{"id":91625,"date":"2024-11-25T11:35:24","date_gmt":"2024-11-25T14:35:24","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=91625"},"modified":"2024-11-27T11:36:49","modified_gmt":"2024-11-27T14:36:49","slug":"rei-dos-reis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/rei-dos-reis\/","title":{"rendered":"REI DOS REIS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A arte cinematogr\u00e1fica estava apenas come\u00e7ando, quando, em 1927, se produziu o primeiro filme b\u00edblico com o t\u00edtulo de Rei dos Reis. Era uma vers\u00e3o com cen\u00e1rios bem-produzidos, mas ainda mudo. S\u00f3 em 1961 \u00e9 que o diretor Nicholas Ray usou o carisma do ator Jeffrey Hunter para representar Jesus Cristo no mais sofisticado longa metragem sob o mesmo t\u00edtulo, em quase tr\u00eas horas de a\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o. Esse segundo filme conquistou um p\u00fablico universal, tornando-se a pel\u00edcula \u00e9pica de maior audi\u00eancia na hist\u00f3ria cinematogr\u00e1fica. At\u00e9 hoje \u00e9 visto como obra prima inigual\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 pela beleza do enredo, como tamb\u00e9m pela fidelidade de sua trama aos Evangelhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Passados quase cem anos desde a primeira vers\u00e3o, o t\u00edtulo original continua assunto pol\u00eamico e universal. Afinal, existe ou n\u00e3o um Rei dos reis capaz de governar o mundo com seu cetro de poder e gl\u00f3ria? O pr\u00f3prio Cristo tentou acalmar os \u00e2nimos daqueles que o perseguiam, dizendo: \u201cO meu reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu n\u00e3o fosse entregue&#8230;\u201d (Jo 18, 36). Mesmo assim o condenaram e crucificaram, temendo alguma subvers\u00e3o aos poderes constitu\u00eddos no reino dos homens. Nesse assunto, nunca \u00e9 bom arriscar, pagar um custo desconhecido. Poder \u00e9 poder, sempre foi!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cMas o meu reino n\u00e3o \u00e9 daqui\u201d. Porventura, existiriam dom\u00ednios desconhecidos, long\u00ednquos, que os tent\u00e1culos de Roma ainda n\u00e3o tivessem alcan\u00e7ado? Se n\u00e3o \u00e9 daqui, donde ser\u00e1? Eis a quest\u00e3o que a l\u00f3gica dos poderes terrenos n\u00e3o conseguiu e nunca consegue penetrar. A realidade dum reino al\u00e9m daquilo que vemos, tocamos, conferimos com nossos olhos e sentidos carnais n\u00e3o combina com a utopia de um reino invis\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mesmo assim, Jesus ainda responde: \u201cTu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto&#8230;\u201d De nada adiantou a preocupa\u00e7\u00e3o dos reis desse mundo, para se preservar seus reinados. A verdade continua l\u00edmpida e bem evidente: os poderes que a humanidade julga possuir em nada altera o poder de Deus sobre tudo que Ele criou. At\u00e9 mesmo sobre os maiores imp\u00e9rios e domina\u00e7\u00f5es conquistadas pelos poderes humanos. Aqui nada nos pertence. Daqui nada levaremos. S\u00f3 mesmo a certeza de que nossas conquistas ser\u00e3o filtradas sob o peso da verdade de Cristo, o \u00fanico Rei dos reis com autoridade de avaliar, ponderar, julgar tudo o que amealhamos neste mundo. Separar o joio do trigo, o que poderemos ou n\u00e3o levar para o outro lado, o Reino Definitivo. L\u00e1, sim, teremos oportunidade de nos sentirmos soberanos, senhores e diretores das verdadeiras riquezas aqui conquistadas, aquelas que nos far\u00e3o herdeiros universais, filhos do Rei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o um novo ciclo ter\u00e1 in\u00edcio. Ent\u00e3o as muralhas desse reino ilus\u00f3rio e passageiro cair\u00e3o como cascatas borbulhantes e nos apontar\u00e3o um novo horizonte, uma nova realidade. Um novo tempo na liturgia da vida! Vir\u00e1 ent\u00e3o n\u00e3o o pr\u00edncipe desse mundo, mas o verdadeiro Rei, o Herdeiro Universal, entronizado em sua c\u00e1tedra de poder e gl\u00f3ria, com seu cetro de amor e paz: \u201cEste \u00e9 meu Filho amado, ou\u00e7am-no\u201d! E, sorrindo, o Rei dos reis nos dir\u00e1: \u201cTodo aquele que \u00e9 da verdade escuta a minha voz\u201d (Jo 18, 37). \u00a0Essa \u00e9 a Verdade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A arte cinematogr\u00e1fica estava apenas come\u00e7ando, quando, em 1927, se produziu o primeiro filme b\u00edblico com o t\u00edtulo de Rei dos Reis. Era uma vers\u00e3o com cen\u00e1rios bem-produzidos, mas ainda mudo. 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