{"id":83895,"date":"2023-09-17T10:03:44","date_gmt":"2023-09-17T13:03:44","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=83895"},"modified":"2023-09-18T10:05:48","modified_gmt":"2023-09-18T13:05:48","slug":"nao-te-digo-ate-sete-vezes-mas-ate-setenta-vezes-sete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nao-te-digo-ate-sete-vezes-mas-ate-setenta-vezes-sete\/","title":{"rendered":"N\u00e3o te digo at\u00e9 sete vezes, mas at\u00e9 setenta vezes sete"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>(Mt 18, 22)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>24\u00ba Domingo do Tempo Comum<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Celebramos neste domingo o 24\u00ba desse Tempo Comum. Estamos nos aproximando do final de mais um ano lit\u00fargico. No final do m\u00eas de novembro, no 34\u00ba Domingo do Tempo Comum celebraremos a solenidade de Cristo Rei do Universo e encerraremos mais um ano lit\u00fargico. Ainda estamos no m\u00eas da B\u00edblia, oportunidade para darmos uma aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0 Palavra de Deus e medit\u00e1-la diariamente. Temos a carta aos ef\u00e9sios como proposta de aprofundamento dos estudos b\u00edblicos para que nos vistamos de uma nova humanidade (Ef 4, 24).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia deste domingo segue a linha de racioc\u00ednio da semana passada e continua nos falando sobre a necessidade do perd\u00e3o e do amor de Deus por cada um de n\u00f3s. Se pedimos que Deus perdoe as nossas ofensas, devemos tamb\u00e9m perdoar aqueles que nos ofenderam. Deus nos ama com amor infinito e devemos amar o pr\u00f3ximo da mesma forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inclusive, n\u00e3o devemos julgar o outro, n\u00e3o podemos condenar ningu\u00e9m, n\u00e3o devemos ofender a imagem do pr\u00f3ximo, tudo isso desagrada a Deus. Como crist\u00e3os, devemos ser homens do perd\u00e3o e da caridade. Muitas vezes, apontamos os erros do outro, mas temos erros piores (o caso do cisco e da trave&#8230;). Por isso, a liturgia de hoje continua a falar sobre o tema do amor e do perd\u00e3o, pois o perd\u00e3o e o amor ao pr\u00f3ximo s\u00e3o cada vez mais necess\u00e1rios nos dias de hoje. Ao perdoar e amar o nosso pr\u00f3ximo seremos testemunhas de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura desse domingo \u00e9 do livro do Eclesi\u00e1stico <em>(Eclo 27,33-28,9).<\/em> O autor do livro sagrado come\u00e7a dizendo uma coisa muito importante para cada um de n\u00f3s, e que todos devemos evitar ter esses sentimentos. N\u00e3o podemos guardar em nosso cora\u00e7\u00e3o sentimentos de raiva e rancor, pois at\u00e9 o pecador procura evitar esses sentimentos. Antes de tudo, devemos procurar nos reconciliar com a pessoa que de certo modo brigamos e nos reconciliar com ela para n\u00e3o guardarmos em nosso cora\u00e7\u00e3o esses sentimentos. Os desejos de vingan\u00e7a corroem a vida de quem deixa-se dominar por eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se guardamos em nosso cora\u00e7\u00e3o esses sentimentos, viveremos como se estiv\u00e9ssemos carregando peso, um fardo pesado. Pe\u00e7amos em nossos momentos de ora\u00e7\u00e3o, a luz do Esp\u00edrito Santo para nos libertar desses sentimentos. O \u00fanico sentimento que o Crist\u00e3o deve trazer em seu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 o amor. Vale lembrar ainda, e o autor Sagrado diz isso nesse texto, que se pedimos o perd\u00e3o dos nossos pecados a Deus, devemos de igual modo perdoar o nosso pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O salmo responsorial \u00e9 o <em>102(103), <\/em>que diz em seu refr\u00e3o: <em>\u201cO Senhor \u00e9 bondoso e compassivo; bondoso, compassivo e carinhoso\u201d. <\/em>O salmo segue a linha de pensamento da liturgia de hoje e diz que o Senhor \u00e9 bondoso e compassivo. Ele n\u00e3o fica olhando o tamanho de nossas faltas ou pecados, mas antes de tudo perdoa todos eles. Deus n\u00e3o se alegra com a morte do pecador, mas que ele mude de vida e viva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leitura \u00e9 da Carta de S\u00e3o Paulo aos Romanos <em>(Rm 14,7-9). <\/em>Paulo diz \u00e0 comunidade dos romanos que todos n\u00f3s pertencemos ao Senhor, inclusive vivos ou mortos, ou seja, Deus nos deu a vida e somente Ele tem o poder de tirar a nossa vida, ningu\u00e9m tem o direito de tirar a sua pr\u00f3pria vida ou tirar a vida do outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, ainda, se pertencemos de fato ao Senhor, temos que ter em n\u00f3s os mesmos sentimentos do Senhor, ou seja, perdoarmo-nos mutuamente e irradiar o mundo com o perd\u00e3o e o amor que vem do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho deste domingo \u00e9 de Mateus (<em>Mt 18,21-35). <\/em>Pedro se aproxima de Jesus e pergunta: <em>\u201cSenhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irm\u00e3o pecar contra mim? At\u00e9 sete vezes?