{"id":83629,"date":"2023-08-31T12:19:20","date_gmt":"2023-08-31T15:19:20","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=83629"},"modified":"2023-09-04T12:20:38","modified_gmt":"2023-09-04T15:20:38","slug":"a-correcao-fraterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-correcao-fraterna\/","title":{"rendered":"A CORRE\u00c7\u00c3O FRATERNA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Entre as normas sobre a corre\u00e7\u00e3o fraterna (Mt 18, 15-20) Jesus assim se expressou: \u201cSe teu irm\u00e3o cometer alguma falta contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele. Se te ouvir, ter\u00e1s ganho o teu irm\u00e3o\u201d. Fez uma promessa admir\u00e1vel: \u201cAdemais em verdade vos digo que se dois de v\u00f3s sobre a terra concordarem acerca de qualquer coisa que tiverem a pedir, ser-lhes-\u00e1 concedida por meu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us. Porque, onde est\u00e3o dois ou tr\u00eas reunidos em meu nome, a\u00ed estou eu no meio deles\u201d. Como bem se expressou S\u00e3o Jo\u00e3o \u201cDeus \u00e9 amor\u201d (1 Jo 4,8). S\u00e3o Paulo mostrou que o cumprimento perfeito da lei \u00e9 este amor\u201d. Eis porque se deve corrigir os que erram e rezar sempre tamb\u00e9m comunitariamente. Trata-se de procurar o cumprimento perfeito da vida espiritual, da participa\u00e7\u00e3o total no mist\u00e9rio de Deus imergido na sua dile\u00e7\u00e3o divina. Quando se percorre o Antigo e o Novo Testamentos se percebe que o Senhor se revela sempre como o amor, desejando fazer alian\u00e7a com os homens para os envolver na sua ternura. Tudo isto porque a afei\u00e7\u00e3o divina se concretiza no seu desejo de oferecer a todos a salva\u00e7\u00e3o, abrindo-lhes as portas do para\u00edso. Cumpre corresponder aos des\u00edgnios divinos, amando-O e aos outros, entrando assim no seu projeto de salva\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o na vida divina. Muito frequentemente se entende o amor exclusivamente no dom\u00ednio da afetividade, mas \u00e9 preciso ultrapassar os sentimentos e o manifestar concretamente em obras de convers\u00e3o do pr\u00f3ximo, visando sempre sua salva\u00e7\u00e3o eterna e a observ\u00e2ncia dos sagrados mandamentos de sua Lei.\u00a0Amar para Deus significa querer e agir no interesse dos irm\u00e3os, porque Deus quer o bem de todos, sua felicidade e a conquista de um lugar l\u00e1 no c\u00e9u. Amar para Deus \u00e9 salvar! Crescer sempre no amor a Deus e no amor fraternal, tomando consci\u00eancia de seu apelo \u00e0 vida divina e de seu desejo de que todos dela participem. Eis porque o verdadeiro amor pelos nossos irm\u00e3os nos leva a uma corresponsabilidade para seu bem, o que se manifesta pelo interesse pelos outros e pela prece em comum que nos conduz ao cerne do amor verdadeiro que \u00e9 Deus. Assim sendo, amar \u00e0 maneira de Deus n\u00e3o se d\u00e1 certamente no fato de n\u00e3o ter sentimentos por tal ou tal pessoa. O amor se verifica numa vontade traduzida em obra para o bem, a felicidade, o interesse vital do pr\u00f3ximo. Trata-se do que S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz chama uni\u00e3o das vontades, para que Deus esteja, de fato, junto de n\u00f3s no momento de nossas preces comunit\u00e1rias. N\u00f3s nos amamos n\u00e3o para partilhar narcisamente belos sentimentos, mas para crescermos juntos no amor verdadeiro. Portanto, a nossa corresponsabilidade e nossa solidariedade na marcha para nossa salva\u00e7\u00e3o e na do pr\u00f3ximo necessita de uma profunda atitude teol\u00f3gica que vai acima de qualquer sentimento humano. Ter sempre em mente o bem de nossos irm\u00e3os, empenhando-nos para seu bem, sua salva\u00e7\u00e3o sem querer manipular os outros. \u00c9 assim que se deve viver a corre\u00e7\u00e3o fraterna.\u00a0Nunca se deve esquecer que as faltas alheias dependem da natureza do ato cometido, da consci\u00eancia e da inten\u00e7\u00e3o daquele que as comete. Eis porque \u00e9 preciso entrar em di\u00e1logo com quem erra para saber suas inten\u00e7\u00f5es, a maneira como viveu os acontecimentos, antes e o acusar.\u00a0N\u00e3o se deve julgar os outros com base na pr\u00f3pria subjetividade.\u00a0Ningu\u00e9m deve se julgar propriet\u00e1rio da verdade. Deve-se, portanto, por isto mesmo, se pedir as luzes divinas. Tudo isto se aplica no relacionamento dos irm\u00e3os da mesma f\u00e9, nos diversos grupos paroquiais, nas comunidades nas quais se exerce alguma atividade de apostolado, nos locais de trabalho, tendo sempre em vista que cada um de seus membros s\u00e3o filhos de Deus, capazes de acolher a luz divina e de entender suas inspira\u00e7\u00f5es. Em tudo se deve ser um caminho para o amor a Deus. A corre\u00e7\u00e3o fraterna \u00e9 uma pr\u00e1tica que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e demanda discri\u00e7\u00e3o, paci\u00eancia, para que se evitem julgamentos apressados, mas que se impe\u00e7a sempre comportamentos err\u00f4neos que podem escandalizar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as normas sobre a corre\u00e7\u00e3o fraterna (Mt 18, 15-20) Jesus assim se expressou: \u201cSe teu irm\u00e3o cometer alguma falta contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele. Se te ouvir, ter\u00e1s ganho o teu irm\u00e3o\u201d. 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