{"id":86691,"date":"2024-01-25T12:48:24","date_gmt":"2024-01-25T15:48:24","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=86691"},"modified":"2024-01-26T12:49:59","modified_gmt":"2024-01-26T15:49:59","slug":"palavra-admiravel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/palavra-admiravel\/","title":{"rendered":"Palavra admir\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Palavras, palavras e mais palavras fazem parte do cotidiano. S\u00e3o proferidas por cada um n\u00f3s, pelas pessoas que nos rodeiam e divulgadas pelos in\u00fameros meios de comunica\u00e7\u00e3o. H\u00e1 palavras ditas com sinceridade e s\u00e3o verdadeiras, outras duvidosas e maldosas. H\u00e1 palavras v\u00e3s e sem efeito, outras com forte dinamismo de transforma\u00e7\u00e3o. Se faz necess\u00e1rio um exerc\u00edcio permanente de discernimento para acolher as palavras que fazem sentido, que constroem solidariedade, fraternidade e o bem comum, daquelas que s\u00e3o destrutivas e induzem \u00e0 falsidade, ao erro, \u00e0 vingan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Palavra de Deus, deste domingo, conta que Jesus profere palavras dignas de admira\u00e7\u00e3o, que curam e libertam. (Deuteron\u00f4mio 18,15-20, Salmo 94, 1 Cor\u00edntios 7,32-35 e Marcos 1,21-28). Jesus est\u00e1 no come\u00e7o da vida p\u00fablica de pregador. Inicia na sinagoga de Cafarnaum e sua fama se espalha rapidamente. \u201cTodos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, n\u00e3o como os mestres da Lei. [&#8230;] O que \u00e9 isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda at\u00e9 nos esp\u00edritos maus, e eles obedecem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os evangelistas registram que Jesus ocupava a maior parte do seu tempo ensinando. Ensinar \u00e9 pr\u00f3prio de quem \u00e9 mestre. Diversas vezes se faz o registro que ensinava, mas n\u00e3o \u00e9 dito o conte\u00fado do ensino. Diante disso, \u00e9 melhor estar pr\u00f3ximo ao Mestre e percorrer com ele a estrada por ele escolhida: somente assim ser\u00e1 poss\u00edvel assimilar a sua mensagem. Podemos dizer que o conte\u00fado \u00e9 sua pr\u00f3pria pessoa de Jesus a ser acolhida e seguida, como fizeram os primeiros disc\u00edpulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se algumas vezes falta o conte\u00fado do ensinamento de Jesus, mas n\u00e3o falta o efeito que as palavras dele produzem. Os ouvintes s\u00e3o atingidos com as palavras que escutam e t\u00eam diversas rea\u00e7\u00f5es. Ficam admirados com as palavras porque s\u00e3o ditas com autoridade. Sua palavra se imp\u00f5e por libertar a intelig\u00eancia trazendo-a \u00e0 luz, aquecer o cora\u00e7\u00e3o, revigorar a vida. \u00c9 uma palavra potente porque cria, cura e renova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O resultado final que os ensinamentos de Jesus querem atingir \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o do mal. Na sinagoga onde Jesus anunciava havia um homem \u201cpossu\u00eddo por esp\u00edrito mau. Ele gritou: \u201cQue queres de n\u00f3s, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu \u00e9s: tu \u00e9s o Santo de Deus\u201d. Jesus o intimou: \u201cCala-te e sai dele!\u201d. A palavra poderosa de Jesus contra o \u201cesp\u00edrito mau\u201d ser\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o constante na luta para passar da escravid\u00e3o para a liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cO mal no homem s\u00e3o as suas v\u00e1rias aliena\u00e7\u00f5es, nas quais ele n\u00e3o \u00e9 aquele que deveria ser; e \u00e9 dependente. O homem \u00e9 alienado quando n\u00e3o realiza a si mesmo, porque n\u00e3o est\u00e1 em harmonia com os outros ou consigo mesmo ou com as coisas, tornando-se escravo. O mal, ent\u00e3o, \u00e9 uma pot\u00eancia, que domina e subjuga o homem. [.. ] O esp\u00edrito do mal expressa-se e encarna-se nas v\u00e1rias estruturas ou c\u00edrculos da sociedade e a n\u00edvel pessoal. [&#8230;] No campo econ\u00f4mico, temos a explora\u00e7\u00e3o dos pobres; no social, verificamos o privil\u00e9gio de uma classe sobre outra; no \u201cpol\u00edtico\u201d encontramos o poder que domina as pessoas reduzindo-as a objetos [&#8230;]; no cultural, encontramos as v\u00e1rias \u201cideologias\u201d [&#8230;] Chega-se, assim, a um sistema de males que contagia e condiciona todos os homens e que, por sua vez, \u00e9 alimentado por eles: esse \u00e9 o \u201cpecado do mundo\u201d do qual prov\u00e9m o mal do homem. Jesus se engaja na luta contra o mal, antes de tudo, com o poder de sua palavra\u201d. ( T.BECK e outros: Uma comunidade l\u00ea o Evangelho de Marcos, p. 73-74). Diante disso, ser\u00e1 importante conservar a admira\u00e7\u00e3o pela palavra admir\u00e1vel de Jesus e sobretudo pela sua pessoa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Palavras, palavras e mais palavras fazem parte do cotidiano. S\u00e3o proferidas por cada um n\u00f3s, pelas pessoas que nos rodeiam e divulgadas pelos in\u00fameros meios de comunica\u00e7\u00e3o. H\u00e1 palavras ditas com sinceridade e s\u00e3o verdadeiras, outras duvidosas e maldosas. H\u00e1 palavras v\u00e3s e sem efeito, outras com forte dinamismo de transforma\u00e7\u00e3o. Se faz necess\u00e1rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":55821,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-86691","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86691"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86691\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":86693,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86691\/revisions\/86693"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}