{"id":84538,"date":"2023-10-06T10:46:36","date_gmt":"2023-10-06T13:46:36","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=84538"},"modified":"2023-10-06T14:00:07","modified_gmt":"2023-10-06T17:00:07","slug":"papa-francisco-santos-nao-mundanos-a-graca-de-deus-nos-salva-da-corrupcao-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-francisco-santos-nao-mundanos-a-graca-de-deus-nos-salva-da-corrupcao-interior\/","title":{"rendered":"Papa Francisco: Santos, n\u00e3o mundanos. A gra\u00e7a de Deus nos salva da corrup\u00e7\u00e3o interior"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\"><span class=\"didascalia_img\">Papa Francisco\u00a0 (Vatican Media)<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Nas livrarias a partir desta sexta-feira, 6 de outubro o livro publicado pela LEV, Livraria Editora Vaticana, de 80 p\u00e1ginas. O texto re\u00fane duas interven\u00e7\u00f5es de Jorge Mario Bergoglio quando era arcebispo de Buenos Aires e depois como Papa. Francisco entrega aos membros do S\u00ednodo este volume.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Silvonei Jos\u00e9 \u2013 Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto publicado neste dia 06 de outubro pela LEV re\u00fane dois discursos de Jorge Mario Bergoglio publicados em momentos e ocasi\u00f5es diferentes: um artigo que remonta a 1991, originalmente intitulado\u00a0<i>Corrupci\u00f3n y pecado (Corrup\u00e7\u00e3o e pecado)<\/i>, depois republicado em 2005, quando Bergoglio era arcebispo de Buenos Aires; em segundo lugar, a\u00a0<i>Carta aos sacerdotes da diocese de Roma,\u00a0<\/i>publicada em 5 de agosto de 2023.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-84538-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/10\/06\/10\/137343225_F137343225.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/10\/06\/10\/137343225_F137343225.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/10\/06\/10\/137343225_F137343225.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o pr\u00f3prio Papa Francisco escreve na introdu\u00e7\u00e3o (in\u00e9dita) que abre o volume, a inten\u00e7\u00e3o de querer dar esse texto \u00e0 imprensa \u00e9 motivada por uma raz\u00e3o precisa: &#8220;a preocupa\u00e7\u00e3o, que sinto ser um forte apelo de Deus a toda a Igreja, para permanecer vigilante e lutar, com a for\u00e7a da ora\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o ceder \u00e0 mundanidade espiritual&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na introdu\u00e7\u00e3o, Francisco destaca que a f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 uma luta, uma batalha interior para vencer a tenta\u00e7\u00e3o do fechamento em nosso ego e permitir que sejamos habitados pelo amor de um Pai que deseja nossa felicidade. \u00c9 uma bela luta porque, &#8211; afirma o Papa &#8211; quando deixamos o Senhor vencer, nosso cora\u00e7\u00e3o exulta de plenitude e nossa exist\u00eancia \u00e9 iluminada por um raio de infinito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luta pela qual combatemos &#8211; continua o Papa -, como seguidores de Jesus \u00e9, antes de tudo, contra o mundanismo espiritual, que \u00e9 o paganismo disfar\u00e7ado com vestes eclesi\u00e1sticas. Por mais que esteja disfar\u00e7ado com uma apar\u00eancia de sagrado, \u00e9 uma atitude que acaba sendo id\u00f3latra, pois n\u00e3o reconhece a presen\u00e7a de Deus como Senhor e libertador de nossas vidas e da hist\u00f3ria do mundo. Ao mesmo tempo, deixa-nos \u00e0 merc\u00ea de nossos caprichos e desejos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, precisamos combater. Mas a nossa luta n\u00e3o \u00e9 v\u00e3 ou sem esperan\u00e7a, porque essa luta j\u00e1 tem um vencedor: Jesus, aquele que derrotou em sua morte a for\u00e7a do pecado. E, com sua ressurrei\u00e7\u00e3o, ele nos deu a possibilidade