{"id":87893,"date":"2024-03-29T09:27:57","date_gmt":"2024-03-29T12:27:57","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=87893"},"modified":"2024-04-02T17:28:37","modified_gmt":"2024-04-02T20:28:37","slug":"sexta-feira-santa-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sexta-feira-santa-5\/","title":{"rendered":"Sexta-Feira Santa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Sexta-feira n\u00e3o \u00e9 considerada pela liturgia como dia de luto e de pranto, mas dia de amorosa contempla\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio cruento de Jesus, fonte da nossa salva\u00e7\u00e3o. Nesse dia a Igreja n\u00e3o faz um funeral, mas celebra a morte vitoriosa do Senhor. Por isso, fala de \u201cbem-aventurada\u201d e \u201cgloriosa\u201d paix\u00e3o. A A\u00e7\u00e3o Lit\u00fargica da tarde da sexta-feira santa, divide-se em tr\u00eas partes: 1 \u2013 liturgia da Palavra (com a proclama\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o segundo Jo\u00e3o), 2 \u2013 Adora\u00e7\u00e3o da cruz (concluindo com a grande Ora\u00e7\u00e3o Universal) e 3 \u2013 A comunh\u00e3o (consagrada no dia anterior). Como a Eucaristia n\u00e3o \u00e9 celebrada, o altar estar\u00e1 inteiramente desnudado: sem cruz, sem velas e sem toalhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura \u2013 \u00e9 retirada de Is 52,13-15; 53,1-12 \u2013 o singular personagem tem uma origem humilde e ignorada pelo mundo, mas trata-se de um broto previsto e pr\u00e9-ordenado por Deus, que cresce diante de seus olhos. As caracter\u00edsticas do servo do Senhor s\u00e3o humilha\u00e7\u00e3o e feiura. O servo do Senhor n\u00e3o est\u00e1 nessa condi\u00e7\u00e3o por causa de pecados pessoais, mas por uma pena ou sofrimento. Ele \u00e9 inocente e sofre por causa das iniquidades dos outros: \u201cEram as nossas doen\u00e7as que ele carregava, eram as nossas dores que ele castigado, um homem ferido por Deus e humilhado. Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites; e por suas feridas \u00e9 que veio a cura para n\u00f3s\u201d (vv.4-5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda leitura \u2013 Hb 4,14-16;5,7-9 \u2013 temos o texto da carta aos Hebreus determina que a figura do \u201cServo do Senhor\u201d n\u00e3o somente cumpre-se em Cristo, mas \u00e9 tamb\u00e9m o \u201csumo sacerdote\u201d, a quem devemos toda a nossa fidelidade e confian\u00e7a. O autor da carta aos Hebreus acentua a obedi\u00eancia de Cristo que, \u201cembora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente atrav\u00e9s de seus sofrimentos\u201d (5,8), e a sua \u201cora\u00e7\u00e3o\u201d ao Pai para obter a plena atua\u00e7\u00e3o da sua vontade salv\u00edfica: \u201cDurante a sua vida na terra, Cristo fez ora\u00e7\u00f5es e s\u00faplicas a Deus, em voz alta e com l\u00e1grimas, ao Deus que o podia salvar da morte. E Deus o escutou, porque ele foi submisso\u201d (v.7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho \u2013 Jo 18,1-19,42 \u2013 na contempla\u00e7\u00e3o joanina da paix\u00e3o e da Cruz, diferentes temas se fundem em uma nova s\u00edntese de grande riqueza teol\u00f3gica: a hora de Jesus, a sua nova s\u00edntese de grande riqueza teol\u00f3gica: a hora de Jesus, a sua exalta\u00e7\u00e3o r\u00e9gia, a reuni\u00e3o na unidade dos dispersos filhos de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos destacar dois tra\u00e7os significativos de Jesus durante a paix\u00e3o: a sua completa liberdade e a sua perfeita consci\u00eancia. Jesus realiza a obra da Salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o como v\u00edtima imponente e resignada, mas na atitude soberana de quem conhece o sentido dos acontecimentos e os aceita livremente. Com esta vis\u00e3o joanina do sacrif\u00edcio pascal, a liturgia da Sexta-Feira Santa quer nos ajudar a compreender os sinais da