{"id":80808,"date":"2023-04-10T10:22:40","date_gmt":"2023-04-10T13:22:40","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=80808"},"modified":"2023-04-10T13:24:15","modified_gmt":"2023-04-10T16:24:15","slug":"dom-yazlovetskiy-nas-feridas-de-jesus-ressuscitado-esta-o-sofrimento-da-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dom-yazlovetskiy-nas-feridas-de-jesus-ressuscitado-esta-o-sofrimento-da-ucrania\/","title":{"rendered":"Dom Yazlovetskiy: nas feridas de Jesus ressuscitado est\u00e1 o sofrimento da Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\"><span class=\"didascalia_img\">Segunda P\u00e1scoa de guarra na Ucr\u00e2nia\u00a0<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta audioInside\" data-mediatype=\"\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">O bispo-auxiliar da diocese de Kyiv-Zhytomyr olha para a segunda P\u00e1scoa marcada pelo conflito com a esperan\u00e7a de paz: &#8220;a maioria das pessoas, crentes e n\u00e3o crentes, sente que com a ajuda de Deus esta guerra terminar\u00e1&#8221;.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Svitlana Dukhovych &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco mais de um ano de guerra e duas comemora\u00e7\u00f5es da P\u00e1scoa vividas sob ass\u00e9dio. Os fi\u00e9is cat\u00f3licos de rito latino da Ucr\u00e2nia celebraram a Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor olhando para o renascimento, para o fim do medo e das l\u00e1grimas. Embora as bombas n\u00e3o tenham cessado de cair, embora o medo da morte ainda acompanhe a rotina di\u00e1ria de todos, se refor\u00e7a a esperan\u00e7a de que se possa chegar em breve ao fim da invas\u00e3o russa. &#8220;Este ano \u00e9 diferente&#8221;, confirma dom Oleksandr Yazlovetskiy, bispo-auxiliar da diocese de Kyiv-Zhytomyr, que explica ao Vatican News, que s\u00e3o &#8220;os jovens que pressionam para se alegrar e acreditar na paz&#8221;:<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-80808-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/04\/10\/11\/137022595_F137022595.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/04\/10\/11\/137022595_F137022595.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2023\/04\/10\/11\/137022595_F137022595.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Excel\u00eancia, esta j\u00e1 \u00e9 a segunda P\u00e1scoa que a Ucr\u00e2nia vive em guerra. Que significado assume a festividade neste contexto?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Certamente esta P\u00e1scoa, embora vivida novamente durante a guerra, \u00e9 algo diferente da P\u00e1scoa anterior, porque agora temos esperan\u00e7a e f\u00e9 de que, com a ajuda de Deus, o conflito possa terminar. Lembro que no ano passado celebramos, embora com a alegria da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, mas tamb\u00e9m com muita tristeza, porque n\u00e3o sab\u00edamos o que aconteceria em nosso pa\u00eds, nos pergunt\u00e1vamos como continuar, se ainda ser\u00edamos capazes de existir como povo. Sent\u00edamos um grande medo. Agora \u00e9 um pouco diferente. Acredito que a maioria dos ucranianos, crentes e n\u00e3o crentes, no entanto, sentem que com a ajuda de Deus esta guerra vai acabar. E assim a P\u00e1scoa tamb\u00e9m \u00e9 um pouco diferente este ano: a alegria \u00e9 mais forte porque a alegria depende antes de tudo da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, mas tamb\u00e9m das circunst\u00e2ncias que nos ajudam a senti-la melhor.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>As primeiras palavras que Jesus dirigiu aos seus disc\u00edpulos ap\u00f3s a Ressurrei\u00e7\u00e3o foram: &#8220;A paz esteja com voc\u00eas&#8221;. O que o senhor acha que elas significariam se Cristo as dissesse agora na Ucr\u00e2nia?