{"id":82405,"date":"2023-06-09T10:32:40","date_gmt":"2023-06-09T13:32:40","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=82405"},"modified":"2023-06-09T12:33:30","modified_gmt":"2023-06-09T15:33:30","slug":"sao-jose-de-anchieta-era-devoto-da-virgem-maria-e-dedicou-a-ela-milhares-de-versos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-jose-de-anchieta-era-devoto-da-virgem-maria-e-dedicou-a-ela-milhares-de-versos\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Jos\u00e9 de Anchieta era devoto da Virgem Maria e dedicou a ela milhares de versos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Jos\u00e9 de Anchieta, cuja mem\u00f3ria lit\u00fargica \u00e9 recordada hoje (9), al\u00e9m de ap\u00f3stolo do Brasil, ficou conhecido como o poeta da\u00a0Virgem Maria, por sua devo\u00e7\u00e3o mariana e obras dedicadas \u00e0 M\u00e3e de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascido em 19 de mar\u00e7o de 1534 em San Crist\u00f3bal de La Laguna (Tenerife), Jos\u00e9 de Anchieta cultivou a devo\u00e7\u00e3o mariana desde jovem. Com apenas 16 anos, fez um voto de castidade diante da imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, consagrando sua virgindade \u00e0 Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, ingressou na Companhia de Jesus e viajou como mission\u00e1rio para o Brasil, onde colaborou na funda\u00e7\u00e3o de importantes cidades, como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, al\u00e9m de seu trabalho incans\u00e1vel na catequese dos \u00edndios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autor de in\u00fameras obras, dedicou algumas delas \u00e0 Nossa Senhora, como \u201cNa aldeia de Guaraparim\u201d, \u201cDia da Assun\u00e7\u00e3o em Reretiba\u201d e \u201cNa visita\u00e7\u00e3o de Santa Isabel\u201d. Mas, de todas, a que se tornou mais conhecida \u00e9 o \u201cPoema \u00e0 Virgem Maria\u201d, o qual est\u00e1 ligado a um importante momento de sua\u00a0vida\u00a0em que renovou aquele voto feito ainda jovem diante da Virgem Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao narrar a hist\u00f3ria deste santo, padre Paulo Ricardo recorda em artigo publicado em seu site que, entre 1555 e 1560, franceses tentaram estabelecer uma col\u00f4nia no Brasil e aproveitaram da rivalidade entre os \u00edndios para cooptar algumas tribos, que integraram a \u201cConfedera\u00e7\u00e3o dos Tamoios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPara apaziguar o conflito eminente \u2013 que tamb\u00e9m se revestia de oposi\u00e7\u00e3o religiosa, j\u00e1 que uma vit\u00f3ria dos franceses significaria um triunfo do protestantismo \u2013, o padre [Manuel] da N\u00f3brega e o irm\u00e3o Anchieta dirigiram-se \u00e0 regi\u00e3o de Iperoig \u2013 hoje, Ubatuba \u2013 e estabeleceram negocia\u00e7\u00f5es com os ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora as negocia\u00e7\u00f5es n\u00e3o avan\u00e7assem, \u201co impulso mission\u00e1rio de Anchieta n\u00e3o cessava de engendrar novos crist\u00e3os\u201d. At\u00e9 que padre Manuel da N\u00f3brega teve que deixar Anchieta sozinho entre os tupinamb\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAli, cercado por uma cultura completamente avessa \u00e0 crist\u00e3 e rodeado por \u00edndias que andavam nuas \u00e0 beira do mar, S\u00e3o Jos\u00e9 de Anchieta fez resplandecer o brilho da castidade: em voto a Nossa Senhora, prometeu que contaria a Sua vida em versos, caso ela guardasse intacta a sua pureza\u201d, conta o artigo de padre Paulo Ricardo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ent\u00e3o que Anchieta escreveu nas areias da praia 5786 versos em honra \u00e0 M\u00e3e de Deus e decorou-os antes de pass\u00e1-los para o papel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, confira um dos trechos do \u201cPoema \u00e0 Virgem Maria\u201d, no qual s\u00e3o Jos\u00e9 de Anchieta recorda o sofrimento vivido pela M\u00e3e de Deus ao viver os momentos da Paix\u00e3o de seu Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00d3 doce chaga, que repara os cora\u00e7\u00f5es feridos,<br \/>\nAbrindo larga estrada para o Cora\u00e7\u00e3o de Cristo.<br \/>\nProva do novo amor que nos conduz a uni\u00e3o! (Amai uns aos outros como EU vos amo)<br \/>\nPorto do mar que protege o barco de afundar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Ti todos se refugiam dos inimigos que amea\u00e7am:<br \/>\nTu, Senhor, \u00e9s medicina presente a todo mal!<br \/>\nQuem se acabrunha em tristeza, em consolo se alegra:<br \/>\nA dor da tristeza coloca um fardo no cora\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por Ti M\u00e3e, o pecador est\u00e1 firme na esperan\u00e7a,<br \/>\nCaminhar para o C\u00e9u, lar da bem-aventuran\u00e7a!<br \/>\n\u00d3 Morada de Paz! Canal de \u00e1gua sempre vivo,<br \/>\nJorrando \u00e1gua para a vida eterna!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta ferida do peito, \u00f3 M\u00e3e, \u00e9 s\u00f3 Tua,<br \/>\nSomente Tu sofres com ela, s\u00f3 Tu a podes dar.<br \/>\nD\u00e1-me acalentar neste peito aberto pela lan\u00e7a,<br \/>\nPara que possa viver no Cora\u00e7\u00e3o do meu Senhor!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entrando no \u00e2mago amoroso da piedade Divina,<br \/>\nEste ser\u00e1 meu repouso, a minha casa preferida.<br \/>\nNo sangue jorrado redimi meus delitos,<br \/>\nE purifique com \u00e1gua a sujeira espiritual!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embaixo deste teto (C\u00e9u) que \u00e9 morada de todos,<br \/>\nViver e morrer com prazer, este \u00e9 o meu grande desejo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Jos\u00e9 de Anchieta, cuja mem\u00f3ria lit\u00fargica \u00e9 recordada hoje (9), al\u00e9m de ap\u00f3stolo do Brasil, ficou conhecido como o poeta da\u00a0Virgem Maria, por sua devo\u00e7\u00e3o mariana e obras dedicadas \u00e0 M\u00e3e de Deus. Nascido em 19 de mar\u00e7o de 1534 em San Crist\u00f3bal de La Laguna (Tenerife), Jos\u00e9 de Anchieta cultivou a devo\u00e7\u00e3o mariana [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":82406,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,13],"tags":[],"class_list":["post-82405","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-featured"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82405","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82405"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82405\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82407,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82405\/revisions\/82407"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82406"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82405"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82405"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82405"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}