{"id":88081,"date":"2024-04-22T09:35:18","date_gmt":"2024-04-22T12:35:18","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=88081"},"modified":"2024-04-22T14:36:52","modified_gmt":"2024-04-22T17:36:52","slug":"recorde-historico-de-gastos-militares-o-mundo-esta-cada-vez-mais-armado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/recorde-historico-de-gastos-militares-o-mundo-esta-cada-vez-mais-armado\/","title":{"rendered":"Recorde hist\u00f3rico de gastos militares: o mundo est\u00e1 cada vez mais armado"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\"><span class=\"didascalia_img\">A guerra \u00e9 hoje o neg\u00f3cio planet\u00e1rio mais lucrativo\u00a0<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">O investimento em armamentos est\u00e1 aumentando acentuadamente em todo o mundo. Isso foi revelado num relat\u00f3rio do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), que destaca aumentos significativos, especialmente na Europa, \u00c1sia, Oceania e Oriente M\u00e9dio. Mas quem domina o mercado de armas s\u00e3o os Estados Unidos e a OTAN.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Paola Simonetti e Giulia Mutti \u2013 Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guerra \u00e9 hoje o neg\u00f3cio planet\u00e1rio mais lucrativo, com custos enormes que n\u00e3o deixam de fora nenhuma regi\u00e3o do mundo. Os gastos com armamentos, de fato, registram uma escalada extraordin\u00e1ria pelo nono ano consecutivo, atingindo um pico sem precedentes de 2.443 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, com a OTAN (Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte) que gasta 55% do valor total. N\u00fameros que representam 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. \u00c9 o que afirma o relat\u00f3rio do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, Su\u00e9cia, (SIPRI), que enfatiza como os investimentos militares aumentaram desde 2009 em todas as cinco regi\u00f5es geogr\u00e1ficas do mundo, onde os gastos s\u00e3o monopolizados pelos EUA e pela OTAN. O que, sem d\u00favida, impulsionou o aumento dos armamentos, aponta o relat\u00f3rio, foi a guerra na Ucr\u00e2nia, que &#8220;alterou radicalmente as perspectivas dos Estados europeus sobre a seguran\u00e7a&#8221;. Essa mudan\u00e7a na percep\u00e7\u00e3o da amea\u00e7a&#8221;, explica o relat\u00f3rio, &#8220;reflete-se na aloca\u00e7\u00e3o de parcelas cada vez maiores do produto interno bruto para gastos militares&#8221;. Assim, picos significativos no aumento dos custos b\u00e9licos tamb\u00e9m se registram na Europa, bem como na \u00c1sia, na Oceania e no Oriente M\u00e9dio. &#8220;Infelizmente, nenhuma \u00e1rea do mundo&#8221;, acrescenta o documento, &#8220;registrou alguma melhora&#8221;.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-88081-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2024\/04\/22\/16\/137917943_F137917943.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2024\/04\/22\/16\/137917943_F137917943.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2024\/04\/22\/16\/137917943_F137917943.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">R\u00fassia e Ucr\u00e2nia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em particular, a R\u00fassia, terceira colocada no ranking mundial, alocou cerca de 102 bilh\u00f5es de euros, 4,5% a n\u00edvel global e 24% a mais anualmente, ou seja, 5,9% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Por sua vez, a Ucr\u00e2nia, oitavo maior investidor mundial em armas, aumentou seus gastos em 51%, o equivalente a mais de 60 bilh\u00f5es de euros, um ter\u00e7o do seu PIB. Com os quase 32 bilh\u00f5es de euros em ajuda militar recebidos, Kiev reduziu significativamente a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a Moscou e a despesa militar total ucraniana foi igual a 91% da despesa da R\u00fassia.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Estados Unidos e a OTAN<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cen\u00e1rio global de custos militares, a domina\u00e7\u00e3o incontest\u00e1vel, segundo o relat\u00f3rio do Sipri, \u00e9 dos Estados Unidos, com um investimento de 2,3% a mais, totalizando 860 bilh\u00f5es de euros, ou seja, 37% da despesa global e 68% da despesa dos 31 pa\u00edses membros da OTAN. No contexto dos EUA, particularmente nas regi\u00f5es da Am\u00e9rica Central e do Caribe, a luta contra o crime organizado impulsionou os gastos em 54% no ano passado, com o Brasil gastando 21,5 bilh\u00f5es de euros, um aumento de mais de 3%. Tamb\u00e9m \u00e9 significativo, de acordo com o documento, o aumento do investimento em defesa pelos pa\u00edses europeus da OTAN, que agora representa 28% do investimento de toda a Alian\u00e7a, o n\u00edvel mais alto em uma d\u00e9cada, com onze deles acima de 2% do PIB. Dentre eles, destaca-se a Pol\u00f4nia, que, com um aumento anual de 75%, tem o maior aumento anual da Europa.