{"id":83013,"date":"2023-08-08T09:13:11","date_gmt":"2023-08-08T12:13:11","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=83013"},"modified":"2023-08-08T09:13:11","modified_gmt":"2023-08-08T12:13:11","slug":"o-papa-em-fatima-rezei-pela-paz-sem-publicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-em-fatima-rezei-pela-paz-sem-publicidade\/","title":{"rendered":"O Papa: em F\u00e1tima rezei pela paz sem publicidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">No voo de regresso de Lisboa, Francisco explicou aos jornalistas por qual motivo escolheu rezar em sil\u00eancio no santu\u00e1rio e deixar de lado os discursos preparados aos jovens e falar com eles de forma mais eficaz. Reafirmou a &#8220;toler\u00e2ncia zero&#8221; em rela\u00e7\u00e3o aos abusos contra menores. Explicou os motivos da viagem a Marselha e repetiu que a Igreja est\u00e1 aberta a todos, mesmo para aqueles que n\u00e3o podem receber alguns sacramentos. E mais: \u201cMinha sa\u00fade est\u00e1 bem\u201d<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Vatican News<\/b><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"2023 08 06 Papa Francesco conferenza stampa integrale aereo viaggio apostolico in Portogallo\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vN1IeoG-n40?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cBoa noite e muito obrigado por esta experi\u00eancia. Hoje, h\u00e1 um anivers\u00e1rio. Parab\u00e9ns, depois chegar\u00e1 o bolo!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas foram as primeiras palavras dirigidas aos jornalistas presentes no voo papal de regresso a Roma na tradicional coletiva de imprensa no avi\u00e3o. O anivers\u00e1rio anunciado pelo Pont\u00edfice era o de Rita Cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira pergunta foi feita pela veterana das viagens pontif\u00edcias, Aura Miguel, da R\u00e1dio Renascen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Santidade, antes de tudo obrigado por sua visita a Portugal. Todos j\u00e1 a consideravam um sucesso. Todos muito contentes. Obrigado por ter vindo. Encontrei um alto chefe da pol\u00edcia, que me disse que nunca tinha visto uma multid\u00e3o assim obediente e pac\u00edfica. Foi bel\u00edssimo. A minha pergunta diz respeito a F\u00e1tima. N\u00f3s sabemos que o senhor foi ali e rezou em sil\u00eancio na capelinha. Por\u00e9m, havia uma grande expectativa, no local justamente onde Nossa Senhora fez um pedido para rezar pelo fim da guerra (e estamos em guerra neste momento infelizmente) de uma renova\u00e7\u00e3o da parte do Santo Padre, publicamente, de uma ora\u00e7\u00e3o pela paz. Os olhos de tudo o mundo estavam fixados sobre o senhor ontem pela manh\u00e3, em F\u00e1tima. Por que n\u00e3o o fez?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rezei, rezei. Rezei a Nossa Senhora e rezei pela paz. N\u00e3o fiz propaganda. Mas rezei. E devemos continuamente repetir esta ora\u00e7\u00e3o pela paz. Ela, na Primeira Guerra Mundial, tinha pedido isto. E eu, desta vez, isto pedi a Nossa Senhora. Rezei. N\u00e3o fiz publicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pergunta 2 &#8211; Joao Francesco Gomez &#8211; Observador<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Em fevereiro deste ano, foi publicado um relat\u00f3rio sobre a realidade dos abusos em Portugal, quase 5000 crian\u00e7as foram v\u00edtimas nas \u00faltimas d\u00e9cadas. E eu pergunto: o senhor foi informado sobre este relat\u00f3rio entregue aos bispos? Que pensa deveria acontecer com os bispos que sabiam dos casos de abusos e n\u00e3o os comunicaram \u00e0s autoridades?