{"id":85262,"date":"2023-11-09T09:58:46","date_gmt":"2023-11-09T12:58:46","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=85262"},"modified":"2023-11-09T11:00:11","modified_gmt":"2023-11-09T14:00:11","slug":"as-pessoas-transexuais-podem-receber-o-batismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-pessoas-transexuais-podem-receber-o-batismo\/","title":{"rendered":"As pessoas transexuais podem receber o Batismo"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro\u00a0<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta \" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Um documento do Dicast\u00e9rio para a Doutrina da F\u00e9, assinado pelo Prefeito Fernand\u00e9z e aprovado pelo Papa na audi\u00eancia de 31 de outubro, expressa uma opini\u00e3o positiva se n\u00e3o se cria esc\u00e2ndalo entre os fi\u00e9is. Nada impede que sejam testemunhas em um casamento. Sim ao batismo de filhos de casais homossexuais, mesmo que nascidos do \u00fatero de aluguel.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas transexuais, mesmo que tenham sido submetidas a tratamento hormonal ou cirurgia de mudan\u00e7a de sexo, podem receber o batismo &#8220;se n\u00e3o houver situa\u00e7\u00f5es em que haja risco de gerar esc\u00e2ndalo p\u00fablico ou desorienta\u00e7\u00e3o entre os fi\u00e9is&#8221;. E os filhos de casais homossexuais devem ser batizados mesmo que tenham nascido de \u00fatero de aluguel, desde que haja uma esperan\u00e7a bem fundamentada de que eles ser\u00e3o educados na f\u00e9 cat\u00f3lica. \u00c9 quanto afirma o Dicast\u00e9rio para a Doutrina da F\u00e9 em uma resposta assinada pelo prefeito Victor Manuel Fernand\u00e9z, aprovada pelo Papa em 31 de outubro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/congregations\/cfaith\/documents\/rc_ddf_20231031-documento-mons-negri.pdf\" rel=\"external\">LEIA O TEXTO INTEGRAL DO DOCUMENTO<\/a><a id=\"4fcd57fa-419d-43f9-81b5-f45e87358d85\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\"><\/a><img class=\"loading\" width=\"16\" height=\"16\" data-was-processed=\"true\" \/><\/b>Foi dom Jos\u00e9 Negri, bispo de Santo Amaro, no Brasil, que pediu esclarecimentos sobre a poss\u00edvel participa\u00e7\u00e3o nos sacramentos do Batismo e do Matrim\u00f4nio por parte de pessoas transexuais e pessoas homoafetivas em julho passado. As respostas &#8220;reprop\u00f5em, em boa subst\u00e2ncia, os conte\u00fados fundamentais do que j\u00e1 foi afirmado no passado sobre esse assunto por este Dicast\u00e9rio&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o ao Batismo de uma pessoa transexual, a resposta \u00e9 sim, desde que n\u00e3o se\u00a0 crie esc\u00e2ndalo. Seja que se trate de um adulto, de uma crian\u00e7a ou de um adolescente, &#8220;se estiver bem preparado e disposto&#8221;. O Dicast\u00e9rio, diante de d\u00favidas &#8220;sobre a situa\u00e7\u00e3o moral objetiva em que uma pessoa se encontra&#8221;, ou sobre &#8220;suas disposi\u00e7\u00f5es subjetivas para a gra\u00e7a&#8221; (e, portanto, tamb\u00e9m quando a inten\u00e7\u00e3o de se emendar n\u00e3o aparece plenamente), prop\u00f5e algumas considera\u00e7\u00f5es. A Igreja ensina que, quando o sacramento do Batismo &#8220;\u00e9 recebido sem arrependimento pelos pecados graves, o sujeito n\u00e3o recebe a gra\u00e7a santificante, embora receba o car\u00e1ter sacramental&#8221;, que \u00e9 indel\u00e9vel, como lemos no Catecismo, e &#8220;permanece para sempre no crist\u00e3o como uma disposi\u00e7\u00e3o positiva para a gra\u00e7a&#8221;. Por