{"id":90262,"date":"2024-09-19T10:06:43","date_gmt":"2024-09-19T13:06:43","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=90262"},"modified":"2024-09-20T14:07:50","modified_gmt":"2024-09-20T17:07:50","slug":"a-luta-pelo-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-luta-pelo-poder\/","title":{"rendered":"A luta pelo poder"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O tema de quem \u00e9 verdadeiramente \u201co maior\u201d volta repetidas vezes na B\u00edblia, sempre inserido num discurso mais amplo, que coloca em confronto a l\u00f3gica divina com a humana. Os textos b\u00edblicos, desta liturgia dominical, abordam o assunto. (Sabedoria 1,12.17-20, Salmo 53, Tiago 3,16-4,3, Marcos 9,30-37). N\u00e3o \u00e9 um tema secund\u00e1rio porque envolve profundamente a orienta\u00e7\u00e3o da vida. O livro do G\u00eanesis, quando ensina sobre o pecado original, apresenta a luta pelo poder como um desafio insensato: como se o homem, para viver, tivesse necessidade de livrar-se de Deus. A compreens\u00e3o de poder divino contrasta com a vis\u00e3o humana. Os homens, como a sua sede poder, querem escalar para o alto; da parte de Deus a estrada \u00e9 \u201cabaixamento\u201d. No Evangelho Jesus est\u00e1 ensinando que \u201cvai ser entregue nas m\u00e3os dos homens, e eles o matar\u00e3o. Mas, tr\u00eas dias ap\u00f3s sua morte, ele ressuscitar\u00e1\u201d. Enquanto isso, os disc\u00edpulos estavam \u201cdiscutindo quem era o maior\u201d. Podemos dizer, que a dist\u00e2ncia entre o reino dos homens e o reino de Deus consiste nisso, isto \u00e9, na compreens\u00e3o e no exerc\u00edcio do poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quando Jesus aborda os disc\u00edpulos sobre a discuss\u00e3o que estavam tendo no caminho,\u00a0 \u201cficaram calados\u201d. Sem perder a oportunidade de ensinar sobre um tema t\u00e3o importante, Jesus usa dois argumentos para clarear a compreens\u00e3o de \u201cmaior\u201d da parte de Deus. \u201cSe algu\u00e9m quiser ser o primeiro, que seja o \u00faltimo de todos e aquele que serve a todos\u201d. Jesus est\u00e1 falando dele mesmo e se apresenta como modelo. Ele, sendo Deus, veio habitar entre os homens, assumir a condi\u00e7\u00e3o humana, inclusive a morte, mostra claramente que sua grandeza se revela no servi\u00e7o total aos homens, at\u00e9 morrer por eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No segundo argumento de Jesus pega \u201cuma crian\u00e7a, colocou-a no meio deles, e abra\u00e7ando-a disse: quem acolher em meu nome uma destas crian\u00e7as, \u00e9 a mim que estar\u00e1 acolhendo\u201d. \u201cA crian\u00e7a \u00e9 um sujeito que tem uma mensagem preciosa a transmitir para aquele que, por idade e por cultura, \u00e9 superior. N\u00e3o \u00e9 tanto a candura da inoc\u00eancia que a crian\u00e7a representa mas \u00e9 sobretudo a total disponibilidade, n\u00e3o \u00e9 tanto a sua pureza moral quanto o abandono sem c\u00e1lculos, fingimentos e interesses\u201d (Cardeal Gianfranco Ravasi). Com este esp\u00edrito o disc\u00edpulo entra no mundo n\u00e3o com a for\u00e7a das armas, ou prest\u00edgio do dinheiro, ou de compl\u00f4s, mas com o esp\u00edrito de Jesus que veio \u201cpara servir e dar a vida em resgate por muitos\u201d (Marcos 10, 45).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Carta de S\u00e3o Tiago quer chegar \u00e0 raiz, \u00e0s causas de tantos problemas de conviv\u00eancia e relacionamento humano. Pergunta: \u201cDe onde v\u00eam as guerras? De onde v\u00eam as brigas entre v\u00f3s?\u201d Responde afirmando que a causa s\u00e3o as paix\u00f5es. Na sua raiz est\u00e3o a cobi\u00e7a, a inveja, a rivalidade, o desejo de possuir e a autossufici\u00eancia que perpassam o homem e o levam a exercitar um desapiedado desejo de dom\u00ednio sobre as coisas e as pessoas. Esta \u00e9 a sabedoria humana que orienta o seu agir \u00e9tico resultando em \u201cdesordens e toda esp\u00e9cie de obras m\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o Tiago ensina a guiar-nos pela \u201csabedoria que vem do alto\u201d ou a sabedoria de Deus. \u201cEla \u00e9 pura, depois pac\u00edfica, modesta, conciliadora, cheia de miseric\u00f3rdia e bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento\u201d. Elenca sete qualidades das quais sobressaem a perfei\u00e7\u00e3o da sabedoria aut\u00eantica e os efeitos positivos que produz. Esta sabedoria tem a for\u00e7a da verdade e do amor. \u00c9 pac\u00edfica, indulgente e generosa; n\u00e3o usa parcialidades, nem sequer recorre a mentiras. \u201cO fruto da justi\u00e7a \u00e9 semeado na paz, para aqueles que promovem a paz\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os textos b\u00edblicos nos fizeram refletir sobre as aspectos morais da exist\u00eancia crist\u00e3 e humana, mas a partir da verdadeira sabedoria que vem de Deus. A partir de Deus, o \u201cmaior\u201d \u00e9 aquele que serve o pr\u00f3ximo gerando um ambiente fraterno e de paz, isto \u00e9, de vida plena e abundante em todas dimens\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O tema de quem \u00e9 verdadeiramente \u201co maior\u201d volta repetidas vezes na B\u00edblia, sempre inserido num discurso mais amplo, que coloca em confronto a l\u00f3gica divina com a humana. Os textos b\u00edblicos, desta liturgia dominical, abordam o assunto. (Sabedoria 1,12.17-20, Salmo 53, Tiago 3,16-4,3, Marcos 9,30-37). N\u00e3o \u00e9 um tema secund\u00e1rio porque envolve profundamente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":55821,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-90262","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90262"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90262\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90264,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90262\/revisions\/90264"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}