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como sabem, de modo muito reservado, recebi um grupo de pessoas que foram abusas. Como sempre fa\u00e7o nesses casos, dialogamos sobre esta peste, esta peste terr\u00edvel. Na Igreja, se seguia mais ou menos a mesma conduta que se segue atualmente nas fam\u00edlias e nos bairros&#8230;se encobre. Pensemos que 42 % dos abusos acontecem nas fam\u00edlias ou nos bairros. Ainda devemos amadurecer e ajudar a descobrir essas coisas. Desde o esc\u00e2ndalo de Boston, a Igreja se conscientizou que n\u00e3o podia seguir caminhos aleat\u00f3rios, mas se deveria segurar o \u201ctouro pelo chifre\u201d. Dois anos e meio atr\u00e1s, houve uma reuni\u00e3o dos presidentes das Confer\u00eancias Episcopais, onde foram fornecidas tamb\u00e9m estat\u00edsticas oficiais sobre os abusos. E \u00e9 grave, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grave. Na Igrrja, h\u00e1 uma frase que estamos usando continuamente: toler\u00e2ncia zero, toler\u00e2ncia zero. E os pastores, que de alguma maneira n\u00e3o assumiram sua responsabilidade, devem arcar com esta irresponsabilidade. O mundo dos abusos \u00e9 muito duro e, por isto, exorto a serem muito abertos sobre tudo isso. O que me perguntaram como est\u00e1 indo o processo na Igreja portuguesa, est\u00e1 indo bem. Est\u00e1 indo bem e com serenidade se busca a seriedade nos casos de abusos. Os n\u00fameros, \u00e0s vezes, se revelam exagerados, um pouco pelos coment\u00e1rios que sempre gostamos de fazer, mas a realidade \u00e9 que est\u00e1 indo bem e isto me d\u00e1 certa tranquilidade. Gostaria de tocar em um ponto e gostaria de pedir a colabora\u00e7\u00e3o de voc\u00eas, jornalistas. Voc\u00eas t\u00eam um telefone hoje? Um telefone. Bem, em qualquer um desses telefones, a pagamento ou com uma senha, se tem acesso a abuso sexual contra menore. Isso entra em nossas casas e o abuso sexual contra menores \u00e9 filmado ao vivo. Onde \u00e9 filmado? Quem s\u00e3o os respons\u00e1veis? Esta \u00e9 uma das pragas mais graves, ao lado de todo o mundo (&#8230;) mas quero sublinhar isso porque, \u00e0s vezes, n\u00e3o nos damos conta de que as coisas s\u00e3o assim t\u00e3o radicais. Quando se usa uma crian\u00e7a para fazer espet\u00e1culo de um abuso, se chama a aten\u00e7\u00e3o. O abuso \u00e9 como &#8220;comer&#8221; a v\u00edtima, n\u00e9?, ou pior, machuc\u00e1-la e deix\u00e1-la viva. Conversar com pessoas abusadas \u00e9 uma experi\u00eancia muito dolorosa, o que tamb\u00e9m me faz bem, n\u00e3o porque em agrada ouvir, mas porque me ajuda a assumir esse drama. Ou seja, para a sua pergunta eu diria o que eu disse: o processo est\u00e1 andando bem, estou informado de como est\u00e3o as coisas. As not\u00edcias podem ter ampliado a situa\u00e7\u00e3o, mas as coisas est\u00e3o andando bem a esse respeito. Mas tamb\u00e9m, com isso, digo a voc\u00eas, de alguma forma, ajudem, ajudem para que todos os tipos de abusos possam ser resolvidos, o abuso sexual, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. Existem tamb\u00e9m outros tipos de abuso que clamam aos c\u00e9us: o abuso do trabalho infantil, o abuso do trabalho com crian\u00e7as e \u00e9 usado; o abuso das mulheres, certo? Ainda hoje, em muitos pa\u00edses, fazem-se cirurgias nas meninas: retira-se-lhes o clit\u00f3ris, e isto \u00e9 hoje, e faz-se com uma navalha, e adeus&#8230; Crueldade&#8230; E o abuso do trabalho, isto \u00e9, dentro do abuso sexual, que \u00e9 grave, e tudo isso: existe uma cultura do abuso que a humanidade deve rever e converter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pergunta 3 &#8211; Jean-Marie Gu\u00e9nois &#8211; LE FIGARO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Santo Padre, como est\u00e1 a sua sa\u00fade, como prossegue a convalesc\u00eancia? O senhor n\u00e3o leu ou leu somente pequenos trechos de cinco discursos. \u00c9 sem precedentes nas viagens: por qu\u00ea? Teve problema nos olhos, cansa\u00e7o? Textos demasiados longos? Como se sente? E se me permite uma pequena pergunta sobre a Fran\u00e7a. O senhor ir\u00e1 a Marselha, mas nunca visita a Fran\u00e7a. A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o entende, talvez muito pequena ou o senhor tem algo contra a Fran\u00e7a?