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O Oriente M\u00e9dio<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Oriente M\u00e9dio teve o maior aumento em uma d\u00e9cada, igual a 9%, com a Ar\u00e1bia Saudita como l\u00edder regional, seguida por Israel, que aumentou seus gastos em 24% por causa da ofensiva na Faixa de Gaza ap\u00f3s os ataques do Hamas em outubro passado. &#8220;O grande aumento nos gastos militares no Oriente M\u00e9dio em 2023&#8221;, afirma ainda o documento do Sipri, &#8220;reflete a situa\u00e7\u00e3o em r\u00e1pida mudan\u00e7a na regi\u00e3o, desde a melhoria nas rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre Israel e v\u00e1rios pa\u00edses \u00e1rabes nos \u00faltimos anos at\u00e9 a eclos\u00e3o de uma grande guerra em Gaza e o medo de um conflito regional&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O Extremo Oriente<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Metade dos investimentos na regi\u00e3o asi\u00e1tica foi gasta pela China, com quase 278 bilh\u00f5es de euros, 6% a mais, de acordo com o relat\u00f3rio do Sipri.\u00a0 O Jap\u00e3o, por sua vez, alocou 50,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares para suas for\u00e7as armadas em 2023, um aumento de 11% em rela\u00e7\u00e3o a 2022.\u00a0 As despesas militares de Taiwan tamb\u00e9m aumentaram no ano passado em 11%, chegando a 16,6 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Mais armas, mais tens\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aumento dos gastos militares globais \u00e9 confirmado por Maurizio Simoncelli, vice-diretor do Instituto de Pesquisa Internacional Arquivo Desarmamento, entrevistado pela Radio Vaticano &#8211; Vatican News. Nos \u00faltimos anos, de fato, o fen\u00f4meno se intensificou ap\u00f3s &#8220;a ocupa\u00e7\u00e3o russa da pen\u00ednsula da Crimeia&#8221;, explica o professor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gastos militares aumentaram exponencialmente como consequ\u00eancia da invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia em 2022 e com a crise no Oriente M\u00e9dio: &#8220;Esse quadro est\u00e1 ligado \u00e0 perda do papel da OTAN como \u00f3rg\u00e3o de controle na \u00e1rea do Atl\u00e2ntico Norte&#8221;, diz o vice-diretor do Arquivo Desarmamento, enfatizando que &#8220;os dados nos mostram que pa\u00edses como China, \u00cdndia, Jap\u00e3o e Taiwan est\u00e3o aumentando seus armamentos, enquanto a China continua sendo o segundo pa\u00eds do mundo em gastos militares depois dos EUA&#8221;. O quadrante do Pac\u00edfico, de fato, continua sendo uma \u00e1rea de alta tens\u00e3o: &#8220;A China \u00e9 o grande concorrente dos EUA. Entretanto, os gastos militares chineses ainda s\u00e3o um ter\u00e7o dos gastos dos EUA&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Retorno \u00e0 Guerra Fria<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado europeu, em 2023, todos os 27 estados-membros aumentaram seus gastos militares. &#8220;O conflito na Ucr\u00e2nia est\u00e1 exacerbando as rela\u00e7\u00f5es internacionais; agora, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para o di\u00e1logo entre a R\u00fassia e os pa\u00edses ocidentais. Pensa-se apenas em aumentar o or\u00e7amento militar&#8221;, explica o especialista. Isso est\u00e1 levando a &#8220;um renascimento total da Guerra Fria no novo mil\u00eanio&#8221;, disse ainda o especialista. Em sua opini\u00e3o, em um clima de crise internacional, para voltar a falar sobre desarmamento, &#8220;devemos trabalhar para diminuir a escalada dos conflitos atuais&#8221;. &#8220;Pensar em resolver os problemas internacionais com a for\u00e7a \u00e9 pura ilus\u00e3o, j\u00e1 vimos isso na hist\u00f3ria: toda vez que o homem tentou resolver os problemas com a viol\u00eancia, criou as condi\u00e7\u00f5es para novas guerras e \u00f3dio que durou d\u00e9cadas&#8221;. &#8220;A tentativa que deve ser feita&#8221;, conclui ele, &#8220;\u00e9 ter como objetivo a redu\u00e7\u00e3o da escalada e n\u00e3o querer resolver os problemas com armas, at\u00e9 mesmo com armas nucleares, como tem sido dito pela R\u00fassia. E, acima de tudo, iniciar negocia\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A guerra \u00e9 hoje o neg\u00f3cio planet\u00e1rio mais lucrativo\u00a0 O investimento em armamentos est\u00e1 aumentando acentuadamente em todo o mundo. Isso foi revelado num relat\u00f3rio do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), que destaca aumentos significativos, especialmente na Europa, \u00c1sia, Oceania e Oriente M\u00e9dio. 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