\u201d (Mt 18,21). <\/em>Jesus respondeu: <em>\u201cN\u00e3o te digo at\u00e9 sete vezes, mas at\u00e9 setenta vezes sete\u201d (Mt 18,22). <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meus irm\u00e3os, com essa resposta, Jesus quer dizer que o perd\u00e3o \u00e9 infinito, ou seja, n\u00e3o importa quantas vezes o meu irm\u00e3o pecar contra mim, devo sempre perdoar. Pois Deus sempre est\u00e1 disposto a nos perdoar, n\u00e3o importa quantas vezes por dia n\u00f3s pecamos, Deus sempre est\u00e1 pronto a nos perdoar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus conclui esse Evangelho contando uma par\u00e1bola, para que por meio dessa par\u00e1bola os disc\u00edpulos pudessem entender a necessidade do perd\u00e3o. O rei saiu para acertar as contas com seus empregados, quando saiu levaram-lhe um homem que lhe devia uma enorme fortuna, como ele n\u00e3o tinha com o que pagar a d\u00edvida, o rei mandou que ele fosse vendido como escravo junto com a sua fam\u00edlia. O empregado suplicou ao rei para que lhe desse mais um prazo e lhe pagaria tudo o que devia. O rei ent\u00e3o se compadeceu da s\u00faplica do empregado e lhe perdoou a d\u00edvida impag\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao sair dali aquele empregado encontrou um companheiro que lhe devia apenas cem moedas. Ele agarrou esse companheiro e come\u00e7ando a sufoc\u00e1-lo disse: <em>\u201cPaga o que me deves\u201d (Mt 18, 28). <\/em>O companheiro caiu aos seus p\u00e9s e disse: \u201c<em>D\u00e1-me um prazo e eu te pagarei tudo\u201d (Mt 18,29). <\/em>O empregado n\u00e3o quis saber disso e mandou que esse companheiro fosse jogado na pris\u00e3o at\u00e9 que pagasse o que devia. Vendo o que havia acontecido, os empregados contaram ao rei a atitude do empregado. Ent\u00e3o, o rei o chamou e disse: <em>\u201cEmpregado perverso, eu te perdoei toda a tua d\u00edvida, porque tu me suplicaste. N\u00e3o devias tu tamb\u00e9m, ter compaix\u00e3o do teu companheiro, como eu tive compaix\u00e3o de ti? O patr\u00e3o indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, at\u00e9 que pagasse toda a sua d\u00edvida. (Mt 18, 32-34).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa par\u00e1bola que Jesus conta aos disc\u00edpulos e a n\u00f3s hoje, nos ensina que se pedimos perd\u00e3o a Deus de nossos pecados e Ele sempre nos perdoa, devemos ter a mesma atitude com o nosso pr\u00f3ximo, pois se queremos o perd\u00e3o para n\u00f3s, devemos desejar o mesmo para o pr\u00f3ximo. Recordemos a ora\u00e7\u00e3o Pai Nosso&#8230;perdoai-nos&#8230;assim como perdoamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celebremos com alegria esse 24\u00ba Domingo do Tempo Comum e pe\u00e7amos ao Espirito Santo o dom de perdoar de cora\u00e7\u00e3o o nosso pr\u00f3ximo, para podermos adentrar ao reino dos c\u00e9us.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Mt 18, 22) 24\u00ba Domingo do Tempo Comum \u00a0Celebramos neste domingo o 24\u00ba desse Tempo Comum. Estamos nos aproximando do final de mais um ano lit\u00fargico. No final do m\u00eas de novembro, no 34\u00ba Domingo do Tempo Comum celebraremos a solenidade de Cristo Rei do Universo e encerraremos mais um ano lit\u00fargico. Ainda estamos no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":55819,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-83895","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83895","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83895"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83895\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83896,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83895\/revisions\/83896"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}