{"id":91095,"date":"2024-10-30T16:17:29","date_gmt":"2024-10-30T19:17:29","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=91095"},"modified":"2024-10-30T16:17:29","modified_gmt":"2024-10-30T19:17:29","slug":"rezemos-pelos-nossos-mortos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/rezemos-pelos-nossos-mortos\/","title":{"rendered":"Rezemos pelos nossos mortos!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja, acolhendo uma tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica que vem do s\u00e9culo XI, dedica o dia 2 de novembro \u00e0 mem\u00f3ria dos fi\u00e9is defuntos. Depois de ter celebrado a gl\u00f3ria e a felicidade dos Santos, no dia 1 de novembro, a Igreja dedica o dia 2 \u00e0 ora\u00e7\u00e3o de sufr\u00e1gio pelos \u201cirm\u00e3os que adormeceram na esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d. Assim fica perfeita a comunh\u00e3o de todos os crentes em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje h\u00e1 v\u00e1rios formul\u00e1rios de missas que o sacerdote poder\u00e1 escolher para cada uma das tr\u00eas missas que lhe \u00e9 de direito celebrar no dia de hoje em sufr\u00e1gio das almas dos fi\u00e9is defuntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crist\u00e3o, enquanto peregrina neste mundo, pratica o amor solid\u00e1rio e misericordioso, porque espera e cr\u00ea na vida sem fim do Reino Eterno de Deus. Est\u00e1 sempre, no entanto, preparado para que, quando seu Senhor, o seu Pastor, aparecer, este lhe conduza para a vida Feliz e sem fim: os prados verdejantes no Reino do Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Primeira leitura \u2013 J\u00f3 19, 1.23-27a \u2013 Os amigos de J\u00f3 tentam consol\u00e1-lo, recorrendo a uma sabedoria superficial, expressa em frases feitas e lugares comuns. \u00c9 o que tantas vezes acontece quando pretendemos confortar algu\u00e9m que sofre. As palavras de J\u00f3 s\u00e3o muito diferentes. No meio do sofrimento, vendo-se \u00e0s portas da morte e trespassado pela solid\u00e3o, compreende que Deus \u00e9 o seu redentor, aquele parente pr\u00f3ximo que, segundo os costumes hebreus, deve comprometer-se a resgatar, \u00e0 sua pr\u00f3pria custa, ou a vingar, o seu familiar em caso de escravid\u00e3o, de pobreza, de assass\u00ednio. J\u00f3 sente Deus como o seu \u00faltimo e definitivo defensor, como algu\u00e9m que est\u00e1 vivo e se compromete em favor do homem que morre, porque entre Deus e o homem h\u00e1 uma esp\u00e9cie de parentesco, um v\u00ednculo indissol\u00favel. J\u00f3 afirma-o com vigor: os seus olhos contemplar\u00e3o a Deus com a familiaridade de quem n\u00e3o \u00e9 estranho \u00e0 sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Segunda leitura \u2013 Romanos 5, 5-11 \u2013 o homem pode ter esperan\u00e7a diante da morte. Como intuiu J\u00f3, Deus \u00e9, de verdade, o nosso Redentor, porque nos ama. Empenhou-se em resgatar-nos da escravid\u00e3o do pecado e da morte com o pre\u00e7o do sangue do seu Filho (vv. 6-9) e de modo absolutamente gratuito. De fato, n\u00f3s \u00e9ramos pecadores, \u00edmpios, inimigos; mas o Senhor reconheceu-nos como \u201cseus\u201d, e morreu por n\u00f3s arrancando-nos \u00e0 morte eterna. Acolhemos esta gra\u00e7a por meio do batismo, participando no mist\u00e9rio pascal de Cristo. A sua morte reconciliou-nos com o Pai, e a sua ressurrei\u00e7\u00e3o permite-nos viver como salvos. Quebrando os la\u00e7os do pecado, e deixando-nos guiar pelo Esp\u00edrito derramado em nossos cora\u00e7\u00f5es, atualizamos cada dia a gra\u00e7a do nosso novo nascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Evangelho \u2013 Jo\u00e3o 6, 37-40 \u2013 o centro desta per\u00edcope \u00e9 a vontade de Deus, para a qual est\u00e1 totalmente voltada a miss\u00e3o de Jesus (v. 38). Essa vontade \u00e9 um des\u00edgnio de vida e de salva\u00e7\u00e3o oferecido a todos os homens, pela media\u00e7\u00e3o de Cristo, para que nenhum se perda (v. 39). O des\u00edgnio de Deus manifesta, pois, a sua ilimitada gratuidade e, ao mesmo tempo, a sua caridade atenta e cuidadosa por cada um de n\u00f3s. Para acolh\u00ea-la, \u00e9 preciso o livre consentimento da f\u00e9: que acredita no Filho tem, desde j\u00e1, a vida eterna, porque adere \u00c0quele que \u00e9 a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida, o \u00fanico que pode levar-nos para al\u00e9m do intranspon\u00edvel limite da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sil\u00eancio \u00e9 a melhor atitude perante a morte. Introduzindo-nos no di\u00e1logo da eternidade e revelando-nos a linguagem do amor, p\u00f5e-nos em comunh\u00e3o profunda com esse mist\u00e9rio imperscrut\u00e1vel. H\u00e1 um la\u00e7o muito forte entre os que deixaram de viver no espa\u00e7o e no tempo e aqueles que ainda vivem neles. \u00c9 verdade que o desaparecimento f\u00edsico dos nossos entes queridos nos causa grande sofrimento, devido \u00e0 intranspon\u00edvel dist\u00e2ncia que se estabelece entre eles e n\u00f3s. Mas, pela f\u00e9 e pela ora\u00e7\u00e3o, podemos experimentar uma \u00edntima comunh\u00e3o com eles. Quando parece que nos deixam, \u00e9 o momento em que se instalam mais solidamente na nossa vida, permanecem presentes, fazem parte da nossa interioridade. Encontramo-los na p\u00e1tria que j\u00e1 levamos no cora\u00e7\u00e3o, l\u00e1 onde habita a Sant\u00edssima Trindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos estar muito ligados espiritualmente na ora\u00e7\u00e3o pelos nossos mortos: os meus pais, amigos, sacerdotes, bispos, lideran\u00e7as e leigos que passaram pela minha vida como padre, bispo em Toledo e Arcebispo em Maring\u00e1 Muitos benfeitores j\u00e1 partiu para junto do Bom Deus, entre eles, homens que muito trabalharam e rezaram&#8230; Sa\u00fado-os todas as manh\u00e3s e todas as noites, com os meus padroeiros celestes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 muito importante neste dia em que rezamos pelos nossos irm\u00e3os falecidos, que n\u00f3s, que ainda peregrinamos neste vale de l\u00e1grimas, tenhamos em mente e no cora\u00e7\u00e3o que Cristo ressuscitou em primeiro lugar para que depois \u201cos que pertencem a Cristo, por ocasi\u00e3o de sua vinda\u201d alcancem a eternidade feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Devemos com f\u00e9 repetir o que professamos no Credo: Eu creio na vida eterna e na comunh\u00e3o dos santos. Por isso meu estilo de vida deve ser coerente com a f\u00e9, a esperan\u00e7a e a caridade de um dia entrar no c\u00e9u para gozar da bem-aventuran\u00e7a eterna!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Que as almas dos fi\u00e9is defuntos, pela miseric\u00f3rdia de Deus, descansem em paz! Am\u00e9m!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>+ Anuar Battisti<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Arcebispo Em\u00e9rito de Maring\u00e1, PR<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja, acolhendo uma tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica que vem do s\u00e9culo XI, dedica o dia 2 de novembro \u00e0 mem\u00f3ria dos fi\u00e9is defuntos. 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