{"id":83913,"date":"2023-09-18T10:19:32","date_gmt":"2023-09-18T13:19:32","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=83913"},"modified":"2023-09-18T10:19:32","modified_gmt":"2023-09-18T13:19:32","slug":"o-patrao-esbanjador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-patrao-esbanjador\/","title":{"rendered":"O PATR\u00c3O ESBANJADOR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J\u00e1 vi de tudo nessa vida, menos um patr\u00e3o bem sucedido que fosse esbanjador. N\u00e3o\u00a0 h\u00e1 como associar as duas situa\u00e7\u00f5es. Quem almeja sucesso em seus empreendimentos n\u00e3o pode se dar ao luxo de esbanjar ou administrar seus recursos sem os crit\u00e9rios do bom senso e da economia. N\u00e3o foi o que aconteceu com o patr\u00e3o da hist\u00f3ria que nos contou Jesus. Imaginem um rico propriet\u00e1rio de terras, dono de uma promissora colheita, de algod\u00e3o ou caf\u00e9, para melhor nos situarmos. Pois bem, esque\u00e7am tamb\u00e9m a tecnologia que hoje temos e que dispensa 99% da m\u00e3o de obra outrora empregada no af\u00e3 de uma safra. At\u00e9 bem pouco tempo essas safras eram feitas manualmente, empregando um grande n\u00famero de trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O propriet\u00e1rio de quem nos fala Jesus sai bem cedo contratando oper\u00e1rios ao pre\u00e7o de \u201cuma moeda de prata por dia\u201d. A safra promete. N\u00e3o contente, sai novamente \u00e0s nove e contrata mais trabalhadores. Mas a safra ainda n\u00e3o rende bem. Sai ent\u00e3o \u201cao meio dia e \u00e0s tr\u00eas da tarde e faz a mesma coisa\u201d. Todos os contratados recebem a promessa dum mesmo sal\u00e1rio. A safra tem que ser feita antes da esta\u00e7\u00e3o chuvosa; exige rapidez. Ent\u00e3o, mais uma vez, volta \u00e0s ruas \u00e0s cinco da tarde, e contrata novos trabalhadores. O investimento operacional n\u00e3o importa ao rico propriet\u00e1rio, mas sim que sua colheita seja realmente bem sucedida! Mas eis que, ao final do dia, os oper\u00e1rios das primeiras horas se d\u00e3o por injusti\u00e7ados. Como podem receber o mesmo que aqueles da \u00faltima hora? Trabalharam um dia todo, enquanto aqueles que \u201ctrabalharam uma hora s\u00f3\u201d, recebiam a mesma di\u00e1ria, sem \u201co cansa\u00e7o, o calor\u201d de um dia inteiro? N\u00e3o, definitivamente, isso n\u00e3o era justo! E se rebelam contra o patr\u00e3o, que, serenamente, lhes diz: \u201cPor acaso n\u00e3o tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou est\u00e1s com inveja, por que estou sendo bom\u201d (Mt 20, 15). Em outras palavras: Toma o que \u00e9 teu e agrade\u00e7a por fazer por merec\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa \u00e9 a din\u00e2mica do Reino de Deus e sua paga. N\u00e3o importa o quanto j\u00e1 trabalhamos para merec\u00ea-lo, o quanto de nossos dias j\u00e1 gastamos em fun\u00e7\u00e3o de sua conquista. A perseveran\u00e7a em nossos esfor\u00e7os \u00e9 que nos trar\u00e1 suas recompensas. A justi\u00e7a de Deus n\u00e3o tra\u00e7a crit\u00e9rios de proporcionalidade, h\u00e1 uns mais, a outros menos! \u00c9 justo com todos, pois recompensa a todos com a mesma moeda, a certeza de que, mesmo entrando nessa din\u00e2mica de produzir para Deus no \u00faltimo instante de nossos dias, nossa recompensa ser\u00e1 a maior das gratifica\u00e7\u00f5es que nos foi prometida a todos, a alegria de participar da colheita frutuosa do Pai. O que Ele nos pede, al\u00e9m de nossos suores e sacrif\u00edcios, \u00e9 nossa participa\u00e7\u00e3o concreta e efetiva na safra de um novo Reino, mesmo que sejamos n\u00f3s os oper\u00e1rios da \u00faltima hora. Sem a contribui\u00e7\u00e3o dos que chegaram primeiro, a colheita desejada por Deus n\u00e3o seria t\u00e3o frutuosa. Sem a contribui\u00e7\u00e3o dos que chegaram por \u00faltimo, muitos n\u00e3o participariam da Festa da Colheita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esse \u00e9 nosso Patr\u00e3o. Um Deus amoroso, esbanjador em generosidade, gra\u00e7as e justi\u00e7a, que nos chama a todos para participar concretamente das alegrias de seu Reino. Um Reino de fartura e b\u00ean\u00e7\u00e3os, onde a safra de um Novo Tempo \u00e9 partilhada com todos os que acreditam em suas promessas. Ele nos chama para esse trabalho. N\u00e3o seja voc\u00ea um eterno desocupado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J\u00e1 vi de tudo nessa vida, menos um patr\u00e3o bem sucedido que fosse esbanjador. N\u00e3o\u00a0 h\u00e1 como associar as duas situa\u00e7\u00f5es. Quem almeja sucesso em seus empreendimentos n\u00e3o pode se dar ao luxo de esbanjar ou administrar seus recursos sem os crit\u00e9rios do bom senso e da economia. 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