{"id":89518,"date":"2024-08-03T09:36:48","date_gmt":"2024-08-03T12:36:48","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=89518"},"modified":"2024-08-05T11:37:42","modified_gmt":"2024-08-05T14:37:42","slug":"xviii-domingo-do-tempo-comum-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/xviii-domingo-do-tempo-comum-3\/","title":{"rendered":"XVIII Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nos domingos comuns deste ano lit\u00fargico, fora dos tempos festivos, a liturgia nos oferece a leitura cont\u00ednua do Evangelho de Marcos. Mas ela tem consci\u00eancia de que o singelo Evangelho de Marcos se tornou objeto de reflex\u00e3o e de atualiza\u00e7\u00e3o. Logo nos primeiros anos do cristianismo. Exemplo de tal \u201creleitura\u201d \u00e9 o cap\u00edtulo 6 do Evangelho de Jo\u00e3o. Escrito algumas d\u00e9cadas depois do evangelho de Marcos, oferece-nos um exemplo de medita\u00e7\u00e3o eclesial sobre o tema do p\u00e3o que j\u00e1 desenvolvido na \u201cse\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia interrompe, por isso, a leitura de S\u00e3o Marcos e, no ponto onde Marcos traz a multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es, nos faz ouvir a vers\u00e3o de Jo\u00e3o deste evento e \u201co discurso do P\u00e3o da vida\u201d do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, como os biblistas chamam o conjunto das palavras de Jesus sobre o significado do dom do p\u00e3o, em Jo\u00e3o 6,25-59. Sabe-se os evangelhos s\u00e3o uma \u201ccondensa\u00e7\u00e3o\u201d da vida de Jesus, de seus gestos e de suas palavras. O molde em que que os evangelistas fundiram os evangelistas Jo\u00e3o medita as palavras de Jesus sobre o dom do p\u00e3o, em forma de uma discuss\u00e3o de Jesus com seus conterr\u00e2neos, na sinagoga de Cafarnaum (Jo 6,59).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O p\u00e3o e comunh\u00e3o em torno da mesa eram s\u00edmbolos centrais da primeira comunidade crist\u00e3. Na Igreja, vivia fortemente a lembran\u00e7a da comunh\u00e3o de mesa com Jesus, o Messias. As lembran\u00e7as mais vezes narradas da vida de Jesus, nos Evangelhos e nas cartas de Paulo, s\u00e3o a multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es e a \u00daltimo Ceia. Nas reuni\u00f5es de banquete fraterno, chamadas \u00e1gape, era como se o Senhor mesmo estivesse presente no meio deles. Presen\u00e7a real! A lembran\u00e7a do banquete messi\u00e2nico \u00e0 beira do logo, em Genesar\u00e9, se revestia de atualidade sempre nova. Em nenhum escrito do Novo Testamento aparecem t\u00e3o claramente as resson\u00e2ncias mais profundas dessa mem\u00f3ria como no Evangelho de Jo\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7amos a seguir o texto de Jo\u00e3o a partir da volta de Jesus a Cafarnaum, depois da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es (Jo 6,24). Os conterr\u00e2neos procuram Jesus, querem saber como de repente ele est\u00e1 de volta em Cafarnaum, se n\u00e3o embarcou com os disc\u00edpulos na noite anterior. Jesus lhes faz sentir que, apesar de terem presenciado o milagre do p\u00e3o, n\u00e3o enxergaram neste um sinal daquilo que ele representa e \u00e9: a realidade de Deus oferecida ao mundo. Apenas se saciaram de p\u00e3o. S\u00e3o como um motorista que pensa que o sinal vermelho \u00e9 apenas enfeite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus diz que a \u00fanica obra que Deus espera deles \u00e9 que acreditem naquele que ele enviou (6, 29). Percebendo que Jesus est\u00e1 falando de si mesmo, pedem suas credenciais, como condi\u00e7\u00e3o para onde nele acreditarem. Mois\u00e9s, no tempo dos antepassados, esse tinha credenciais! No