{"id":88131,"date":"2024-04-26T09:36:42","date_gmt":"2024-04-26T12:36:42","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=88131"},"modified":"2024-04-26T15:38:20","modified_gmt":"2024-04-26T18:38:20","slug":"francisco-em-veneza-a-giudecca-e-a-arte-que-liberta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/francisco-em-veneza-a-giudecca-e-a-arte-que-liberta\/","title":{"rendered":"Francisco em Veneza, a Giudecca e a arte que liberta"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">A casa de deten\u00e7\u00e3o Giudecca. As detentas (ao fundo) atuam como guias para grupos que visitam o Pavilh\u00e3o da Santa S\u00e9.\u00a0 (@VaticanNews)<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">A primeira etapa da visita do Papa em 28 de abril ser\u00e1 a casa de deten\u00e7\u00e3o feminina que abriga 80 mulheres com condena\u00e7\u00f5es definitivas. N\u00e3o apenas um local de reabilita\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a sede do Pavilh\u00e3o da Santa S\u00e9 intitulado \u201cCom os meus olhos\u201d. Grande emo\u00e7\u00e3o entre as detentas pela chegada do Papa.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Benedetta Capelli &#8211; Veneza<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3ximo domingo, 28 de abril, ser\u00e1 o dia das primeiras vezes. A primeira vez do Papa Francisco em Veneza, de um Pont\u00edfice visitando a Bienal da Arte, de detentas que o ver\u00e3o pela primeira vez em suas vidas. Mulheres com condena\u00e7\u00f5es definitivas que, na Giudecca, encontraram uma maneira de juntar os peda\u00e7os de suas vidas: algumas come\u00e7aram a costurar, trabalhar na lavanderia, especializar-se em cosm\u00e9ticos. Algumas delas criaram uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a com os artistas que animam o pavilh\u00e3o da Santa S\u00e9 intitulado \u201cCom os meus olhos\u201d. Elas foram ouvidas, seus pensamentos foram valorizados e confiaram suas fotos mais queridas \u00e0s m\u00e3os daqueles que as transformaram em pinturas.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-88131-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2024\/04\/26\/11\/137922379_F137922379.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2024\/04\/26\/11\/137922379_F137922379.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2024\/04\/26\/11\/137922379_F137922379.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Bregoli, diretora Giudecca: \u201co Papa n\u00e3o se esquece de ningu\u00e9m\u201d<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um fermento entre as detentas para a chegada de Francisco e tamb\u00e9m \u201cuma grande emo\u00e7\u00e3o\u201d, diz a dra. Mariagrazia Bregoli, diretora da pris\u00e3o feminina Giudecca, \u201cporque a mensagem que o Papa quer nos trazer \u00e9 uma mensagem universal, de amor, de acolhimento, de aus\u00eancia de julgamento e de respeito de quem observa sem julgar\u201d. Na vida&#8221;, acrescenta, \u2018cometemos erros, mas podemos corrigi-los, e o Santo Padre n\u00e3o se esquece de ningu\u00e9m, e talvez seja bom que a sociedade tamb\u00e9m n\u00e3o se esque\u00e7a daqueles que cometeram erros\u2019. A diretora Bregoli enfatiza a import\u00e2ncia de considerar a pris\u00e3o como parte da sociedade: \u201cmuitas vezes as pessoas n\u00e3o querem saber ou ver, mas existe e \u00e9 um dado de fato. \u00c9 um lugar que olha para fora e est\u00e1 fortemente comprometido com a reintegra\u00e7\u00e3o das pessoas presas. A participa\u00e7\u00e3o no Pavilh\u00e3o da Santa S\u00e9 tamb\u00e9m contribui para essa veia de abertura, em um di\u00e1logo ineg\u00e1vel entre o interior e o exterior.