{"id":82044,"date":"2023-05-29T09:35:27","date_gmt":"2023-05-29T12:35:27","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=82044"},"modified":"2023-05-30T10:36:14","modified_gmt":"2023-05-30T13:36:14","slug":"novo-pentecostes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/novo-pentecostes\/","title":{"rendered":"NOVO PENTECOSTES"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para muitos leitores, nos dias atuais, o sin\u00f4nimo para pentecostes \u00e9 algo desconhecido; soa quase a um palavr\u00e3o sem sentido algum. Uma palavra longe de sua origem festiva, seu verdadeiro significado. De fato, uma festa bem antiga, judaica por excel\u00eancia, e que reunia em Jerusal\u00e9m milhares e milhares de judeus do mundo todo. Uma festa eloquente, grandiosa, que chegava a durar sete semanas, quando o povo celebrava o resultado de suas colheitas e traziam ao Templo parte de seus d\u00edzimos de gratid\u00e3o a Deus pelas d\u00e1divas da terra. E eis que j\u00e1 haviam decorridos cinquenta dias de outra grandiosa festa judaica, a p\u00e1scoa, que\u00a0 celebrava a passagem do anjo da morte, aquele que poupou somente as fam\u00edlias onde suas casas tinham a marca do sangue do cordeiro imolado. Aquela p\u00e1scoa se tornou a reden\u00e7\u00e3o do novo povo de Deus! Aquela p\u00e1scoa \u00e9 hoje raz\u00e3o de ser de nossa f\u00e9. Agora, decorridos cinquenta dias da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, eis que sua promessa de nos enviar um defensor se realiza durante essa outra festa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa mesma \u00a0promessa faz surgir um novo Pentecostes, uma nova festa da Colheita, agora com dura\u00e7\u00e3o n\u00e3o de sete semanas apenas,(7&#215;7=49+1) mas de sete dons&#8230; sete gra\u00e7as espirituais que nos foram derramadas dos c\u00e9us quais ben\u00e7\u00e3os divinas a fecundar nossas almas, nossas vidas sedentas de novas esperan\u00e7as. Chegou nosso tempo de colheita, nossa festa de gratid\u00e3o. Os dons derramados naquela humilde casa na periferia de Jerusal\u00e9m possui o j\u00fabilo, a preciosidade de uma colheita abundante, que nossa insignific\u00e2ncia e pequenez n\u00e3o merece, mas que a generosidade do Pai infunde em n\u00f3s como sementes fecundas de uma seara privilegiada. Seus sete dons s\u00e3o os selos de predile\u00e7\u00e3o de Deus pelo seu povo, filhos amados e benditos que seu cora\u00e7\u00e3o de Pai elegeu para si. Isso \u00e9 o que somos! Isso \u00e9 o que celebramos nesse Novo Pentecostes, a grande festa do destemor, da coragem, da aud\u00e1cia, da alegria e dos privil\u00e9gios que os dons do Esp\u00edrito Santo infundem naqueles que Ele escolheu para si. Por isso se diz que o sacramento do Crisma confirma em n\u00f3s o sentimento de perten\u00e7a a Deus, reveste-nos com a coura\u00e7a da prote\u00e7\u00e3o divina, renova em nossos cora\u00e7\u00f5es a maturidade da f\u00e9 que recebemos em nosso Batismo, refor\u00e7a nossas convic\u00e7\u00f5es da plenitude de vida advinda do Reino dos C\u00e9us, nos faz apreciar o que \u00e9 justo e reto\u00a0 e gozar das alegrias da consola\u00e7\u00e3o verdadeira&#8230; Isso e muito mais. N\u00e3o apenas sete, mas setenta vezes sete&#8230; Infinitesimamente mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como vemos, as significa\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas dessa festa t\u00eam suas motiva\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e tradicionais, mas perdem-se na avalia\u00e7\u00e3o quantitativa das gra\u00e7as que o amor de Deus proporciona \u00e0queles que se deixam guiar pelo seu Esp\u00edrito santificador. N\u00e3o podemos medir ou quantificar o Amor, em especial Aquele que se diz o pr\u00f3prio. Esse n\u00e3o tem limites, origem, princ\u00edpio e fim. Esse est\u00e1 em tudo, toma conta, invade, preenche. \u00c9 a fonte, o manancial de tudo que d\u00e1 sentido \u00e0 vida, a tudo o que somos, temos ou iremos ser e ter um dia. Entregar-se a essa gra\u00e7a e un\u00e7\u00e3o \u00e9 abandonar-se em Deus como instrumentos de sua a\u00e7\u00e3o no mundo, na hist\u00f3ria, na festa da colheita farta que Ele deseja realizar em n\u00f3s, por n\u00f3s. Esse \u00e9 nosso tempo de semeadura, nossa raz\u00e3o de ser e de existir, de aqui estar de passagem, mas deixar em nosso tempo o registro de uma multiplica\u00e7\u00e3o infinitesimal dos dons que o Senhor depositou em n\u00f3s. Seja nossa colheita cevada ou trigo, quanto devolveremos a Ele, o dono da vinha, o Senhor da Festa? Voc\u00ea recebeu tantas moedas! Quanto de D\u00edzimo devolver\u00e1 ao Dono da casa&#8230; dessa casa que \u00e9 a vida, o mundo? Lembre-se: n\u00e3o vale devolver os mesmos sete dons. N\u00e3o esconda suas moedas; multiplique-as!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para muitos leitores, nos dias atuais, o sin\u00f4nimo para pentecostes \u00e9 algo desconhecido; soa quase a um palavr\u00e3o sem sentido algum. Uma palavra longe de sua origem festiva, seu verdadeiro significado. De fato, uma festa bem antiga, judaica por excel\u00eancia, e que reunia em Jerusal\u00e9m milhares e milhares de judeus do mundo todo. 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