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Sabemos que quando se \u00e9 jovem n\u00e3o se aprecia tanto a sa\u00fade, porque a tem, e tamb\u00e9m sabemos que quando este jovem se torna velho ele percebe que a sa\u00fade era uma gra\u00e7a bonita e lamenta n\u00e3o ter apreciado o suficiente. Assim \u00e9 tamb\u00e9m com a paz. Penso que para todos os povos, n\u00e3o s\u00f3 para a Ucr\u00e2nia, porque existem v\u00e1rios pa\u00edses que sofrem como n\u00f3s, esta palavra tem um grande valor. Para n\u00f3s n\u00e3o significa apenas a aus\u00eancia de guerra, porque percebemos que mesmo sem disparos, mesmo sem guerra verdadeira e real, n\u00e3o \u00e9 que a paz antes n\u00f3s a tiv\u00e9ssemos. \u00c9 claro que para n\u00f3s crist\u00e3os a paz seria ter Cristo como nosso Rei, mas para conseguir isso ainda temos que rezar.<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/04\/06\/Senza-titolo-1.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"Dom Oleksandr Yazlovetskiy\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2023\/04\/06\/Senza-titolo-1.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Dom Oleksandr Yazlovetskiy<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O que pode dizer sobre os jovens na Ucr\u00e2nia? Qual \u00e9 a fonte de esperan\u00e7a para a juventude?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Sabemos que os idosos s\u00e3o geralmente mais silenciosos porque t\u00eam alguma experi\u00eancia, viveram os bons e os maus momentos. E quando se trata de vit\u00f3ria, de paz, eles rezam e permanecem em sil\u00eancio, eles esperam, mas est\u00e3o em sil\u00eancio. Os jovens, por outro lado, nos incitam a nos alegrar, mas tamb\u00e9m a acreditar nesta paz, basta encontr\u00e1-los aqui em Kiev, basta falar com eles e eles nos d\u00e3o esperan\u00e7a, com sorrisos e palavras de conforto, um para o outro. Quando nos cumprimentam, dizem: &#8220;Vamos vencer&#8221;, &#8220;Desejo-lhe paz!&#8221; &#8220;Esperamos nos ver quando a guerra acabar&#8221;. Portanto, nossos jovens s\u00e3o realmente uma fonte de conforto para n\u00f3s, de ajuda, porque eles acreditam na paz. Gostaria de dizer que nossos jovens tamb\u00e9m esperam a visita do Papa Francisco, todos n\u00f3s rezamos por sua sa\u00fade, rezamos por ele e esperamos v\u00ea-lo aqui um dia com grande alegria.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Como mudou o modo de desempenhar o seu servi\u00e7o episcopal durante este ano? O que aprendeu durante este tempo?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Aprendi muitas coisas. Por exemplo, aprendi como ligar e desligar um gerador, ou o que significa ter um power bank, n\u00e3o o pequeno para seu telefone celular, mas um grande, capaz de garantir um dia de eletricidade em um apartamento. Brincadeira \u00e0 parte, este per\u00edodo foi dif\u00edcil para todos n\u00f3s, mas, com a ajuda de Deus, aprendemos muitas coisas. Tamb\u00e9m me ajudou pessoalmente, tamb\u00e9m pelo fato que desde dezembro passado eu me tornei presidente da &#8216;Caritas-Spes Ucr\u00e2nia&#8217;. Aqui temos duas C\u00e1ritas: a &#8216;Caritas Ucr\u00e2nia&#8217; da Igreja Greco-cat\u00f3lica e a &#8216;Caritas-Spes Ucr\u00e2nia&#8217; da Igreja Romano-Cat\u00f3lica, ambas realizando tantos projetos. E aqui estou aprendendo a fazer obras de miseric\u00f3rdia para com os necessitados.<br \/>\n<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>O Papa Francisco fala muito sobre o flagelo do clericalismo, penso que, certamente, em cada Igreja existem estas manchas de clericalismo, maiores ou menores, e n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o estamos livres disso, mas com a guerra, muitos de nossos padres, e eu tamb\u00e9m, aprendemos a estar perto do povo, a sair, a estar com eles, a pedir-lhes que organizem algo junto com eles, com os paroquianos, porque o padre n\u00e3o pode fazer nada sozinho. Portanto, para muitos de nossos padres e at\u00e9 mesmo bispos, \u00e9 como se eles tivessem recuperado o f\u00f4lego. Sentimos