{"id":89730,"date":"2024-08-12T09:34:35","date_gmt":"2024-08-12T12:34:35","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=89730"},"modified":"2024-08-14T16:35:34","modified_gmt":"2024-08-14T19:35:34","slug":"o-papa-francisco-e-a-literatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-francisco-e-a-literatura\/","title":{"rendered":"O Papa Francisco e a literatura"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No dia 17 de julho \u00faltimo, o Santo Padre, o Papa Francisco, assinou uma Carta sobre o papel da literatura na educa\u00e7\u00e3o, mas sobretudo na forma\u00e7\u00e3o sacerdotal. Foi ela publicada em 4 de agosto, mem\u00f3ria lit\u00fargica de S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney e dia do Padre. Ele mesmo se refere \u00e0s suas inten\u00e7\u00f5es logo no in\u00edcio do documento: \u201cInicialmente, tinha escrito um t\u00edtulo alusivo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o sacerdotal, mas depois pensei que o que se segue pode ser dito, de modo semelhante, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de todos os agentes pastorais e de qualquer crist\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Logo de in\u00edcio, dois pontos devem ser afastados da inten\u00e7\u00e3o do Papa: a) n\u00e3o se trata meramente da literatura como se ela se referisse, no Brasil, a Machado de Assis, Castro Alves, Guimar\u00e3es Rosa etc., b) nem de leituras obrigat\u00f3rias aos estudos seminar\u00edsticos com obras espec\u00edficas de Filosofia e Teologia, mas da leitura amena e despretensiosa fora das obras essenciais da forma\u00e7\u00e3o. Aclarados estes pontos, pergunta-se: Qual \u00e9, pois, a real inten\u00e7\u00e3o do Papa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Parece ser, especialmente no que toca aos Semin\u00e1rios, a da oferta de \u201cmomentos de leitura serena e livre, a falar dos livros que, novos ou antigos, continuam a dizer-nos tanto. Mas, em geral, \u00e9 preciso constatar, com pesar, a falta de um lugar adequado da literatura na forma\u00e7\u00e3o daqueles que se destinam ao minist\u00e9rio ordenado. [&#8230;] Com poucas exce\u00e7\u00f5es, a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura \u00e9 considerada como algo n\u00e3o essencial. A este respeito, gostaria de afirmar que tal perspectiva n\u00e3o \u00e9 boa. Ela est\u00e1 na origem de uma forma de grave empobrecimento intelectual e espiritual dos futuros sacerdotes, que ficam assim privados de um acesso privilegiado, precisamente atrav\u00e9s da literatura, ao cora\u00e7\u00e3o da cultura humana e, mais especificamente, ao cora\u00e7\u00e3o do ser humano. Com esta carta, desejo propor uma mudan\u00e7a radical de atitude em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 grande aten\u00e7\u00e3o que deve ser dada \u00e0 literatura no contexto da forma\u00e7\u00e3o dos candidatos ao sacerd\u00f3cio\u201d (n. 4-5; cf. n. 23). Quer o Papa deixar assente \u201co papel que a literatura pode desempenhar na educa\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o e da mente do pastor ou futuro pastor, no sentido de um exerc\u00edcio livre e humilde da sua racionalidade, de um reconhecimento fecundo do pluralismo das linguagens, de um alargamento da sua sensibilidade humana e, finalmente, de uma grande abertura espiritual para escutar a Voz atrav\u00e9s de muitas vozes\u201d (n. 41). Afinal, o que sentimos na literatura \u00e9, n\u00e3o raras vezes, o que n\u00f3s mesmos vivemos naquele momento da nossa exist\u00eancia (cf. n. 6). Tamb\u00e9m a Igreja, especialmente por meio da literatura e da