{"id":84093,"date":"2023-09-25T11:06:42","date_gmt":"2023-09-25T14:06:42","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=84093"},"modified":"2023-09-25T11:06:42","modified_gmt":"2023-09-25T14:06:42","slug":"papa-no-angelus-a-moeda-de-deus-e-seu-amor-incondicional-e-gratuito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-no-angelus-a-moeda-de-deus-e-seu-amor-incondicional-e-gratuito\/","title":{"rendered":"PAPA NO ANGELUS: A \u201cMOEDA\u201d DE DEUS \u00c9 SEU AMOR, INCONDICIONAL E GRATUITO"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Em sua alocu\u00e7\u00e3o durante a ora\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>Angelus,\u00a0<\/em>neste domingo, 24 de setembro, o Papa Francisco refletiu sobre a\u00a0justi\u00e7a de Deus, que \u201cn\u00e3o mede o amor na balan\u00e7a dos nossos rendimentos, desempenhos ou fracassos\u201d. Segundo o Papa, \u201cDeus nos ama porque somos filhos e o faz com amor incondicional e gratuito, para o seu cora\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 tarde, Ele nos procura e nos espera sempre\u201d.<\/div>\n<div class=\"article__text\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2>Crit\u00e9rios de Deus<\/h2>\n<p>Esse \u00e9 o cerne da reflex\u00e3o do Papa Francisco inspirada na narrativa de Mateus (20, 1-16) sobre o propriet\u00e1rio da vinha que paga o mesmo valor aos trabalhadores contratados em diferentes horas do dia, o que \u00e9 considerado injusto pelos que foram contratados primeiro e trabalharam mais.<\/p>\n<p>Francisco explica ainda no in\u00edcio que \u201ca par\u00e1bola n\u00e3o deve ser lida por meio de crit\u00e9rios salariais; mas sim, quer mostrar os crit\u00e9rios de Deus, que n\u00e3o faz c\u00e1lculos dos nossos m\u00e9ritos, mas nos ama como filhos.\u201d<\/p>\n<h2>O Senhor nos procura e nos espera sempre<\/h2>\n<p>Ent\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o para duas a\u00e7\u00f5es divinas da narrativa. A primeira delas,\u00a0<i>Deus que sai a qualquer hora para nos chamar<\/i>, destacando assim que n\u00e3o s\u00e3o apenas os homens que trabalham, mas \u201csobretudo Deus, que sai sempre, sem se cansar, o dia inteiro\u201d:<\/p>\n<p><i>Deus \u00e9 assim: n\u00e3o espera os nossos esfor\u00e7os para vir ao nosso encontro, n\u00e3o nos faz um exame para avaliar os nossos m\u00e9ritos antes de nos procurar, n\u00e3o desiste se demoramos em responder-lhe; pelo contr\u00e1rio, Ele mesmo tomou a iniciativa e em Jesus \u201cveio\u201d ao nosso encontro, para nos manifestar o seu amor (\u2026). Para o seu cora\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 tarde, Ele nos procura e nos espera sempre<\/i>.\u00a0<i>N\u00e3o esque\u00e7amos disso: o Senhor nos procura e nos espera sempre.<\/i><\/p>\n<h2>A justi\u00e7a de Deus \u00e9 superior, vai al\u00e9m<\/h2>\n<p>Francisco chega ent\u00e3o \u00e0 segunda a\u00e7\u00e3o divina: precisamente porque Deus \u00e9 t\u00e3o generoso, ele\u00a0<i>retribui a todos com a mesma \u201cmoeda\u201d,<\/i>\u00a0que \u00e9 o seu amor. E o sentido \u00faltimo da par\u00e1bola \u00e9 esse: os trabalhadores de \u00faltima hora s\u00e3o pagos como os primeiros porque, na realidade, aquela de Deus \u00e9 uma justi\u00e7a superior, vai al\u00e9m:<\/p>\n<p><i>A justi\u00e7a humana diz para \u201cdar a cada um o que merece\u201d, enquanto a justi\u00e7a de Deus n\u00e3o mede o amor na balan\u00e7a dos nossos rendimentos, dos nossos desempenhos ou dos nossos fracassos: Deus nos ama e basta, ama-nos porque somos filhos, e o faz com amor incondicional, um amor gratuito.<\/i><\/p>\n<h2>Superar rela\u00e7\u00e3o \u2018mercantil\u2019 com Deus<\/h2>\n<p>Como j\u00e1 havia feito em tantas outras ocasi\u00f5es, ao falar sobre a gratuidade, Francisco chama a aten\u00e7\u00e3o para o risco de termos uma \u201crela\u00e7\u00e3o \u2018mercantil\u2019 com Deus, centrando-nos mais na nossa bravura do que na generosidade da sua gra\u00e7a\u201d:<\/p>\n<p><i>\u00c0s vezes, mesmo como Igreja, em vez de sair a cada hora do dia e abrir os bra\u00e7os a todos, podemos sentir-nos os primeiros da classe, julgando os outros distantes, sem pensar que Deus tamb\u00e9m os ama com o mesmo amor que tem por n\u00f3s. E mesmo nas nossas rela\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o o tecido da sociedade, a justi\u00e7a que praticamos por vezes n\u00e3o consegue escapar do esquema do c\u00e1lculo e limitamo-nos a dar de acordo com o que recebemos, sem ousar fazer algo mais, sem apostar na efic\u00e1cia do bem feito gratuitamente e do amor oferecido com grandeza de cora\u00e7\u00e3o.<\/i><\/p>\n<h2>Agir com os outros como Jesus age comigo<\/h2>\n<p>O Papa ent\u00e3o prop\u00f5e que nos perguntemos:<\/p>\n<p><i>Eu crist\u00e3o, eu crist\u00e3, sei ir em dire\u00e7\u00e3o aos outros? Sou generoso, sou generosa com todos, sei dar aquele \u201ca mais\u201d de compreens\u00e3o, de perd\u00e3o, como Jesus fez comigo e faz todos os dias comigo?<\/i><\/p>\n<p>Que Nossa Senhora \u2013 disse ao concluir \u2013 nos ajude a converter-nos \u00e0 medida de Deus, \u00e0 de um amor sem medida.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<pre>Por Jackson Erpen |\u00a0Vatican News<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua alocu\u00e7\u00e3o durante a ora\u00e7\u00e3o do\u00a0Angelus,\u00a0neste domingo, 24 de setembro, o Papa Francisco refletiu sobre a\u00a0justi\u00e7a de Deus, que \u201cn\u00e3o mede o amor na balan\u00e7a dos nossos rendimentos, desempenhos ou fracassos\u201d. 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