{"id":85423,"date":"2023-11-14T09:03:48","date_gmt":"2023-11-14T12:03:48","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=85423"},"modified":"2023-11-14T16:06:09","modified_gmt":"2023-11-14T19:06:09","slug":"no-brasil-projetos-para-migrantes-priorizam-cuidados-com-a-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/no-brasil-projetos-para-migrantes-priorizam-cuidados-com-a-saude-mental\/","title":{"rendered":"No Brasil, projetos para migrantes priorizam cuidados com a sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Religiosas e sacerdotes da Fam\u00edlia Scalabriniana, juntamente com psic\u00f3logos e psiquiatras, apoiam iniciativas para auxiliar quem est\u00e1 passando pelo dif\u00edcil processo de adapta\u00e7\u00e3o a um novo pa\u00eds. Mais do que patologias, o foco do tratamento \u00e9 a dor e o desespero diante da incerteza de conquistar uma autonomia na vida.<\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-2.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"Martha Mar\u00eda Gavil\u00e1n, cubana, trabalhou em v\u00e1rios empregos no Brasil, como gar\u00e7onete em um hotel, instaladora el\u00e9trica e assistente de loja. A sua estabilidade emocional foi fundamental para encontrar um emprego\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-2.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Martha Mar\u00eda Gavil\u00e1n, cubana, trabalhou em v\u00e1rios empregos no Brasil, como gar\u00e7onete em um hotel, instaladora el\u00e9trica e assistente de loja. A sua estabilidade emocional foi fundamental para encontrar um emprego<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Felipe Herrera-Espaliat, enviado do Vatican News ao Brasil<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior dor de Martha Mar\u00eda Gavil\u00e1n, quando emigrou de Cuba em 2018, n\u00e3o foi aquela de deixar sua terra natal e a sua fam\u00edlia. Tampouco foi a intermin\u00e1vel viagem de avi\u00e3o e por terra que a levou a S\u00e3o Paulo, no Brasil, a 6.500 quil\u00f4metros de Havana. O maior sofrimento para essa professora foi encontrar-se aos 47 anos de idade sem futuro, ap\u00f3s ter chegado \u00e0 megal\u00f3pole com seu filho. Ela gostaria de ter se estabelecido na Argentina ou no Uruguai, mas as suas poucas economias desapareceram t\u00e3o rapidamente que &#8211; algo inimagin\u00e1vel para ela &#8211; foi obrigada a procurar abrigo. Foi assim que, em uma noite, ela se viu na porta da Casa do Migrante Miss\u00e3o Paz, uma institui\u00e7\u00e3o administrada pelos mission\u00e1rios scalabrinianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Passei tr\u00eas dias no meu quarto chorando e chorando, porque era o fim do mundo pra mim&#8221;, conta ela. Mas logo em seguida a sua tristeza se transformou em esperan\u00e7a. Na\u00a0<b><a href=\"https:\/\/missaonspaz.org\/quem-somos\/\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Miss\u00e3o Paz<\/a><\/b>, deram aulas de portugu\u00eas, ajudaram com a documenta\u00e7\u00e3o para obter resid\u00eancia no Brasil e conseguiram um primeiro emprego como gar\u00e7onete em um hotel internacional. Mais tarde, ela teve v\u00e1rios empregos: gerente de limpeza em um centro de eventos, instaladora de linhas el\u00e9tricas e hoje \u00e9 vendedora em uma conhecida rede de roupas. Mas foi o apoio psicol\u00f3gico que recebeu que marcou para ela um antes e um depois, porque lhe deu as ferramentas para superar todos os obst\u00e1culos do dif\u00edcil processo de adapta\u00e7\u00e3o que os migrantes geralmente enfrentam e que dura, em m\u00e9dia, dois anos.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-3.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"O filho mais novo de Martha Mar\u00eda Gavil\u00e1n acaba de chegar em S\u00e3o Paulo, vindo de Cuba. A experi\u00eancia da sua m\u00e3e o ajudar\u00e1 no processo de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova cultura vivida pelos migrantes (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-3.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">O filho mais novo de Martha Mar\u00eda Gavil\u00e1n acaba de chegar em S\u00e3o Paulo, vindo de Cuba. A experi\u00eancia da sua m\u00e3e o ajudar\u00e1 no processo de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova cultura vivida pelos migrantes (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Uma terapia psicol\u00f3gica focada<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a psic\u00f3loga da Miss\u00e3o Paz, Berenice Young, a chegada ao destino escolhido \u00e9 o momento mais cr\u00edtico para os migrantes, porque os obriga a se fazer uma s\u00e9rie de perguntas que n\u00e3o t\u00eam resposta imediata. &#8220;Eles t\u00eam que aprender uma nova l\u00edngua, se orientar na cidade, saber como funciona o Estado