{"id":88273,"date":"2024-04-26T09:09:26","date_gmt":"2024-04-26T12:09:26","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=88273"},"modified":"2024-05-03T12:10:53","modified_gmt":"2024-05-03T15:10:53","slug":"jesus-nos-da-a-vida-autentica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-nos-da-a-vida-autentica\/","title":{"rendered":"Jesus nos d\u00e1 a vida aut\u00eantica!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia do quinto Domingo da P\u00e1scoa fala-nos de Jesus como a fonte da Vida aut\u00eantica. Os disc\u00edpulos de Jesus, unidos a Ele, bebem d\u2019Ele essa Vida e testemunham-na em gestos concretos de amor. \u00c9 assim que a proposta de Vida nova de Deus alcan\u00e7a o mundo e a vida dos homens. Jesus se revela como \u201ca videira verdadeira\u201d, chamando-nos a permanecer no seu amor. Somos os ramos que, pela sua for\u00e7a vital, podemos produzir frutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Evangelho \u2013 Jo 15,1-8 \u2013 Jesus, em contexto de despedida, apresenta-se aos disc\u00edpulos como \u201ca verdadeira videira\u201d e convida-os a permanecerem ligados a Ele para receberem d\u2019Ele Vida. Jesus (a videira) e os disc\u00edpulos (os ramos) produzir\u00e3o frutos bons, os frutos que Deus espera. Enquanto se mantiverem unidos a Jesus, os disc\u00edpulos ser\u00e3o testemunhas verdadeiras, no meio dos homens, da Vida nova de Deus. Na alegoria da videira, de maneira bem profunda, sobre a origem de nossa f\u00e9 e a fonte de nossa vida crist\u00e3. Enquanto crist\u00e3os, estamos enxertados em Cristo, videira verdadeira, fonte de vida e alimento da f\u00e9. Como os ramos s\u00e3o prolongamentos e frutos da pr\u00f3pria videira, devemos, cada vez mais, assemelhar-nos a Cristo, raz\u00e3o de nossa f\u00e9. Entre outros aspectos, o texto de hoje, ent\u00e3o, nos desperta a um compromisso: a f\u00e9 celebrada deve ir lapidando nosso modo de ser no mundo e de nos relacionar com as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura \u2013 At 9,26-31 \u2013, a pretexto de nos contar a inser\u00e7\u00e3o de Paulo de Tarso na comunidade crist\u00e3 de Jerusal\u00e9m, lembra-nos que a experi\u00eancia crist\u00e3 \u00e9 um caminho feito em comunidade: \u00e9 no di\u00e1logo e na partilha com os irm\u00e3os que a nossa f\u00e9 nasce, cresce e amadurece. A comunidade crist\u00e3 deve ser uma casa de portas abertas, onde todos t\u00eam lugar e onde todos podem fazer, de m\u00e3os dadas com os outros irm\u00e3os, uma experi\u00eancia de encontro com Jesus ressuscitado. Por causa de sua vida pregressa de perseguidor, Paulo encontra resist\u00eancia para se integrar ao grupo dos disc\u00edpulos. Gra\u00e7as \u00e0 solidariedade de Barnab\u00e9, ele \u00e9 apresentado aos ap\u00f3stolos e estes s\u00e3o informados sobre a mudan\u00e7a de vida ocorrida no caminho de Damasco. As almas generosas presentes nas comunidades s\u00e3o capazes de evitar a exclus\u00e3o de pessoas de boa vontade, pois o preconceito, muitas vezes, pode provocar sua marginaliza\u00e7\u00e3o. Uma comunidade iluminada pelo Esp\u00edrito tende a ser comprometida com as causas do Reino de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leitura \u2013 1Jo 3,18-24 \u2013 lembra que na base da vida crist\u00e3 aut\u00eantica est\u00e1 o \u201cacreditar em Jesus\u201d e o amar os irm\u00e3os \u201ccomo Ele mandou\u201d. S\u00e3o esses os \u201cfrutos\u201d que Deus espera de todos aqueles que est\u00e3o unidos a Cristo. Se testemunharmos em gestos concretos o amor de Jesus, estamos unidos a Jesus e a vida de Jesus circula em n\u00f3s. S\u00e3o Jo\u00e3o sintetiza para n\u00f3s o mandamento de Deus: \u201cque creiamos no nome do Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu\u201d. Com a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, o amor passa a ser o distintivo do crist\u00e3o. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio amar \u201cn\u00e3o s\u00f3 com palavras e de boca, mas com a\u00e7\u00f5es e de verdade\u201d. O amor, na Escritura, \u00e9 operativo: realiza e transforma a realidade e a vida das pessoas. O amor nos distingue enquanto crist\u00e3os e sua pr\u00e1tica nos leva \u00e0 proximidade de vida com Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus \u00e9 a Videira da qual recebemos a seiva do Esp\u00edrito que nutre a nossa vida crist\u00e3. Vivendo em Cristo, tornamo-nos ramos sadios e aptos para produzir frutos.\u00a0 Somos chamados a dar bons e abundantes frutos, \u00e0 semelhan\u00e7a do Mestre de Nazar\u00e9. Quando isso n\u00e3o acontece, ela precisa passar pela poda, para eliminar tudo o que impede uma aut\u00eantica vida crist\u00e3. Nosso Pai ser\u00e1 glorificado \u00e0 medida que nos tornamos videiras vi\u00e7osas que produzem frutos de amor e de solidariedade. S\u00f3 o amor fraterno, unido a Cristo como ramos nos faz assemelhar \u00e0 Videira do Ressuscitado!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>+ Anuar Battisti<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Arcebispo Em\u00e9rito de Maring\u00e1, PR<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia do quinto Domingo da P\u00e1scoa fala-nos de Jesus como a fonte da Vida aut\u00eantica. Os disc\u00edpulos de Jesus, unidos a Ele, bebem d\u2019Ele essa Vida e testemunham-na em gestos concretos de amor. \u00c9 assim que a proposta de Vida nova de Deus alcan\u00e7a o mundo e a vida dos homens. 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