\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A minha sa\u00fade vai bem. Os pontos foram tirados, levo uma vida normal, uso uma faixa por dois ou tr\u00eas meses para evitar uma (&#8230;incompreens\u00edvel..) at\u00e9 que os m\u00fasculos estar\u00e3o mais fortes. A vista. Naquela par\u00f3quia, cortei o discurso porque havia uma luz na frente e n\u00e3o conseguia ler, vinha a luz e por isso cortei. Algumas pessoas, atrav\u00e9s do Matteo, perguntaram por que eu abreviei as homilias que voc\u00eas t\u00eam. Quando falo, n\u00e3o as homilias acad\u00eamicas, busco faz\u00ea-lo de maneira mais clara. Quando falo, sempre busco a comunica\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas viram que mesmo na homilia acad\u00eamica, alguma brincadeira, alguma risada fa\u00e7o para controlar a comunica\u00e7\u00e3o. Com os jovens, os discursos longos tinham o essencial da mensagem, o essencial da mensagem, e eu agia ali segundo sentia a comunica\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas viram que fiz algumas perguntas e logo o eco me indicava para onde ia a coisa, se estava errado ou n\u00e3o. Os jovens n\u00e3o mant\u00eam muito tempo de aten\u00e7\u00e3o. Imagine que se voc\u00ea faz um discurso claro com uma ideia, uma imagem, um afeto, podem acompanhar por oito minutos. Entre par\u00eantesis, na Evangelii Gaudium, a primeira exorta\u00e7\u00e3o que fiz, escrevi um longo, longo cap\u00edtulo sobre a homilia. Porque aqui est\u00e1 um p\u00e1roco (referindo-se ao Pe. Benito Giorgetta, p\u00e1roco de Termoli, ndr), que sabe que as homilias \u00e0s vezes s\u00e3o uma tortura, uma tortura, que falam bl\u00e1, bl[a, e as pessoas\u2026 Em alguma cidadezinha, n\u00e3o sei se em Termoli,\u00a0 os homens saem para fumar e voltam. A Igreja deve se converter neste aspecto da homilia: breve, clara, com uma mensagem clara e afetuosa. Por isso, eu controlo como vai com os jovens e os fa\u00e7o dizer. Mas eu abreviei porque me interessa a ideia com os jovens. E passemos \u00e0 Fran\u00e7a. Fui a Estrasburgo, irei a Marselha, mas na Fran\u00e7a n\u00e3o. H\u00e1 um problema que me preocupa, que \u00e9 o problema Mediterr\u00e2neo. Por isso, vou \u00e0 Fran\u00e7a. \u00c9 criminoso a explora\u00e7\u00e3o dos migrantes. Aqui na Europa n\u00e3o, porque somos mais cultos, mas nos lager do norte da \u00c1frica\u2026 eu recomendo uma leitura. H\u00e1 um pequeno livro, pequeno, que escreveu um migrante que para ir da Guin\u00e9 \u00e0 Espanha levou creio tr\u00eas anos porque foi capturado, torturado, escravizado. Os migrantes naqueles lagers do norte: \u00e9 terr\u00edvel. Neste momento \u2013 semana passada \u2013 a associa\u00e7\u00e3o Mediterranea Saving Human estava fazendo um trabalho para resgatar os migrantes que estavam no deserto entre a Tun\u00edsia e a L\u00edbia, porque os haviam abandonado ali para morrer. Aquele livro de chama \u201cHermanito\u201d &#8211; em italiano \u201cFratellino\u201d (Irm\u00e3ozinho) \u2013 mas se l\u00ea em duas horas, vale a pena. Leiam e ver\u00e3o o drama dos migrantes ao se aventurarem. Os bispos do Mediterr\u00e2neo far\u00e3o este encontro, tamb\u00e9m com algum pol\u00edtico, para refletir seriamente sobre o drama dos migrantes. O Mediterr\u00e2neo \u00e9 um cemit\u00e9rio, mas n\u00e3o \u00e9 o maior cemit\u00e9rio. O maior cemit\u00e9rio \u00e9 o norte da \u00c1frica. \u00c9 terr\u00edvel isto, leiam. Vou a Marselha por isto. Na semana passada, o presidente