brasileiro, quais s\u00e3o as exig\u00eancias e os documentos, t\u00eam que entender como sobreviver nesses primeiros dias, se v\u00e3o conseguir trabalhar&#8221;, diz a profissional que coordena um programa de apoio psicol\u00f3gico aos rec\u00e9m-chegados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma terapia de curta dura\u00e7\u00e3o, de cerca de doze sess\u00f5es em tr\u00eas meses, tempo suficiente para entender a si mesmo e para compreender a din\u00e2mica de adapta\u00e7\u00e3o a uma nova sociedade. Isso evita que a instabilidade inicial os leve ao desespero e ao desejo de retornar ao pa\u00eds de origem quando sentirem que n\u00e3o podem ser aut\u00f4nomos. Berenice Young garante que interven\u00e7\u00f5es desse tipo s\u00e3o muito eficazes, embora haja uma pequena porcentagem que entra em depress\u00e3o ou manifesta problemas psicossom\u00e1ticos. Essas pessoas s\u00e3o enviadas a centros de sa\u00fade especializados em migrantes, onde recebem um tratamento mais prolongado.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"Berenice Young, psic\u00f3loga da Miss\u00e3o Paz, administra um programa de acompanhamento para migrantes rec\u00e9m-chegados para ajud\u00e1-los a entender a din\u00e2mica de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova sociedade (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-4.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Berenice Young, psic\u00f3loga da Miss\u00e3o Paz, administra um programa de acompanhamento para migrantes rec\u00e9m-chegados para ajud\u00e1-los a entender a din\u00e2mica de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova sociedade (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>O desgaste psicol\u00f3gico e a s\u00edndrome de Ulisses<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vis\u00e3o muito semelhante \u00e9 a do diretor audiovisual e cantor de rap Narrador Kanhanga, que em Porto Alegre lidera uma associa\u00e7\u00e3o de mais de 1.500 fam\u00edlias angolanas que vivem no estado do Rio Grande do Sul. Ele se estabeleceu l\u00e1 em 2005 e, como muitos de seus compatriotas, tamb\u00e9m enfrentou o desgaste psicol\u00f3gico da integra\u00e7\u00e3o. Por isso, hoje colabora para facilitar a inser\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho dos que chegam e para reduzir os problemas de obten\u00e7\u00e3o de documentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O migrante, quando decide deixar seu pa\u00eds, j\u00e1 sabe mais ou menos o que ter\u00e1 de enfrentar antes de chegar a um novo pa\u00eds. Mas o que n\u00e3o sabe \u00e9 o que o espera quando chega, quem estar\u00e1 l\u00e1 esperando por ele, quem ser\u00e3o as pessoas que poder\u00e3o ajud\u00e1-lo, e isso cria um trauma, um conflito muito grande na sa\u00fade mental&#8221;, explica o angolano.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-5.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"Narrador Kanhanga (ao centro, de camisa preta com listras cinzas) deixou a Angola h\u00e1 18 anos e se estabeleceu no Brasil. Hoje trabalha com outros especialistas para responder de forma eficaz aos desafios enfrentados pelos migrantes (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-5.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Narrador Kanhanga (ao centro, de camisa preta com listras cinzas) deixou a Angola h\u00e1 18 anos e se estabeleceu no Brasil. Hoje trabalha com outros especialistas para responder de forma eficaz aos desafios enfrentados pelos migrantes (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O psic\u00f3logo Rodrigo Lages e Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, reconhece nesses sintomas a chamada s\u00edndrome de Ulisses, um quadro de mal-estar emocional produzido por um forte sentimento de desenraizamento, de n\u00e3o pertencimento ao local onde se instalou. &#8220;Vemos pessoas que, depois de enfrentar tantas dificuldades durante a viagem, chegam tentando reconstruir suas vidas e esperando encontrar mais facilidades, mas o que encontram s\u00e3o novas dificuldades&#8221;, observa o acad\u00eamico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o especialista, isso se deve principalmente \u00e0s limita\u00e7\u00f5es que os migrantes t\u00eam para se mudar para uma nova cidade, obter moradia, adaptar-se aos sistemas de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Ele reconhece com tristeza que atitudes de racismo e xenofobia infelizmente tamb\u00e9m persistem no Brasil.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-6.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"O psic\u00f3logo Rodrigo Lages e Silva (ao centro da foto) explica que as dificuldades que os migrantes enfrentam para se integrar podem produzir um sentimento de desenraizamento e um profundo mal-estar emocional (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-6.