{"id":87768,"date":"2024-03-24T09:01:25","date_gmt":"2024-03-24T12:01:25","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=87768"},"modified":"2024-03-25T16:03:58","modified_gmt":"2024-03-25T19:03:58","slug":"domingo-de-ramos-ou-da-paixao-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/domingo-de-ramos-ou-da-paixao-do-senhor\/","title":{"rendered":"Domingo de Ramos ou da Paix\u00e3o do Senhor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Jesus, entrando em Jerusal\u00e9m, \u00e9 ovacionado, no entanto, Ele mesmo, se comovendo, chora sobre a cidade prof\u00e9tica (a sua), da qual, n\u00e3o ficar\u00e1 pedra sobre pedra.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, n\u00e3o seria tanto de escrever, mas de ficar estarrecido, por um lado e de religiosamente impactado, diante da grandeza da vida e da paix\u00e3o do Senhor. Vejamos: 1.1- Ele \u00e9 tra\u00eddo por um dos seus disc\u00edpulos, julgado pifiamente pelos homens do templo ou do sistema religioso de ent\u00e3o, e, executado pelo poder dominante: o romano. Para estes, o lema era: \u201c<em>Fiat justitia etsi pereat mundus<\/em>\u201d (Fa\u00e7a-se justi\u00e7a, mesmo que pere\u00e7a o mundo). Mas, no caso, onde, se deveria admitir: \u201c<em>Justitia semper suprema lex esto<\/em>\u201d, infelizmente, aconteceu o contr\u00e1rio, se tornou a suprema injusti\u00e7a. Como? Fizeram Jesus carregar a cruz para o Calv\u00e1rio. Inocentemente, trocando-O por um assassino, no caso, Barrab\u00e1s. Tra\u00eddo por Judas (um dos ap\u00f3stolos). Como? Mediante um sinal. Qual? O do beijo. Gesto convencional de amor e de respeito, de gratid\u00e3o, no caso, infelizmente \u2013 da pior trai\u00e7\u00e3o. Repito: vergonhosamente, tra\u00eddo por Judas e imitado pelos demais, chegando um mesmo, a fugir n\u00fa (Marcos?). E Pedro? Este, despudoradamente, se envergonhou do Mestre, diante de uma inofensiva empregadinha (n\u00e3o \u00e9 bulling). E dos sumos pont\u00edfices, que direi? Grandes patifes desalmados. Contudo, a natureza gemeu de dor: o v\u00e9u do templo se rasgou de alto a baixo e muitos mortos ressuscitaram. O galo cantou, envergonhado, tr\u00eas vezes, diante da nada pat\u00e9tica atitude de Pedro, afirmando: \u201cN\u00e3o conhe\u00e7o este homem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De outro lado, vemos Jesus: calado, amoroso, com toda a sua dignidade, chegando a suar sangue, al\u00e9m de carregar uma coroa de espinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, quem est\u00e1, de fato, atr\u00e1s de tudo isto? N\u00f3s! Os pecadores de todos os tempos. N\u00f3s, os salvando, de hoje, de ontem e de sempre. Repito: o Mestre n\u00e3o acusa e nem usa seu poder. Cala. Pede ao Pai clem\u00eancia, garantindo ao ladr\u00e3o arrependido, a obten\u00e7\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o (ainda hoje estar\u00e1s comigo no Para\u00edso).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez, afirmo: diante do que vimos e ouvimos, n\u00e3o nos cabe fazer longos discursos, mas recorrer \u00e0 introspec\u00e7\u00e3o. Para a convers\u00e3o, assumindo, assim, mais e melhor nossa voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que o Domingo de Ramos ou da Paix\u00e3o nos tem a dizer, hoje? A exigir? A pergunta \u00e9 minha, a resposta \u00e9 de todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus, entrando em Jerusal\u00e9m, \u00e9 ovacionado, no entanto, Ele mesmo, se comovendo, chora sobre a cidade prof\u00e9tica (a sua), da qual, n\u00e3o ficar\u00e1 pedra sobre pedra. 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