{"id":91523,"date":"2024-11-21T09:39:28","date_gmt":"2024-11-21T12:39:28","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=91523"},"modified":"2024-11-22T14:40:24","modified_gmt":"2024-11-22T17:40:24","slug":"cristo-rei-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cristo-rei-5\/","title":{"rendered":"Cristo Rei"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A liturgia do \u00faltimo domingo do Tempo Comum celebra a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (Daniel 7,13-14, Salmo 92, Apocalipse 1,5-8 e Jo\u00e3o 18,33-37). Quando falamos de rei logo nos lembramos da hist\u00f3ria de reis do presente e do passado e somos tentados a transferir o modo de viver e governar deles para Cristo Rei. \u00c9 o que acontece no di\u00e1logo de Pilatos com Jesus. Ele quer enquadr\u00e1-lo no modelo dos reis dos diferentes reinos do mundo. As respostas de Jesus conduzem Pilatos e a n\u00f3s para a compreens\u00e3o da realeza de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em primeiro lugar, Jesus assume a sua identidade e miss\u00e3o: \u201cEu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade\u201d. \u201cO meu reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu n\u00e3o fosse entregue aos judeus\u201d. Jesus afirma que exerce a realeza na terra, em meio aos reinos terrestres, nos problemas humanos, mas n\u00e3o ao modo dos reis da terra. O reinado de Jesus liberta os homens da escravid\u00e3o do pecado e promove a reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O reinado de Jesus Cristo conjuga realeza e verdade. Para o evangelista Jo\u00e3o a verdade \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o de Deus. Na revela\u00e7\u00e3o os homens n\u00e3o s\u00e3o tratados como s\u00faditos, mas como filhos. A revela\u00e7\u00e3o divina n\u00e3o passa pelo dom\u00ednio ou pela manipula\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia e de amea\u00e7as, mas \u00e9 um convite para um seguimento livre e consciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cTodo aquele que \u00e9 da verdade escuta a minha voz\u201d. Jesus se torna rei de algu\u00e9m quando sua voz \u00e9 escutada. Pilatos representa a realeza que se fecha na defesa dos pr\u00f3prios privil\u00e9gios e dos pr\u00f3prios interesses. Jesus testemunha a realeza que faz da cruz o sinal distintivo do amor gratuito, que n\u00e3o defende os pr\u00f3prios interesses, mas quer unicamente o bem do homem. Afinal, o rei existe para o bem dos governados. Portanto, o poder de Jesus Cristo Rei \u00e9 o poder divino de dar a vida eterna, de libertar do mal. \u00c9 o poder do amor e da reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na vis\u00e3o noturna Daniel v\u00ea aproximar-se \u201cum filho de homem\u201d: \u201cforam-lhe dados poder, gl\u00f3ria e realeza, e todos os povos, na\u00e7\u00f5es e l\u00edngua o serviam: seu poder \u00e9 um poder eterno que n\u00e3o lhe ser\u00e1 tirado\u201d. S\u00e3o palavras que se tornam compreens\u00edveis e s\u00e3o concretizadas em Jesus Cristo. Seu reinado n\u00e3o \u00e9 como os reinos da terra que surgem e caem. O poder de seu governo se fundamenta na verdade e no amor, por isso pode ser eterno. Nas par\u00e1bolas do Reino de Deus contadas por Jesus aparecem estas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Livro do Apocalipse afirma que n\u00f3s participamos da realeza de Cristo. Na aclama\u00e7\u00e3o: \u201cA Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos pecados e que fez de n\u00f3s um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai\u201d. Jesus com o seu sacrif\u00edcio na cruz abriu-se um caminho de rela\u00e7\u00e3o profunda com Deus Pai tornando-nos filhos adotivos pelo batismo, participantes da realeza divina. Portanto, ser disc\u00edpulos de Jesus significa n\u00e3o se deixar fascinar pela l\u00f3gica mundana do poder, mas levar ao mundo a luz da verdade e do amor de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Depois o Livro do Apocalipse aponta para a segunda vinda de Jesus, quando ele voltar para julgar os homens e estabelecer para sempre o reino divino. Recorda-nos que a convers\u00e3o \u00e9 a resposta \u00e0 gra\u00e7a divina e \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para a instaura\u00e7\u00e3o desse reino. A todos \u00e9 dirigido um vigoroso convite de converter-se sem cessar ao reino de Deus, ao dom\u00ednio de Deus, da Verdade, na nossa vida. Quando se reza a ora\u00e7\u00e3o do \u201cPai Nosso\u201d, e se pede \u201cvenha a n\u00f3s o vosso reino\u201d equivale dizer a Jesus: Senhor, fazei que sejamos vossos, vivei em n\u00f3s, reuni a humanidade dispersa e atribulada, para que em V\u00f3s tudo se submeta ao Pai do Amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A liturgia do \u00faltimo domingo do Tempo Comum celebra a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (Daniel 7,13-14, Salmo 92, Apocalipse 1,5-8 e Jo\u00e3o 18,33-37). 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