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">O psic\u00f3logo Rodrigo Lages e Silva (ao centro da foto) explica que as dificuldades que os migrantes enfrentam para se integrar podem produzir um sentimento de desenraizamento e um profundo mal-estar emocional (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>O trabalho na Cibai em Porto Alegre<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kanhanga e Rodrigo Lages e Silva fazem parte da vasta rede de institui\u00e7\u00f5es que colaboram com o\u00a0<b><a href=\"https:\/\/twitter.com\/MMigracoes\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Cibai, o Centro \u00cdtalo-Brasileiro de Assist\u00eancia e Instru\u00e7\u00e3o das Migra\u00e7\u00f5es<\/a><\/b>. Essa institui\u00e7\u00e3o dos religiosos scalabrinianos foi fundada em Porto Alegre em 1958 para acolher os imigrantes italianos que chegavam \u00e0 regi\u00e3o sul do Brasil. Mas, no decorrer da hist\u00f3ria, os locais de partida das ondas migrat\u00f3rias mudaram e, de fato, pessoas de at\u00e9 52 nacionalidades foram atendidas no Cibai. Hoje, a maioria vem da Venezuela, Haiti, Senegal e Angola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor do Cibai, Padre Adelmar Barilli, lidera um modelo de resposta integral aos migrantes, concentrando-se especialmente naqueles que acabaram de chegar, para que nenhuma de suas necessidades mais urgentes seja ignorada: roupas, comida, abrigo, idioma, trabalho, apoio psicol\u00f3gico, etc. &#8220;N\u00e3o faria sentido fornecer s\u00f3 abrigo, s\u00f3 comida ou s\u00f3 documentos. Tentamos oferecer uma assist\u00eancia completa ao migrante&#8221;, ressalta. O sacerdote observa que a demora em se estabelecer no novo pa\u00eds pode levar a um aumento nos problemas de sa\u00fade mental, como acontece no norte do Brasil, na regi\u00e3o de Boa Vista. L\u00e1, os venezuelanos, depois de cruzarem a fronteira, \u00e0s vezes ficam at\u00e9 dois anos antes de se mudarem para outra regi\u00e3o para come\u00e7ar uma vida mais est\u00e1vel.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-7.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"O padre Adelmar Barilli (\u00e0 direita) reitera que o acolhimento aos migrantes precisa de aten\u00e7\u00e3o integral. Todos os dias ele recebe dezenas de pessoas na Cibai, em Porto Alegre (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-7.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">O padre Adelmar Barilli (\u00e0 direita) reitera que o acolhimento aos migrantes precisa de aten\u00e7\u00e3o integral. Todos os dias ele recebe dezenas de pessoas na Cibai, em Porto Alegre (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>A efic\u00e1cia da &#8220;teleassist\u00eancia&#8221; psicol\u00f3gica<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m em Porto Alegre, as irm\u00e3s scalabrinianas se dedicam totalmente \u00e0 causa dos migrantes. De fato, h\u00e1 23 anos elas t\u00eam um escrit\u00f3rio na esta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria que atende linhas interestaduais e internacionais, para entrar em contato com as pessoas desde o primeiro momento em que chegam naquela nova terra. Eles tamb\u00e9m administram quatro centros de sa\u00fade em diferentes pontos da cidade de um milh\u00e3o e meio de habitantes. A partir dali, implementam o programa &#8220;Legame&#8221;, um sistema eficaz de &#8220;teleassist\u00eancia&#8221;, gratuito e confidencial para aqueles que precisam de apoio psicol\u00f3gico, voltado mais para lidar com o sofrimento da migra\u00e7\u00e3o do que com problemas mentais.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-8.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"A Ir. Jakeline Danetti (\u00e0 esquerda), mission\u00e1ria scalabriniana, \u00e9 membro do &quot;Legame&quot;, um programa inovador de aten\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica telem\u00e1tica que acompanha os migrantes em fase de integra\u00e7\u00e3o no Brasil (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-8.