{"id":81884,"date":"2023-05-22T14:36:46","date_gmt":"2023-05-22T17:36:46","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=81884"},"modified":"2023-05-22T14:36:46","modified_gmt":"2023-05-22T17:36:46","slug":"o-fim-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-fim-do-mundo\/","title":{"rendered":"O FIM DO MUNDO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem inventou a possibilidade do fim do mundo n\u00e3o foi o medo e a inseguran\u00e7a humana em seus dias de crises existenciais, mas o pr\u00f3prio Cristo em sua despedida terrena. Eis que Ele acena aos homens em sua ascens\u00e3o aos c\u00e9us, aventando esse assunto e se dizendo companheiro de nossa jornada at\u00e9 o fim, o final dos tempos. \u201cEstarei convosco sempre!\u201d, \u00e9 sua promessa. Para os exegetas, o an\u00fancio de Cristo em sua despedida terrena \u00e9 muito mais que uma for\u00e7a de express\u00e3o, um adeus moment\u00e2neo. \u00c9 a prova cabal e real de que tudo converge para o cerne da Cria\u00e7\u00e3o, que tem em Cristo seu maior mist\u00e9rio, a raz\u00e3o de ser, de existir, que d\u00e1 sentido \u00e0 exist\u00eancia humana. Fomos plasmados no cora\u00e7\u00e3o do Pai e a Ele voltaremos atrav\u00e9s das promessas do seu Filho, sob a a\u00e7\u00e3o e un\u00e7\u00e3o do seu Esp\u00edrito. Eis o trip\u00e9 que sustenta e d\u00e1 raz\u00e3o a tudo o que somos, vemos e sentimos neste mundo. Um dia tudo acaba e s\u00f3 nos restar\u00e1 o retorno ao Pai, fonte e origem desse tudo, desse universo que pensamos possuir! Eis tudo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de ilus\u00f5es que nossa vida \u00e9 feita. H\u00e1 uma realidade muito maior e mais ampla que esse mundo tang\u00edvel, essa mat\u00e9ria impactante a moldar nossas vidas, a construir sonhos e acumular ambi\u00e7\u00f5es. Somos mais que um conjunto de c\u00e9lulas ou um universo de \u00e1tomos radioativos ou n\u00e3o. O fluxo e refluxo do cora\u00e7\u00e3o humano \u00e9 o mais simples exemplo desse pulsar de vida que a autoridade divina nos possibilitou experimentar neste mundo, ou seja: a vida \u00e9 um constante fluxo e refluxo que flui do cora\u00e7\u00e3o de Deus. Uma di\u00e1stole e s\u00edstole espiritual. Quem foge dessa realidade torna-se o sangue derramado, que se esvai do cora\u00e7\u00e3o, das veias dilaceradas do Redentor humano e se perde no ch\u00e3o da triste realidade terrena&#8230; Essa linguagem figurada n\u00e3o \u00e9 mera prega\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica, mas prerrogativa da f\u00e9 crist\u00e3: \u201cNingu\u00e9m vai ao Pai sen\u00e3o por mim\u201d. Eis o caminho, a verdade e a vida do refluxo existencial. Nossa passagem terrena tem um retorno definido, uma rota a seguir. O mundo que ocupamos \u00e9 o ve\u00edculo, o instrumento moment\u00e2neo desse retorno. Quem se perde pelo caminho \u00e9 aquele que foge dessa sintonia que as veias da f\u00e9 crist\u00e3 apontam como verdade imut\u00e1vel e essencial proclamada por Cristo: \u201cToda autoridade me foi dada no c\u00e9u e sobre a terra. Portanto, ide e fazei disc\u00edpulos meus todos os povos\u201d (Mt 28,18-19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aqui reside a autoridade da Igreja sobre os destinos humanos. N\u00e3o \u00e9 uma simples ret\u00f3rica de for\u00e7a e poder, \u00e0 luz dos conceitos pol\u00edticos que usurpam as defini\u00e7\u00f5es de autoridade ou governo dos povos. A autoridade concedida \u00e0 Igreja no mundo engloba \u201ctodos os povos\u201d, aos quais sua mensagem de f\u00e9 e esperan\u00e7a se estende apontando a cruz como sinal e estandarte de reden\u00e7\u00e3o, de liberta\u00e7\u00e3o das correntes que porventura nos prendam, nos imobilizam, nos sufocam neste mundo. A a\u00e7\u00e3o da Igreja diante dessa realidade \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o moderadora, capaz de anunciar um novo caminho denunciando os desvios que \u201cderramam\u201d o sangue dos injusti\u00e7ados, dos inocentes, dos espoliados desse ensinamento de f\u00e9. \u201cIde e fazei disc\u00edpulos\u201d \u00e9 muito mais que um imperativo institucional, uma a\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica; \u00e9 uma necessidade de preserva\u00e7\u00e3o. Uma a\u00e7\u00e3o de coer\u00eancia com a vida, essa que ora ocupamos momentaneamente, mas que um dia devolveremos aos p\u00e9s da cruz de Cristo, aquele que caminha conosco. \u201cSim, ele p\u00f4s tudo sob os seus p\u00e9s e fez dele, que est\u00e1 acima de tudo, a cabe\u00e7a da Igreja\u201d (Ef 1,22). Sim,\u00a0 o fim do mundo ser\u00e1 para todos os que se desviarem desse caminho de f\u00e9 e esperan\u00e7a imut\u00e1veis, indestrut\u00edveis, imortais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem inventou a possibilidade do fim do mundo n\u00e3o foi o medo e a inseguran\u00e7a humana em seus dias de crises existenciais, mas o pr\u00f3prio Cristo em sua despedida terrena. 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