uma grande solidariedade, muitos projetos s\u00e3o feitos, muitos benfeitores chamam do exterior porque querem ajudar ou porque v\u00eam ao nosso encontro. Tamb\u00e9m aprendemos a experimentar, a aceitar a miseric\u00f3rdia dos outros, porque isto tamb\u00e9m deve ser aprendido. Lembro-me uma vez, quando eu ainda era seminarista na Pol\u00f4nia, fui enviado para recolher ofertas durante a missa, fiquei t\u00e3o envergonhado que fiquei vermelho. Senti-me humilhado, apesar de n\u00e3o estar pedindo esmola para mim, mas para a Igreja, para a par\u00f3quia. Portanto, \u00e9 preciso tamb\u00e9m aprender a receber ajuda. Fomos humilhados por esta guerra, mas experimentamos uma grande miseric\u00f3rdia. Ao mesmo tempo, aprendemos tamb\u00e9m a fazer obras de miseric\u00f3rdia para com os outros. A guerra ajuda a ser ou um grande pecador ou um grande santo. S\u00e3o dois extremos, h\u00e1 apenas duas possibilidades.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>O que senhor diz, acredito, tamb\u00e9m pode ser visto como um grande sinal de esperan\u00e7a&#8230;<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u00c9 claro que estamos aprendendo muitas coisas: estamos aprendendo a ser crist\u00e3os, mesmo sem nos nomearmos crist\u00e3os. Na guerra, se voc\u00ea quer ser uma boa pessoa, se voc\u00ea quer ajudar os outros, se voc\u00ea quer ser solid\u00e1rio com os outros, e se voc\u00ea quer trabalhar para conseguir esta paz, voc\u00ea tem que se comportar como um crist\u00e3o, porque de outra forma para onde n\u00f3s vamos?<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--photo\">\n<figure><picture><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2022\/11\/23\/WhatsApp-Image-2022-11-23-at-15.20.26aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"Dom Oleksandr Yazlovetskiy com o Papa Francisco no Vaticano\" data-original=\"\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2022\/11\/23\/WhatsApp-Image-2022-11-23-at-15.20.26aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/picture><\/figure>\n<div class=\"photo_embed--Title\">Dom Oleksandr Yazlovetskiy com o Papa Francisco no Vaticano<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Ap\u00f3s a ressurrei\u00e7\u00e3o, Jesus aparece a seus disc\u00edpulos com feridas. O que isto nos ensina no contexto da guerra?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Olhando para as feridas de Cristo e seu corpo na Sexta-feira Santa, sentimos grande compaix\u00e3o. Normalmente \u00e9 Deus que sente compaix\u00e3o por n\u00f3s, nesse dia somos n\u00f3s que sentimos isso em rela\u00e7\u00e3o a Deus que pagou um grande pre\u00e7o para nos salvar. N\u00f3s ucranianos tamb\u00e9m podemos ver estas feridas de Cristo em nosso pa\u00eds, sabemos que Cristo se identifica com as pessoas que sofrem e n\u00f3s temos estas feridas abertas h\u00e1 um ano. Sou grato a todos aqueles que s\u00e3o sens\u00edveis ao sofrimento de Cristo, enquanto olham para a cruz nestes dias ou ao longo do ano, e entendo que Cristo est\u00e1 presente no povo que sofre, nos povos que sofrem, e n\u00e3o estou falando apenas dos ucranianos. Vejo tantos que querem trazer ajuda, que querem nos apoiar com a ora\u00e7\u00e3o, com palavras de conforto. E sentimos esta compaix\u00e3o por n\u00f3s e somos muito gratos a todos aqueles que v\u00eaem Cristo sofrer tamb\u00e9m em nosso pa\u00eds, que v\u00eaem estas feridas em nossas cidades e vilas destru\u00eddas, em tantas pessoas e em tantos soldados que morreram.<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segunda P\u00e1scoa de guarra na Ucr\u00e2nia\u00a0 O bispo-auxiliar da diocese de Kyiv-Zhytomyr olha para a segunda P\u00e1scoa marcada pelo conflito com a esperan\u00e7a de paz: &#8220;a maioria das pessoas, crentes e n\u00e3o crentes, sente que com a ajuda de Deus esta guerra terminar\u00e1&#8221;. 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