ouvir o canto celeste dos anjos, somos convidados a proclamar a gl\u00f3ria de Deus, porque o Pr\u00edncipe da paz vem at\u00e9 n\u00f3s. Jesus \u00e9 a luz que brilha na escurid\u00e3o da noite. A experi\u00eancia do nascimento \u00e9 um ato comunicativo em todos os sentidos. Lucas, apresenta Maria como uma pessoa que sabe ouvir a mensagem divina, que a medita e guarda no cora\u00e7\u00e3o. Desde a visita\u00e7\u00e3o, \u00e9 aquela que acredita na mensagem do Senhor; escuta-a e a p\u00f5e em pr\u00e1tica. Por isso, Deus realiza grandes coisas em seu favor e em favor de seu povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os evangelhos, sobretudo s\u00e3o Jo\u00e3o, sublinham e testemunham a vinda de Deus na carne humana. O papel de Maria recebe relevo nas m\u00e3os de S\u00e3o Lucas. Para Mateus, ela faz o elo de liga\u00e7\u00e3o entre as duas alian\u00e7as. S\u00e3o Marcos ao sublinhar a humanidade de Cristo, ressalta sua origem, sua proced\u00eancia hist\u00f3rica. Em tudo isto podemos ler indiretamente e de modo impl\u00edcito o papel particular de Maria no evento da salva\u00e7\u00e3o, que depois ser\u00e1 confirmado nos s\u00e9culos seguintes quando os bispos reunidos em Conc\u00edlio, decidem declarar Maria como a M\u00e3e do Verbo encarnado, a M\u00e3e do Filho de Deus, e por isto a M\u00e3e de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao recordar a Maternidade Divina de Nossa Senhora, a Igreja recorda tamb\u00e9m as condi\u00e7\u00f5es maravilhosas dessa maternidade: ela aconteceu de modo virginal! Com efeito, a M\u00e3e do Senhor concebeu virginalmente, virginalmente deu \u00e0 luz e virgem permaneceu para sempre! A Virgem n\u00e3o somente concebeu, mas tamb\u00e9m virginalmente deu \u00e0 luz um filho \u2013 eis a profecia de Isa\u00edas (cf. 7,14). A Igreja canta esse mist\u00e9rio com palavras admir\u00e1veis: \u201cNa sar\u00e7a que Mois\u00e9s via arder sem se consumir, admiramos o sinal da vossa incompar\u00e1vel virgindade, \u00f3 M\u00e3e de Deus!\u201d e ainda, pensando na porta selada, pela qual somente o Senhor passaria, como profetizou Ezequiel (cf. 44,2), a Igreja exclama: \u201cA porta eterna do Templo eternamente fechado feliz e pronta se abre somente ao Rei esperado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, como penhor de que nossas preces ser\u00e3o ouvidas, supliquemos \u00e0 M\u00e3e de Deus toda Santa: \u201c\u00c0 vossa prote\u00e7\u00e3o recorremos, \u00f3 Santa M\u00e3e de Deus! Protegei os pobres, ajudai os fracos, consolai os tristes, rogai pela Igreja, protegei o clero, ajudai-nos todos, sede nossa salva\u00e7\u00e3o! Santa Maria, sois a M\u00e3e dos homens, sois a M\u00e3e do Cristo que nos fez irm\u00e3os! Rogai pela Igreja, pela humanidade e fazei que, enfim, tenhamos paz e salva\u00e7\u00e3o!\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro dia do ano, temos a gra\u00e7a de celebrar a solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus. Este t\u00edtulo traz em si um dogma que foi trabalhando em dois Conc\u00edlios, em 325 o Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia, e em 381 o de Constantinopla. 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