{"id":88985,"date":"2024-06-23T09:44:46","date_gmt":"2024-06-23T12:44:46","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=88985"},"modified":"2024-06-24T14:47:27","modified_gmt":"2024-06-24T17:47:27","slug":"xii-domingo-do-tempo-comum-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/xii-domingo-do-tempo-comum-3\/","title":{"rendered":"XII Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Estamos celebrando o XII Domingo do Tempo Comum. Neste domingo celebramos tamb\u00e9m o dia mundial do migrante e do refugiado, e aqui no Brasil a semana do migrante. A Igreja, a convite do Papa Francisco, celebrar\u00e1 em setembro esse dia mundial com tema proposto pelo Papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As leituras deste domingo nos fazem refletir sobre o sentido do sofrimento humano e sobre a certeza de que, nas adversidades e tempestades da vida, o Senhor caminha conosco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura \u2013 J\u00f3 38,1.8-11 \u2013 pequeno trecho do livro de J\u00f3, serve de suporte ao Evangelho deste domingo. Por meio de longo discurso sobre as maravilhas da cria\u00e7\u00e3o, Deus mostra que J\u00f3 sofre de \u201carrog\u00e2ncia atrevida\u201d. Respondendo a J\u00f3 na tempestade, Deus se manifesta soberano sobre as for\u00e7as que geram o mal, a\u00ed simbolizadas pelo mar. Apesar de impetuoso e assustador, sua for\u00e7a \u00e9 quebrada pela areia das praias. Deus \u00e9 maior e mais forte que todas as trag\u00e9dias humanas! Todos os fen\u00f4menos da natureza est\u00e3o em Suas m\u00e3os e, a n\u00f3s, cabe respeito e cuidado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Salmo 106 \u00e9 a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. Com a tempestade em alto-mar, Deus manifesta suas maravilhas de dois modos: mandando a tempestade e depois a acalmando, transformando-a em brisa leve. Jesus assumiu as caracter\u00edsticas de Deus reveladas neste Salmo. \u00c9 o resgatador, e muda a sorte do povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Segunda leitura \u2013 2 Cor 5,14-17 \u2013 nos diz que a estreiteza de perspectivas e as divis\u00f5es perdem o sentido diante do essencial, que \u00e9 o Mist\u00e9rio do Cristo ressuscitado. A for\u00e7a da comunidade crist\u00e3 \u00e9 o amor de Cristo. \u00c9 esse amor que nos impele. O amor \u00e9 testado para n\u00f3s em sua morte. Na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, todos morremos a fim de vivermos para Ele. Jesus entrega Sua vida para resgatar a humanidade da desobedi\u00eancia e da d\u00edvida, conduzindo-a novamente \u00e0 vida em Deus. O mundo novo j\u00e1 foi inaugurado na P\u00e1scoa. Estar em Cristo \u00e9 participar dessa nova realidade, superando rivalidades e divis\u00f5es, pois a for\u00e7a que impele a comunidade \u00e0 vida \u00e9 o amor de Cristo levado \u00e0s extremas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho \u2013 Mc 4,35-41 \u2013 nos apresenta um teste pessoal e comunit\u00e1rio da f\u00e9 e da coragem de quem segue Jesus na hora dos conflitos. \u00c9 toda a comunidade que se encontra em alto-mar, batida pelo furac\u00e3o. A Palavra e a a\u00e7\u00e3o de Jesus enfrentam os poderes adversos (mar, diabo, doen\u00e7a, mortes\u2026) e manifestam o Reino de Deus. A sua pr\u00e1tica provoca duas rea\u00e7\u00f5es: a f\u00e9 que faz compreender o mist\u00e9rio revelado e a rejei\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o aceita as consequ\u00eancias do seu seguimento. Jesus \u00e9 algu\u00e9m a quem precisamos aderir plenamente, como condi\u00e7\u00e3o \u00fanica para realizar a travessia, a mudan\u00e7a de uma margem \u00e0 outra, a verdadeira convers\u00e3o. S\u00f3 quem adere plenamente poder\u00e1 reconhec\u00ea-Lo como Filho de Deus, o Messias enviado. Assumir seu projeto muda nosso modo de agir, nos faz passar para outra margem. Passamos a considerar as pessoas e fatos \u00e0 luz da vida nova que Cristo trouxe a fim de fazer novas todas as coisas. Como nossas comunidades est\u00e3o se comportando diante das impetuosas tempestades do dia a dia? Como est\u00e1 a nossa f\u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o dos que se dedicam ao servi\u00e7o do Reino de Deus n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. A vida de disc\u00edpulos n\u00e3o raro comporta momentos de solid\u00e3o, oposi\u00e7\u00f5es, incompreens\u00f5es do mundo. Seguir Jesus n\u00e3o livra o disc\u00edpulo do confronto com suas fragilidades e impot\u00eancias diante de determinadas circunst\u00e2ncias. Muitas vezes, nossa f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 suficiente e precisamos ouvir a pergunta de Jesus \u2013 \u201cAinda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u201d \u2013, porque n\u00e3o conseguimos identificar sua presen\u00e7a amorosa em meio \u00e0s tempestades da exist\u00eancia. Ele n\u00e3o faz interven\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas em nossa vida, mas est\u00e1 em comunh\u00e3o conosco sempre, em qualquer lugar e situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Liturgia desde Domingo apresenta-nos dois s\u00edmbolos contrastantes: O mar tem\u00edvel e invenc\u00edvel e um barco, pequeno e fr\u00e1gil. S\u00edmbolos significativos para este tempo de crise. O mar tem\u00edvel s\u00e3o os obst\u00e1culos e as dificuldades e o barco \u00e9 figura da Igreja. E Jesus dormindo no fundo do barco e os disc\u00edpulos morrendo de medo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na travessia do Mar da Galileia, no meio da tempestade, \u00e9 necess\u00e1rio despertar Jesus, que est\u00e1 dormindo! No mar de nossa vida di\u00e1ria, atravessando tempestade pavorosas, precisamos despertar Jesus, que dorme no fundo de nosso cora\u00e7\u00e3o. Somente Ele tem poder de acalmar as tempestades de nossa vida di\u00e1ria!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos celebrando o XII Domingo do Tempo Comum. Neste domingo celebramos tamb\u00e9m o dia mundial do migrante e do refugiado, e aqui no Brasil a semana do migrante. A Igreja, a convite do Papa Francisco, celebrar\u00e1 em setembro esse dia mundial com tema proposto pelo Papa. As leituras deste domingo nos fazem refletir sobre o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":55819,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-88985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88985"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88985\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88987,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88985\/revisions\/88987"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}