{"id":81674,"date":"2023-05-15T11:54:59","date_gmt":"2023-05-15T14:54:59","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=81674"},"modified":"2023-05-15T11:54:59","modified_gmt":"2023-05-15T14:54:59","slug":"clemente-piedosa-e-doce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/clemente-piedosa-e-doce\/","title":{"rendered":"CLEMENTE PIEDOSA E DOCE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Maio nos lembra Maria. Outrora nos lembrava as noivas e seus vestidos brancos a simbolizar pureza. Mas ainda festejamos a maternidade, como dom maior daquelas que s\u00e3o capazes de gerar a vida. Sim, ainda, pois a proveta ai est\u00e1 e n\u00e3o duvido se um dia surpreendidos formos com incubadoras sofisticadas a substituir o sagrado ventre maternal&#8230; Mas, enquanto a l\u00f3gica persiste apesar das pretens\u00f5es da Ci\u00eancia que no campo gen\u00e9tico j\u00e1 faz diabruras nunca antes imagin\u00e1veis, o sim de Maria continua m\u00fasica para os ouvidos angelicais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Salve Rainha! A maternidade humana est\u00e1 intrinsecamente ligada ao ato da Cria\u00e7\u00e3o, pois que d\u00e1 continuidade \u00e0 obra divina. Com ela nos aproximamos mais da miseric\u00f3rdia do Pai, pois que a cada nascimento renasce a esperan\u00e7a de dias melhores e os c\u00e9us glorificam o seu Nome, enchendo de luz qualquer vale das l\u00e1grimas e da insignific\u00e2ncia humana. Uma crian\u00e7a assim gerada \u00e9 deposit\u00e1ria dos mais nobres sentimentos e dos mais sagrados sonhos que possamos imaginar para qualquer lar, doce lar. O que \u00e9 nobre, o que \u00e9 sagrado d\u00e1 ares de realeza \u00e0 maternidade de qualquer mulher; independe de sua condi\u00e7\u00e3o social. Por isso delas se diz: rainha do lar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Vida do\u00e7ura e esperan\u00e7a nossa! Quem possui outra imagem de suas pr\u00f3prias m\u00e3es? Por mais indignos, insubordinados, rebeldes e alheios que possamos ser, qualquer filho ou filha t\u00eam na figura materna um hiato de paz, de aconchego, de esperan\u00e7a por dias melhores, por caminhos mais largos, por sonhos mais belos. O olhar de m\u00e3e, o colo, as m\u00e3os, a prote\u00e7\u00e3o, o levantar-se das muitas quedas, as vig\u00edlias nas noites febris, o cuidado com as ruas, o tr\u00e2nsito, a escola, o lanche, o rem\u00e9dio&#8230; Ah, m\u00e3e, quanta do\u00e7ura, quanto carinho, quanto amor!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pois at\u00e9 Deus, na pessoa de Jesus, experimentou esse privil\u00e9gio humano: os desvelos de uma m\u00e3e. N\u00e3o era degredado, nem filho de Eva, mas Filho de Deus! Princ\u00edpio e Fim, Alfa e Omega, a origem de Jesus poderia dispensar a figura materna de Maria, n\u00e3o fosse ela um instrumento precioso aos olhos do Pai. Sua maior e mais preciosa virtude, condi\u00e7\u00e3o m\u00ednima para merecer t\u00e3o sublime privil\u00e9gio, Deus n\u00e3o buscou no hist\u00f3rico de sua sa\u00fade f\u00edsica, jovialidade, pureza, nem na descend\u00eancia de seu povo, sua origem, sua forma\u00e7\u00e3o, suas cren\u00e7as, nem nas posses ou tradi\u00e7\u00f5es familiares, nem na cor de sua pele, no idioma que falava, na cultura que possu\u00eda&#8230; Seu \u00fanico e maior m\u00e9rito para ser m\u00e3e do Redentor estava em seus l\u00e1bios e em seu cora\u00e7\u00e3o submisso \u00e0 vontade de Deus. Sim! Sim, eu posso, eu aceito, eu quero&#8230; eu agrade\u00e7o! Eis o segredo de uma maternidade aben\u00e7oada, privilegiada com hosanas e gl\u00f3rias! Eis o sim de Maria!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa \u00e9 nossa advogada, m\u00e3e de Deus e dos homens, cujo olhar maternal suplicamos sobre a humanidade, sobre cada um de n\u00f3s. Cristianismo sem a maternidade de Maria \u00e9 \u00f3rf\u00e3o, incompleto, imperfeito. N\u00e3o se compreende uma f\u00e9 que ignore a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora no processo da Reden\u00e7\u00e3o, pois o pr\u00f3prio Jesus dela se serviu para ser quem foi, realizar o que realizou, ensinar o que nos ensinou. E, numa festa nupcial, quando o filho j\u00e1 adulto e bem formado ainda vacilava no in\u00edcio de sua miss\u00e3o, nada como um empurr\u00e3ozinho materno. \u201cM\u00e3e, minha hora ainda n\u00e3o chegou\u201d. Como n\u00e3o, depois de tanto desterro, tanto sofrimento, tanta expectativa humana por uma esperan\u00e7a maior? Ent\u00e3o Maria d\u00e1 as coordenadas para o primeiro milagre, o in\u00edcio de todos os demais: \u201cFa\u00e7am tudo o que ele mandar\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Maio nos lembra Maria. 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