arte, nos seus prim\u00f3rdios, soube travar di\u00e1logo com as antigas culturas e levar ali, sem fundamentalismos, mas valorizando o que de bom e nobre nelas encontrou, o Evangelho. O pr\u00f3prio ap\u00f3stolo Paulo valeu-se disso (cf. n. 8-13). Pode-se, portanto, dizer que \u00e9 \u201cdo acontecimento crist\u00e3o com a cultura daquele tempo, que emerge uma original reelabora\u00e7\u00e3o do an\u00fancio evang\u00e9lico\u201d (n. 11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Isto posto, o Santo Padre fala do paradoxo dos nossos dias em que h\u00e1, de um lado, modos de ate\u00edsmo ou indiferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 e, de outro, uma grande busca pelo Sagrado ou o Transcendente (com o nome que tem nas diversas culturas e religi\u00f5es). Ante este fen\u00f4meno bivalente, somos chamados \u2013 e, de um modo especial, os sacerdotes \u2013 a conhecer Cristo encarnado, ou seja, um Deus que se fez homem por amor de n\u00f3s, e n\u00e3o um Jesus desvinculado da hist\u00f3ria humana com suas vicissitudes. Ora, a literatura pode, no entender de Francisco, ajudar nesta oferta \u00e0queles que nos procuram (n. 14-15). \u201cTodos devemos estar atentos para nunca perder de vista a \u2018carne\u2019 de Jesus Cristo: aquela carne feita de paix\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es, sentimentos, hist\u00f3rias concretas, de m\u00e3os que tocam e curam, de olhares que libertam e encorajam, de hospitalidade, perd\u00e3o, indigna\u00e7\u00e3o, coragem, intrepidez; numa palavra, de amor\u201d (n. 14). Ademais, h\u00e1, nos nossos dias, cientistas que demonstram o valor da leitura e o quanto ela \u00e9 capaz de fazer o ser humano crescer no seu modo de ser e de agir (cf. n. 16-19). Cabe, aqui, por oportuno, indagar: Qual \u00e9 a qualidade das forma\u00e7\u00f5es que transmitimos aos que temos contato em situa\u00e7\u00f5es diversas em nossas homilias, conversas, aulas, escritos etc.? (cf. n. 21 da <em>Carta<\/em> em comento).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A literatura \u2013 sempre no pensamento do Santo Padre \u2013 faz tamb\u00e9m com que cada um de n\u00f3s, na leitura, \u201cou\u00e7a\u201d a voz do outro. Com outras palavras, quando leio, tenho de tentar ouvir o autor e entend\u00ea-lo. S\u00f3 assim posso, de fato, me beneficiar da leitura feita. \u201cN\u00e3o esque\u00e7amos o quanto \u00e9 perigoso deixar de ouvir a voz do outro que nos interpela! Ca\u00edmos imediatamente no isolamento, entramos numa esp\u00e9cie de surdez \u2018espiritual\u2019, que tamb\u00e9m afeta negativamente a nossa rela\u00e7\u00e3o conosco pr\u00f3prios e com Deus, por mais teologia ou psicologia que tenhamos conseguido estudar\u201d (n. 20). No fundo, dos grandes problemas de f\u00e9, h\u00e1 uma quest\u00e3o de falta de sensibilidade humana para com aquilo que o pr\u00f3prio ser humano produz e oferece, n\u00e3o s\u00f3 com a literatura, mas tamb\u00e9m com a poesia (cf. n. 20-22).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sim, segundo Karl Rahner, afamado te\u00f3logo alem\u00e3o, a poesia \u2013 assim como a Palavra de Deus \u2013 nos conduz ao Infinito. \u201cPara o crist\u00e3o, a Palavra \u00e9 Deus, e todas as palavras humanas mostram tra\u00e7os de uma intr\u00ednseca saudade de Deus, tendendo para essa Palavra. Pode dizer-se que a palavra verdadeiramente po\u00e9tica participa analogicamente da Palavra de Deus, tal como a Carta aos Hebreus no-la apresenta de forma inovadora (cf. Hb 4,12-13)\u201d (n. 24; cf. n. 44). Importa, assim, que o futuro sacerdote se volte para a literatura: \u201cNa literatura, entram em jogo quest\u00f5es de forma de express\u00e3o e de sentido. Ela representa, portanto, uma esp\u00e9cie de gin\u00e1sio de discernimento, que agu\u00e7a as capacidades sapienciais de escrut\u00ednio interior e exterior do futuro sacerdote. O lugar onde se abre esta via de acesso \u00e0 pr\u00f3pria verdade \u00e9 a interioridade do leitor, diretamente envolvido no processo de leitura. Aqui se descortina o cen\u00e1rio do discernimento espiritual pessoal, onde n\u00e3o faltar\u00e3o ang\u00fastias e at\u00e9 crises\u201d (n. 26).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Papa v\u00ea a\u00ed um paralelo com as desola\u00e7\u00f5es que Santo In\u00e1cio de Loyola aponta. Nas pessoas que experimentam algo mau ao ler, pode haver uma a\u00e7\u00e3o do bom esp\u00edrito remordendo-lhes a consci\u00eancia e estimulando-a ao arrependimento. Ler \u00e9, ent\u00e3o, um ato de discernimento em um jogo que est\u00e1 ocorrendo, jogo no qual, em \u00faltima an\u00e1lise, se acham em quest\u00e3o a salva\u00e7\u00e3o ou a perdi\u00e7\u00e3o eterna de quem l\u00ea. Ele participa da leitura, ou seja, questiona o texto e deixa-se tamb\u00e9m questionar por ele (cf. n. 23-29). A literatura leva, \u201cem suma, a fazer eficazmente a experi\u00eancia da vida\u201d (n. 30), a ampliar os horizontes como aquela semente que necessita cair em terras profundas (cf. Mt 13,18-23). \u00c9 necess\u00e1rio, depois de ler um texto, parar a fim de, sem pressa, prestar aten\u00e7\u00e3o e digerir o que foi lido. \u00c9, por analogia, aquilo que v\u00e1rios santos ou m\u00edsticos chamam de <em>ruminatio<\/em>, e poder\u00edamos interpretar, \u00e0 luz do processo fisiol\u00f3gico de alguns animais, como um mastigar e remastigar, calma e pacientemente, at\u00e9 que o alimento (no caso, espiritual ou interior) esteja pronto para a sadia digest\u00e3o (cf. 30-33).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem muito l\u00ea aprende a ver o mundo com o olhar do outro, do pr\u00f3ximo, e n\u00e3o apenas com o seu. Isto \u00e9 grandioso demais. Amplia os nossos horizontes. \u201cA maravilhosa diversidade do ser humano e a pluralidade diacr\u00f4nica e sincr\u00f4nica das culturas e dos saberes configuram-se, na literatura, numa linguagem capaz de respeitar e exprimir a sua variedade, e, ao mesmo tempo, traduzem-se numa gram\u00e1tica simb\u00f3lica de sentido que as torna intelig\u00edveis para n\u00f3s, porque partilhadas, n\u00e3o estranhas. A originalidade da palavra liter\u00e1ria consiste no fato de exprimir e transmitir a riqueza da experi\u00eancia, sem a objetivar na representa\u00e7\u00e3o descritiva do conhecimento anal\u00edtico ou no exame normativo do ju\u00edzo cr\u00edtico, mas enquanto conte\u00fado de um esfor\u00e7o expressivo e interpretativo para dar sentido \u00e0 experi\u00eancia em quest\u00e3o\u201d (n. 35). Embora cada um veja ou interprete a seu modo o texto lido, a literatura n\u00e3o pode ser tida como relativista, uma vez que n\u00e3o nos priva de crit\u00e9rios de valores, mas os amplia. \u201cA representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do bem e do mal, do verdadeiro e do falso, como dimens\u00f5es que na literatura tomam a forma de exist\u00eancias individuais e de acontecimentos hist\u00f3ricos coletivos, n\u00e3o neutraliza o ju\u00edzo moral, mas impede-o de se tornar cego ou superficialmente condenat\u00f3rio. Pergunta-nos Jesus: \u2018Porque reparas no argueiro que est\u00e1 na vista do teu irm\u00e3o, e n\u00e3o v\u00eas a trave que est\u00e1 na tua vista?