meio de cita\u00e7\u00f5es de Santo Tom\u00e1s e Santo Agostinho, o Dicast\u00e9rio lembra que Cristo continua a buscar o pecador e, quando o arrependimento chega, o car\u00e1ter sacramental recebido imediatamente o disp\u00f5e a receber a gra\u00e7a. \u00c9 por isso que o Papa Francisco tem dito repetidamente que a Igreja n\u00e3o \u00e9 uma alf\u00e2ndega e, especialmente com rela\u00e7\u00e3o ao Batismo, a porta n\u00e3o deve ser fechada para ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 mais problem\u00e1tico para uma pessoa transexual ser padrinho ou madrinha de Batismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Sob certas condi\u00e7\u00f5es, isso pode ser permitido&#8221;, diz o documento, mas se recorda que essa tarefa n\u00e3o constitui um direito e, portanto, &#8220;a prud\u00eancia pastoral exige que n\u00e3o seja permitida se houver perigo de esc\u00e2ndalo, legitima\u00e7\u00e3o indevida ou desorienta\u00e7\u00e3o na esfera educacional da comunidade eclesial&#8221;. N\u00e3o h\u00e1 problema para a pessoa transexual ser testemunha em um casamento porque nada a pro\u00edbe na &#8220;atual legisla\u00e7\u00e3o can\u00f4nica universal&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma segunda parte da nota diz respeito \u00e0s pessoas homoafetivas. Elas podem figurar como pais de uma crian\u00e7a a ser batizada, mesmo se adotada ou obtida por &#8220;outros m\u00e9todos, como o \u00fatero de aluguel&#8221;? O Dicast\u00e9rio responde: para que &#8220;a crian\u00e7a seja batizada, deve haver uma esperan\u00e7a bem fundamentada de que ela ser\u00e1 educada na religi\u00e3o cat\u00f3lica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois \u00e9 afrontado o caso de uma pessoa homoafetiva e convivente que pede para ser padrinho ou madrinha de uma pessoa que est\u00e1 sendo batizada. Requer-se que leve &#8220;uma vida em conformidade com a f\u00e9 e a tarefa que assume&#8221;. &#8220;Diferente \u00e9 o caso&#8221;, explica o documento, &#8220;em que a conviv\u00eancia de duas pessoas homoafetivas consiste, n\u00e3o em uma simples coabita\u00e7\u00e3o, mas em uma rela\u00e7\u00e3o est\u00e1vel e declarada more uxorio, bem conhecida pela comunidade&#8221;. O Dicast\u00e9rio para a Doutrina da F\u00e9 invoca a devida prud\u00eancia para &#8220;salvaguardar o sacramento do Batismo e especialmente a sua recep\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um bem precioso a ser protegido, uma vez que \u00e9 necess\u00e1rio para a salva\u00e7\u00e3o&#8221;. Mas lembra que se deve &#8220;considerar o valor real que a comunidade eclesial confere aos deveres dos padrinhos e madrinhas, o papel que desempenham na comunidade e a considera\u00e7\u00e3o que demonstram pelo ensinamento da Igreja&#8221;. Por fim, sugere-se que &#8220;pode haver outra pessoa do c\u00edrculo familiar para atuar como garante da correta transmiss\u00e3o da f\u00e9 cat\u00f3lica \u00e0 pessoa batizada&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, n\u00e3o h\u00e1 nada que impe\u00e7a &#8220;uma pessoa homoafetiva e que convive&#8221; de ser o padrinho do casamento.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro\u00a0 Um documento do Dicast\u00e9rio para a Doutrina da F\u00e9, assinado pelo Prefeito Fernand\u00e9z e aprovado pelo Papa na audi\u00eancia de 31 de outubro, expressa uma opini\u00e3o positiva se n\u00e3o se cria esc\u00e2ndalo entre os fi\u00e9is. Nada impede que sejam testemunhas em um casamento. 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