{"id":90304,"date":"2024-09-23T10:13:16","date_gmt":"2024-09-23T13:13:16","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=90304"},"modified":"2024-09-23T15:14:17","modified_gmt":"2024-09-23T18:14:17","slug":"o-menino-do-dedo-iluminado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-menino-do-dedo-iluminado\/","title":{"rendered":"O MENINO DO DEDO ILUMINADO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o era verde. Nem azul. Simplesmente, ao tocar do Mestre, n\u00e3o s\u00f3 o dedo do menino, mas todo seu corpo se iluminou. Assim entenderemos melhor esse momento de gra\u00e7a no colo do Senhor. Por extens\u00e3o, tamb\u00e9m melhor entenderemos a poesia e a grande mensagem de Michelangelo no teto da Capela Sistina, onde bem representou a obra denominada A Cria\u00e7\u00e3o de Ad\u00e3o. Tanto l\u00e1 quanto c\u00e1, o gesto divino de estender a m\u00e3o para acolher e dar vida \u00e0 sua criatura est\u00e3o presentes. O toque do dedo de Deus. \u00a0A vida sendo irradiada e transmitida como uma luz divina. O colo paterno acolhendo e embalando a sempre carente crian\u00e7a humana e sua alma ainda infantil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus tocou aquela crian\u00e7a e a colocou no colo, declarando seu amor por ela. \u201cQuem acolher em meu nome uma dessas crian\u00e7as \u00e9 a mim que estar\u00e1 acolhendo\u201d (Mc 9,37). Como n\u00e3o enxergar uma nova cria\u00e7\u00e3o divina na ternura desse momento?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Temos aqui um belo exemplo da for\u00e7a que irradia do simples toque divino. Imagine ent\u00e3o do colo&#8230; Imagine o milagre da vida nova que toma conta da pessoa que se deixa tocar, seja aqui uma crian\u00e7a ou n\u00e3o. Foi para esses \u201cpequeninos\u201d de alma e cora\u00e7\u00e3o que Jesus foi enviado. O que conta n\u00e3o \u00e9 a estatura humana, mas a pureza e simplicidade dos que se deixam por Ele serem acolhidos. Sem os truques da falsidade. Sem as mazelas dos interesses pessoais. Sem a maldade dos cora\u00e7\u00f5es entorpecidos pelo ego\u00edsmo pessoal. Aproximar-se de Jesus como crian\u00e7a. Com o dedo verde de esperan\u00e7a, azul de saudades do infinito ou mesmo vermelho de vergonha pelos pecados. Aproximar-se de Jesus reconhecendo nossa pequenez diante dele. Nada mais. Ent\u00e3o o toque do acolhimento torna-se um momento m\u00e1gico, \u00fanico, especial. N\u00e3o a pessoa humana de Cristo, mas o pr\u00f3prio Deus entre n\u00f3s \u00e9 quem nos acaricia e embala em seu colo santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Penetrar na din\u00e2mica desses gestos e contextos \u00e9 algo revelador. Nos faz pensar. N\u00e3o ser\u00e1 a prepot\u00eancia humana um instrumento de salva\u00e7\u00e3o. Nunca. Ao contr\u00e1rio, a soberba, o orgulho, a arrog\u00e2ncia de muitos continuam como pedras de trope\u00e7o da f\u00e9 crist\u00e3. Antes, \u00e9 necess\u00e1rio um desarmar-se dos muitos conceitos e sentimentos negativos que dominam mentes e cora\u00e7\u00f5es entulhados pela falsa sabedoria humana. O intelecto exacerbado pelo pensamento materialista ser\u00e1 causa de condena\u00e7\u00e3o de grande maioria. A f\u00e9 exige um desnudar-se das l\u00f3gicas \u201cdos homens\u201d, que rejeita qualquer possibilidade de \u201cressurrei\u00e7\u00e3o\u201d. A morte \u00e9 certa para todos. Mas, para muitos, n\u00e3o \u00e9 utopia acreditar num sonho de eternidade, de vida al\u00e9m desta. \u201cOs disc\u00edpulos, por\u00e9m, n\u00e3o compreendiam essas palavras&#8230; e tinham medo de perguntar\u201d&gt; (Mc 9,32). Crian\u00e7a que \u00e9 crian\u00e7a desconhece esse medo. A pergunta \u00e9 sua forma de aprendizado. Mesmo que se repitam essas perguntas ao longo de suas vidas. Perguntar, perguntar, perguntar. Um dia Deus responde com clareza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Eis a raz\u00e3o do ceticismo de muitos. Medo de fazer perguntas. S\u00f3 a crian\u00e7a aceita com naturalidade o colo de Deus, o conforto do Pai, o toque divino do Mestre que o acolhe com seu sorriso sempre cativante. S\u00f3 a crian\u00e7a faz perguntas certeiras, objetivas. S\u00f3 a simplicidade da alma ing\u00eanua, por\u00e9m sedenta da verdade, afasta a inseguran\u00e7a, d\u00e1-nos o destemor de enfrentar a vida como crian\u00e7as sonhadoras. Mas jamais ignorantes na f\u00e9 que professam. Se voc\u00ea se sentir embalado por Jesus, neste momento, aproveite. Olhe fundo nos olhos misericordiosos do Mestre, afague seu rosto, toque tamb\u00e9m seus dedos, sua m\u00e3o disposta sempre a aben\u00e7oar; encoste sua cabe\u00e7a em seus ombros. Ent\u00e3o tudo ser\u00e1 luz em sua vida!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o era verde. Nem azul. Simplesmente, ao tocar do Mestre, n\u00e3o s\u00f3 o dedo do menino, mas todo seu corpo se iluminou. Assim entenderemos melhor esse momento de gra\u00e7a no colo do Senhor. 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