\u2019 (Mt 7,3)\u201d (n. 38). Ao nos defrontarmos com os limites dos outros (talvez, dos personagens de uma hist\u00f3ria fict\u00edcia), defrontamo-nos com as nossas pr\u00f3prias mis\u00e9rias e, com isso, abrimo-nos mais e melhor \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo e da Gra\u00e7a divina em n\u00f3s (cf. 34-40). Na nossa pequenez, descobrimos a grandeza e a beleza da a\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Do mesmo modo como iniciou a Carta, o Santo Padre, com muita l\u00f3gica, retoma o seu prop\u00f3sito, nos par\u00e1grafos finais, ao dizer que o seu objetivo, ao escrever, \u00e9 o de relembrar o quanto \u201ca literatura ajuda o leitor a quebrar os \u00eddolos das linguagens autorreferenciais, falsamente autossuficientes, estaticamente convencionais, que por vezes correm o risco de contaminar at\u00e9 o nosso discurso eclesial, aprisionando a liberdade da Palavra. A palavra liter\u00e1ria \u00e9 uma palavra que p\u00f5e a linguagem em movimento, liberta-a e purifica-a; abre-a, por fim, \u00e0s suas ulteriores possibilidades expressivas e explorat\u00f3rias, torna-a hospitaleira \u00e0 Palavra que vem habitar na palavra humana, n\u00e3o quando se entende a si mesma como conhecimento j\u00e1 pleno, definitivo e completo, mas quando se torna vig\u00edlia de escuta e de espera d\u2019Aquele que vem renovar todas as coisas (cf. Ap 21,5)\u201d (n. 42). Recordando Ad\u00e3o, que d\u00e1 nome aos seres e \u00e0s coisas, por uma tarefa divina (cf. Gn 2,19-20), ap\u00f3s reconhecer a pr\u00f3pria realidade e o sentido da exist\u00eancia de outros seres, o sacerdote, sem deixar sua condi\u00e7\u00e3o humana, tamb\u00e9m se faz ponte entre a cria\u00e7\u00e3o e o Verbo feito carne por amor de n\u00f3s (cf. n. 43).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim o Santo Padre conclui o documento: \u201cA afinidade entre o sacerdote e o poeta manifesta-se assim nesta misteriosa e indissol\u00favel uni\u00e3o sacramental entre a Palavra divina e a palavra humana, dando vida a um minist\u00e9rio que se torna servi\u00e7o cheio de escuta e compaix\u00e3o, a um carisma que se traduz em responsabilidade, e a uma vis\u00e3o do verdadeiro e do bem que se abre como beleza. N\u00e3o podemos renunciar \u00e0 escuta das palavras que nos deixou o poeta Paul Celan: \u00abQuem realmente aprende a ver, aproxima-se do invis\u00edvel\u00bb\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao propor, de modo bastante resumido, o conte\u00fado da Carta do Papa Francisco sobre a import\u00e2ncia da literatura na forma\u00e7\u00e3o sacerdotal, n\u00e3o desejo substituir sua aprecia\u00e7\u00e3o, na \u00edntegra, pela leitura deste artigo, mas, ao contr\u00e1rio, fomentar em todos os interessados \u2013 e de um modo muito particular nos formadores e formandos de nossos semin\u00e1rios e demais casas de forma\u00e7\u00e3o \u2013 a aten\u00e7\u00e3o ao novo documento do Santo Padre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fa\u00e7o sinceros votos de que tenha a Carta seu lugar na Igreja e seja, de fato, levada a s\u00e9rio. Sua aplica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de grande valor aos nossos queridos seminaristas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No dia 17 de julho \u00faltimo, o Santo Padre, o Papa Francisco, assinou uma Carta sobre o papel da literatura na educa\u00e7\u00e3o, mas sobretudo na forma\u00e7\u00e3o sacerdotal. Foi ela publicada em 4 de agosto, mem\u00f3ria lit\u00fargica de S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney e dia do Padre. 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