{"id":87912,"date":"2024-04-04T10:51:03","date_gmt":"2024-04-04T13:51:03","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=87912"},"modified":"2024-04-05T15:52:45","modified_gmt":"2024-04-05T18:52:45","slug":"tome-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/tome-2\/","title":{"rendered":"Tom\u00e9"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Igreja convidou os f\u00e9is preparar a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa nos 40 dias da quaresma. Agora nos oferece mais um tempo de gra\u00e7a, o Tempo Pascal, para acolher e assimilar o Mist\u00e9rio Pascal. A normativa lit\u00fargica, diz: \u201cOs cinquenta dias entre o domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exulta\u00e7\u00e3o, como se fossem um s\u00f3 dia de festa, ou melhor, \u201ccomo um grande domingo\u201d. \u00c9 principalmente nesses dias que se cante Aleluia\u201d (Ano Lit\u00fargico, n.22), pela vit\u00f3ria do Senhor sobre a morte e pela vida nova que a participa\u00e7\u00e3o no mist\u00e9rio pascal faz germinar nos fi\u00e9is. N\u00e3o \u00e9 por acaso que os domingos desse per\u00edodo n\u00e3o se chamam domingos \u201cdepois da P\u00e1scoa\u201d, mas sim domingos \u201cda P\u00e1scoa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O tempo pascal \u00e9 essencialmente um encontro com Senhor ressuscitado. Ele vive al\u00e9m do tempo e do espa\u00e7o, mas torna-se realmente presente no meio da comunidade, fala-nos nas Escrituras e se doa na Eucaristia. Atrav\u00e9s destes sinais n\u00f3s vivemos a mesma experi\u00eancia dos disc\u00edpulos, isto \u00e9, o fato de ver Jesus e ao mesmo tempo de n\u00e3o o reconhecer; de tocar o seu Corpo, um corpo verdadeiro, e contudo livre de v\u00ednculos terrenos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O segundo domingo da P\u00e1scoa narra dois encontros de Jesus ressuscitado com os disc\u00edpulos (Jo 20,19-31). O primeiro acontece no dia da ressurrei\u00e7\u00e3o, sem a presen\u00e7a de Tom\u00e9; o segundo, oito dias depois, com a presen\u00e7a dele. Dois encontros que mudaram a vida dos disc\u00edpulos. As d\u00favidas de Tom\u00e9 e as suas perguntas s\u00e3o valiosas para compreender o amadurecimento da f\u00e9 de Tom\u00e9 e s\u00e3o \u00fateis para os que vir\u00e3o a \u201ccrer sem terem visto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No primeiro encontro Jesus oferece dois dons, melhor, confirma dois dons que acompanham toda miss\u00e3o, a paz e o Esp\u00edrito Santo. A paz \u00e9 fruto da reconcilia\u00e7\u00e3o entre o c\u00e9u e a terra, entre Deus e o homem, gra\u00e7as \u00e0 obra salvadora de Jesus na cruz. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o dom necess\u00e1rio para a miss\u00e3o que ser\u00e1 confiada aos disc\u00edpulos de restabelecer o equil\u00edbrio, a harmonia e a serenidade pelo perd\u00e3o dos pecados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O segundo encontro tem a presen\u00e7a de Tom\u00e9. Depois de ter ouvido o testemunho dos outros disc\u00edpulos sobre Jesus ressuscitado, Tom\u00e9 manifestou a sua dificuldade de crer. Al\u00e9m de ver o Cristo ressuscitado queria ver e tocar os novos sinais de Jesus, as m\u00e3os marcadas pelos pregos e o lado aberto pela lan\u00e7a. Jesus aceita o desejo de Tom\u00e9 e permite, al\u00e9m de v\u00ea-lo, toc\u00e1-lo. Deste encontro envolvente, Tom\u00e9 faz uma solene profiss\u00e3o de f\u00e9: \u201cMeu Senhor e meu Deus!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na incredulidade inicial de Tom\u00e9 est\u00e3o representadas as pessoas que buscam sinais para crerem. Os que lhe s\u00e3o oferecidos n\u00e3o se apresentam como suficientes. Tamb\u00e9m \u00e9 muito v\u00e1lida a atitude de Tom\u00e9 de procurar e n\u00e3o se acomodar. \u201cO caso do Ap\u00f3stolo Tom\u00e9 \u00e9 importante para n\u00f3s pelo menos por tr\u00eas motivos: primeiro, porque nos conforta nas nossas inseguran\u00e7as; segundo porque nos demonstra que qualquer d\u00favida pode levar a um \u00eaxito luminoso al\u00e9m de qualquer incerteza; e por fim, porque as palavras dirigidas a ele por Jesus nos recordam o verdadeiro sentido da f\u00e9 madura e nos encorajam a prosseguir, apesar das dificuldades, pelo nosso caminho de ades\u00e3o a Ele\u201d (Bento XVI).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo pascal faz celebrar \u201ccom alegria e exulta\u00e7\u00e3o\u201d o \u201cgrande domingo\u201d; tamb\u00e9m exorta a reconhecer o Ressuscitado que est\u00e1 no meio de n\u00f3s (cf. Jo, 20,19-29). \u00c9, portanto, uma mensagem para fortalecer a esperan\u00e7a, t\u00e3o necess\u00e1ria para viver o tempo presente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Igreja convidou os f\u00e9is preparar a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa nos 40 dias da quaresma. Agora nos oferece mais um tempo de gra\u00e7a, o Tempo Pascal, para acolher e assimilar o Mist\u00e9rio Pascal. 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