{"id":86739,"date":"2024-01-29T10:25:44","date_gmt":"2024-01-29T13:25:44","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=86739"},"modified":"2024-01-29T12:27:52","modified_gmt":"2024-01-29T15:27:52","slug":"cinco-santos-e-beatos-viveram-o-terror-do-campo-de-exterminio-de-auschwitz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cinco-santos-e-beatos-viveram-o-terror-do-campo-de-exterminio-de-auschwitz\/","title":{"rendered":"Cinco santos e beatos viveram o terror do campo de exterm\u00ednio de Auschwitz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Hoje (27), faz 79 anos da liberta\u00e7\u00e3o do campo de concentra\u00e7\u00e3o e exterm\u00ednio nazista de Auschwitz-Birkenau, Pol\u00f4nia, onde mais de um milh\u00e3o de pessoas foram v\u00edtimas do genoc\u00eddio dirigido pelo regime nazista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre tantas pessoas que sofrearam persegui\u00e7\u00e3o, h\u00e1 cat\u00f3licos que decidiram entregar suas vidas para defender sua f\u00e9 e seus princ\u00edpios. Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de cinco santos, beatos e m\u00e1rtires que nos ensinam como ser luz em meio \u00e0 escurid\u00e3o da crueldade humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. S\u00e3o Maximiliano Kolbe<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Maximiliano Kolbe nasceu em 8 de janeiro de 1894 na cidade polonesa de Zdunska Wola, que naquele tempo estava ocupada pela R\u00fassia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estando como estudante em Roma, fundou a \u201cMil\u00edcia da Imaculada\u201d, a fim de promover o amor e o servi\u00e7o \u00e0\u00a0Virgem Maria\u00a0e a convers\u00e3o das almas a Cristo. De volta \u00e0 Pol\u00f4nia, publicou a revista mensal \u201cCavaleiro da Imaculada\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1929, fundou a primeira \u201cCidade da Imaculada\u201d, no convento franciscano de Niepokalan\u00f3w a 40 quil\u00f4metros de Vars\u00f3via. Tempos depois, ofereceu-se como volunt\u00e1rio para ir para o Jap\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retornou \u00e0 Pol\u00f4nia em plena Segunda Guerra Mundial, foi preso, libertado e preso novamente. Foi enviado ao campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz. Certo dia, um prisioneiro fugiu e, para der demonstra\u00e7\u00e3o de severidade, os alem\u00e3es escolheram 10 prisioneiros que foram condenados a morrer de fome. Entre os homens escolhidos estava o sargento Franciszek Gajowniczek, tamb\u00e9m polon\u00eas, que exclamou: \u201cMeu Deus, tenho esposa e filhos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, padre Maximiliano se ofereceu para trocar de lugar com o condenado. O padre foi levado para o subterr\u00e2neo, onde incentivou constantemente os demais presos a seguir unidos em ora\u00e7\u00e3o. Todos morreram e apenas ele ficou vivo. Ao final, aplicaram-lhe uma inje\u00e7\u00e3o letal que acabou com sua vida em 14 de agosto de 1941.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.\u00a0Santa Teresa Benedita da Cruz<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edith Stein, mais tarde irm\u00e3 Teresa Benedita da Cruz, nasceu em Breslau em 1891, cidade que pertenceu \u00e0 Alemanha e que, depois, passou para a Pol\u00f4nia. Na adolesc\u00eancia, deixou a observ\u00e2ncia da religi\u00e3o judaica de sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, chegou a ser uma brilhante estudante de fenomenologia na Universidade de Gottiengen. O fil\u00f3sofo Edmund Husserl, fundado da fenomenologia, escolheu-a como sua assistente de c\u00e1tedra em vez de Martin Heidegger, um dos pensadores e fil\u00f3sofos mais influentes do s\u00e9culo XX, que integrou o partido Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Finalmente Edith recebeu o t\u00edtulo de Filosofia da Universidade de Freiburg.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de ler, na casa de um casal de amigos, a Hist\u00f3ria da Vida, de Santa Teresa de \u00c1vila, Edith decidiu se tornar cat\u00f3lica. Buscou a ajuda de um sacerdote e foi batizada em 1922. Aos poucos, foi brotando nela a inquietude vocacional, enquanto era acompanhada por seu diretor espiritual. Em 15 de abril de 1934, tomou o h\u00e1bito carmelita em um mosterio na Holanda e tomou o nome de Teresa Benedita da Cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o nazistas na Holanda declararam todos os cat\u00f3licos-judeus como \u201cap\u00e1tridas\u201d. Um corpo militar nazista entrou no convento carmelita e levou a Teresa e Rosa, sua irm\u00e3, para o campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz, junto com milhares de judeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imediatamente, os prisioneiros foram conduzidos para a c\u00e2mara de g\u00e1s e santa Teresa Benedita da Cruz morreu em 9 de agosto de 1942, oferecendo sua vida pela salva\u00e7\u00e3o das almas, a liberta\u00e7\u00e3o do seu povo e a convers\u00e3o da Alemanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santa Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em 1998 por s\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, que lhe deu o t\u00edtulo de \u201cm\u00e1rtir do amor\u201d e, em outubro de 1999, foi declarado copadroeira da Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Beato padre Jos\u00e9 Kowalski<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Kowalski nasceu em 13 de mar\u00e7o de 1911, em Siedliska, Pol\u00f4nia, um pequeno povoado campon\u00eas. Pertenceu a uma fam\u00edlia profundamente cat\u00f3lica, por isso, foi batizado em 19 de mar\u00e7o, dia em que se celebra a festa de s\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O beato se destacava por seu servi\u00e7o, aten\u00e7\u00e3o e trabalho \u00e1rduo, assim como por sua disposi\u00e7\u00e3o para poiar os jovens e no servi\u00e7o de confiss\u00f5es. Seu zelo por aproximar mais as pessoas de Cristo chamou a aten\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito nazista, que o prendeu junto com outros onze salesianos em 23 de maio de 1941.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, apesar dos riscos, padre Jos\u00e9 realizou sua pastoral no campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz. De acordo com os testemunhos, o beato organizava a ora\u00e7\u00e3o cotidiana no campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Padre Jos\u00e9 Kowalski morreu na madrugada de 4 de julho de 1942, afogado no esgoto do campo, depois de ter sido torturado. Foi beatificado em 13 de junho de 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCom pleno conhecimento, com vontade decidida e disposta a todas as consequ\u00eancias, abra\u00e7o a doce cruz do chamado de Cristo e quero lev\u00e1-la at\u00e9 o final, at\u00e9 a morte\u201d, disse o beato, que, seguindo o chamado de Deus, se uniu \u00e0 congrega\u00e7\u00e3o salesiana em 1927.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. Serva de Deus Stanislawa Leszczynska<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leszczynska nasceu em 8 de maio de 1896, na Pol\u00f4nia, em uma fam\u00edlia cat\u00f3lica. Em 1922, anos em que as mulheres costumavam dar \u00e0 luz em suas casas, foi recebida como parteira na Universidade de Vars\u00f3via.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1916, casou-se com Bronislaw Leszczynski, com quem teve dois filhos e uma filha. Entretanto, foi separada dos homens de sua fam\u00edlia quando a Alemanha invadiu a Pol\u00f4nia em 1939.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s ser capturada pelos nazistas, foi enviada junto com sua filha para o campo de concentra\u00e7\u00e3o em Auschwitz, onde, como parte das pr\u00e1ticas dos nazistas, as mulheres que engravidavam eram mortas, pois consideravam que os beb\u00eas eram \u201cin\u00fateis\u201d e atrasavam os trabalhos das m\u00e3es no campo de concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, \u201cMutti\u201d (M\u00e3e), como apelidaram Stanislawa no campo, teve que improvisar uma \u201csala de maternidade\u201d nas barracas que se encontravam perto das caldeiras, que estavam infestadas de todos os tipos de insetos e umidade. Por\u00e9m, esse lugar se tornou a salva\u00e7\u00e3o de milhares de m\u00e3es e beb\u00eas. A profunda f\u00e9 cat\u00f3lica da parteira a levou a batizar cada rec\u00e9m-nascido com o sinal da cruz na testa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMutti\u201d esteve em Auschwitz at\u00e9 sua liberta\u00e7\u00e3o pelas tropas sovi\u00e9ticas em 27 de janeiro de 1945, morreu em 1974 e sua causa de canoniza\u00e7\u00e3o foi introduzida na diocese de Lodz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. Serva de Deus Maria Cecilia Autsch<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Cecilia Autsch, batizada como \u00c2ngela do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, nasceu em R\u00f6llecken, Alemanha, em 1900.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 26 de outubro de 1933, mesmo ano em que Adolf Hitler subiu ao poder, Maria come\u00e7ou o postulantado no convento das trinit\u00e1rias de M\u00f6tz, \u00c1ustria, pequeno povoado do Tirol austr\u00edaco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi presa pela Gestapo devido a \u201cum coment\u00e1rio que fez enquanto fazia compras para o seu convento, em que manifestou que \u2018Hitler \u00e9 um flagelo para a Europa\u2019\u201d, segundo foi revelado nos documentos incorporados \u00e0 sua causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi levada para o campo de concentra\u00e7\u00e3o de Ravensbr\u00fcck, Alemanha, e depois para o de Auschwitz, Pol\u00f4nia, onde, por ser alem\u00e3 e enfermeira, foi destinada ao dispens\u00e1rio m\u00e9dico, onde conseguiu esconder mais ra\u00e7\u00f5es de comida ou sab\u00e3o para mulheres doentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1944, a religiosa morreu depois de ser atingida por uma bomba durante um bombardeio no campo de concentra\u00e7\u00e3o, enquanto ajudava os doentes a se refugiar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje (27), faz 79 anos da liberta\u00e7\u00e3o do campo de concentra\u00e7\u00e3o e exterm\u00ednio nazista de Auschwitz-Birkenau, Pol\u00f4nia, onde mais de um milh\u00e3o de pessoas foram v\u00edtimas do genoc\u00eddio dirigido pelo regime nazista. Entre tantas pessoas que sofrearam persegui\u00e7\u00e3o, h\u00e1 cat\u00f3licos que decidiram entregar suas vidas para defender sua f\u00e9 e seus princ\u00edpios. 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