{"id":84227,"date":"2023-09-28T13:01:34","date_gmt":"2023-09-28T16:01:34","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=84227"},"modified":"2023-09-28T13:01:34","modified_gmt":"2023-09-28T16:01:34","slug":"arrepender-se-para-crer-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/arrepender-se-para-crer-3\/","title":{"rendered":"ARREPENDER-SE PARA CRER"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Esta par\u00e1bola \u00e9 muito clara (Mt 21,28-32). N\u00e3o basta dizer \u201csim\u201d, ou \u201cJesus me ama\u201d, ou ainda \u201cJesus, eu creio em ti\u201d para ter parte no reino de Deus. \u00c9 preciso viver o que Deus pede. Cumpre obedecer \u00e0 palavra divina. Jesus n\u00e3o necessita de belas promessas ou da pr\u00e1tica religiosa meramente externa. Ele como falou o papa Francisco, nos pede uma f\u00e9 que muda a vida, n\u00e3o uma f\u00e9 \u201cde fachada\u201d Ele quer um amor vivo, um amor que adv\u00e9m dos gestos concretos. Ele conhece o fundo dos cora\u00e7\u00f5es, Ele sabe as resist\u00eancias, as dificuldades interiores, os temores. Conhece ser poss\u00edvel os arrependimentos que possibilitam a f\u00e9 que leva a ir trabalhar ardorosamente na sua vinha. Isto \u00e9 merit\u00f3rio.\u00a0Infeliz \u00e9 aquele que diz ao seu Senhor que ir\u00e1 atender seu chamado, mas n\u00e3o vai, como o primeiro filho desta par\u00e1bola. Um auto exame sincero daquele outro filho que se arrependeu conduz a fazer a vontade de Deus numa ades\u00e3o concreta. \u00c0quele que disse sim ao pai, mas n\u00e3o foi trabalhar na vinha, a palavra de Jesus pode parecer severa, mas Ele a disse n\u00e3o para condenar, mas para convidar a uma verdadeira convers\u00e3o interior do cora\u00e7\u00e3o e da vida. \u00c9 preciso estarmos sempre atentos para responder ao amor cotidiano de Jesus, para corresponder numa atitude salv\u00edfica, estando o cora\u00e7\u00e3o no diapas\u00e3o do amor de Deus. Numerosos s\u00e3o aqueles que dizem n\u00e3o ter nada contra Deus, mas que por falta de generosidade face a suas exig\u00eancias n\u00e3o agem como deveriam fazer e surgem ent\u00e3o lacunas na sua exist\u00eancia. Trata-se de uma pratica religiosa rotineira que leva a negligenciar o que, na verdade, \u00e9 importante diante de seu Senhor. \u00c9 necess\u00e1rio ent\u00e3o reagir e trabalhar na vinha divina com maior perfei\u00e7\u00e3o humana e sobrenatural \u00e0 qual cada um \u00e9 capaz. Isto significa colocar o crist\u00e3o em sua vida o radicalismo do serm\u00e3o da montanha: \u201cSede perfeitos como vosso Pai celeste \u00e9 perfeito\u201d &#8216;(Mt. 5,4-8). Na verdade, o cumprimento do dever exige rigor em tudo, sendo tudo feito rigorosamente como Deus o quer. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil sempre vencer a indol\u00eancia em todas as esferas familiar, profissional e pessoal Como observa o Papa Francisco ao comentar esta par\u00e1bola, Jesus conhece as agonias e as inten\u00e7\u00f5es familiares que Ele introduz nas suas par\u00e1bolas: filhos que abandonam suas casas para tentar uma aventura (Lc 15,11-32), at\u00e9 os filhos dif\u00edceis com comportamentos inexplic\u00e1veis (Mt 21,28-31) ou v\u00edtimas da viol\u00eancia (Mc 12,1-9). Deus compreende as dificuldades humanas, mas aguarda pacientemente a resposta generosa como aquela do filho rebelde que se arrependeu e foi trabalhar na vinha paterna. A conclus\u00e3o da par\u00e1bola cont\u00e9m palavras\u00a0fortes: \u201cEm verdade eu vos digo, os publicanos e as prostitutas vos precedem no reino de Deus (v.31).\u00a0 Est\u00e1 dito que aqueles que sofrem por causa de seus pecados, mas est\u00e3o animados pelo desejo de um cora\u00e7\u00e3o puro, est\u00e3o mais pr\u00f3ximos do Reino de Deus do que muitos daqueles que se dizem crist\u00e3os, mas que s\u00e3o indolentes, relaxados. N\u00e3o se arrependem de seus pecados, nem deixam o amor de Deus tocar seu\u00a0cora\u00e7\u00e3o. Se n\u00f3s nos lembramos da palavra de Jesus: \u201cN\u00e3o \u00e9 me dizendo \u201cSenhor, Senhor\u201d que se entrar\u00e1 no Reino dos c\u00e9us, mas fazendo a vontade de meu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us\u201d. (Mt 7,21) Ent\u00e3o como os antigos e os grandes padres nossa resposta \u00e0 quest\u00e3o de Jesus ser\u00e1 a do primeiro filho que disse \u201cn\u00e3o\u201d, mas depois foi trabalhar na vinha, e assim \u00e9 aquele que fez a vontade do pai. Ele disse \u201ceu n\u00e3o quero ir\u201d e colocou uma dist\u00e2ncia entre o desejo humano e seu pr\u00f3prio desejo.\u00a0Refletindo, por\u00e9m, foi para a vinha e fez seu o desejo do pai. Acertou ent\u00e3o fazendo a vontade paterna, numa submiss\u00e3o sumamente louv\u00e1vel. N\u00f3s devemos em nossas vidas fazer sempre a vontade de Deus sem tergiversa\u00e7\u00f5es, dubiedades. Desde que fa\u00e7amos nosso o desejo de Deus, n\u00f3s n\u00e3o podemos deixar de ir para a vinha do Senhor que \u00e9 a humanidade, n\u00f3s fazermos tamb\u00e9m nosso o desejo divino e n\u00e3o podemos nos calar ante a perversidade que paira por toda parte, n\u00e3o podemos deixar de fazer um s\u00e9rio apostolado. Se dissermos como S\u00e3o Paulo: \u201cJ\u00e1 n\u00e3o sou que vive \u00e9 Cristo que vive em mim\u201d (Gal 2,20) est\u00e1 aberta a porta do Reino de Deus que nos \u00e9 proposto e que devemos dilatar por toda a parte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta par\u00e1bola \u00e9 muito clara (Mt 21,28-32). N\u00e3o basta dizer \u201csim\u201d, ou \u201cJesus me ama\u201d, ou ainda \u201cJesus, eu creio em ti\u201d para ter parte no reino de Deus. \u00c9 preciso viver o que Deus pede. Cumpre obedecer \u00e0 palavra divina. Jesus n\u00e3o necessita de belas promessas ou da pr\u00e1tica religiosa meramente externa. Ele como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":55813,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-84227","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84227","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84227"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84227\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84228,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84227\/revisions\/84228"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}