{"id":83738,"date":"2023-09-11T11:18:31","date_gmt":"2023-09-11T14:18:31","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=83738"},"modified":"2023-09-11T11:18:31","modified_gmt":"2023-09-11T14:18:31","slug":"o-perdao-nao-tem-limites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-perdao-nao-tem-limites\/","title":{"rendered":"O PERD\u00c3O N\u00c3O TEM LIMITES"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cl\u00e1ssica \u00e9 aquela pergunta que Pedro fez a Jesus: Quantas vezes devo perdoar? Sete? Ou seja: tomando-se o numeral sete como s\u00edmbolo da plenitude infinita (s\u00e3o sete os dons do Esp\u00edrito, sete os Sacramentos da Igreja, sete as principais dores da Cruz, sete os dias da semana, etc.) elevado ao potencial m\u00e1ximo da resposta enigm\u00e1tica que Jesus apresenta ao multiplicar por setenta (70 X 7), temos a\u00ed n\u00e3o uma simples quest\u00e3o matem\u00e1tica, mas um estrondoso e infinito desafio de perd\u00e3o. Setenta vezes sete supera nossa capacidade de perd\u00e3o, torna-se um desafio infinito. N\u00e3o tem limites.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esse desafio de Cristo vai al\u00e9m das nossas expectativas de perdoar e ser perdoado. S\u00f3 mesmo no Reino dos C\u00e9us encontraremos tamanha miseric\u00f3rdia e capacidade de amor! Exatamente nessa circunst\u00e2ncia \u00e9 que nasce a par\u00e1bola do Rei Misericordioso, capaz de perdoar \u201cuma enorme fortuna\u201d do empregado prestes a ser vendido como escravo para pagar sua d\u00edvida. O mesmo empregado que, agraciado com uma anistia sem igual, n\u00e3o foi capaz de perdoar um pobre companheiro que lhe devia \u201capenas cem moedas\u201d. Eis-nos aqui, de mala e cuia, sem por nem tirar. Queremos nos ver livres de nossas grandes d\u00edvidas, mas n\u00e3o deixamos escapar um m\u00edsero centavo do pobre que eventualmente nos deve.\u00a0 Esse \u00e9 o padr\u00e3o monet\u00e1rio que nos governa, a din\u00e2mica mercantilista dum mundo excessivamente materialista. Quanto ganho com isso, quanto perco naquilo? Nossas atitudes est\u00e3o intrinsicamente ligadas \u00e0s vantagens que possamos obter a cada passo, a cada decis\u00e3o ou conquista obtida. N\u00e3o \u00e9 o que ganho, mas o que perco que avaliamos com prioridade. Ao passo que na perspectiva do perd\u00e3o verdadeiro, aquele do qual nos falou Jesus, quem perde em favor do irm\u00e3o ganha mais do que merece, recebe a plenitude das gra\u00e7as do Reino dos C\u00e9us!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas ainda h\u00e1 aqueles que n\u00e3o conseguem visualizar essa l\u00f3gica, bem presente na compreens\u00e3o dos sete dons espirituais. Da\u00ed a import\u00e2ncia do Batismo Pentecostal, a gra\u00e7a derramada nos sete simb\u00f3licos dons que devemos pedir sempre ao Pai, se quisermos sair da nossa ignor\u00e2ncia (Eles n\u00e3o sabem o que fazem!). Da\u00ed tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de valorizarmos os sete sacramentos que a Igreja nos oferece em v\u00e1rias etapas da nossa vida, se quisermos assumir em vida as dimens\u00f5es prof\u00e9ticas, sacerdotais e r\u00e9gias da f\u00e9 crist\u00e3. Da\u00ed a necessidade de entender e aceitar como nossa as sete principais dores de Cristo na cruz. E assumir nossas tarefas cotidianas com a certeza de que tamb\u00e9m merecemos um descanso final: pois \u201cno s\u00e9timo dia, Ele descansou\u201d!\u00a0 Quando isso se der em nossas vidas teremos a alegria de um final feliz. Ou a tristeza da condena\u00e7\u00e3o final. \u201c\u00c9 assim que o meu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us far\u00e1 convosco se cada um n\u00e3o perdoar de cora\u00e7\u00e3o ao seu irm\u00e3o\u201d (Mt 18, 35). Sem atitudes de perd\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cl\u00e1ssica \u00e9 aquela pergunta que Pedro fez a Jesus: Quantas vezes devo perdoar? Sete? 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