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">A Ir. Jakeline Danetti (\u00e0 esquerda), mission\u00e1ria scalabriniana, \u00e9 membro do &#8220;Legame&#8221;, um programa inovador de aten\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica telem\u00e1tica que acompanha os migrantes em fase de integra\u00e7\u00e3o no Brasil (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Fornecemos a eles uma linha telef\u00f4nica para que possam ligar para profissionais de sa\u00fade mental, tanto psic\u00f3logos quanto psiquiatras, dos quais recebem apoio semanal, quinzenal ou mensal, de acordo com as necessidades de cada um&#8221;, explica a Irm\u00e3 Jakeline Danetti. Se esse suporte telem\u00e1tico n\u00e3o for suficiente, s\u00e3o encaminhados para tratamento terap\u00eautico presencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A grande fam\u00edlia de irm\u00e3s e padres scalabrinianos tamb\u00e9m trabalha em estreito contato com \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e organiza\u00e7\u00f5es civis no Brasil, criando redes de coopera\u00e7\u00e3o multidisciplinares que garantem que os migrantes sejam cada vez mais acolhidos, protegidos, promovidos e integrados \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Reportagem realizada em colabora\u00e7\u00e3o com o\u00a0<\/i><a href=\"https:\/\/www.globalsolidarityfund.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Global Solidarity Fund<\/a><\/b>.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-8.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"As irm\u00e3s scalabrinianas t\u00eam um escrit\u00f3rio na esta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria de Porto Alegre, onde recebem os migrantes desde o primeiro momento em que chegam ao Brasil (Giovanni Culmone\/Fundo Global de Solidariedade)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-8.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">As irm\u00e3s scalabrinianas t\u00eam um escrit\u00f3rio na esta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria de Porto Alegre, onde recebem os migrantes desde o primeiro momento em que chegam ao Brasil (Giovanni Culmone\/Fundo Global de Solidariedade)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-10.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"Tanto na Miss\u00e3o Paz, em S\u00e3o Paulo, quanto no Cibai, em Porto Alegre, os migrantes t\u00eam acesso a cursos gratuitos de portugu\u00eas para superar a primeira barreira \u00e0 integra\u00e7\u00e3o: o idioma (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-10.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Tanto na Miss\u00e3o Paz, em S\u00e3o Paulo, quanto no Cibai, em Porto Alegre, os migrantes t\u00eam acesso a cursos gratuitos de portugu\u00eas para superar a primeira barreira \u00e0 integra\u00e7\u00e3o: o idioma (Giovanni Culmone\/Global Solidarity Fund)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-11.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"Desde a funda\u00e7\u00e3o em 1958, o Centro \u00cdtalo-Brasileiro de Assist\u00eancia e Instru\u00e7\u00e3o das Migra\u00e7\u00f5es (Cibai) j\u00e1 atendeu mais de 46 mil pessoas de 52 pa\u00edses (Giovanni Culmone\/Fundo Global de Solidariedade)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-11.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Desde a funda\u00e7\u00e3o em 1958, o Centro \u00cdtalo-Brasileiro de Assist\u00eancia e Instru\u00e7\u00e3o das Migra\u00e7\u00f5es (Cibai) j\u00e1 atendeu mais de 46 mil pessoas de 52 pa\u00edses (Giovanni Culmone\/Fundo Global de Solidariedade)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure style=\"text-align: justify;\"><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-12.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"O apoio psicol\u00f3gico \u00e9 uma prioridade para dar aten\u00e7\u00e3o integral aos migrantes. As religiosas e os padres da Fam\u00edlia Scalabriniana coordenam programas que apoiam o complexo processo de adapta\u00e7\u00e3o a uma nova cultura (Giovanni Culmone\/Fundo Global de Solidariedade)\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/11\/02\/GSF-BRASIL-II---MIGRANTI-12.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\" style=\"text-align: justify;\">O apoio psicol\u00f3gico \u00e9 uma prioridade para dar aten\u00e7\u00e3o integral aos migrantes. As religiosas e os padres da Fam\u00edlia Scalabriniana coordenam programas que apoiam o complexo processo de adapta\u00e7\u00e3o a uma nova cultura (Giovanni Culmone\/Fundo Global de Solidariedade)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Religiosas e sacerdotes da Fam\u00edlia Scalabriniana, juntamente com psic\u00f3logos e psiquiatras, apoiam iniciativas para auxiliar quem est\u00e1 passando pelo dif\u00edcil processo de adapta\u00e7\u00e3o a um novo pa\u00eds. Mais do que patologias, o foco do tratamento \u00e9 a dor e o desespero diante da incerteza de conquistar uma autonomia na vida. Martha Mar\u00eda Gavil\u00e1n, cubana, trabalhou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":85424,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-85423","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85423"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85423\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85426,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85423\/revisions\/85426"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}