{"id":86139,"date":"2023-12-18T11:44:26","date_gmt":"2023-12-18T14:44:26","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=86139"},"modified":"2023-12-18T11:44:26","modified_gmt":"2023-12-18T14:44:26","slug":"a-beleza-epifanica-de-um-beijo-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-beleza-epifanica-de-um-beijo-de-deus\/","title":{"rendered":"A beleza epif\u00e2nica de um beijo de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"subtitle\">\u00c0s vezes, recebemos muito mais do que merecemos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 muitos anos, quando vivia no interior da Inglaterra, experimentei um nascer do sol muito especial, que me pareceu ser um beijo de Deus. Est\u00e1vamos no meio do ver\u00e3o. Nessa \u00e9poca do ano, na Inglaterra, o sol nasce antes das 5h da manh\u00e3 e come\u00e7a a clarear algum tempo antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu n\u00e3o consegui dormir. A manh\u00e3 estava apenas come\u00e7ando a surgir. A escurid\u00e3o deu lugar ao crep\u00fasculo. Decidi levantar-me e cumprimentar o amanhecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A casa em que eu morava ficava voltada para os campos. Nem os p\u00e1ssaros ainda tinham se levantado e o coro da madrugada ainda estava para come\u00e7ar. O sil\u00eancio aquietou a alma. Nada se agitava, exceto a brisa mais suave cantando suavemente na grama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 medida que o crep\u00fasculo se transformava na primeira sugest\u00e3o de luz do dia, olhei para o c\u00e9u. As poucas nuvens agrupadas no cinza carregado de escurid\u00e3o da noite tornaram-se rosadas. Era como se o pr\u00f3prio c\u00e9u estivesse cheio de brasas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, o sol nasceu acima do horizonte. Era um disco de neve pura. Isso me fez lembrar da\u00a0eleva\u00e7\u00e3o da h\u00f3stia\u00a0na Santa Missa. Cristo estava ressuscitando com o dia. A ressurrei\u00e7\u00e3o da luz. Olhei em adora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o para o sol em si, mas para o Filho que nos d\u00e1 o sol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto eu olhava para o esplendor nevado a olho nu, o disco ficou vermelho e o c\u00e9u sangrou vermelho em toda a extens\u00e3o panor\u00e2mica dos c\u00e9us. O Corpo de Cristo foi unido ao Sangue de Cristo! E ent\u00e3o o sol ficou dourado e tive que desviar o olhar de sua gl\u00f3ria ofuscante. Como se fosse uma deixa, os p\u00e1ssaros come\u00e7aram a cantar seu coro matinal em louvor ao dia rec\u00e9m-nascido e era poss\u00edvel imaginar os anjos cantando com eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parecia haver apenas uma maneira de agradecer a Deus por esse beijo epif\u00e2nico de beleza. Destilando a mem\u00f3ria ainda fresca em versos, escrevi um poema em agradecimento \u00e0 gl\u00f3ria do presente milagroso que recebi. O poema n\u00e3o \u00e9 digno de tal b\u00ean\u00e7\u00e3o, nem eu. Recebemos muito mais do que merecemos. Deus seja louvado!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s vezes, recebemos muito mais do que merecemos H\u00e1 muitos anos, quando vivia no interior da Inglaterra, experimentei um nascer do sol muito especial, que me pareceu ser um beijo de Deus. Est\u00e1vamos no meio do ver\u00e3o. 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