{"id":84710,"date":"2023-10-16T10:52:37","date_gmt":"2023-10-16T13:52:37","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=84710"},"modified":"2023-10-18T10:53:22","modified_gmt":"2023-10-18T13:53:22","slug":"mae-de-todos-os-povos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/mae-de-todos-os-povos\/","title":{"rendered":"M\u00c3E DE TODOS OS POVOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se existir uma devo\u00e7\u00e3o m\u00edstica capaz de preencher todas as car\u00eancias e sensibilidades, anseios e necessidades, temores e aud\u00e1cias do animal que somos, essa figura tem um nome: m\u00e3e. N\u00e3o h\u00e1, em toda e qualquer estrutura humana de forma\u00e7\u00e3o ou simples sobreviv\u00eancia de um indiv\u00edduo, elemento mais importante e com fun\u00e7\u00f5es t\u00e3o bem definidas do que a figura materna. Nem biol\u00f3gica, nem psicol\u00f3gica, nem espiritualmente falando. M\u00e3e \u00e9 tudo; protetora, formadora, conselheira, companheira&#8230; M\u00e3e \u00e9 desafio, incentivo. Alegria nas vit\u00f3rias, tristeza nas quedas, lenitivos nas dores, solidariedade sempre. \u00c9 vida!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por isso mesmo, a vida espiritual do ser carente e conflituoso que caracteriza o humano seria \u00f3rf\u00e3 sem a figura materna. Todas as religi\u00f5es exaltam, de uma forma ou outra, a import\u00e2ncia m\u00edstica da maternidade. Jesus nos deu Maria. Seu significado e import\u00e2ncia na viv\u00eancia espiritual do crist\u00e3o \u00e9 o que de mais precioso herdamos durante o processo da obra redentora do Filho gerado \u2013 e n\u00e3o criado \u2013 como fruto bendito de um ventre feminino. Se neste coube tamanho milagre, quando o Criador se fez criatura, imaginem quantos mais caberiam em seu colo de amor infinito? A m\u00e3e de Cristo, por m\u00e9rito e l\u00f3gica da fraternidade que \u00e9 centro da identidade crist\u00e3, tornou-se natural e consequentemente a m\u00e3e de todos o que se dizem irm\u00e3os em Cristo. Ou n\u00e3o? Discordar dessa l\u00f3gica \u00e9 negar a doutrina que nos faz irm\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por isso, as manifesta\u00e7\u00f5es marianas ao longo desses dois mil\u00eanios de f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 prova de que o zelo maternal de Maria cumpre seu papel. N\u00e3o h\u00e1 em qualquer quadrante desse mundo terreno onde chegou a m\u00edstica crist\u00e3, pa\u00eds, povo ou comunidade que n\u00e3o possua uma devo\u00e7\u00e3o mariana sob t\u00edtulos dos mais diversos e representativos. Da miseric\u00f3rdia ao bom conselho. Da rosa m\u00edstica \u00e0 coroa das tristes chagas. Desatadora dos n\u00f3s \u00e0 rainha dos c\u00e9us, estrela da manh\u00e3, lume da esperan\u00e7a. O \u00e9bano negro da \u00c1frica nos trouxe um de seus mais recentes t\u00edtulos: Nossa Senhora do D\u00edzimo, como a nos lembrar a triste negritude dos continentes que n\u00e3o partilham um pouco mais de suas riquezas ou ignoram a fun\u00e7\u00e3o santa da dimens\u00e3o social da nossa f\u00e9. Mas ao povo brasileiro restou o t\u00edtulo mais singelo, a revelar aquela que simplesmente apareceu entre n\u00f3s, emergiu negra em sua concep\u00e7\u00e3o vener\u00e1vel, que se cobriu com o manto azul das estrelas e da ab\u00f3boda do nosso c\u00e9u aben\u00e7oado pelo cruzeiro que aqui resplandece. Aparecida&#8230; aquela que se revelou e repetiu entre n\u00f3s o milagre da pesca abundante. A m\u00e3e a nos ensinar o of\u00edcio do filho, a nos desafiar como Ele: \u201cLan\u00e7ai novamente as redes\u201d!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Trezentos anos depois, aqui estamos. Relembrar esses fatos n\u00e3o pode ser apenas um momento comemorativo, um epis\u00f3dio hist\u00f3rico que tomou conta de nosso povo e fez da nossa m\u00e3e morena a padroeira da na\u00e7\u00e3o, a rainha da nossa f\u00e9 cabocla, ainda adolescente em seu compromisso mission\u00e1rio. Ainda somos um povo carente de maturidade evang\u00e9lica e, como tal, necessitado da prote\u00e7\u00e3o materna da Senhora de Aparecida, bem como da prote\u00e7\u00e3o sempre maternal da Santa Madre Igreja, esta que exerce a fun\u00e7\u00e3o de Maria entre n\u00f3s. Quem v\u00ea Maria com o respeito e a admira\u00e7\u00e3o que devotamos \u00e0s nossas m\u00e3es, reconhece tamb\u00e9m a autoridade da m\u00e3e Igreja&#8230; Porque em ambas, Maria e Igreja, o que resplandece por primeiro \u00e9 a doutrina do Mestre, para a qual tanto a M\u00e3e quanto a Igreja ainda nos ensinam: \u201cFazei tudo o que Ele vos disser\u201d! Trezentos anos n\u00e3o \u00e9 nada. Estamos ainda engatinhando em nossa devo\u00e7\u00e3o. Mas esta d\u00e1 ao mundo as provas de nosso respeito e admira\u00e7\u00e3o. A Maria devotamos o maior santu\u00e1rio mariano do mundo. Tijolo por tijolo, estamos construindo uma m\u00edstica de gratid\u00e3o materna que n\u00e3o se v\u00ea com tanta intensidade quanto aqui devotamos. Prova de amor e gratid\u00e3o. Prova de f\u00e9, como bem cantamos nesta data: \u201cSolid\u00e1rios no sacr\u00e1rio, mission\u00e1rios queremos ser. Pequenina, restaurada, a sua imagem nos ensinou a ser um povo que n\u00e3o sabe esmorecer\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se existir uma devo\u00e7\u00e3o m\u00edstica capaz de preencher todas as car\u00eancias e sensibilidades, anseios e necessidades, temores e aud\u00e1cias do animal que somos, essa figura tem um nome: m\u00e3e. 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