Macron disse que tem inten\u00e7\u00e3o de ir a Marselha e estarei ali um dia e meio: chegarei \u00e0 tarde e terei o dia seguinte inteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(O senhor n\u00e3o tem nada contra a Fran\u00e7a \u2013 afirma Matteo Bruni, repetindo a pergunta):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o. N\u00e3o, a respeito disto \u00e9 uma pol\u00edtica. Estou visitando os pequenos pa\u00edses europeus. Os grandes pa\u00edses, Espanha, Fran\u00e7a, Inglaterra, deixo para depois, no final. Mas como op\u00e7\u00e3o comecei pela Alb\u00e2nia e assim os menores. N\u00e3o h\u00e1 nada. A Fran\u00e7a, duas cidades: Estrasburgo e Marselha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pergunta 4 &#8211; Emma Elisabeth\u00a0Hirschbeck &#8211; ARD ROMA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O Santo Padre em Lisboa disse-nos que na Igreja h\u00e1 lugar para todos, todos, todos. A Igreja est\u00e1 aberta a todos, mas ao mesmo tempo nem todos t\u00eam os mesmos direitos, oportunidades, no sentido de que, por exemplo, mulheres e homossexuais n\u00e3o podem receber todos os sacramentos. Santo Padre, como explica esta incoer\u00eancia entre uma Igreja aberta e uma Igreja que n\u00e3o \u00e9 igual para todos? Obrigada.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea me faz uma pergunta sobre dois pontos de vista diferentes. A Igreja \u00e9 aberta a todos, depois existem leis que regulam a vida dentro da Igreja. Algu\u00e9m que est\u00e1 dentro est\u00e1 de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o, o que voc\u00ea diz \u00e9 uma simplifica\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o pode receber os sacramentos\u201d. Isso n\u00e3o significa que a Igreja seja fechada, cada um encontra Deus pelo pr\u00f3prio caminho dentro da Igreja, e a Igreja \u00e9 m\u00e3e e guia cada um pelo seu caminho. Por isso n\u00e3o gosto de dizer: venham todos, mas tu, este, mas o outro&#8230; Todos, cada um na ora\u00e7\u00e3o, no di\u00e1logo interior, no di\u00e1logo pastoral, procura uma forma de seguir em frente. Para isso, fazer uma pergunta: por que os homossexuais n\u00e3o\u2026 Todos! E o Senhor \u00e9 claro: doentes. Saud\u00e1veis, velhos e jovens, feios e bonitos\u2026 bons e maus! H\u00e1 como um olhar que n\u00e3o entende essa inser\u00e7\u00e3o da Igreja como m\u00e3e e pensa nela como uma esp\u00e9cie de empresa que para entrar tem que fazer isso, fazer desta forma e n\u00e3o de outra&#8230; Outra coisa \u00e9 a ministerialidade da Igreja, que \u00e9 o modo para levar em frente o rebanho e uma das coisas importantes \u00e9 a paci\u00eancia, na ministerialidade: acompanhar as pessoas passo a passo em seu caminho de amadurecimento. Cada um de n\u00f3s tem esta experi\u00eancia: que a Igreja m\u00e3e nos acompanhou e nos acompanha no seu pr\u00f3prio caminho de amadurecimento. N\u00e3o gosto da redu\u00e7\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 eclesial, isso \u00e9 gn\u00f3stico. \u00c9 como uma heresia gn\u00f3stica que est\u00e1 um pouco na moda hoje. Um certo gnosticismo que reduz a realidade eclesial e isso n\u00e3o ajuda. A Igreja \u00e9 m\u00e3e, acolhe todos, e cada um faz o pr\u00f3prio caminho dentro da igreja, sem publicidade, e isso \u00e9 muito importante. Obrigado pela coragem de fazer esta pergunta. Obrigado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O Papa deseja compartilhar uma opini\u00e3o sobre a JMJ, fala Matteo Bruni, diretor da Sala de Imprensa da Santa S\u00e9\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como vivi a JMJ. Esta \u00e9 a quarta que vivo. A primeira foi no Rio de Janeiro, que era monumental, a la brasile\u00f1a, bela. A segunda em Crac\u00f3via, a terceira no Panam\u00e1, esta \u00e9 a quarta. Esta \u00e9 a mais numerosa. Os dados concretos, verdadeiros, eram mais de um milh\u00e3o. Antes ainda, na vig\u00edlia \u00e0 noite calculava-se um milh\u00e3o e quatrocentos e um milh\u00f5es e seiscentos mil. Impressionante a quantidade. Bem preparada! Esta \u00e9 aquela que eu vi melhor preparada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E os jovens s\u00e3o uma surpresa. Os jovens s\u00e3o jovens. Aprontam, a vida \u00e9 assim. Mas procuram seguir em frente. E eles s\u00e3o o futuro. A quest\u00e3o \u00e9 acompanh\u00e1-los. O problema \u00e9 saber acompanhar. E \u00e9 que n\u00e3o se separem das ra\u00edzes. Por isso insisto tanto no di\u00e1logo entre velhos e jovens, os av\u00f3s com os netos. Esse di\u00e1logo \u00e9 importante, mais importante do que o di\u00e1logo entre pais e filhos. Os av\u00f3s, as ra\u00edzes. Depois, os jovens s\u00e3o religiosos, eles buscam f\u00e9, n\u00e3o artificial. \u2026eles procuram um encontro com Jesus e issso n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil&#8230; Alguns dizem, mas os jovens nem sempre seguem uma vida segundo a moral. Mas quem de n\u00f3s n\u00e3o cometeu um erro moral na pr\u00f3pria vida? Todos! Com qualquer dos mandamentos. Cada um de n\u00f3s tem as pr\u00f3prias quedas na pr\u00f3pria hist\u00f3ria. A vida \u00e9 assim. Mas o Senhor sempre nos espera porque \u00e9 misericordioso , \u00e9 pai. E a miseric\u00f3rdia supera tudo&#8230;&#8230;Isso queria dizer sobre a JMJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pergunta 6 &#8211; Justin Scott Clellan \u2013 CNS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Falando de JMJ. Ouvimos nestes dias talguns estemunhos de jovens que lutaram pela sa\u00fade mental, com a depress\u00e3o. O senhor j\u00e1 lutou com isso? E se algu\u00e9m decidir cometer suic\u00eddio, o que \u00a0diria \u00e0 fam\u00edlia dessa pessoa que sofre com o ensinamento cat\u00f3lico sobre o suic\u00eddio, pensando que tenha ido para o inferno?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje o suic\u00eddio juvenil \u00e9 importante, importante em n\u00famero. A m\u00eddia n\u00e3o fala tanto, porque n\u00e3o \u00e9 informado \u00e0s m\u00eddias. Fiquei \u2013 n\u00e3o a confiss\u00e3o, n\u00e3o \u2013 em di\u00e1logo com os jovens, porque aproveitei para dialogar. Um bravo jovem me disse: posso lhe fazer uma pergunta? O que o senhor pensa sobre o suic\u00eddio? Ele n\u00e3o falava a nossa l\u00edngua, mas eu entendi bem e come\u00e7amos a conversar sobre o suic\u00eddio. E no final ele me disse: obrigado, porque ano passado estava indeciso se cometia ou n\u00e3o. Tantos jovens angustiados, deprimidos, mas n\u00e3o s\u00f3 psicologicamente&#8230; depois em alguns pa\u00edses que s\u00e3o muito, muito exigentes na universidade, os jovens que n\u00e3o conseguem se formar ou encontrar aquele trabalho se suicidam, porque sentem uma vergonha muito grande. N\u00e3o digo que seja uma coisa de todos os dias, mas \u00e9 um problema, um problema atual, uma coisa que acontece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Bruni<\/b>: Obrigado Sua Santidade por suas respostas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O Papa<\/b>: obrigado a voc\u00eas pelo que fizeram e n\u00e3o se esque\u00e7as hein\u2026 &#8216;Hermanito&#8217;, &#8216;Fratellino&#8217;, o livro do migrante. Obrigado!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No voo de regresso de Lisboa, Francisco explicou aos jornalistas por qual motivo escolheu rezar em sil\u00eancio no santu\u00e1rio e deixar de lado os discursos preparados aos jovens e falar com eles de forma mais eficaz. Reafirmou a &#8220;toler\u00e2ncia zero&#8221; em rela\u00e7\u00e3o aos abusos contra menores. 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