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Russo, diretor do DAP: \u201co Papa ditou o t\u00edtulo desta exposi\u00e7\u00e3o\u201d<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFoi uma escolha importante, quase uma provoca\u00e7\u00e3o \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, em particular \u00e0 administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria que lida com o sofrimento, que lida com a marginaliza\u00e7\u00e3o\u201d, diz o dr. Giovanni Russo, chefe do Departamento de Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria (DAP), contando a g\u00eanese do projeto do pavilh\u00e3o da Santa S\u00e9. \u201cO convite do Papa Francisco \u00e9 para abrir uma janela, pelo menos para a esperan\u00e7a, e n\u00f3s n\u00e3o recuamos.\u201d O dr. Russo fala de \u201cuma proposta poderosa em que a beleza da arte, a beleza da cren\u00e7a, da religi\u00e3o, e a beleza da recupera\u00e7\u00e3o de um infrator, de algu\u00e9m que errou e foi condenado, mas que merece uma nova chance e o Estado deve agir nesse sentido\u201d. Foi exatamente a beleza do projeto, acrescenta o chefe do DAP, que levou o Papa a vir. \u201cIsso o intrigou, e ele quase ditou o t\u00edtulo: \u201cCom meus olhos\u201d, que significa uma profunda humaniza\u00e7\u00e3o da vida de todos, cada um de n\u00f3s \u00e9 um indiv\u00edduo cujo direito de expressar um pensamento, de interpretar a realidade deve ser reconhecido. Esse \u00e9 o mandato constitucional: os detentos n\u00e3o perdem seus direitos, os detentos na pris\u00e3o s\u00e3o privados de sua liberdade, mas seus direitos devem ser reconhecidos, e acho que isso tamb\u00e9m vai ao encontro do pensamento e da palavra do Papa Francisco.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Manuela, a guia das detentas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Detentas que se tornaram colaboradoras dos artistas e detentas que se propuseram a acompanhar os visitantes do Pavilh\u00e3o. Entre elas est\u00e1 Manuela, que daqui a um ano deixar\u00e1 a Giudecca. \u201cSinto-me muito honrada por poder participar desse trabalho que durar\u00e1 at\u00e9 novembro de 2024\u201d, diz ela. \u201cMuitas de n\u00f3s j\u00e1 desempenhamos diferentes pap\u00e9is, algumas escreveram, outras fizeram outros trabalhos, me perguntaram se eu queria ser guia e, como sempre falo, com o apoio de minhas companheiras &#8211; somos dez &#8211; aceitamos de bom grado. Est\u00e1vamos com muito medo, por\u00e9m, e tamb\u00e9m muito hesitantes, porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil entrar em contato com pessoas novas. Foi muito bom, muito construtivo e o ser\u00e1 ainda\u201d. Entre as obras em exposi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 tamb\u00e9m uma pintura, resultado da reinterpreta\u00e7\u00e3o da artista Claire Tabouret, na qual a crian\u00e7a Manuela d\u00e1 seus primeiros passos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e, algo que a emociona muito. Enquanto aguarda a visita do Papa, que deixa todas as internas muito emocionadas, Manuela diz que sua experi\u00eancia na Giudecca mudou sua vida e sua perspectiva sobre as coisas. \u201cEstou redescobrindo os lados positivos, muito bonitos, muito instrutivos, muito construtivos e espero poder lev\u00e1-los para fora e transmiti-los aos meus filhos e netos\u201d. Felizmente, Manuela espera ansiosamente pelo amanh\u00e3, um amanh\u00e3 que ela come\u00e7ou a construir primeiramente a partir de si mesma, aproveitando as oportunidades concedidas precisamente dentro dos altos muros da pris\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A casa de deten\u00e7\u00e3o Giudecca. As detentas (ao fundo) atuam como guias para grupos que visitam o Pavilh\u00e3o da Santa S\u00e9.\u00a0 (@VaticanNews) A primeira etapa da visita do Papa em 28 de abril ser\u00e1 a casa de deten\u00e7\u00e3o feminina que abriga 80 mulheres com condena\u00e7\u00f5es definitivas. N\u00e3o apenas um local de reabilita\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":88132,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-88131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88131"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88131\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88134,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88131\/revisions\/88134"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}