{"id":87805,"date":"2024-04-01T15:29:32","date_gmt":"2024-04-01T18:29:32","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=87805"},"modified":"2024-04-01T15:29:32","modified_gmt":"2024-04-01T18:29:32","slug":"um-corpo-foi-roubado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-corpo-foi-roubado\/","title":{"rendered":"UM CORPO FOI ROUBADO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 mais f\u00e1cil acreditar na hip\u00f3tese de um roubo, uma malandragem qualquer, do que na possibilidade de um milagre. Foi essa a primeira rea\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos diante do t\u00famulo vazio onde horas antes haviam depositado o corpo do Senhor. Profanaram seu t\u00famulo, roubaram seu corpo. N\u00e3o lhes passava pela cabe\u00e7a aquela estranha linguagem prof\u00e9tica de que o Messias haveria de ressuscitar dos mortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ainda hoje essa linguagem \u00e9 muito dura para a l\u00f3gica da vida: nascer, crescer, morrer. Ainda hoje muitos teimam na possibilidade do roubo, afastando por completo o maior dos milagres de que se tem not\u00edcia na fr\u00e1gil e finita hist\u00f3ria humana. Como assim, ressuscitou? A possibilidade de um morto voltar \u00e0 vida foge completamente da l\u00f3gica, da biol\u00f3gica&#8230; real e prim\u00e1ria na defini\u00e7\u00e3o do ato de viver&#8230; e morrer! N\u00e3o, definitivamente n\u00e3o. Um atestado de \u00f3bito n\u00e3o d\u00e1 margens para rasuras, alternativas contr\u00e1rias ao que se atesta. Ent\u00e3o, melhor aceitar as evid\u00eancias dos fatos: roubaram o corpo do Senhor!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Acontece que nenhuma l\u00f3gica humana \u00e9 maior do que o milagre da pr\u00f3pria vida. Se Jesus, redentor e restaurador da maior obra divina, se sua miss\u00e3o era justamente nos devolver a gra\u00e7a, reatar a plenitude da vida, a morte n\u00e3o poderia ter efeito sobre Ele, nunca, jamais! Mesmo que n\u00e3o houvesse a crucifica\u00e7\u00e3o, que sua morte viesse naturalmente como a qualquer ser vivo, mesmo que os anjos o resgatassem milagrosamente desse vale de l\u00e1grimas, se n\u00e3o houvesse a ressurrei\u00e7\u00e3o, seria v\u00e3 nossa f\u00e9. Conclus\u00e3o l\u00f3gica e bem amadurecida no testemunho do ap\u00f3stolo que conheceu Jesus em sua vida ressurrecta, em uma estrada de Damasco. Quem lhe revelou tamanha ci\u00eancia teol\u00f3gica sen\u00e3o o Cristo em pessoa? Como explicar seu ardor mission\u00e1rio, sua entrega total e incondicional \u00e0 doutrina que lhe foi revelada?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas as provas que o mundo exige v\u00e3o al\u00e9m da realidade que limita nossa compreens\u00e3o. Est\u00e3o l\u00e1, aos r\u00eas do ch\u00e3o de um t\u00famulo emprestado, usado provisoriamente, mas capaz de abrigar as evid\u00eancias de um milagre imensur\u00e1vel. S\u00e3o panos ensanguentados, sujos e impregnados de muito suor e l\u00e1grimas, que por certo verteram dos olhos de sua m\u00e3e, naquele colo di\u00e1fano, naquela despedida de piedade. S\u00e3o \u201cas faixas de linho deitadas no ch\u00e3o e o pano que tinha estado sobre a cabe\u00e7a de Jesus, n\u00e3o posto com as faixas, mas enrolado num lugar \u00e0 parte\u201d (Jo 20, 6-7), Quem os enrolou? Por que? Mais um enigma para nossa f\u00e9 pequena. Seria esse o Sud\u00e1rio de Turim, a famosa pe\u00e7a motivo de estudos, venera\u00e7\u00e3o e revela\u00e7\u00f5es minuciosas da imagem de um homem crucificado? O milenar pano de linho sobre o qual a ci\u00eancia humana tem se debru\u00e7ado com avidez e curiosidade, mas sem explica\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas para os mist\u00e9rios ali ocultos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como vemos, os mist\u00e9rios da f\u00e9 crist\u00e3 ultrapassam qualquer l\u00f3gica da precavida sabedoria humana. Mas o ap\u00f3stolo dos gentios e pag\u00e3os tem sempre uma palavra\u00a0 de \u00e2nimo para nossas incertezas: \u201cAspirai \u00e0s coisas celestes e n\u00e3o \u00e0s coisas terrestres\u201d. Perder-se no emaranhado das coisas fal\u00edveis e perec\u00edveis \u00e9 f\u00e1cil, mas abandonar-se na esperan\u00e7a de uma vida imorredoura, uma f\u00e9 perene e imortal \u00e9 muito melhor. N\u00e3o deixe que a d\u00favida tamb\u00e9m lhe roube a alma, al\u00e9m do corpo jogado na geena&#8230; O t\u00famulo vazio de Jerusal\u00e9m nos diz tudo isso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 mais f\u00e1cil acreditar na hip\u00f3tese de um roubo, uma malandragem qualquer, do que na possibilidade de um milagre. Foi essa a primeira rea\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos diante do t\u00famulo vazio onde horas antes haviam depositado o corpo do Senhor. Profanaram seu t\u00famulo, roubaram seu corpo. 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