{"id":88239,"date":"2024-05-02T13:42:36","date_gmt":"2024-05-02T16:42:36","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=88239"},"modified":"2024-05-03T11:43:30","modified_gmt":"2024-05-03T14:43:30","slug":"o-amor-vem-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-amor-vem-de-deus\/","title":{"rendered":"O amor vem de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na hist\u00f3ria da humanidade temos obras sublimes falando sobre o amor. O amor \u00e9 o tema do sexto domingo da P\u00e1scoa (Atos10,25-48, Salmo 97, 1Jo\u00e3o 4,7-10 e Jo\u00e3o 15,9-17). As reflex\u00f5es que seguem destacam os ensinamentos contidos nos textos b\u00edblicos da liturgia. \u201cEste \u00e9 o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O mandamento do amor n\u00e3o \u00e9 novo no mundo b\u00edblico e nem em outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas, filos\u00f3ficas e culturais. A novidade \u00e9 que Jesus se apresenta como modelo e medida do amor, que n\u00e3o se fundamenta em ideais filantr\u00f3picos, mas se fundamento na trindade. \u201cComo o Pai me amou, assim tamb\u00e9m eu vos amei\u201d. O amor entre Deus Pai, Jesus Cristo e o Esp\u00edrito se torna o modelo das rela\u00e7\u00f5es vivenciais entre as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cNingu\u00e9m tem amor maior do que aquele que d\u00e1 sua vida pelos amigos\u201d, \u00e9 uma segunda marca do amor que vem de Deus. \u00c9 um amor que se manifesta na hist\u00f3ria e \u00e9 cercado de testemunhas que viram, ouviram, tocaram o fato. Na primeira carta, S\u00e3o Jo\u00e3o escreve: \u201cMas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como v\u00edtima de repara\u00e7\u00e3o pelos nossos pecados\u201d. Na sexta-feira da Paix\u00e3o e Morte do Senhor \u00e9 celebrado este amor de doa\u00e7\u00e3o total. Acontecimento que revela que Deus abra\u00e7ou inteiramente a humanidade, inclusive com as suas maldades. N\u00e3o fugiu do mundo, mas abra\u00e7ou o mundo para \u201cque tenhamos vida por meio dele\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cAmemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e conhece a Deus\u201d. O amor de Deus \u00e9 gratuito e universal. Relata o livro de Atos que S\u00e3o Pedro estando na casa de Corn\u00e9lio, um pag\u00e3o, compreende que \u201cDeus n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o de pessoas. [&#8230;] qualquer que seja a na\u00e7\u00e3o a que perten\u00e7a\u201d. Na condi\u00e7\u00e3o humana experimentamos o amor com que se assemelha a n\u00f3s: familiares, parentes, grupos de interesse. O que \u00e9 classificado por amor, por vezes, \u00e9 sentimento de posse e dom\u00ednio. O amor de Deus n\u00e3o \u00e9 atra\u00e7\u00e3o ou desejo de poder, nem \u00e9 recompensa por m\u00e9rito, nem correspond\u00eancia. Diz o evangelista que Deus faz chover sobre os bons e maus. Um amor que \u00e9 dom e n\u00e3o conquista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cJ\u00e1 n\u00e3o vos chamo de servos, pois o servo n\u00e3o sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai\u201d. Para fazer compreender o seu amor Jesus usa o s\u00edmbolo da amizade. \u201cN\u00e3o tendo o incentivo da paix\u00e3o ou do v\u00ednculo de sangue, a amizade exprime melhor a liberdade do amor, necess\u00e1ria para que este atinja o amadurecimento. A fidelidade em qualquer amor torna-se madura quando livre, e esta liberdade se d\u00e1 na medida em que o amor estiver integrado com a amizade. A amizade \u00e9 a \u00fanica experi\u00eancia universal de amor, aquela que todos podem ter e, por isto, como s\u00edmbolo \u00e9 significativo para todos. Os celibat\u00e1rios n\u00e3o experimentar\u00e3o nunca o amor paternal ou maternal; os \u00f3rf\u00e3os n\u00e3o sentir\u00e3o o amor filial; os filhos \u00fanicos n\u00e3o conhecem o amor fraterno; muitos homens e mulheres, por voca\u00e7\u00e3o ou circunst\u00e2ncia, n\u00e3o tiveram noivado nem casamento (o pr\u00f3prio Cristo n\u00e3o os experimentou). Em compensa\u00e7\u00e3o, qualquer pessoa pode sentir amizade, da mesma forma que Jesus experimentou. A voca\u00e7\u00e3o para o amor amizade \u00e9 universal, assim como o amor que Deus oferece em Jesus\u201d (Segundo Galilea, <em>A Amizade com Deus<\/em>, p.12)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus exige que a rela\u00e7\u00e3o entre os disc\u00edpulos e ele seja de amizade. Sendo o centro do grupo n\u00e3o se p\u00f5e acima dele. Quer ser companheiro dos seus na tarefa comum. Compartilha o trabalho que se considera comum e responsabilidade de todos. Os disc\u00edpulos n\u00e3o s\u00e3o assalariados e sim amigos que voluntariamente colaboram na tarefa. Vive na sua companhia em clima de confian\u00e7a. Ele est\u00e1 com eles e f\u00e1-los compartilhar de sua vida. Agora n\u00e3o ensina mais porque j\u00e1 sabem de tudo. O ensino \u00e9 a pr\u00f3pria conviv\u00eancia, a rela\u00e7\u00e3o amorosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na hist\u00f3ria da humanidade temos obras sublimes falando sobre o amor. O amor \u00e9 o tema do sexto domingo da P\u00e1scoa (Atos10,25-48, Salmo 97, 1Jo\u00e3o 4,7-10 e Jo\u00e3o 15,9-17). As reflex\u00f5es que seguem destacam os ensinamentos contidos nos textos b\u00edblicos da liturgia. \u201cEste \u00e9 o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":55821,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-88239","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88239","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88239"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88239\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88241,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88239\/revisions\/88241"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}