divindade e da gl\u00f3ria de Cristo, atendo-se mais a esse aspecto do que \u00e0 descri\u00e7\u00e3o do seu sofrimento humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos tamb\u00e9m notar que Jo\u00e3o d\u00e1 um influxo da morte de Cristo sobre a vida da Igreja: o car\u00e1ter sacerdotal desta morte (estamos assim ligados ao texto da segunda leitura); o seu prolongamento sacramental na \u00e1gua e no sangue; a sua \u00edntima liga\u00e7\u00e3o com o dom do Esp\u00edrito e com o nascimento, representada por Jo\u00e3o e Maria. Por isso, deve-se sublinhar a particular transmiss\u00e3o do evangelista sobre a presen\u00e7a de Maria ao p\u00e9 da cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste dia, temos as preces dirigidas nas seguintes ordens: 1) pela Santa Igreja; 2) pelo Papa; 3) por todas as ordens sacras e por todos os fi\u00e9is; 4) pelos catec\u00famenos; 5) pela unidade dos crist\u00e3os; 6) pelos judeus; 7) pelos n\u00e3o-crist\u00e3os; 8) por aqueles que n\u00e3o creem em Deus; 9) pelos governantes; 10) pelos atribulados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rito da apresenta\u00e7\u00e3o e da Adora\u00e7\u00e3o da Cruz nasce como ato consequente \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o da paix\u00e3o de Cristo. A Igreja ergue o sinal da vit\u00f3ria do Senhor, como que para concretizar nesse gesto a realiza\u00e7\u00e3o da sua palavra: \u201cQuando voc\u00eas levantarem o Filho do Homem, saber\u00e3o que Eu sou\u201d (Jo 8,28); \u201cQuando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim\u201d (Jo 12,32). O rito quer, portanto, significar esse aspecto vitorioso e triunfal do esc\u00e2ndalo da Cruz: \u201cEis o madeiro da cruz, no qual foi suspenso Cristo, Salvador do mundo\u201d. A assembleia prostrada canta: \u201cVinde, adoremos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunh\u00e3o \u00e9 dada ao povo. Esta Eucaristia, fora consagrada na Quinta-feira Santa (na Missa de lava-p\u00e9s e Institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia). Recordo que a Sexta-Feira Santa \u00e9 o \u00fanico dia do ano em que n\u00e3o se celebra a Missa e sim a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica como dita acima. A celebra\u00e7\u00e3o encerra com a ora\u00e7\u00e3o do presidente sobre o povo: \u201cDeus onipotente e eterno que renovastes o mundo com a gloriosa morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do vosso Cristo, conservai em n\u00f3s a obra da vossa miseric\u00f3rdia, a fim de que a participa\u00e7\u00e3o neste grande mist\u00e9rio nos consagre para sempre ao vosso servi\u00e7o\u201d. Assim, ainda prossegue o presidente: \u201c\u00d3 Pai, des\u00e7a a vossa b\u00ean\u00e7\u00e3o sobre este povo que comemorou a morte do vosso Filho na esperan\u00e7a de ressuscitar com ele; venha o perd\u00e3o e a consola\u00e7\u00e3o, aumente a f\u00e9, cres\u00e7a a certeza na reden\u00e7\u00e3o eterna\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A efic\u00e1cia da Paix\u00e3o n\u00e3o tem fim. Vem inundado constantemente o mundo de paz, de gra\u00e7a, de perd\u00e3o, de felicidade nas almas, de salva\u00e7\u00e3o. A reden\u00e7\u00e3o realizada uma vez por Cristo aplica-se a cada homem, com a coopera\u00e7\u00e3o da sua liberdade. Cada um de n\u00f3s pode dizer de verdade: O Filho de Deus amou-me e entregou-se por mim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sexta-feira n\u00e3o \u00e9 considerada pela liturgia como dia de luto e de pranto, mas dia de amorosa contempla\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio cruento de Jesus, fonte da nossa salva\u00e7\u00e3o. Nesse dia a Igreja n\u00e3o faz um funeral, mas celebra a morte vitoriosa do Senhor. Por isso, fala de \u201cbem-aventurada\u201d e \u201cgloriosa\u201d paix\u00e3o. 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