{"id":83094,"date":"2023-08-11T10:59:39","date_gmt":"2023-08-11T13:59:39","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=83094"},"modified":"2023-08-11T10:59:39","modified_gmt":"2023-08-11T13:59:39","slug":"francisco-nao-fiquemos-indiferentes-diante-dos-massacres-no-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/francisco-nao-fiquemos-indiferentes-diante-dos-massacres-no-mar\/","title":{"rendered":"Francisco: n\u00e3o fiquemos indiferentes diante dos massacres no mar"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\"><span class=\"didascalia_img\">O Papa reza pelas v\u00edtimas do novo naufr\u00e1gio de migrantes no Mediterr\u00e2neo (foto: Ansa)\u00a0 (ANSA)<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Em um tu\u00edte, a ora\u00e7\u00e3o e a tristeza do Papa pela nova trag\u00e9dia de migrantes no Estreito da Sic\u00edlia, onde 41 migrantes morreram depois de um barco virar. Nele estavam amontoados h\u00e1 cinco dias. Apenas quatro pessoas sobreviveram.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a a reportagem e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-83094-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/08\/10\/16\/137264381_F137264381.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/08\/10\/16\/137264381_F137264381.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/08\/10\/16\/137264381_F137264381.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Paolo Ondarza &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um novo apelo para combater a indiferen\u00e7a e evitar o risco de um &#8220;naufr\u00e1gio da civiliza\u00e7\u00e3o&#8221; diante de mais um massacre no mar. Francisco confia isso a um tu\u00edte da sua conta @Pontifex, ao escrever sobre a trag\u00e9dia desta quarta-feira (9) no Estreito da Sic\u00edlia, onde 41 migrantes morreram ap\u00f3s o naufr\u00e1gio de um pequeno barco no qual estavam a bordo h\u00e1 cinco dias, que partiu de Sfax, na Tun\u00edsia.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cFoi com tristeza que recebi a not\u00edcia de um novo naufr\u00e1gio de migrantes no Mar Mediterr\u00e2neo. N\u00e3o fiquemos indiferentes diante dessas trag\u00e9dias e rezemos pelas v\u00edtimas e suas fam\u00edlias.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O relato dos sobreviventes<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os momentos de desespero vividos pelas v\u00edtimas foram relatados pelos quatro sobreviventes, tr\u00eas homens e uma mulher, origin\u00e1rios da Costa do Marfim e de Guin\u00e9 Konakry, que foram resgatados pela embarca\u00e7\u00e3o a motor Rimona, que os transferiu para o barco de patrulha da Guarda Costeira Cp327. Os sobreviventes, que desembarcaram em Lampedusa, contaram que partiram em 45 da costa da Tun\u00edsia, amontoados em um barco de metal de 7 metros. Tr\u00eas crian\u00e7as tamb\u00e9m estavam a bordo. Uma grande onda virou o barco e at\u00e9 mesmo os coletes salva-vidas usados por apenas 15 pessoas n\u00e3o serviram para nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fontes informadas citadas pela ag\u00eancia de not\u00edcias\u00a0<i>LaPresse<\/i>\u00a0denunciam que a Guarda Costeira da L\u00edbia n\u00e3o interveio. O barco havia perdido seu curso. Ele foi avistado nesta quarta (9) por uma aeronave da Ag\u00eancia Europeia Frontex. Assim, a Guarda Costeira de Roma organizou a interven\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, h\u00e1 1.458 migrantes no ponto de acesso de Lampedusa. A Prefeitura de Agrigento e a Pol\u00edcia tentaram, nos \u00faltimos dias, diminuir a presen\u00e7a porque sabiam que, assim que as condi\u00e7\u00f5es do mar melhorassem, as travessias seriam retomadas em grande escala. Nesta quinta (10), 600 migrantes deixar\u00e3o a ilha. Na quarta (9), 1100 pessoas foram transferidas da primeira instala\u00e7\u00e3o de recep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Mais de 2 mil mortes em 2023<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com\u00a0<i>Save the Children<\/i>, a organiza\u00e7\u00e3o internacional que trabalha para salvar crian\u00e7as em risco, mais de 2 mil pessoas podem ter morrido ou desaparecido tentando atravessar o Mediterr\u00e2neo desde o in\u00edcio de 2023. N\u00fameros que correm o risco de tornar o ano atual o pior em termos de v\u00edtimas desde 2016. Desde o naufr\u00e1gio de Cutro at\u00e9 o da Gr\u00e9cia, passando pelas repetidas trag\u00e9dias em Lampedusa.