tempo de Mois\u00e9s, no deserto, os \u201cpais\u201d comeram o man\u00e1, como est\u00e1 escrito: \u201cDeu-lhes p\u00e3o do c\u00e9u de comer\u201d (6,31). Jesus responde que n\u00e3o foi Mois\u00e9s que deu o p\u00e3o do c\u00e9u: aquele que desce do c\u00e9u e d\u00e1 vida ao mundo. Jesus alimentou a multid\u00e3o, mas seus interpelantes n\u00e3o reconhecem esse \u201csinal\u201d. Ficam racionando no trilho do p\u00e3o material: \u201cD\u00e1-nos sempre esse p\u00e3o\u201d \u2013 para n\u00e3o mais precisarem trabalhar. Ent\u00e3o, Jesus diz abertamente o que significava a sua palavra amb\u00edgua e o sinal que ele realizou no dia anterior: o p\u00e3o, aquele que desce do c\u00e9u, \u00e9 ele mesmo! Eu sou o p\u00e3o da vida. Quem vem a mim n\u00e3o ter\u00e1 mais fome e quem cr\u00ea em mim n\u00e3o ter\u00e1 mais sede\u201d (6, 35).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem conhece as Escrituras reconhece nestas palavras a proclama\u00e7\u00e3o de um disc\u00edpulo de Isa\u00edas, que escreveu no tempo do Ex\u00edlio babil\u00f4nico a segunda parte do livro que leva o nome do grande profeta. Em meio \u00e0 idolatria da Babil\u00f4nia, esse disc\u00edpulo dirige o cora\u00e7\u00e3o dos exilados judeus para o \u00fanico Senhor, que vale muito mais que o sistema babil\u00f4nico com seus deuses e v\u00e3s ilus\u00f5es. O que se consegue com os babil\u00f4nios n\u00e3o vale nada, exatamente como o que se compra nas lojas: \u00e9 p\u00e3o que n\u00e3o alimenta! Mas quem escuta a voz do Senhor recebe a sabedoria da vida, a Alian\u00e7a duradoura com Deus, o cumprimento de suas promessas (Is 55,1-3). \u00c9 isso que Jesus lembra quando fala que ele \u00e9 o p\u00e3o da vida e que n\u00e3o sofrer\u00e1 sede nem fome quem se dirigir a ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao celebramos este D\u00e9cimo Oitavo Domingo do Tempo Comum queremos meditar sobre o valor da Eucaristia e nossas vidas. Hoje tamb\u00e9m nos alegramos, pois, celebramos o primeiro domingo que agosto. Agosto \u00e9 o m\u00eas das voca\u00e7\u00f5es. Neste primeiro domingo de agosto recordamos a voca\u00e7\u00e3o sacerdotal. Ao comemorarmos S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney, padroeiro de todos os padres, queremos pedir que Deus nos conceda sacerdotes santos, configurados ao Cora\u00e7\u00e3o de Cristo, e dispon\u00edveis para serem dispensadores dos mist\u00e9rios sagrados da nossa salva\u00e7\u00e3o. Padres que gastem a sua vida em favor do Povo de Deus e pela edifica\u00e7\u00e3o do Reino de Deus entre n\u00f3s! Padres que vivam a santidade e resplande\u00e7am a santidade de Cristo, o Bom Pastor, que Deus a sua vida pelas ovelhas. Sabemos que a Igreja \u00e9 feita da Eucaristia e para isso precisamos de sacerdotes para atualizarem os mist\u00e9rios da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Que nossos padres recebam do povo de Deus a gratid\u00e3o e as ora\u00e7\u00f5es para sustent\u00e1-los em sua miss\u00e3o. Deus aben\u00e7oe nossos padres! Pe\u00e7amos, com muita f\u00e9, que Jesus Nosso Senhor envie mais oper\u00e1rios para sua messe! E ilumine tamb\u00e9m todos os padres de nossa Arquidiocese e do mundo inteiro. Deus conceda muitas alegrias e gra\u00e7as aos nossos padres!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos domingos comuns deste ano lit\u00fargico, fora dos tempos festivos, a liturgia nos oferece a leitura cont\u00ednua do Evangelho de Marcos. Mas ela tem consci\u00eancia de que o singelo Evangelho de Marcos se tornou objeto de reflex\u00e3o e de atualiza\u00e7\u00e3o. Logo nos primeiros anos do cristianismo. 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