de nos tornarmos novas pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 claro \u2013 continua o Santo Padre -, que a vit\u00f3ria de Jesus tem um nome, a cruz, que, \u00e0 primeira vista, causa repulsa e nos afasta. Mas ela \u00e9 o sinal de um amor ilimitado, humilde e tenaz. Jesus nos amou at\u00e9 uma morte t\u00e3o ignominiosa como a da cruz, para que n\u00e3o pud\u00e9ssemos mais duvidar de que seus bra\u00e7os permanecem abertos at\u00e9 mesmo para o \u00faltimo dos pecadores. E esse amor eterno desafia e orienta os caminhos do crist\u00e3o e da pr\u00f3pria Igreja. A cruz de Jesus se torna o crit\u00e9rio para toda escolha de f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O beato Pierre Claverie, bispo de Oran, disse isso em uma de suas homilias com palavras muito bonitas, que quero citar aqui: &#8220;acredito que a Igreja morre se n\u00e3o est\u00e1 suficientemente pr\u00f3xima da cruz de seu Senhor. Por mais paradoxal que possa parecer, a for\u00e7a, a vitalidade, a esperan\u00e7a e a fecundidade crist\u00e3 da Igreja v\u00eam dali. N\u00e3o de outro lugar. Tudo o mais n\u00e3o passa de fuma\u00e7a nos olhos, ilus\u00e3o mundana. A Igreja engana a si mesma e engana o mundo quando se apresenta como um poder entre os poderes, ou como uma organiza\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo humanit\u00e1ria, ou como um movimento evang\u00e9lico capaz de fazer espet\u00e1culo. Ela pode at\u00e9 brilhar, mas n\u00e3o pode queimar com o fogo do amor de Deus, &#8216;forte como a morte&#8217; &#8211; diz o C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisamente por esse motivo, &#8211; destaca ainda Francisco &#8211; quis reunir neste pequeno volume dois textos publicados em \u00e9pocas diferentes: um, escrito em 1991 e republicado em 2005, quando eu era arcebispo de Buenos Aires, dedicado \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e ao pecado; o outro, uma Carta aos sacerdotes de Roma. O que os une? A preocupa\u00e7\u00e3o, que sinto ser um forte apelo de Deus a toda a Igreja, para que permane\u00e7a vigilante e lute, com a for\u00e7a da ora\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o ceder \u00e0 mundanidade espiritual&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa luta tem um nome: chama-se santidade. A santidade n\u00e3o \u00e9 um estado de bem-aventuran\u00e7a alcan\u00e7ado de uma vez por todas, mas sim o desejo incessante e incans\u00e1vel de permanecermos apegados \u00e0 cruz de Jesus, permitindo que sejamos moldados pela l\u00f3gica que vem da doa\u00e7\u00e3o e resistindo \u00e0queles que, como o inimigo, nos lisonjeiam, instilando em n\u00f3s a convic\u00e7\u00e3o de nossa autossufici\u00eancia. Em vez disso, nos far\u00e1 bem lembrar o que Jesus nos disse: &#8220;Sem mim, nada podeis fazer&#8221; (Jo 15:5). A santidade \u00e9, portanto, permanecer aberto ao &#8220;mais&#8221; que Deus pede de n\u00f3s e que se manifesta em nossa ades\u00e3o \u00e0 vida cotidiana. O padre Alfred Delp escreveu: &#8220;Deus nos abra\u00e7a com a realidade&#8221;. Portanto, \u00e9 a nossa vida cotidiana o lugar onde dar espa\u00e7o ao Senhor que nos salva da nossa autossufici\u00eancia e que nos pede aquele &#8220;magis&#8221; de que fala Santo In\u00e1cio de Loyola: aquele &#8220;mais&#8221; que nos leva a uma felicidade que n\u00e3o \u00e9 ef\u00eamera, mas plena e serena.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa Francisco\u00a0 (Vatican Media) Nas livrarias a partir desta sexta-feira, 6 de outubro o livro publicado pela LEV, Livraria Editora Vaticana, de 80 p\u00e1ginas. O texto re\u00fane duas interven\u00e7\u00f5es de Jorge Mario Bergoglio quando era arcebispo de Buenos Aires e depois como Papa. Francisco entrega aos membros do S\u00ednodo este volume. 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