{"id":89670,"date":"2024-08-08T12:26:07","date_gmt":"2024-08-08T15:26:07","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=89670"},"modified":"2024-08-12T12:26:55","modified_gmt":"2024-08-12T15:26:55","slug":"as-crises-no-caminho-da-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-crises-no-caminho-da-fe\/","title":{"rendered":"As crises no caminho da f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A leitura do cap\u00edtulo 6 do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o (1 Reis 19,4-8, Salmo 33, Ef\u00e9sios 4,30-5,2 e Jo\u00e3o 6,41-51), que nos acompanha nestes domingos da Liturgia dominical, iniciou meditando sobre a milagrosa multiplica\u00e7\u00e3o do cinco p\u00e3es e dois peixes. O evangelista registra que uma multid\u00e3o se alimentou. A seguir, Jesus convida a quantos tinha saciado a esfor\u00e7arem-se em buscar um alimento que permanece para a vida eterna. Quer ajudar a multid\u00e3o a compreender o significado daquele prod\u00edgio que realizou saciando a fome f\u00edsica e depois prepara a multid\u00e3o para aceitar o segundo an\u00fancio: \u201cEu sou o p\u00e3o que desceu do c\u00e9u\u201d. Comer deste p\u00e3o significa alimentar-se para a vida eterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A multiplica\u00e7\u00e3o do p\u00e3o para saciar a fome gerou euforia a ponto de quererem proclamar Jesus rei. Mas, o segundo convite \u201ceu sou o p\u00e3o que desceu do c\u00e9u\u201d gerou murmura\u00e7\u00f5es a respeito de Jesus. No contexto b\u00edblico, murmurar \u00e9 uma atitude de um povo descrente. A motiva\u00e7\u00e3o da murmura\u00e7\u00e3o \u00e9 a pretens\u00e3o sat\u00e2nica de querer impor a Deus a pr\u00f3pria l\u00f3gica humana, de enquadr\u00e1-lo nos esquemas constru\u00eddos pelos humanos. \u201cA incredulidade agora se direciona contra a encarna\u00e7\u00e3o do Cristo, contra o esc\u00e2ndalo da sua humanidade que contradiz e torna absurda a sua proposta divina de ser \u201co p\u00e3o descido do c\u00e9u\u201d. A visibilidade da carne e da humanidade que deveria ser um instrumento de gra\u00e7a, uma transpar\u00eancia da presen\u00e7a amorosa de Deus no meio dos homens, torna-se para os olhos incr\u00e9dulos um obst\u00e1culo que impede de intuir no \u201cfilho de Jos\u00e9\u201d o Filho de Deus. O esc\u00e2ndalo da encarna\u00e7\u00e3o e da cruz, por\u00e9m, s\u00e3o a for\u00e7a que derrota a sabedoria humano \u201cmurmuradora\u201d (Cardeal Gianfranco Ravasi).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Livro dos Reis medita a crise vivida por Elias. Ele come\u00e7a a sua miss\u00e3o de profeta de forma triunfal, segundo a compreens\u00e3o humana, e pensa que isto converter\u00e1 todo o povo para Deus. Mas isto n\u00e3o se confirma e passa a ser perseguido pela rainha. Foge para o deserto e pede a Deus: \u201cAgora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois n\u00e3o sou melhor que meus pais\u201d. Esta fuga para o deserto torna-se uma peregrina\u00e7\u00e3o para o in\u00edcio do povo de Deus. Alimentado duas vezes pelo anjo, lhe \u00e9 dito: \u201cLevanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer\u201d. Coloca-se quarenta dias pelo caminho at\u00e9 chegar ao monte Horeb, tamb\u00e9m conhecido por Monte Sinai, onde Deus, por media\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s, estabeleceu alian\u00e7a com o Povo atrav\u00e9s dos dez mandamentos. Elias alimentado com o p\u00e3o, a \u00e1gua e a Palavra de Deus renasce como profeta, no mesmo lugar onde nasceu o povo de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Carta aos Ef\u00e9sios convida \u201cn\u00e3o contristeis o Esp\u00edrito Santo\u201d, isto \u00e9, n\u00e3o tornar muito triste o Esp\u00edrito Santo pela incredulidade e o pecado. \u201cToda amargura, irrita\u00e7\u00e3o, c\u00f3lera, gritaria, inj\u00farias, tudo isto deve desaparecer no meio de v\u00f3s, como toda esp\u00e9cie de maldade\u201d.\u00a0 A vida divina oferecida pelo Esp\u00edrito Santo, o p\u00e3o descido do c\u00e9u e a Palavra de Deus s\u00e3o o fundamento da \u00e9tica crist\u00e3. \u201cSede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por n\u00f3s, em obla\u00e7\u00e3o e sacrif\u00edcio de suave odor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Somos peregrinos no mundo rumo a Deus. Uma peregrina\u00e7\u00e3o na qual estamos sujeitos a crises inesperadas, tamb\u00e9m no \u00e2mbito da f\u00e9. Por\u00e9m a divina provid\u00eancia oferece \u201co p\u00e3o vivo descido do c\u00e9u\u201d para n\u00e3o desanimarmos. A exorta\u00e7\u00e3o a Elias vem dirigida a n\u00f3s: \u201cLevanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A leitura do cap\u00edtulo 6 do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o (1 Reis 19,4-8, Salmo 33, Ef\u00e9sios 4,30-5,2 e Jo\u00e3o 6,41-51), que nos acompanha nestes domingos da Liturgia dominical, iniciou meditando sobre a milagrosa multiplica\u00e7\u00e3o do cinco p\u00e3es e dois peixes. O evangelista registra que uma multid\u00e3o se alimentou. 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