{"id":82463,"date":"2023-06-10T10:01:54","date_gmt":"2023-06-10T13:01:54","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=82463"},"modified":"2023-06-15T13:03:18","modified_gmt":"2023-06-15T16:03:18","slug":"um-deus-apaixonado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/um-deus-apaixonado\/","title":{"rendered":"UM DEUS APAIXONADO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Definir o amor tornou-se o maior desafio daqueles que procuram exalt\u00e1-lo ou justifica-lo. As loas, versos e can\u00e7\u00f5es que tangem nossos ouvidos, dia e noite, o definem grotescamente, n\u00e3o como um sentimento puro e profundamente belo, mas com a grosseria e voluptuosidade de um ato, um momento, uma ilus\u00e3o. Esse \u00e9 o amor humano, a grande atra\u00e7\u00e3o n\u00e3o mais sentimental, mas sensorial, que faz das rela\u00e7\u00f5es humanas um magnetismo simplista e circunstancial; n\u00e3o mais uma afei\u00e7\u00e3o profunda e est\u00e1vel como deveria ser. Perdemos o sentido mais intr\u00ednseco de n\u00f3s mesmos, o amor que nos nutre e gera a vida, a vida em sua plenitude. Onde erramos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 preciso retroceder na origem dos tempos, dos fatos, da nossa pr\u00f3pria raz\u00e3o de ser. \u00c9 preciso reencontrar aquilo que somos, que justifica nossa raz\u00e3o, nosso existir nessa hist\u00f3ria.\u00a0 \u201cEnt\u00e3o Deus disse: \u2018Fa\u00e7amos o homem \u00e0 nossa imagem e semelhan\u00e7a\u2019&#8230; Deus contemplou a sua obra, e viu que tudo era muito bom\u201d. Era muito bom. Muito! N\u00e3o h\u00e1 aqui meio termo. A vis\u00e3o do Criador era a de uma obra perfeita, muito boa, em especial aquela com a qual se identificou \u00e0 primeira vista: a criatura humana, sua imagem e semelhan\u00e7a! E Deus se apaixonou por ela, sua criatura mais que perfeita! \u00a0Tanto que, para redimi-la da infidelidade praticada, lhe d\u00e1 uma segunda chance e oferece parte de si mesmo em holocausto de dor e reden\u00e7\u00e3o. Cristo foi a maior prova de amor que Deus nos deu nessa hist\u00f3ria. Mesmo assim, continuamos negligenciando e deturpando esse Amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o ouvimos o apelo do profeta: \u201cQuero amor e n\u00e3o sacrif\u00edcios, conhecimento de Deus mais do que holocaustos\u201d (Os 6,6). Continuamos surdos ao apelo de Jesus no deserto de nossas praias, no comodismo de nossas a\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias ao amor puro, ao respeito do que \u00e9 justo, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de mais dignidade pessoal e coletiva, \u00e0 sensatez de uma vida coerente com as b\u00ean\u00e7\u00e3os da cria\u00e7\u00e3o divina: \u201cCrescei e multiplicai-vos!\u201d Onde est\u00e1 esse crescimento, essa multiplica\u00e7\u00e3o de dons, de vida plena? Onde nossa resposta aos apelos de Deus: \u201cN\u00e3o vim chamar os justos, mas os pecadores\u201d. Ou ser\u00e1 que banimos de nossa hist\u00f3ria o conceito de pecado, de fraqueza, dos limites que julgamos impostos de cima e por isso os renegamos? N\u00e3o mais aceitamos ordens, nem disciplina, nem regras? Mandamentos? Nem pensar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem ousou definir Deus como Amor, o Amor mai\u00fasculo? Exatamente o disc\u00edpulo mais jovem, \u201caquele que o Senhor amava\u201d. Aquele do qual hoje a mente polu\u00edda e deturpada de alguns avan\u00e7ados \u201cte\u00f3ricos\u201d justifica a homo afetividade, a permissividade, a libertinagem em excesso. Deus \u00e9 Amor e o Amor \u00e9 Deus. Sem manchas, sem desvios, sem deturpa\u00e7\u00f5es! \u201cEste \u00e9 o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo\u201d. Aqui n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para qualquer outra pr\u00e1tica que n\u00e3o seja a do respeito m\u00fatuo, da pureza de sentimentos, da fidelidade \u201cat\u00e9 o fim\u201d, a morte propriamente dita. Aqui a reciprocidade \u00e9 maior do que nossa desola\u00e7\u00e3o e eventuais desencantos, nossas prova\u00e7\u00f5es e tenta\u00e7\u00f5es mundanas. \u201cComo o Pai me ama, assim tamb\u00e9m eu vos amo. Perseverai no meu amor\u201d (Jo 15,9). Esse amor ainda est\u00e1 no ar. E hoje Ele nos chama: \u201cVem e segue-me\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Definir o amor tornou-se o maior desafio daqueles que procuram exalt\u00e1-lo ou justifica-lo. As loas, versos e can\u00e7\u00f5es que tangem nossos ouvidos, dia e noite, o definem grotescamente, n\u00e3o como um sentimento puro e profundamente belo, mas com a grosseria e voluptuosidade de um ato, um momento, uma ilus\u00e3o. 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