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Francisco: n\u00e3o \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco nunca deixou de levantar sua voz em defesa das muitas pessoas que fogem da guerra, da viol\u00eancia, da persegui\u00e7\u00e3o e da pobreza. Em 26 de fevereiro, no mesmo dia em que mais de 70 migrantes a bordo de um barco da Turquia morreram na costa de Steccato di Cutro, o bispo de Roma expressou sua profunda tristeza durante o Angelus e, uma semana depois, voltou novamente da janela do pal\u00e1cio apost\u00f3lico para implorar: &#8220;as viagens da esperan\u00e7a n\u00e3o devem mais se transformar em viagens da morte. Que as \u00e1guas l\u00edmpidas do Mediterr\u00e2neo n\u00e3o sejam mais ensanguentadas por incidentes t\u00e3o tr\u00e1gicos&#8221;. Convidando as pessoas a rezar pelas muitas v\u00edtimas do mar, o Pont\u00edfice tamb\u00e9m pediu para n\u00e3o ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito, \u00e0 &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a&#8221; repetidamente denunciada: &#8220;que o Senhor nos d\u00ea a for\u00e7a para entender e chorar&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Saber chorar os mortos inocentes<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucos dias depois do massacre, uma cruz feita de madeira da barca de Cutro foi doada ao Papa por um colega jornalista de Crotone, durante um encontro privado. O Pont\u00edfice quis guard\u00e1-la em seu apartamento, colocando-a ao lado da de Lampedusa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi justamente Lampedusa que Francisco visitou no in\u00edcio do seu minist\u00e9rio, em 8 de julho de 2013, cen\u00e1rio de um massacre de mais de 300 homens que morreram no mar. No d\u00e9cimo anivers\u00e1rio daquela visita, h\u00e1 um m\u00eas, o Papa escreveu uma carta ao arcebispo de Agrigento, dom Alessandro Damiano: &#8220;estamos abalados pelos massacres silenciosos diante dos quais ainda permanecemos impotentes e at\u00f4nitos&#8221;. L\u00ea-se ainda: &#8220;\u00e9 a vergonha de uma sociedade que n\u00e3o sabe mais chorar e se compadecer dos outros&#8221;. &#8220;A morte de inocentes, principalmente crian\u00e7as, em busca de uma exist\u00eancia mais serena, longe das guerras e da viol\u00eancia, \u00e9 um grito doloroso e ensurdecedor que n\u00e3o pode nos deixar indiferentes&#8221;. Na carta, Francisco novamente pediu uma mudan\u00e7a de atitude: &#8220;o irm\u00e3o que bate \u00e0 porta \u00e9 digno de amor, de acolhida e de todo cuidado. Ele \u00e9 um irm\u00e3o que, como eu, foi colocado na terra para desfrutar do que existe nela e para compartilh\u00e1-lo em comunh\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o aos medos e \u00e0 l\u00f3gica partid\u00e1ria<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dez anos depois de uma visita que ficou gravada na mem\u00f3ria, os habitantes de Lampedusa receberam novamente os agradecimentos do Papa, juntamente com a advert\u00eancia de &#8220;n\u00e3o permanecer presos ao medo ou \u00e0 l\u00f3gica partid\u00e1ria&#8221;, e o encorajamento a serem &#8220;crist\u00e3os capazes de enriquecer com a riqueza espiritual do Evangelho&#8221; uma &#8220;ilha, situada no cora\u00e7\u00e3o do\u00a0<i>Mare Nostrum<\/i>, para que volte a brilhar em sua beleza original&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O apelo do Santo Padre para que &#8220;se fa\u00e7a todo o poss\u00edvel para evitar trag\u00e9dias semelhantes&#8221; tamb\u00e9m ecoou ap\u00f3s o grav\u00edssimo naufr\u00e1gio, provavelmente o mais grave dos \u00faltimos anos, cuja din\u00e2mica ainda n\u00e3o foi esclarecida, ocorrido no largo de Pylos, no Peloponeso, na noite de 14 para 15 de junho deste ano, quando um barco de pesca que partiu da costa da L\u00edbia com 750 pessoas a bordo afundou, causando cerca de 600 mortes e desaparecidos.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Parem o naufr\u00e1gio da civiliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Olhemos para os rostos das crian\u00e7as&#8221;, disse Francisco tamb\u00e9m em Lesbos, em 2021: &#8220;n\u00e3o fujamos apressadamente das imagens grosseiras de seus pequenos corpos inertes nas praias. Vamos parar este naufr\u00e1gio da civiliza\u00e7\u00e3o!&#8221; Palavras que lembram as pronunciadas em Malta em 2022: &#8220;para nos salvarmos do naufr\u00e1gio que amea\u00e7a afundar o navio de nossa civiliza\u00e7\u00e3o, devemos nos comportar com humanidade, olhando para as pessoas n\u00e3o como n\u00fameros, mas pelo que elas s\u00e3o: irm\u00e3os e irm\u00e3s&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa reza pelas v\u00edtimas do novo naufr\u00e1gio de migrantes no Mediterr\u00e2neo (foto: Ansa)\u00a0 (ANSA) Em um tu\u00edte, a ora\u00e7\u00e3o e a tristeza do Papa pela nova trag\u00e9dia de migrantes no Estreito da Sic\u00edlia, onde 41 migrantes morreram depois de um barco virar. Nele estavam amontoados h\u00e1 cinco dias. Apenas quatro pessoas sobreviveram. 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