{"id":85563,"date":"2023-11-17T09:05:51","date_gmt":"2023-11-17T12:05:51","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=85563"},"modified":"2023-11-21T13:06:51","modified_gmt":"2023-11-21T16:06:51","slug":"deus-confia-em-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/deus-confia-em-nos\/","title":{"rendered":"Deus confia em n\u00f3s!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Palavra de Deus, do pen\u00faltimo domingo do Ano Lit\u00fargico, (Prov\u00e9rbios 31, Salmo 127, 1 Tessalonicenses 5,1-6 e Mateus 25,14-30) convida \u00e0 vigil\u00e2ncia e \u00e0 responsabilidade enquanto esperamos a volta do Senhor. O tema da vigil\u00e2ncia, da volta do Senhor, do ju\u00edzo divino est\u00e1 presente nos \u00faltimos domingos do ano lit\u00fargico. Atrav\u00e9s da par\u00e1bola dos talentos Jesus conduz o ensinamento aos seus disc\u00edpulos. O \u201ctalento\u201d era uma antiga moeda e tamb\u00e9m um peso romano de grande valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um prov\u00e9rbio popular diz: \u201cquem n\u00e3o arrisca n\u00e3o petisca\u201d. Quem n\u00e3o \u00e9 ousado, n\u00e3o age e n\u00e3o corre riscos perde a oportunidade de alcan\u00e7ar o que deseja. Correr riscos \u00e9 da natureza humana, pois estimula a curiosidade, prop\u00f5e \u00e0 aventura, alimenta o gosto por descobertas. Arriscar-se \u00e9 a atitude positiva que se op\u00f5e \u00e0 acomoda\u00e7\u00e3o e ao imobilismo. A par\u00e1bola dos talentos revela que o primeiro que se arrisca \u00e9 Deus. Cria o homem com liberdade, com iniciativa e deseja fazer alian\u00e7a com ele. Confia ao homem grandes valores na esperan\u00e7a de v\u00ea-los multiplicados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A par\u00e1bola come\u00e7a contando a hist\u00f3ria de um \u201chomem\u201d que viaja para o estrangeiro. A caracter\u00edstica deste homem \u00e9 ter confian\u00e7a nas pessoas e por isso lhes confia a administra\u00e7\u00e3o dos bens. Arrisca acreditando que os administradores seriam capazes de multiplicarem o que receberam. A distribui\u00e7\u00e3o dos bens \u00e9 diferenciada e o motivo \u00e9 que \u201ccada um recebeu de acordo com a sua capacidade\u201d. Isto revela que ele conhece bem seus empregados e \u00e9 respeitoso com as suas capacidades. H\u00e1 um respeito com a pessoa. Nem todos podem suportar a mesma carga, nem todos t\u00eam a mesma for\u00e7a para administrar situa\u00e7\u00f5es complexas e adversas. Quando se sobrecarrega algu\u00e9m com algo que n\u00e3o suporta, pode cair em depress\u00e3o, ficar desorientado e cansar sob a responsabilidade que foi lhe confiada. Deus conhece as condi\u00e7\u00f5es de cada um e por isso confia e espera de acordo com as possibilidades individuais. Na par\u00e1bola a pessoa est\u00e1 no centro do interesse e n\u00e3o o talento que lhe \u00e9 confiado. Ela t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de exprimir-se ao m\u00e1ximo e da melhor forma. Quando os empregados vem prestar contas fica evidente que s\u00e3o tratados conforme o que lhes foi confiado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A par\u00e1bola continua contando que \u201cdepois de muito tempo\u201d o homem, agora denominado patr\u00e3o, volta e pede contas. Os dois primeiros se empenharam na administra\u00e7\u00e3o dos talentos recebidos e se apresentam com o resultado. Ambos s\u00e3o elogiados da mesma forma: \u201cMuito bem, servo bom e fiel\u201d. N\u00e3o s\u00e3o elogiados pela capacidade de empreendedorismo, mas pela bondade e fidelidade. Isto aumenta a confian\u00e7a do patr\u00e3o neles que lhes confia mais e faz um convite: \u201cVem participar da minha alegria\u201d. O terceiro preferiu \u201ccavar um buraco na terra, e escondeu o dinheiro\u201d. No di\u00e1logo come\u00e7a atacando. \u201cSenhor, sei que \u00e9s um homem severo, pois colhes onde n\u00e3o plantaste e ceifas onde n\u00e3o semeaste\u201d. Acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o corresponde com a verdade. Ele havia recebido o talento, tinha tempo para us\u00e1-lo. Mas o sentimento de medo o fez paralisar e bloquear as poss\u00edveis iniciativas. A resposta do patr\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 negativa e dura: \u201cservo mau e pregui\u00e7oso!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quais s\u00e3o os talentos que Deus confiou aos disc\u00edpulos e hoje a n\u00f3s? A t\u00edtulo de exemplo: a Palavra de Deus, o Batismo, a Eucaristia, a ora\u00e7\u00e3o do Pai-Nosso, o seu perd\u00e3o, o convite para uma vida fraterna. Em s\u00edntese, foi-nos confiado o Reino de Deus, que \u00e9 Ele mesmo, presente e vivo no meio de n\u00f3s. Este conjunto de bens espirituais que Deus confia aos homens revela a confian\u00e7a nas suas criaturas, na esperan\u00e7a de torn\u00e1-los \u201cbons e fi\u00e9is\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Palavra de Deus, do pen\u00faltimo domingo do Ano Lit\u00fargico, (Prov\u00e9rbios 31, Salmo 127, 1 Tessalonicenses 5,1-6 e Mateus 25,14-30) convida \u00e0 vigil\u00e2ncia e \u00e0 responsabilidade enquanto esperamos a volta do Senhor. O tema da vigil\u00e2ncia, da volta do Senhor, do ju\u00edzo divino est\u00e1 presente nos \u00faltimos domingos do ano lit\u00fargico. 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